rooxy Rox Black

O fim chegou. A maldade e enfermidades tomam conta das terras médias, as quais humanos agora são subjugados. O céu escuro agora se torna a noite eterna; mágoas e medos agora tomam forma física; força já não é o suficiente para que possam sobreviver. Monstros saem do inferno, criaturas primordiais antes do tempo. Em meio ao caos e desespero da humanidade, cria-se a organização dos Cavaleiros da Purificação, a mando da antiga igreja. Juntando a eles, nesta primeira parte, Tara. Uma mulher que perdeu sua família, filho, seu amor e seu mentor para as trevas. Tornando-se uma cavaleira e, junto de suas correntes, pretende se vingar de cada criatura profana que caminha na terra. ======= Autor da arte utilizada na capa: https://pin.it/5wFKaj7 Direitos todos direcionados a este. Todo resto utilizado nesta história são de autorias minhas.


Fantasia Fantasia negra Para maiores de 18 apenas.

#ChainsShadows #medieval #darkfantasy
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O devorador de correntes.

O beco abandonado e úmido, iluminado apenas pela luz da lua. Um garoto encurralado chora a minha frente, apontando a lâmina da espada para seu rosto. Suas lágrimas de crocodilo são expostas, acompanhadas de um suplicar apelativo.


— Eu não sou idiota, garoto. Engana a outra.


Após minhas palavras, move-se a espada na horizontal, decapitando-o facilmente. Coisa que não surtiria efeito no mesmo, com sua cabeça voando acima do seu corpo sem sangrar. Seus olhos avermelhados e um sorriso maléfico. Típico de um fantasma. O garoto que um dia atormentava e enlouquecia os moradores ali, agora foi descoberto. Colocando a espada de volta na bainha, o encarei sem soltar a mão do cabo.


— Não pode me matar... — O fantasma disse, sorridente. A frase seria interrompida por mim, completando-a.


— Sem sal, ou água sagrada, ou alguma outra besteira religiosa? — disse sorrindo — Já disse, garoto. Não sou idiota.


Finalizando o fantasma perturbado com uma adaga de prata, perfurando entre seus olhos, a cabeça fincaria contra a parede do beco. Com isso, em pó se desfaz o jovem, junto do seu corpo antes em pé. Larguei a adaga e caminhei para fora dali, deixando apenas as marcas e cinzas. Saindo da cidade, ouvindo somente meus próprios passos e minha respiração.


Quando que tudo colapsou? Não me lembro. Não lembro quando é que ver demônios, vampiros, fantasmas e outros seres malditos se tornou comum. Não tenho a lembrança feliz, onde os humanos não eram escravizados e caçados como animais pelo seu sangue. E quem se importa? Era uma pergunta que eu fazia a mim mesma.


A resposta era óbvia, podia enxerga-la cada vez mais. E neste momento, é uma dessas vezes. Em pé, encarando um vilarejo em meio a neblina. O céu escuro, como sempre. Morros mortos e árvores vindas do inferno eram vistas ao redor das casas de madeira morta. Caminhando pelo campo extenso, escutando o cantar do vento, passando enquanto elevava as vestes avermelhadas e amareladas. Uma mistura de trapos, com luvas e botas masculinas grossas. Uma máscara de oni, totalmente branca com sombra preta abaixo de seus olhos. Tal máscara ajuda no disfarce perante as terras malditas de Éden, deixando o único traço humano a vista, é meu cabelo ruivo. Vermelho natural, ou se rendeu ao sangue do solo? Não me lembro.

Tudo que sei, era a existência de uma criatura nas redondezas. O oeste das fazendas de Baromell tornou-se miserável em seu cultivo. Era óbvio, já que todo leste do continente foi consumido, entretanto, continha uma concentração bem estranha de casos pela região Baromell.


— O que procura, estranha? — perguntou um senhor corcunda, velho como um bode e de barba tão grisalha quanto seus poucos cabelos.


— Trabalho. Imagino que eu não tenha errado o caminho, não é? — questionei, levantando um pergaminho com um selo peculiar. Um selo marcado por uma cruz pequena.


