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analaurard Ana Laura

Helena "Ellie" Diaz, é uma garota de 20 anos , que nunca soube exatamente o que queria fazer da vida. Ela gostava de várias coisas, mas nunca descobriu de fato o que ela gostava. Sabendo disso ela decidiu fazer o que seus pais queriam: Arquitetura. Então Ellie seguiu o sonho de seus pais. E enquanto ela lidava com as dúvidas de seu futuro e estresses da faculdade, ela tinha a companhia de seu melhor amigo, Téo, de 21 anos, que trabalhava na confeitaria de sua tia, Lucy. Ao contrário de sua amiga Ellie, ele sabia o que queria e como ia conseguir. Mesmo sem um diploma, ele sabia que um dia seria um ótimo confeiteiro e iria mostrar para seus pais que eles estavam errados em dizer que ele não teria um futuro se sonhasse grande demais. Ellie e Téo queriam coisas diferentes, mas tinha algo que eles sempre teriam: um ao outro. Venha percorrer nessa jornada de amadurecimento, estresse pós vida adulta, sonhos frustrados, risadas, medo e inseguranças do futuro. Garanto que você vai gostar.


Romance Romance adulto jovem Todo o público.

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Atrasos e Cupcakes

Olhei para o meu relógio e já eram 09h25 da manhã. Meu Deus! Ele vai me matar. pensei comigo mesma, enquanto atravessava a rua e ia em direção a confeitaria e orava para Deus acalma-ló antes de eu chegar. Enquanto eu andava, uma corrente de ar fria passava por mim, então cruzei os braços em volta do meu corpo, abraçando meu casaco sobretudo marrom, para me esquentar. Hoje estava nublado, chuvoso e frio demais para mim, preferia ter ficado em casa assistindo netflix na minha cama.

Olhei para o meu relógio minutos depois e já eram 09h36. Apressei o passo e virei a esquina. Eu já estava vendo a confeitaria de cor amarela e branca, nem um pouco chamativa, de onde eu estava. Assim como os bolos de frutas e nozes na vitrine. Só de pensar neles minha barriga roncava.O nome da confeitaria era "Doce Lucy". Não sei você, mas eu achava fofo.

Esperei o sinal fechar para atravessar e continuei andando em direção à confeitaria, ao lado de várias pessoas que atravessavam junto comigo. Não é estranho que existam sete bilhões de pessoas no planeta, aproximadamente, mas nunca vamos conhecer todas elas? Ninguém vai ?. Sei lá. isso é loucura. Eu sei. Não é hora de pensar em loucuras sobre o planeta terra tão cedo, mas que é estranho, é.

Finalmente eu estava em frente a confeitaria. Eu ia abrir a porta quando uma senhora loira que usava um casaco rosa, saiu de dentro dela e segurou a porta para mim com um sorriso fofo no rosto. E ela também era muito fofa. Por mais pessoas assim no planeta.pensei enquanto entrava. Então eu vi o sorriso mais lindo e brilhante que eu conhecia muito bem.. Ele me olhava com brilho nos olhos e sorria como se estivesse esperando por mim. Esperando que eu aparecesse pela porta a qualquer momento. As vezes parece que ele sabe quando eu estou por perto. Sorri de volta e fui até ele que estava atrás do balcão preto, enfeitado com vários potes de vidro que continha doces dentro. Seu sorriso se fechou em uma cara séria.

— Oi! bom dia_ esbocei um sorriso, fingindo não saber que eu estava atrasada e eu esperava que ele tivesse esquecido também. Então notei que ele estava com uniforme novo. Diferente do outro uniforme marrom e branco, o típico uniforme sem graça do funcionário, desta vez ele estava com uma calça e blusa social preta, um avental amarelo, e uma touca amarela para combinar. Os cachos de seu cabelo castanho, estavam aparecendo por de baixo da touca, o que o deixava super fofo com ela. Disfarçava bem sua cara de bobo e realçavam seus olhos verdes.

— Uniforme novo, é?_ perguntei enquanto ele cruzava os braços e me olhava com ar desconfiado.

— Você sabe que horas são? Eu já estava pensando que você não ia vir mais, Ellie _ E nem me fale desse uniforme. Essa touca coça_continuou ele cutucando o cabelo. Abaixei meus olhos e pensei no que dizer. Eu sabia que ele odiava quando eu me atrasava. E eu sempre estava atrasada.

