yasminpizapio Yasmin Pizapio

Yasmin é uma garota da raça Angelical com dom de cura, que tem sua memória propositalmente apagada, acorda em uma floresta sem saber de nada do seu passado. Apenas seu nome, sua idade e a lembrança de que alguém da mesma raça que ela a deixando na floresta. Depois de quase 3 anos vivendo uma vida pacata longe das cidades por conta de ser uma raça procurada por caçadores de recompensa. Ela encontra um garoto de uma personalidade e raça totalmente oposta a ela. Depois de um terrível acidente, os dois precisaram unir forças e embarcar em uma grande jornada atrás da salvação e dos enigmas do passado. Mas, antes de encontrarem todas as respostas que precisam para sobreviver, eles precisam encontrar a si mesmos e vivenciar aventuras e um romance pelo mundo.


#5 em Fantasia #4 em Épico Todo o público.

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Onde tudo começou

*Música do capítulo: Roslyn—Bon Iver*



Ano novo, um de Janeiro de sabe os céus que ano. Acho que 120 anos depois que minha raça foi considerada extinta, estou aqui nessa floresta caçando meu jantar. Ando abaixada com o arco em mãos, abaixo minhas asas para o coelho não me notar, porém meu estômago ronca, o coelho olha para trás, e minha flecha é lançada. Portanto, hoje, terei meu jantar.

Aproximo-me de minha vítima e a pego já sem vida, infelizmente não tenho o privilégio de ter um mercado onde vivo. Uma floresta cercada de plantas e animais, sem pessoas ou outras criaturas. Sendo assim, apenas eu e meu arco.

Caminho pela floresta que nessa época do ano está com musgo em todo o chão, deixando tudo verde e iluminado. Avisto minha casa, quase na beirada da floresta e próximo dela, há um lindo campo com grama alta no qual ao meio deste, existe uma árvore solitária. Assim sendo, após o campo tem uma montanha na qual nunca fui, não sei explicar a razão, apenas nunca gostei de lá.

Nessa parte da floresta tudo parece estar sempre iluminado, mesmo durante a noite está sempre brilhando, graças aos vaga-lumes. Os humanos falam que são fadas, mas não sei ao certo, apenas aprecio e às vezes, em noites de tédio, elas vêm visitar a janela do meu quarto.

📷

Com um coelho em mãos, volto para minha casa na árvore, que não possui escadas para subir e quase envolve a enorme árvore que a sustenta. Sendo toda feita de madeira e pintada de branco por dentro, enquanto por fora é quase toda coberta de vinhedos e flores. Levantei voo até a varanda e abro a porta dupla, adentro à cozinha, logo na entrada, há uma claraboia no teto para entrada de luz. Assim sendo, caminho até ela e coloco o coelho na geladeira, na esquerda existe uma "sala" com dois sofás e um pufe.

— Já está anoitecendo, preciso me arrumar para dormir.— digo para mim mesma.

Uma forma de me sentir menos solitária aqui. Ando pela casa para ver se há algum animal ou coisa pior entrou pela janela, que havia deixado aberta.

No centro da casa, há um enorme tronco da árvore e encostado nele, tem uma pequena mesa com duas cadeiras, para caso algum dia eu vá receber uma visita. Tudo em ordem, dou a volta no tronco até o meu quarto, observo minha cama com o tecido que a cobre, puxando-a logo em seguida, o amarrei nas 4 hastes que o sustenta sobre a cama. Olho à direita, onde há um enorme espelho de chão, e logo à frente da minha cama tem uma enorme janela, onde algumas vinhas invadem e o sol bate todas as manhãs.

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Ando até o banheiro para limpar meu rosto e acabo vendo meu reflexo no espelho; minha asa direita estava suja, reclamo enquanto limpo. Penas brancas nunca ficam realmente brancas.

— Alada...— falo enquanto me observo.

A palavra ao qual humanos nos chamam, mas a única coisa diferente deles que tenho são essas asas. No entanto, de resto, continuo com o mesmo cabelo liso claro, os mesmos olhos verdes e a mesma pele pálida.

Percebo que há um ferimento no joelho, encostei minhas mãos no local, uma luz branca de sempre apareceu e a cobre, segundos depois, o ferimento desapareceu. Senti uma tontura, porém acabei segurando a minha cabeça com as mãos. Preciso treinar mais isso, assim não acabo quase desmaiando sempre que uso.