O símbolo da cruz era algo universal naquele momento, tanto quanto negar com a cabeça. O velho deu de ombros, como se tal marca não lhe fosse tão impactante quanto era a mim.


— Cavaleira da purificação. Vá pegar o seu dinheiro, mercenária.


— Não seja assim! — respondi a grosseria, logo caminhei adentro.


Passei pelo portão com crânio de boi no centro, deixando então a mostra minha espada na bainha. Os olhos daqueles que moravam ali cravaram-se em mim, como garras de uma águia. Suspiros de frustração e alívio se misturavam, enquanto uma pequena multidão se juntava. Todos no fim caminham junto a mim até a pequena capela trancada, sem janelas abertas, escura e velha. Me virei rapidamente, encarando os jovens e adultos presentes ali. Cansados e sujos, uma mulher então disse:


— Não somos monstros, não precisa usar essa coisa para nós

.

— Ela está lá dentro, não é? — perguntei puxando a espada enferrujada e pesada.


— Está! — confirmou rapidamente um garotinho.


Sorria, mesmo que não vissem, podiam sentir a aura confiante que transbordava da lâmina. A espada foi encontrada, no mesmo corpo que encontrei outros equipamentos. Logo, tão pesada para uma mulher de braços não tão grossos. Porém, depois de tanto praticar, a técnica se tornou aplicável.

Percorri até a porta em poucos passos, levando a mão destra, livre, batendo gentilmente. O silêncio se instaurou por breves momentos, até que bati novamente, desta vez, mais alto. O silêncio se quebrou com a tosse do garotinho na multidão, dando-me um rápido susto. Rápido o suficiente para que a criatura fosse de destruir a porta e me jogar longe em um golpe. Assim o feito, minha lâmina foi de se arrastar pela terra seca, enquanto meu corpo viria a rolar diversas vezes devido impacto.

Os moradores começaram a correr para suas casas, enquanto fui de levantar rapidamente e saltar até a espada. A criatura possuía asas pequenas, um corpo magro e pequeno, comparado a sua cabeça. Grande e de boca enorme, com dentes afiados e de montes. Cinza e de olhos escuros, ficou voando ao meu redor. O nome de tal monstro é “devorador”. Imediatamente me lembrei de tal monstro, ao qual eu tinha lido sobre num livro antigo.


Devoradores, ou fantasmas da fome, são seres voadores destrutivos e não muito inteligentes. Sua maior arma é a sua boca enorme, ao qual pode engolir qualquer coisa e destruir com suas centenas de dentes. Os músculos da mandíbula do monstro são muito potentes, capazes de destruir até mesmo armas e resistir a flechas disparadas.


Enquanto distraída com as lembranças felizes, a criatura avança contra minhas costas em cheio. Portar de reflexos apurados é de grande ajuda, pois assim me dando a vantagem de me virar por um rápido momento. Me agarrando ao corpo do monstro que começaria a me levar junto de si, voando ao ar. Sem escapatória, segurando firmemente a espada na canhota, juntei as mãos no cabo no rasante contra a capela. Perfurando assim o torso, no centro da coluna enquanto o monstro tentava morder minha cintura. O golpe foi grave, atrapalhando assim o voo. Ambos cairiam no telhado da capela de madeira, atravessando e batendo contra o chão gélido e concretado. Bancos destruídos, qualquer resquício de algo religioso ali já foi consumido um dia.


— Eu deveria ter comprado uma armadura antes — reclamei enquanto me levantava, limpando a mim, respirei fundo —, não aguento essas loucuras sobre-humanas.


Antes de comemorar, percebendo o monstro agonizando em sua frente, puxou sua espada mais uma vez e perfurou os olhos do fantasma. A finalização acontece, matando a principal ameaça do vilarejo e redondezas. Abrindo a porta por dentro, usando a de arrombamento, suspiro sorrindo. Até perceber algo de canto de olho: um buraco no canto da capela.

Arrastei meu corpo dolorido até perto do buraco, percebendo uma escavação não tão funda, cheia de ovos medianos. O cheiro de carne podre subia, queimando as narinas de quem o sentisse. Acompanhado dos ossos decompostos, assim, percebia uma coisa:


— Um ninho! Mas é óbvio que ficaria difícil. — exclamei me afastando.