— Eu sei, mas você não imagina no que aconteceu comigo hoje. Eu estava vindo para cá, e de repente o CHRIS EVANS esbarrou em mim. Ele foi tão simpático comigo. Ele até pediu meu número._ ele me olhou com uma cara de quem diz" Aham, sei".

— Sério? _ perguntou ele. — Sim, eu dei meu número para ele, né? Coitado _ olhei para o mesmo. — E você fica muito fofo com essa touca amarela super chamativa_ continuei rindo e zombando dele, que agora me olhava com a cara fechada e cerrava os olhos. Eu adoro provocar-ló

— O Chris Evans? Aqui em Chicago?_ concordei com a cabeça tentando ficar séria. Por que eu sempre ria quando mentia?.Ele me fitou por um tempo.— Você foi dormir tarde, não foi?_ perguntou com o sorriso de lado. Eu sabia que ele não ia acreditar dessa vez. Ele nunca acredita nas minhas desculpas de atraso, mas eu continuo mesmo assim, porque eu sei que ele se diverte.

— SIMMM. Estava passando " Camp Rock" na TV. Como que eu ia dormir?._ Mas é sério, é."Camp Rock", quem não ama? É um clássico. Minha infância todinha.

— Pelo menos essa mentira é melhor do que a outra que você contou_continuou ele que limpava o balcão com um pano e organizava os potes com doces.

— Não acho que tenha sido tão ruim assim_ falei me lembrando.

— Você falou que o seu sapato tinha saído do seu pé e rolado até a outra rua perto da sorveteria_ disse ele rindo. _Essa desculpa foi péssima. Eu contaria uma melhor_ comentou Téo. Eu só queria tomar um sorvete. Foi questão de urgência.

— Isso poderia ter acontecido com qualquer um_ ele balançou a cabeça negativamente e se virou de costas para mim. Ele pegou o cupcake que ele sempre guardava para mim escondido, e o estava enfeitando. Ele passou o bico de confeiteiro, que continha glacê, em volta do cupcake e o decorava como aquele efeito em espiral, que deixavam os cupcakes mais lindos ainda. Uma vez eu tentei fazer isso, mas ficou ridículo. Parecia que minha mão estava com "Parkinson".

Toda quinta aqui na confeitaria era o dia da sobremesa mais famosa e aguardada, pelo menos por mim, o cupcake de floresta negra que eu tanto amo. Com uma cereja por cima. Ah! Eu amo cerejas. Adoro usar coisas com tema de cereja: bolsas, brincos, blusas. Se eu tivesse uma marca seria cereja, com certeza.

E o Téo _ sim, o nome dEle é Téo. Esqueci de falar né? É que eu gosto de um suspense, deixa o leitor intrigado_ Ele trabalhava na confeitaria da Tia dele, Lucy, Há algum tempo. Das 08h00 da manhã até as 17h30 da tarde.

Os funcionários chegavam primeiro do que a dona para organizar as coisas , e as quintas-feiras são feitos os cupcakes de floresta negra, mas eles acabam muito rápido, porque depois das 10h00 começam a ter mais clientes e eles acabam com tudo e não sobra nenhum para mim. E nesse tempo eu também tenho aula na faculdade a tarde nas quintas e terças-feiras, e como eu entro 12h00, tenho que pegar o ônibus duas horas antes, por a faculdade ser longe daqui, eu estudo na Universidade de Illinois, então eu tenho que vim correndo a tempo de pegar o cupcake e chegar na faculdade, e sabendo disso o Téo sempre guardava um para mim escondido. Ele sabe o quanto eu amo doces e principalmente esse, ele é um amor e um ótimo amigo. Eu sei que parece uma coisa idiota e simples e ridícula, mas pequenos gestos assim, são os mais bonitos.

Estava tudo bem, até que teve um dia que a dona Lucy viu a gente comendo o cupcake e não teve como ele mentir. Ele foi conversar com a tia e eu esperei, pensando que ele ia ser demitido ou sei lá, mas eles voltaram da sala dela sorrindo e eu não entendi nada até hoje. Ele não me explicou direito, mas falou que ele convenceu ela a deixar ele pegar o primeiro doce para mim. Como? Eu não sei. Mas depois ela ficou olhando e sorrindo para nós por um tempão. O que será que ele disse para ela?

— Pronto. Seu doce, senhorita _ brincou, Téo entregando o para mim.

— Obrigada, senhor_ disse eu, que estava sentada no banquinho branco perto do balcão,e sorrindo de orelha a orelha.




Continua...


1 de Novembro de 2021 às 23:18 0 Denunciar Insira Seguir história
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