Em cima da minha cama está o livro, onde escrevo sobre as raças e espécies que observo na floresta, cidade e oceano, além de como encontrar coisas novas e interessantes para tirar um pouco do tédio e aprender mais. Anoto a minha caça que foi um coelho com chifres de cervo, nele faço um desenho corrido e simples do animal. Por fim, virei as páginas até chegar na minha parte menos favorita: o diário.

Escrevo tudo que me lembro: ter 20 anos, ser uma alada, além de morar na floresta dos vaga-lumes... É, ainda não esqueci nada.

Afundo os dedos na testa tentando recordar do meu passado, mas como todos os dias só me lembro de acordar com 18 anos nessa floresta, e flashes de alguém da minha família tentar me levantar, para então depois, fugir correndo.

Agora com 20 anos não procuro mais sobre meu passado, os boatos que escutei sobre minha raça, que os caçaram para usar seu sangue em poções de cura. Os boatos dizem que nosso sangue é curativo, mas já testei e sei que é mentira. Porém, no desespero, os humanos buscando salvar quem amavam, começaram a nos caçar. O que me faz pensar: se estão todos mortos ou escondidos, por que eu fiquei? Onde estão? Será que restou alguém vivo?

Viro as páginas, voltando no diário e me recordo de cenas em minha mente. Lembro-me de no primeiro ano ter voado até a cidade em busca de respostas, lá conheci pessoas boas que me ajudaram e ainda ajudam, mas infelizmente encontrei algumas que tentaram me matar ou vender. Deram a incrível dica de que caso quisesse viver bem, deveria viver longe das cidades e pessoas, então, aqui estou há anos, vivendo nessa pequena e aconchegante casa, no meio de uma floresta isolada.

Após guardar meu livro de memórias, caminho até a janela do quarto, empurro os pendões de flores para fora e a fecho. Em volta da minha casa há muitas Glicínias, com suas flores que duram praticamente o ano todo, o que me causa um pouco de alergia devido ao pólen, mas ainda as acho incríveis.

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Já era tarde e ainda não conseguia dormir , então estava sentada na cama observando a janela, esperando o sono chegar, sentindo o cheiro da grama molhada. Mas acabei ouvindo o barulho de patas correndo, pela terra fofa da floresta.

Parecia que havia lobos correndo embaixo de casa e pela agitação deveriam estar caçando. Não desejo um animal morto aqui, então fui ver o que tanto procuram.

Assim sendo, caminhei até a porta da varanda e voei até o chão, avistando os lobos correndo para o meio da floresta, olhei para baixo, e reparei que estava repleto de rastros de sangue, pareciam ser de um deles. Acabei ficando preocupada já que esses animais, apesar de não sermos amigos, nunca tentaram me atacar e mantinham os caçadores longe, às vezes até divido minha caça com eles já que a floresta nem minha é, portanto fazia o possível para ajudá-los.

Lembrei que para não ser mordida deveria fazer amizade com os lobos, por isso busquei um pedaço de carne na casa e levei meu arco com algumas flechas, caso algo maior apareça no caminho, pulei da varanda e caminhei floresta adentro em busca do quase amigo ferido. Os latidos e grunhidos pararam. Por favor, que não seja um urso, ou pior, um caçador, se eu precisar fugir não poderei voar devido às copas das árvores que nessa região são muito densas...

Os escuto correndo até a clareira, um local entre minha floresta e a montanha, possuía uma pastagem alta, com apenas uma árvore no meio.

— TEM UM LOBO CAÍDO ALI.

Observei o lobo caído embaixo da árvore solitária, corri no campo aberto até o animal por impulso, onde havia apenas grama, estava repleto de sangue e tinha um enorme ferimento nas costas.

— Nossa amigo, o que fez isso com você?

Coloquei minhas mãos em cima do ferimento, o lobo tentou morder, mas estava fraco demais. Um brilho cobriu as costas do animal, e quando a luz cessou, restou apenas uma cicatriz, a cicatriz que notei não ser de mordida, mas de uma lâmina.

Em pânico, com medo de caçadores, olhei para todos os lados do campo aberto. A grama durante a noite se mexia lentamente com o vento, ouvi passos rápidos, e quando virei eram do lobo que corria na direção da floresta, sem olhar para trás, com medo de algo ou alguém.