Um grito alto o suficiente para que as criaturas abaixo da capela acordassem, se rastejando para fora revela-se diversos outros devoradores, mais jovens e não tão potentes quanto o anterior. O telhado é quebrado por dezenas de devoradores em desenvolvimento, espalhando-se pelo ar como um enxame. Nesta altura, os moradores haviam se trancado e começariam a rezar, enquanto os mais jovens correriam para fora daquele vilarejo.


— Deve ter em torno de trinta ou quarenta deles. Eliminar um a um vai levar tempo. — comentei no lado de fora da capela, segurando firme a espada cinzenta.

Alguns começariam a avançar contra, em grupos de quatro, buscando usar o próprio corpo e suas fortes mandíbulas para me ferir. O que me força a saltar para trás, deixando a espada junto do peito na diagonal, os fazendo bater contra a lâmina. O impacto seria acabou por me jogar para mais longe, mas mantendo o equilíbrio e a postura, me faria apenas arrastar os pés sob o solo seco. Um sorriso determinado seria demonstrado, encarando as criaturas facínoras avançando, interrompendo suas vidas com cortes lineares e firmes, partindo seus corpos a cada esquiva das investidas.

Eliminando o grupo inicial, inicia-se uma corrida para ganhar tempo e um posicionamento favorável. Com força de vontade e uma boa visão, me esquivei de outras investidas e tentativas de mordidas dos devoradores. Golpeando alguns contra sua boca, para que desta forma fossem se afastar. Enquanto em outros golpeava, fortemente, cortando seus estômagos e suas cinturas. Repartindo suas asas em diversos pedaços, como carne. Os sangues dos monstros jorram em meu corpo, cobrindo meu rosto, peito e mãos, sem contar a espada. Na terra, antes seca, agora suja com membros partidos, órgãos e sangue morto.


— Ainda restaram muitos de vocês?


Perguntei após abater os grupos, encarando aquele enxame irritado. Se seguindo então de um silêncio em voz, com saltos e golpes verticais violentos. Mergulhando contra a aglomeração, enquanto o som de membros cortados era ecoado, se mesclando ao som dos meus ossos quebrando. Cada batida, mordida ou queda era muito para uma simples humana, resultando em diversos ferimentos.

Os braços a mostra, com diversos roxos e manchas de impacto, enquanto seu torso rasgado devido os dentes monstruosos. O sangue escorrendo do rosto por dentro da máscara, inclinada no centro da mais da metade dos corpos mortos dos devoradores. Encarei as árvores ao fundo, balançando a favor do vento forte que surgia. De pé, em torno de 20 ou menos devoradores ainda, dispostos a avançar em grupo novamente. Felizmente, a adrenalina elimina toda dor que sentiria normalmente, assim como uma explosão repentina eliminaria aquele aglomerado. Chamas que consomem os corpos dos monstros, ato cometido por um dos dois homens que caminham até próximo de mim.


— Chamas? Como? — questionei eles, me afastando enquanto segurava firme a lâmina cheia de sangue. As perguntas só aumentam ao ver uma flecha caindo de um dos corpos mortos.


— Ouvimos dizer que você é uma cavaleira da purificação — comentou o arqueiro. Com arco em sua mão, flechas as costas. Seus cabelos escuros e muito curtos, de pele morena e olhos claros, opostos das roupas negras —, a informação é correta?


— Quem são vocês?


— Não ignore a pergunta, garota! — ordenou o outro homem. Baixo, entretanto, de físico quase perfeito. Em seus braços continha um martelo grande. Barba e cabelos longos como um ferreiro experiente.


— Caçadores de recompensa? — perguntei tentando adivinhar, afinal estavam em dupla e pareciam bem informados.


O velho do martelo pegaria um papel de suas vestes, revelando um documento, uma identificação. Ele suspirou e começou a ler em voz alta:


— “Turk, cavaleiro da purificação, com o título recebido: Senhor do martelo” — logo após enrolou o papel e o guardou novamente — Sem mais brincadeiras, garotinha. Você anda fingindo ser uma de nós e isso não é muito legal.


