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O MEDO QUE NOS CONSOME

O MEDO QUE NOS CONSOME


O medo é um sentimento difícil de lidar, pois, ele tem vários níveis de interferência em nossas vidas, uns tem medo de chuva, trovões, outros medo de elevador, altura, de adoecerem, de ficarem só, cada um deles com uma intensidade diferente.
Ele sempre fez parte de nossas vidas, afinal basta lembrar "daquele bicho-papão" dentro do guarda roupas ou embaixo da cama, que não nos deixava dormir com as luzes apagadas.
Ele pode ser interpretado por algumas pessoas como um sinal de fraqueza, para outras significa ausência de coragem, causando em nós alguns efeitos facilmente identificados, angustias, falta de controle de si, ansiedade, tremor, suadeira e por aí vai.
Quando nos encontramos nesse estado, nos sentimos frágeis, sensíveis demais, produzimos uma carga negativa muito forte que vai nos consumindo aos poucos, capaz de nos incapacitar, de reagir.
Por medo, perdemos a confiança em nossas ações, entramos em uma disputa já nos sentindo derrotados, deixamos de nos arriscar em relacionamentos por acreditar não ser mais capaz de fazer alguém feliz ou até cometer os mesmos erros.
Recentemente esse medo tem sido o sentimento mais presente ainda em nossas vidas, o motivo, uma pandemia causada por um vírus que compromete o sistema respiratório, causando uma destruição avassaladora, deixando muitos órfãos, dizimando famílias inteiras e um saldo inimaginável de tantas outras pessoas com seqüelas.
Passado aproximadamente quase um ano e meio, de tratamentos paliativos com usos de máscaras e Álcool gel, quarentena e distanciamento social, e o desenvolvimento de algumas vacinas que trouxeram desconfianças devido a rapidez com que foram concebidas, voltamos gradativamente a nos reconectar com as pessoas, com o mundo, mas carregamos o medo conosco, o de sermos contaminados, e ou transmitirmos para as pessoas que amamos.
Perdemos muitos amigos e vimos tantos outros familiares na mesma situação, o desemprego se instalou na sociedade, famílias inteiras passaram a ocupar um lugar em estatísticas ultrajantes por abandonarem seus lares e se somarem a tantas outras já ocupando um lugar qualquer nas ruas.
Temos vistos como sequelas dessa doença, um aumento considerável das pessoas com síndrome do pânico, medo dos transportes públicos lotados e até mesmo de sair de casa, a máscara nos deixa mais tranquilos e por mais que deixem de ser obrigatórias, ainda usaremos com frequência, pois, virou acessório de moda indispensável onde quer esteja.
Então meus amigos, o que precisamos colocar em prática, é trabalhar nossas mentes afim de nos adaptar, ao que é inevitável não sentir, mas possível de conviver sem deixarmos afetar nossas vidas.
Não podemos deixar de crescer profissionalmente, socialmente, amar intensamente, pois, as dúvidas, os erros e acertos que cometemos em vida, é que levamos de melhor desse mundo.
Viva intensamente, sem medo de ser feliz.


Ailton
11/21











26 de Novembro de 2021 às 01:30 0 Denunciar Insira Seguir história
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