delmonego Sara Delmonego

Fique atento a possíveis presentes que o universo pode lhe dar.


Horror Horror gótico Para maiores de 18 apenas.

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Envolto a escuridão

Sou uma pessoa simples, de uma cidade pequena, venho de uma família pobre e vim para a cidade grande em busca de sonhos e uma vida melhor do que a que meus pais poderiam me proporcionar. Prefiro não dizer meu nome nesse depoimento, tenho medo que tudo seja real, mesmo tendo provas em meu corpo que comprove que os piores pesadelos podem se cumprir. Noites como essas, escuras e gélidas me fazem ter calafrios, repulsa e com sorte por ainda estar viva.

Estava em uma festa de alguém da faculdade e lá estava, jogado em no chão, em um canto qualquer, um colar. Não era de ouro, nem nada, era apenas uma corrente banhada prata, com uma gema preta, que me hipnotizava, ao tocar, senti o gélido da rocha e então um leve arrepio. Olhei ao redor, procurando alguém que estivesse procurando por algo, não havia ninguém, então presumi que seria meu, então tratei de colocá-lo, achei que o tom negro da pedra tinha combinado perfeitamente com o tom moreno da minha pele.

Tenho que dizer que me sentia protegida por algo com aquele colar, mas não fazia sentido, estava estudando em uma faculdade em outro estado e não tinha com quem contar ou alguém para correr. Foi então que Conheci Elliot, em uma manhã no campus da faculdade, parecia que já o conhecia, mas como poderia? Ele falou que já tínhamos tido aulas juntos, mas ele era uma Pessoa difícil de se esquecer. Ele era alto, cabelos negros, pele pálida e lábios carnudos e avermelhados, como o sangue. Elliot me deixava desconcertada, nunca alguém prestava atenção nas minha palavras. Ele ficava me ouvindo por horas, sem me interromper e sempre como um leve sorriso. De uma forma estranha, agradecia ao colar por isso, como se ele fosse um objeto de sorte, um bom presságio, agora percebo o erro que cometi.

Em uma noite de sexta, fui chamada para uma social de Halloween, imaginei que seria algo pequeno, só quando cheguei no local vi que quase todos da faculdade foi convidada. Passei despercebida por muitos sendo a única sem fantasia. Comecei a beber sozinha em um canto, estava procurando por Elliot, pois tínhamos combinado de nos encontramos na festa. Enquanto estava procurando, meu olhar se chocou com o de Mark, fazíamos matérias juntos, ele era mais velho e bonito. Mark sorriu e veio falar comigo, como a música estava alta e não entendíamos o que um dizia ao outro, concordamos em ir para de fora. Não sei quando, mas creio que Mark tenha colocado alguma droga em minha bebida, pois depois de um tempo em que estávamos conversando senti uma tonteira, minhas pernas estavam bambas e minha visão turva, como se tivesse bebido muito, mas sabia que não havia, a única coisa que sabia era que Mark se aproximava de mim e me empurrando contra a parede, sentia seu bafo quente cheirando a cerveja no meu rosto, não conseguia berrar ou afasta-lo, senti sua mão colocando a tocando em minhas meu quadril e o áspero da parede em minhas costas, quando Mark se inclinou para começar a me beijar ouvi o som de carne sendo cortada, vejo ele tossir e logo depois há sangue saindo de sua boca e pescoço. Podia ver o desespero de Mark nos seus olhos e a vida se ir, dava pra ouvir que ele se afogava no seu próprio sangue, conseguia sentia os respingos de sangue em meu rosto, depois disso, imagino que o choque tenha sido tão grande que desanimei. Me lembro apenas de voltar a consciência em um breve momento e ver algo sombrio desfrutando do sangue de Mark. Na manhã seguinte, estava em meu apartamento, com meu pijama, fui correndo ao espelho para checar meu rosto, estava limpo.

