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Um grupo de estudantes resolve passar o feriado de Halloween na pequena cidade do interior, Sokcho. Tudo parecia normal, até Hyuna, uma das turistas, desaparecer após um aviso desesperado do morador, cujo nome é Park Jimin. Em meio à uma ceita ritualística e a corrida contra o tempo, nasce um amor entre o jovem visitante Min Yoongi e o jovem morador Park Jimin.


Fanfiction Bandas/Cantores Para maiores de 18 apenas.

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Capítulo único

Escrito por: @Bigarmys/@Bigarmysss

Notas Iniciais: Oiii gente, é a Gabi de novo.

Dessa vez venho com o tema Halloween, essa one-shot foi criada com muito carinho e amor, e uma pitada de paciência já que eu tinha três finais e não estava em dúvida entre duas, mas eu conseguir concluir. Espero que vocês gostem de Halloween Sacrifice. Quero agradecer a Lari, minha beta, que teve muiiiita paciência e por sempre estar me orientando em tudo, quero agradecer também as adm do projeto e principalmente a Lu que também tem uma paciência enorme comigo. Espero que todos gostem, boa leitura!


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“Num certo sentido, todo o ascetismo faz parte disto: algumas ideias têm de tornar-se inextinguíveis, omnipresentes, inesquecíveis, ‘fixas’ — com o objetivo de hipnotizar todo o sistema nervoso e intelecto através dessas ideias ‘fixas’”

— Friedrich Nietzsche


Um grupo de amigos se encontrava em frente aos carros, estes que os levariam até seus destinos. Todos estavam animados (ou quase todos), afinal, era semana de Halloween e apesar de ser um feriado festivo dos Estados Unidos, era bastante famoso na comunidade sul-coreana.

— Colocaram gasolina no carro o suficiente para chegarmos até nosso destino, certo? — perguntou Namjoon.

— Sim, papai — brincou Jackson.

— Namjoon tem cara de daddy, sugar daddy — comentou Hyejin, arrastando as palavras. — Mas parando para pensar, ele é praticamente o meu sugar. — Todos os presentes riram da fala de Hye, menos Yoongi, este que estava quieto e calado.

— Idiota. — O Kim a abraçou de lado e deu-lhe um selinho. Apesar de parecerem namorados, os dois eram apenas amigos com benefícios. — Yoongi? — chamou uma vez, vendo que seu amigo estava quieto desde que entraram no carro. — Yoongi? — chamou novamente.

Todos os presentes olhavam para o Min. Yoon parecia uma pessoa perturbada. Um mês antes da viagem disse que não iria mais, apesar de ter sido o mais animado. A muito custo e chantagem, todos conseguiram convencê-lo a ir. Faltando 3 dias, Yoongi parecia uma pessoa que sofria de esquizofrenia, os amigos pensaram até em levar ele em um psicólogo, mas desistiram da ideia temporariamente devido à viagem. E após entrar no carro, Yoongi se fechou totalmente em seu mundinho, não falando com ninguém e muito menos ouvindo quando alguém o citava em algum assunto.

— Yoon? — Namjoon se aproximou e tocou em seu braço.

— Ahn? — O mais velho assustou-se com o toque repentino.

— Tá tudo bem?

— Sim... Só quero acabar com essa viagem logo. — Após responder, entrou no carro plugando seus fones de ouvido no celular e colocando no volume máximo.

Suspirando, Namjoon mandou todos entrarem em seus devidos carros, para a tão sonhada viagem.

Ao chegarem em Sokcho, pararam em uma pequena mercearia que havia na cidade para usarem o banheiro que tinha no fundo. Aproveitando a parada, alguns resolveram comprar bebida e/ou balinhas.

Yoongi foi um dos que desceram para comprar algo. Pausou sua música e parou em frente a um frigobar, onde continha água. Ao fechar a porta, viu pelo reflexo do vidro um rapaz de cabelos loiros o olhando, parado em frente a uma porta de madeira. Assustado, olhou para trás, mas não havia nada além de uma porta de madeira balançando para frente e para trás.

— Yoongi? — Min sentiu uma mão pousar em seu ombro direito, assustando-o. — Você anda muito assustado, cara — disse Monbyul, analisando-o. — É normal. Cidadezinhas do interior também me dão medo, mas relaxa. Pega essa cerveja e vamos. A casa que ficaremos fica mais para fora da cidade.

