hardcoreaoni Raphael Oliveira

* Esta é uma história original, porém feita como um fanmade de uma Creepypasta chamada Laughing Jill. O livro faz uma adaptação da creepypasta para um cenário slasher. Na história, um grupo de jovens da faculdade planeja uma viagem de férias, e decidem ir a um resort. Ao chegar lá, conhecem outro grupo de jovens, e tudo parece ir muito bem. Isso até eles conhecerem um certo alguém... O livro conta com elementos de splatter, atmosfera gótica, slasher, e uma narrativa forte. Feito de um fan de terror, para fans de terror. Boa leitura.


Horror Horror gótico Para maiores de 18 apenas.

#dark #terror #gore #creepypasta #fanmade #Laughing-Jill
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Prólogo: Perdendo as cores.

A muitos anos atrás, durante o período da era vitoriana, em um ano desconhecido, uma criança chamada Mary se afoga em sua solidão. Ela não tem nenhum irmão ou irmã e nem nenhum amigo. Sua vida é deveras monótona e chata, principalmente pelo fato de ela ser uma criança. Mary brinca com suas bonecas às vezes, e nesses momentos de brincadeira, ela gosta de soltar a imaginação com as bonecas. Sua boneca preferida tem a aparência de uma palhaça, com cabelos cacheados morenos, pele branca e um nariz em forma de cone. Mary a deu o nome de Jill, mas às vezes a chama de Jill risonha, por imaginar a boneca como uma pessoa feliz.

Os pais de Mary são muito ausentes, por conta de seus trabalhos. A casa deles no entanto tem muitos empregados, visto que a família de Mary tem boas condições. Pode se dizer que são ricos, pelo menos em dinheiro. A maioria dos funcionários não se relacionam muito com Mary, mas estão sempre conversando entre si. Fofocando, para ser mais exato.

A infância de Mary seguiu nesse ritmo, sem graça e sem cores, com os únicos momentos de diversão dela sendo os com as bonecas, principalmente Jill. Na idade de 6 anos, Mary começou a ver Jill como sua amiga imaginária, uma pessoa em sua frente. Uma que só ela via. Seus pais perceberam e acharam inofensivo no começo, já que é comum que crianças façam aquele tipo de coisa.

Os anos se passaram com Mary tendo raríssimos momentos fora de casa. E nesses momentos, ela não interagia muito com outras pessoas. As poucas crianças que conheceu de outras famílias eram esnobes e chatas demais para a pequena Mary. Com o comportamento isolado de Mary e seus hábitos anti-sociais, os pais de Mary começaram a se preocupar, já que até os 12 anos ela ainda brincava com a tal Jill, tanto a boneca quanto sua versão imaginária.

Percebendo que as outras crianças da idade dela já praticavam hábitos mais maduros, os pais da criança acharam que ela era louca ou tinha problemas mentais, visando também o tanto de dinheiro que investiram na educação dela. Parecia para eles que ela não se relacionava com ninguém, não aprendia nada e não se soltava de Jill. Fazendo um último investimento na garota e preocupados com sua saúde, eles a mandaram para um manicômio. Os funcionários do manicômio acharam um pouco exagerado a internar lá, já que ela ainda era bem jovem, mas os pais dela insistiram.

Ela foi internada, e enquanto ela ficou lá sendo tratada, os brinquedos dela foram guardados em uma caixa de madeira, que ficou trancada no armário dela. No manicômio, no entanto, um desses brinquedos ainda se mostrava para Mary, em sua forma imaginária. Ela era Jill. Ela e Mary conversavam a tarde toda e até os outros internados achavam aquilo estranho.

Depois de meses de tratamento, os médicos a tratando começaram a ficar preocupados. Não importava o quanto se esforçavam, o quanto de medicamentos davam ou quantas técnicas usavam, Mary continua falando de Jill para todos. Como sempre, em uma tarde clara, Mary e Jill conversam no quarto de Mary.

- E o que vai fazer quando voltar para casa, Mary – pergunta Jill.

- Ah eu não sei. O que mais sentiria falta seria de você, mas você está aqui. Eu só não posso te tocar como antes – disse Mary, triste.

- Você pode me tocar! – Jill segura a mão direita de Mary.

- Nossa! – Mary sorri.

Um dos guardas foi levar a refeição de Mary e a viu conversando ´´sozinha``. Ele começou a achar estranha a situação. Mesmo que ela recebesse medicação, nada a tinha mudado. O guarda sai do quarto, mas deixa a porta aberta. Ele se afasta e observa a garota de longe. Ela continua falando e então pega o prato de comida. Ela estende a colher para frente, como se estivesse pedindo para alguém a segurar. Para a surpresa do guarda, a colher ficou suspensa no ar, bem na frente de Mary.