Rapidamente, olhei em volta para ver quem seria o causador do ferimento, algumas folhas da árvore caíram na minha cabeça e ouço o balançar dos galhos da solitária árvore, onde agora eu estava. Avistei uma sombra escura abaixada nos galhos com seus olhos azuis brilhantes, olhando diretamente para mim.

— Quem ou o que é aquilo?

📷

Subitamente, peguei o arco e mirei para a sombra, nem pensei, apenas disparei. a flecha parecia muito lenta ou a sombra era muito rápida, porque conseguiu desviar da flecha e pular direto no solo. Ao notar que as flechas não adiantaram, estiquei minhas asas e as bati o mais rápido que consegui na direção do céu, buscando desesperadamente minha casa, em meio a floresta...

A última coisa que ouço é o bater de asas bem atrás de mim, mal consegui me virar para observar o que era, mas a sombra escura ficou sobre mim, parecia outro "Alado" como eu. Logo depois, a escuridão assumiu minha mente.


*Lembrando vocês leitores de curtir e comentar :D*

17 de Novembro de 2021 às 23:34 13 Denunciar Insira Seguir história
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Caio Vinícius Caio Vinícius
Olá, leitor Beta aqui! Sou fã de histórias de fantasia e você tem um jeito delicado de tratar o assunto. Fiquei curioso para ler o resto da história e vou acompanhar! Você consegue descrever bem para o público alvo, sem pressa e deixando o leitor com vontade de "quero mais". Isso é ótimo!! Parabéns 🎉 Uma dica é que continue com calma, sem pressa de apenas fi ar descrevendo cada detalhe, o leitor tem uma boa criatividade. Espero que a protagonista, mesmo tão delicada, consiga encontrar sua coragem e força 💞
Kennedy Iandrey Coelho Maia Kennedy Iandrey Coelho Maia
Opa... adorei a ambientação e a caracterização da protagonista, que me lembra um pouco a princesa valente. Apenas gostaria que explicasse mais sobre os poderes delas, afinal se ela fica fraca todas as vezes que o usa... por que ela não demonstrou ficar fraca ao curar o lobo? E também sobre como ela saiu voando se a densa floresta não permitia... mas apesar disso, eu curti bastante a narrativa e as descrições, estou ansioso para ler mais.
October 11, 2022, 17:31
Gustavo Galvao Gustavo Galvao
ADOREI O LIVRO, MELHOR COISA QUE LI NA MINHA VIDA SE EU ESTIVESSE APRENDENDO AGR A LER EU QUERIA APRENDE COM ESSE LIVRO, ESSA MARAVILHA QUE EXISTIU ATUALMENTE
July 18, 2022, 17:05
LS LAIANE DA SANTOS
Olá Yasmin Pizapio! Faço parte da Embaixada brasileira do Inkspirede estou aqui para lhe parabenizar pela Verificação da sua história. Para começar, quero dizer que gostei muito da capa, ela já umas dicas de como a história vai ser boa, e realmente, o enredo é muito bom, a história é bastante coesa e leve de ler, não é cansativa e nem morma. Você faz a descrição do cenário de uma forma bem detalhada e minuciosa, e o leitor pode se imaginar dentro dessa fantasia maravilhosa. Quanto a gramática e ortografia, quero que dá para melhorar, o enredo em si, é ótimo, então fazendo umas correções em algumas palavras têm potencial para ficar muito melhor, como, por exemplo,”uma casa quase que envolve a árvore enorme que a sustenta” seria “ uma casa que quase envolve, a enorme árvore que a sustenta,” e dessa forma á outros equívocos, que imagino que tenha sido apenas erros de digitação, então você com o seu maravilhoso do da escrita, se der uma lida minuciosa, vai poder corrigir todos. Mais acima de qualquer erro de digitação quero parabenizar você, pois você entrega uma ótima história ao leitor onde se pode fantasiar bastante. Mais fora isso sua história é muito boa e desejo todo o sucesso para você. Muito obrigada por utilizar o serviço de Leitores beta.
February 28, 2022, 16:32
Natália Kalim Natália Kalim
A casa dela é muito lindinha, bicho. Sobre o final, digo que é uma forma engraçada de conhecer o amor da sua vida kkkk
January 25, 2022, 17:35
~

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Etherya
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Mundo mágico, repleto de diversas criaturas, bestiais, alados, infernais, e muito mais, uma fauna e flora repleta de fantasia e magia, além claro de muito romance e drama Leia mais sobre Etherya.

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