— Só se consegue documentos e essas vestes de um de verdade. Então deixe-me perguntar. Jovem — Apontou uma de suas flechas a mim, pronto para atirar —, quem você matou para conseguir isso? Eu gostaria de saber antes de te matar.


— Jovem? Não temos tanta diferença de idade, sabia? Apontando essa flecha, espero que não erre — respondi me abaixando, levantando a espada na horizontal, próxima de meu ombro esquerdo —, porquê na primeira oportunidade, eu arranco o seu braço.


— Você é bem confiante, não é?


— Sou esperta! Tem diferença.


Antes que o duelo contra a dupla pudesse começar, os moradores percebem o ocorrido, aproximando da confusão. Eles começariam a conversar entre si, especular o motivo de estarmos prestes a se matar. Até que um barulho surgiria, batidas contra as paredes internas da capela. Todos viramos para olhar, imaginando ser algum devorador que ainda estava a caverna. Estava certa, mas não era um devorador comum. Braços longos derrubam o pequeno local, garras grandes suficiente para empalar duas pessoas cada. Pele cinzenta como pedra e seus pelos pontudos como espeto, revelando a criatura que andava de quatro. O corpo não era tão grande comparado com o crânio em si. A cabeça era a própria caveira, com a mandíbula grande suficiente para engolir a todos. Mesmo sem pele em sua face, os olhos vidrados eram perceptíveis.


— Um devorador de grau maior. — comentou o arqueiro, preocupado.


— Grau maior? — questionei de volta.


— É quando um monstro sofre mutação durante sua vida, se tornando uma espécie de alfa em seu local. Controlando os outros de sua raça e tornando-se muito poderoso. Quanto mais tempo se passa, mais forte a mutação se torna. É uma evolução constante — respondeu atirando logo em seguida. A flecha percorre até o rosto do monstro, explodindo e não causando ferimento algum —, extremamente difícil de se matar.


— Trégua? — perguntei os encarando.


— Com certeza. Tira as pessoas daqui! Eu e Turk seguramos isso.


— Até parece ­— respondi me virando a criatura, segurando firme a espada e avançando.


— Não faça isso, sua idiota! — exclamou o barbudo.


— Você não tem uma arma angelical, vai acabar se matando! — adicionou o arqueiro — Tira as pessoas daqui!


— Elas que se virem, se ficarem, são idiotas e vão morrer por isso. Meu foco agora, senhores, é mandar essa coisa de volta para o inferno! — gritei em frente a ela.


A monstruosidade tentou me bater com sua mão destra, já que me encontrava a sua frente na direita. Em busca de atravessar meu corpo ou ao menos me jogar para o outro lado do campo, saltei para frente, me jogando e consequentemente esquivando da batida em uma cambalhota. Já em pé, desferi um golpe vertical usando de duas coisas: a força que ainda restava e a raiva que explodia dentro do meu coração. Encarar tais criaturas, o sangue e o cheiro me enfurecia. Quase automático.

Logo após o golpe contra o braço estendido do monstro, a lâmina da espada se partiria em duas num som agudo e inesperado. Sua pele era mais dura do que dos outros, resistente o suficiente para ignorar o dano e quebrar minha arma. Não imaginaria que pudesse ter tamanha resistência, por conta disso, recebo outro golpe mais rápido do que o anterior, um soco. Voando para trás, batendo contra o chão, graças as roupas fina e simples, meu corpo adquiria mais marcas e possíveis membros quebrados. Minha máscara branca trinca, me forçando a retirá-la, revelando o rosto pálido sujo de sangue. Os olhos escuros e soltando assim o cabelo ruivo antes preso. As chamas surgiam a cada flecha jogada contra o monstro, o enfurecendo mais.

