nobashi Nobashi

Dois meses de aluguel atrasados, falido e desempregado, esse é o atual estado de Daslif Gordon, um ex-mercenário famoso por todo o país, e até mesmo além dele. Após seu contrato com uma entidade misteriosa terminar, Daslif cai em uma vida miserável rodeada por cigarros, bebidas e tentativas fracassadas de conseguir um emprego. Com o aluguel atrasado e se recusando a vender sua moto, ele volta para a vida de assassinatos. O que não esperava era ter uma proposta atípica do homem que mandou matar o próprio irmão: ser o guarda-costas de sua futura esposa. Sem querer voltar para sua antiga vida, Daslif resolve aceitar, o que não esperava era que Sienna Alighieri fosse uma garota tão... peculiar.


Romance Erótico Para maiores de 18 apenas.

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Prólogo

Era difícil andar pelas tubulações daquela mansão. Mesmo se esgueirando pelos tubos, era fácil sentir a claustrofobia aumentar a cada segundo que passava, ainda mais quando não surgia nenhuma saída pela frente.

Mas logo sua sorte mudou, o atirador parou, analisando a tampa embaixo dele. Recuou e encaixou os dedos no metal, forçou um pouco e lá estava, a saída que precisava. Olhando para baixo, notou ser um escritório, provavelmente no segundo andar da mansão de uma poderosa família de Alfeng. Esperou alguns minutos e, ao certificar-se que não apareceria ninguém, ele saltou.

O pouso foi perfeito, nem mesmo um ruído. Daslif aproveitou de seus 1,84 para encaixar novamente a tampa lá em cima. Era uma tubulação antiga demais para uma casa daquele nível.

Daslif empurrou uma mecha branca para atrás da orelha e sacou sua pistola. Uma Magnum 44 com detalhes personalizados no cano. Seu trabalho era simples: executar Farlan Westfall, o primogênito de uma das famílias mais poderosas de Alfeng e herdeiro de um império de armas de luxo.

Daslif soprou mais uma mecha, mesmo com seus cabelos brancos presos em um rabo de cavalo baixo, alguns fios lhe escapavam para o rosto atraente, atrapalhando os olhos escuros. Seus fios brancos davam um contraste belo com sua pele parda, calejada e seca. Ele não se importava muito com a própria aparência.

Calmamente ele saiu do escritório, a festança acontecia no quintal da mansão, então não era para ter muita gente pelos corredores. Ele começou a andar, seguindo o mapa que havia memorizado. Precisava ir para um dos quartos de visita cuja sacada daria uma visão privilegiada para o quintal. O assassinato deveria causar um rebuliço que lhe ganharia tempo suficiente para escapar, assim ele esperava.

Daslif seguiu andando até dar de cara com um dos quartos com a porta aberta, diferente da maioria que se encontravam fechados. Ele ia dar mais um passo, mas um barulho chamou sua atenção: soluços.

Um "tch" baixinho saiu de seus lábios e então ele foi até a porta. O que viu fez seus olhos arregalarem levemente.

As cortinas balançavam com a brisa noturna, e debruçada sobre a sacada estava uma garota. Os fios prateados voavam ao ritmo das cortinas, apesar de seu belo vestido estar quase imóvel. Ela estava de costas, concentrada demais em um choro contido para perceber sua presença, o que deu a Daslif a liberdade de erguer sua pistola, mirando na cabeça da garota. Se quisesse completar o trabalho, deveria eliminar possíveis testemunhas. Não era culpa dela, estava apenas no lugar errado, na hora errada.

A garota ouviu um "click" estranho, rapidamente secou o rosto e olhou para trás, mas tudo o que viu foi o corredor vazio após a porta. Ela franziu o cenho, sem entender, mas logo respirou fundo, secou as lágrimas, ajeitou o vestido caro e começou a andar. Perdeu longos minutos ali, sua mãe já deve estar à sua procura.