Yoon pegou a garrafa de vidro da mão da mais nova e deu um meio sorriso. Antes de deixar a mercearia, olhou uma última vez na direção que havia visto o rapaz.

À medida que eles passavam pela cidade, viam o quão quieta ela era. Mal se via os moradores. Uma verdadeira cidade fantasma.

— Sinistro — comentou E’Dawn.

— Parece o cenário do filme Sexta-feira 13 — disse Hyuna.

— Aquele que tem o carinha do Supernatural? Como é o nome dele mesmo? — perguntou E’Dawn.

— Jared Padalecki — murmurou Min.

— Ah, esse mesmo. Bom garoto.

— Vocês dois sabem que seriam os primeiros a morrerem né? — perguntou Namjoon, fazendo Yoon rir baixo por saber sobre o que o Kim queria dizer.

— POR QUÊ?

— Hyuna, pense comigo. Quem são os primeiros a morrerem não só no Sexta-feira 13?

— O casal popular, sexy e que em 22 horas do dia estão transando e nas outras 2 horas estão fazendo as preliminares. E depois quem morre é a dupla de amigos bocós que deseja a popular gostosa que está morta, que sai 00:00h da casa e de perto de todo o grupo apenas para mijar enquanto puxa um baseado.

— E...? — Hyejin virou para o banco de trás e arqueou as sobrancelhas.

— Amor...? — E’Dawn deu algumas batidinhas na coxa de sua namorada.

— Oh, merda. Por que nunca podemos ser os protagonistas dos filmes? Sempre temos que morrer no meio de uma foda gostosa e as mulheres ainda ficarem com os seios para fora enquanto é morta? E por que diabos não podemos ser os populares gostosos fodásticos? — Essa hora todos estavam gargalhando com o comentário da ruiva. — Que gracinha, você fica melhor sorrindo, Yoon. — Hyuna tocou uma das bochechas de Min, fazendo-o corar e todos presentes soltarem um “awaaaant".

— Tá, tá, tá... — Min virou o rosto para a janela em uma falha tentativa de esconder o rosto.

Ao chegarem na casa, todos desceram animadamente, com exceção de um rapaz de cabelos cor de vinho. Este, ao ver a casa, sentiu um frio percorrer toda a sua coluna.

Um homem, dono da cabana alugada pelo grupo, os esperavam em frente à casa com um sorriso enorme no rosto.

— Senhor Park, me chamo Kim Seokjin, eu que entrei em contato com o senhor interessado na cabana e este é Kim Namjoon, quem também fez parte da negociação.

— Oh, é um prazer conhecê-los, senhores Kim. São irmãos?

— Sim. — Quem respondeu foi Namjoon. — Nós dois e aquele moço avoado, ele se chama Kim Taehyung, nosso irmão mais novo.

— Estão em família. Melhor ainda.

— O quê? — perguntou Sunmi.

— Viajar em família é melhor ainda.

— O senhor viaja muito em família? — perguntou Sunmi novamente.

— Para falar a verdade, minha família e eu nunca saímos daqui. Nossa cidadezinha é pacata, mas eu, minha esposa e meus filhos prezamos muito nossas tradições e preferimos permanecer aqui.

— Hum... — murmurou Wheein.

— Bom, só vim deixar a chave com vocês. A casa foi limpa por minha esposa e meu filho mais novo. Roupas de cama é com vocês, assim como alguns alimentos. Mas não se preocupem, café da manhã e almoço ficam por conta da minha família. Meu filho mais velho virá sempre chamá-los e ele será o responsável por mostrar todo o local para vocês. O tour começará amanhã, já que Jimin está na loja ajudando a mãe e vocês devem estar cansados.

— Sim, sim. Obrigado, senhor Park — respondeu Nam fazendo reverência, como todos, com exceção do Min que o olhava fixamente, o que não passou despercebido pelo homem.

— Esse “véi” é sinistro — falou Jackson, jogando-se no sofá e pegando seu cigarro e o acendendo.

— Nem me diga — disse Tae, sentando-se no colo de Jeon.

— Só eu que reparei ou todo mundo viu a forma que ele olhou para o Yoon? — perguntou Jungkook acariciando a cintura de seu namorado.

— Acho que todos nós vimos. E por falar nisso, que encarada foi aquela, Yoon? Acho que foi por isso que aquele senhor te olhou daquela forma. — Solar fez a observação e todos olharam para o Min.