O guarda foi tomado por pura intuição supersticiosa e se levantou, já tirando a arma de sua cintura. Ele olhou para os lados, para ver se mais alguém o observava. Ninguém estava por perto. Ele mirou a pistola na nuca da criança e disparou. O sangue da garota se espirrou pela cama, o corpo dela cai para frente no colchão e o prato de comida caiu no chão, se quebrando e espalhando comida por todo lado.

Jill não pode acreditar no que viu. Seus olhos se arregalaram e ela começou a sacodir o corpo de Mary, para ver se ela respondia. A garota estava gelada e seu corpo ficando rígido. Vendo o corpo de Mary se balançando, o guarda descarregou o resto da arma nas costas dela. Jill gritou e chorou alto, ainda sem ser vista ou ouvida por qualquer um. Suas cores alegres começaram a se esvair de suas roupas, sua pele se tornou pálida e seus cabelos se tornaram negros. O sangue de Mary se espalhou pelo chão até encostar nos pés de Jill.

Neste momento, o guarda deu um grito alto e caiu para trás. Ele podia ver Jill, diante dele. A garota é pálida e tem o rosto manchado de lágrimas de sangue. Ela aponta para o corpo de Mary e fala:

- Por que você fez isso? – A voz dela é cortante e rouca.

O guarda se levanta e corre. Jill pega da cama o garfo com o qual Mary comia e o arremessa no guarda. O garfo cruza os ares em tremenda velocidade e finca nas costas dele. Ele grita e tenta alcançar o garfo nas costas. O uniforme dele se mancha de sangue. Ainda tentando alcançar o garfo, ele sente uma mão o segurar por trás, na garganta. Unhas se cravam em seu pescoço e sangue espirra. O guarda engasga, seus olhos se reviram e a vida se esvai de seu corpo.

Jill joga o corpo no chão. Um tiro então a acerta no braço esquerdo, mas ao invés de sangue, um tipo de pó preto sai, como se algo tivesse se quebrado dentro dela. Ela se vira e vê mais guardas, na porta daquela sala. O ferimento no braço dela se fecha, mas o rasgo na roupa permanece. Ela anda até os outros guardas, que descarregam as armas nela. A frente da roupa dela fica toda furada, mas os ferimentos se fecham segundos depois.

Jill estende a mão até a porta atrás deles, e esta se fecha. Eles olham para trás assustados com o bater da porta e logo percebem que estavam trancados ali com ela. Com as próprias mãos, ela começa a degolar eles um por um. Jill mata a todos, deixando os corpos no chão, todos sem a garganta. O chão se cobre de sangue. Jill olha para o próprio corpo e vê as gotas de sangue espalhadas por toda sua pele e roupas. Ela olha para os corpos estirados no chão e para o sangue que se esvai deles. Ela olha para as próprias mãos, mergulhadas em vermelho e então, ela sorri. O sorriso lentamente se abre e se torna uma gargalhada.

Jill ri alto entre os corpos, coberta com o sangue deles e tendo seus cadáveres a seus pés. Mas nem tudo está acabado, tem mais uma visita que Jill tem que fazer.

No casarão de Mary, sua mãe se embeleza em frente ao espelho, despreocupada. O espelho então se torna negro. A mãe de Mary fica assustada e deixa cair a maquiagem das mãos. Ela toca o espelho com as pontas dos dedos e o observa, tentando entender o que está errado. O espelho começa a se rachar. Ela afasta as mãos e dá dois passos para trás, quando o espelho se estraçalha de dentro para fora. Cacos de vidro voam pelos ares e alguns deles se encravam no corpo da mãe de Mary. A mulher fica em estado de choque, tremendo e olhando para seu corpo ferido e judiado pelo vidro.

A mulher sentiu algo em seu ombro direito. Ela se virou e viu uma serra de mão enferrujada. Antes que ela pudesse ter qualquer reação, a serra começou a se mover e cortar sua pele. A mulher gritou. Por trás dela, Jill move a serra para frente e para trás com força e velocidade. O sangue da mulher espirra e acobertando seus gritos, Jill ri alto. A risada ecoa pelo salão da casa e Jill corta a mulher pela metade, na vertical.

Olhando para o corpo partido no chão, Jill não consegue parar de rir de satisfação. Ela chega a se engasgar às vezes e ficar com as veias da testa saltadas.

Os corpos no manicômio foram encontrados pelas autoridades, que nunca conseguiram achar sequer uma pista de quem teria feito aquilo. Naquela era, mais assassinatos de natureza parecida aconteceram. A única coisa que os policiais conseguiram descobrir é que os crimes sempre eram cometidos contra casais que possuíam filhos. A maioria das crianças nos casos sofria de maus tratos.

24 de Novembro de 2021 às 00:35 0 Denunciar Insira Seguir história
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Leia o próximo capítulo Capítulo 1: Paternidade.

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