Fechou a porta atrás de si com cuidado, não querendo deixar rastros, e começou a andar pelo corredor na direção das escadas.

Os olhos dourados, os longos cabelos prateados que caíam em ondas cheias pelas costas, o decote discreto do vestido que apenas realçava suas curvas. Foram todos os detalhes que Daslif notou quando ela passou por ele, mas sem notá-lo ali, escondido pelas sombras entre um armário e a parede.

Ele aguardou, paciente, até que o som dos saltos daquela garota descendo as escadas sumissem de vez. Respirou fundo, ao menos não precisou matá-la. Saiu dali e tentou lembrar-se do quarto que Cain Westfall, seu contratante, indicou. O segundo à esquerda, logo após o quarto em que a garota estava.

E foi lá que Daslif adentrou, ignorando os detalhes do luxuoso quarto e se apressando até a sacada. Puxou a pistola, uma alta árvore se erguia na frente da sacada, a copa cobrindo boa parte de sua visão. Era perfeito, pois assim como Daslif mal podia ver, os convidados também não podiam.

Ele apoiou a pistola no batente e então se pôs a observar. As folhas se abriam em espaços de tempo de acordo com a brisa, lhe dando uma visão do enorme quintal decorado e abarrotado de pessoas em seus trajes elegantes. A música soava em tom ambiente e, combinado com as risadas contidas dos convidados, criava uma sinfonia calma e até mesmo alegre.

Logo o assassino identificou seu alvo. Farlan estava de pé ao lado do irmão, Cain. Ele parecia calmo demais para quem comandou o assassinato do próprio irmão. Daslif seguiu observando e, quando Farlan andou, cronometrou o tempo de seus passos. Ele estava andando lentamente, talvez por conta da bebida ou pelo fato de estar acompanhando. Um segundo. Perfeito.

Ele então ergueu a pistola e a apontou, mas tão rápido como a sacou, baixou-a assim que viu aquela garota conversar com Farlan acompanhada de outra mulher de curtos cabelos negros. Sua mãe, talvez? O atirador mordeu o lábio, irritado. Era uma boa deixa, sua visão sobre o alvo era clara, bastava apenas um tiro, mas aquela garota...

— Sai logo daí, porra... — Sussurrou.

E feito, a garota sorriu e foi andando no caminho contrário junto à mãe, deixando os irmãos sozinhos novamente. Eles retomaram a andar, mas dessa vez as folhas voaram sobre suas imagens, sua visão foi tomada pela copa da árvore.

Daslif empunhou a pistola, sua precisão era tanta que ela nem tremia, completamente fixa. A mira foi acompanhando de acordo com sua voz.

— Um, dois... — E então, Daslif estabilizou a mira. Já foram dois passos. — Três.

O som do tiro tomou a noite, houve um choque mútuo por todos os convidados, a brisa novamente movimentou as folhas e Daslif pôde contemplar seu alvo no chão. A execução fora perfeita, seu trabalho estava feito.

Juntou a cápsula, guardou a pistola e saiu andando. Não havia motivo de pressa, a maioria dos seguranças foram até o quintal ver o que havia acontecido, e Cain havia prometido lhe dar cobertura. Daslif saiu pela porta da frente, puxando do bolso um maço de cigarros. Seguiu pela calçada enquanto a cacofonia dos gritos desesperados tomava os fundos da mansão, tragou, saboreou e então soltou a fumaça. A noite era bela, a lua lhe lembrava aquela garota, mas as estrelas lhe lembravam buracos de bala. Talvez suas vítimas estivessem lá, o amaldiçoando por tudo o que Daslif tirou delas.

Ele seguiu andando até a rua de trás onde sua moto estava estacionada, uma bela BMW R18. Jogou o cigarro no chão, apagando o fogo com a sola do sapato. Colocou o capacete, subiu e então desapareceu noite afora.

29 de Novembro de 2021 às 20:19 0 Denunciar Insira Seguir história
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