— Aquele homem... Não sei... Só... tem algo errado com ele.

— Tem algo de errado com tudo, Yoon. Desde um mês atrás quando os meninos arrumaram essa casa. O que está acontecendo? — Sunmi o questionou.

— Eu só não queria estar aqui.

— Você não foi obrigado.

— Na verdade, foi sim — falou Jin abraçando Solar por trás.

— Que seja. Isso é falta de sexo. Podíamos brincar essa noite, o que acha? — Sunmi deu um sorriso ladino.

— Não. Passo.

— Qual é, Yoon, já tem um mês... — Os meninos começaram a fazer piadas, mas, ao verem o olhar de poucos amigos de Min, pararam.

— Eu não quero, Sun. Não me leve a mal, mas é melhor assim, antes que fique fora de controle.

Yoon pegou suas malas e subiu para o andar dos quartos deixando uma Sunmi de coração partido, afinal, as coisas haviam saído do controle há muito tempo.


[...]


Eram 07:30h da manhã quando o Kim mais velho ouviu o barulho de batidas na porta de madeira da cabana.

— Olá! — disse ao abri-la. — Oh, sou Kim Seokjin. — Apresentou-se ao ver um garoto de cabelos descolorido e bochechas fartas parado.

— Hum, sou Park Jimin. — Pegou a mão que estava estendida para si.

— Prazer em conhecê-lo, Park Jimin.

— Por favor, me chame apenas por Jimin. — As bochechinhas cheias do garoto ganharam uma coloração avermelhada.

— Sendo assim, me chame por Jin.

— Certo, Jin. Papai pediu para que eu viesse buscá-los para o café da manhã na fazenda.

— Oh, obrigado. Poderia esperar um instante? Para que eu chame o pessoal e nos vestirmos adequadamente?

— Claro, não vejo problema algum. Ainda está cedo e não avisamos o horário do café da manhã, mil perdões.

— Entre. Fique à vontade. Mas iremos descer logo.

E assim Jin desapareceu do campo de visão de Jimin ao subir as escadas. Este que tinha se sentado no sofá e esfregava as mãos uma na outra em sinal de ansiedade.

— Jimin — chamou Jin descendo as escadas. — Estes são meus irmãos, Kim Taehyung, o mais novo, e Kim Namjoon, o do meio. Essa é a minha namorada Solar. Hyejin, ficante fixa de Nam. — Jin ouviu um “hey" vindo de Hye. — Jungkook, namorado de Tae. Jackson; Wheein e Monbyul que também têm um envolvimento romântico; Hoseok; Hyuna e E’Dawn, o casal mais antigo do grupo; Sunmi, nossa garota prodígio e tem o Yoon que está dormindo.

— Ele não irá conosco? — perguntou Park curioso arrancando um “que fofo, quero levar ele para mim” da Hyuna e um “fique quieta, sua maluca" da Sunmi.

— Quem? Yoon? — questionou Jung, recebendo como resposta um balançar de cabeça em concordância. — Não, ele tem insônia, então preferimos deixá-lo quietinho.

— Ah, vamos?

E assim, todos seguiram para a Fazenda Park.


[...]


— Uau. É uma fazenda de uva. — Jungkook olhava tudo maravilhado.

— Sim. A Fazenda está na minha família há gerações. Sempre plantamos uvas, as nossas e as de outros fazendeiros vizinhos são referência na Coreia. Elas são utilizadas em produções de soju de uva, vinhos e para o consumo delas próprias. Vocês chegaram na época de as colhermos.

— Podemos participar? — perguntou Taehyung animado. — Sabe, ficaremos só uma semana, mas seria incrível.

— Ah, claro. — Um brilho de tristeza e algo a mais cruzou nos olhos do rapaz e Monbyul viu. — Bom, aqui estamos. PAPAI, MAMÃE, CHEGAMOS.

— Demoraram, meu filho — falou a senhora Park.

— Papai esqueceu de avisar o horário que eu estaria lá para os buscar e além do mais, nossos visitantes estavam deslumbrados com a fazenda. — O sorriso que o Jimin dirigia a sua progenitora era falso e isso fez Namjoon e Monbyul se questionarem se o Park filho tinha uma boa relação com os Park pais.

— Disse a eles que a fazenda está na nossa família há gerações?

— Sim.