Fiquei com aquela imagem cravada em minha cabeça, não sabia se podia confiar em meus lapsos de memória, mas Mark tinha faltado, quando perguntei por ele para seus amigos, nem um sabia dizer seu paradeiro. Quando perguntei se alguém sabia como eu tinha ido para casa ninguém soube me responder, estava em uma incógnita. Havia algo que me dizia para procurar Elliot e perguntar o desencontro de da noite anterior, mas também não o achava em local algum, então percebi que não sabia praticamente nada sobre ele, será que ele tinha amigos? Aparentemente, não, ninguém o conhecia ou tinha ouvido alguém parecido com ele pelo compus. Tinha uma dúvida se simplesmente não tinha enlouquecido.

Os dias foram se passando, fui entrevistada sobre o desaparecimento de Mark, não podia falar sobre meus lapsos de memória, então contei a verdade até onde se parecia normal, mas como não havia corpo não deram muita importância para a minha história, mas começava mais a acreditar no que tinha visto.

Em uma noite em que eu estava terminando de rever minhas anotações, ouvi som de batidas em minha porta, eram batidas muito fortes e frequentes, fui correndo atender, perguntei quem era e foi quando ouvi a voz de Elliot, abri a porta e vi novamente aquelas feições que me deixavam hipnotizada, fazia perguntas a ele e as respostas eram sempre vagas foi quando ele olhou para mim e disse "senti sua falta" e me beijou, era nosso primeiro beijo, era profundo e lento, sentia suas mãos em meus quadris suavemente indo para baixo. Coloquei minhas mãos em sua nuca tentando nos fundir em um só, não queria larga-lo. Elliot puxava meu quadril para mais perto, e senti sua ereção, então toquei, foi quando ele me empurrou para o sofá da sala, abrindo minha camisa e puxando minhas calças para baixo, me deixando com apenas o colar. Ele veio para cima de mim, começou a mordiscar meu pescoço com leves chupões, no mesmo momento em que suas mãos vasculhavam meu corpo. Enquanto me olhava, com aqueles olhos de predador, ele descia ao encontro da minha vagina, foi quando ele chegou no meu ponto g e começou a me dar prazer, coloquei as mãos em seu cabelo e fechei meus olhos, sentia meu quadril em chamas e quando começara os espasmos, foi quando abri meus olhos o rosto de Elliot se transformará, sua pele branca agora era cinza, cheia de machucados parecendo como de um cadáver, seus olhos eram completamente pretos, ele não tinha mais nariz, seu cabelo era algo ralo, escorrido e úmido e seus lábios agora era só uma rachadura que ia de orelha a orelha em um sorriso macabro e dela só saia ruídos da sua respiração, foi quando percebi que Elliot era a coisa que tinha matado Mark, gritei de desespero, sentia a joia queimar na minha garganta, Elliot foi para do meu pescoço, apertava a minha garganta enquanto olhava nos meus olhos, era um olhar profundo que não tinha nem um brilhos, só a escuridão. Elliot murmurava "eu te amo" com o hálito podre. Estava tentando me livrar de suas garrar gélidas, sem querer arranque o colar e num piscar de olhos, ele não estava mais ali. Fui correndo olhar no espelho, havia marcas vermelhas na minha garganta e onde o colar passava estava queimado, sinal que tudo aquilo era verdade.

Liguei para a polícia, mas de nada adiantou, tentaram colher digitais, olharam as câmeras de segurança e nada, falaram que eu estava delirando, mas não sabiam explicar as marcas no meu pescoço, apenas seguiram em frente. O colar ficou comigo, a sensação boa que senti antes havia sido trocada por aquele olhar vazio da morte, tentei quebra-lo com um martelo, não importava a força que tinha, não quebrava, então fui ao local que tinha achado e o devolvi, torci para nunca mais topar com aquilo novamente. Até hoje tenho sonhos com o olhar da criatura e seu hálito podre, acordo gritando com as mãos no meu pescoço.

17 de Novembro de 2021 às 23:27 0 Denunciar Insira Seguir história
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Fim

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Sara Delmonego Apenas cansada

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