Se afastando, começou a se impulsionar e preparar, correndo a nossa direção. Ainda segurando da lâmina quebrada junta do cabo, me levanto e caminho até o lado do arqueiro. Percebendo a ausência de Turk, a criatura avança em uma velocidade impressionante. Forçando ambos de saltarem para longe, a destruição no caminho era evidente. Turk apareceria no alto, caindo contra as costas do monstro, erguendo seu martelo e golpeando em cheio sua coluna. O devorador se curva diante o golpe, gritando de dor. Suas costas amassadas, sua coluna provavelmente estaria quebrada naquele momento, caindo contra o chão. Turk estaria ainda acima dela, enquanto o arqueiro mira contra as costelas da criatura. Ele suspira e diz:


— Deveria escutar os mais experientes, garota convencida.


Antes que fosse atirar, a criatura se levanta inesperadamente. Turk saltaria para o solo, percebendo o monstro em duas patas, tornando-se humanoide. Mais uma mutação ocorreria, ao qual o devorador começa a recuperar a coluna. Suas costas se abrindo e surgindo assim duas asas pequenas para si, mas boas e firmes para que ele pudesse começar a voar. Sorri e segurei firme a pouca espada que restava, encarando o arqueiro.


— Meu nome é Tara, garoto. Não sou convencida, sou esperta.


Corri usando a energia que me restava, saltei contra o monstro e agarrei seus pelos do braço. Enquanto tentava levantar voo, comecei a subir pelo seu braço enquanto o arqueiro gritava tolices e atirava flechas contra o crânio do monstro, tentando me forçar a descer. Tarde demais!

Subi totalmente até suas costas, onde o monstro começou a se mover para me jogar fora, atos falhos. Me agarrei, enquanto o vento jogava minha capa longe, deixando minhas luvas caírem para me segurar melhor. Começo a caminhar aos poucos até o pescoço. Numa tentativa de perfurar, percebe-se que a pele continuava dura e impenetrável. Olhei para as costas, onde tinha as marcas e a pele rasgada do golpe anterior, enquanto o monstro flutuava de um lado para o outro, desorientado. Saltei sob seu crânio e tentei a única coisa que poderia funcionar, já que o arqueiro parou de atirar. Aparentemente acabou suas flechas. Me joguei frente a seu rosto e, antes que fosse de me matar com as mãos, me finquei, usando a adaga, em seu olho direito. Rasgando o glóbulo em uma linha vertical, perfurando e acabando com sua visão. O monstro começa a despencar, caindo contra o chão levando alguma das casas abaixo. Ainda vivo, grunhindo, tentava se levantar. Afastada dos outros cavaleiros, notei uma flecha presa ao corpo do monstro, sem danos aparentemente. Peguei a flecha e, antes que pudesse fazer algo, o monstro me golpeia com um tapa, causando danos graves como quebra de costelas, sangramento nasal e bucal instantâneo.

Para sua finalização, em fúria, perfura o olho danificado com a flecha e saltei para trás, enquanto a flecha explodia o interior do crânio do monstro, me jogando para o chão, tendo a armadura danificada, revelando as vestes camponesas por baixo. No chão, encarei o devorador olhando o céu, enquanto sua cabeça pegava fogo e sangrava sem parar. Caindo contra o chão, morta finalmente. Suspirei, revendo a dor desde o início, surgindo de uma vez só. Segurei os gritos, afinal, não se grita por dor. O arqueiro iria chegar, me encarando:


— Você é idiota. Tenho que agradecer — estendeu a mão —, eu sou Iliel.


— Que tipo de arqueiro não tem mais flechas? — perguntei apertando sua mão, ainda sentada. Minhas pernas já não respondiam naquele momento.


— Longa história. Tara, vamos leva-la para a mansão dos cavaleiros.


— Ainda querem me matar? Que insistentes! — respondi segurando a pouca espada que estava ainda em mãos.


— Não. Na verdade nós queremos que entre oficialmente. Quer se tornar, oficialmente, uma cavaleira da purificação? — Turk respondeu aproximando.


— Caçar monstros e demônios? — perguntei os olhando.


— Mais do que pode imaginar. — Iliel respondeu sorrindo.


— Por que não? Ainda tenho que encontrar aquelas coisas. — respondi, uma última vez, antes de desmaiar no chão.


— Que coisas? — Iliel perguntou, em vão, a mim.

24 de Outubro de 2021 às 13:55 0 Denunciar Insira Seguir história
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