— Essa fazenda é nossa desde muito antes da Coreia pensar em se dividir.

— Uau. Que demais — falou Wheein fascinada.

— Estava falando para Minnie...

— Minnie? — Senhor Park interrompeu Tae.

— Sim, é um apelido. Acho que combina com ele. Bom, continuando, estava falando para ele que apesar de que iremos ficar apenas uma semana aqui, queríamos de certa forma participar da colheita das uvas.

— Ótimo! — respondeu o mais velho abrindo um sorriso, por mais que ninguém visse maldade naquele sorriso, Jimin via e tinha bastante medo do significado. — O ritual começa em duas semanas.

— Ain, ouviu Mon, vamos participar da colheita. — Wheein parecia uma criança.

— Ritual? — questionou Namjoon.

— Sim. Há todo um ritual para podermos colher as melhores uvas, é tipo uma tradição, entende? — Senhora Park, que até então estava calada, explicou.

— Sim, sim.

— Cadê o seu outro amigo? — Os olhos do homem mais velho varriam pelos rostos de todos presentes.

— Ficou, papai. Ele tem insônia. Coisas prejudiciais que cidade grande trás para as mentes das pessoas — disse Jimin, antes que algum dos convidados abrisse a boca e zangasse seu pai.

— E pensar que você queria deixar tudo isso para ir embora daqui — respondeu o homem perplexo, enquanto todos se mantinham em silêncio.

— Posso voltar lá para buscá-lo, caminhando dá um bom tempo para ele acordar.

— Faça isso, meu filho. Enquanto isso, por favor, se sirvam.

E mais uma vez Jimin saiu a pé até a cabana.


[...]


Min já estava há algum tempo acordado, mas a disposição não o fazia levantar. Ao esticar o braço para pegar o celular que estava em uma mesinha ao lado, caiu da cama. Bufou alto, mas não se levantou, pelo menos havia pegado o celular. Viu que marcava 09:00h da manhã quando ouviu batidas na porta.

— Saco. Não tem ninguém nessa porra para atender a bendita porta? — Levantou e, se arrastando, saiu do quarto, desceu as escadas e foi até a porta. — Que é? — E então viu o mesmo menino do mercadinho olhando para o chão. — O quê?

— Olá, sou Park Jimin. — Finalmente Jimin levantou o olhar.

— Você é o garoto do mercadinho.

— Sim...

— Por que sumiu?

— Eu estava assustado, normalmente só recebemos casais mais idosos e você é bonito.

— Oh. Obrigado, eu acho. — Coçou a cabeça.

— E eu não quero você aqui — disse Jimin baixo, mas não o suficiente para que Min não entendesse. Este que ignorou a fala do mais novo.

— Como?

— Nada. Hum, estão todos o esperando na fazenda do meu pai para tomar café da manhã.

— Oh.

— Então, poderia se arrumar para irmos?

— Ah, sim, claro. Perdão.

— Não tem nada.

— Entra. Eu irei me arrumar rapidamente.

E assim foi feito. Jimin estava ansioso para arrumar uma forma de avisá-lo para que Min e seus amigos fossem embora daquela cidade sem dar na cara e sem se encrencar com seu pai.

Assim que Yoon desceu as escadas, os dois caminharam rumo à fazenda, passando por um riacho e várias árvores.

— Por que estão aqui?

— Como?

— Por que vieram para cá?

— No começo meus amigos e eu queríamos uma aventura em uma cidade praticamente fantasma.

— No começo? Não querem mais?

— Meus amigos sim, mas eu não. Há um mês comecei a ter pressentimentos ruins...

— Deveria ouvir seu sexto sentido... Mas que tipo de aventura?

— Do tipo, Sexta-feira 13, Hora do Pesadelo, Psicose, Lenda Urbana, O Sacrifício, esses filmes Hollywoodianos.

— Nós não estamos em um filme produzido por americanos, Min Yoongi, estamos na vida real. Um Jason Voorhees não irá sair de um lago para se vingar pela sua morte em um acampamento e nem a morte de sua mãe. Freddy Krueger não irá invadir os seus sonhos e os matar. Nenhum homem irá invadir o banheiro enquanto algum de vocês toma banho e os matar. E vocês não são policiais...

— Jimin... Jimin... Acalme-se. Respire e inspire. Você está tremendo. — Yoon segurou o rosto do rapaz delicadamente e o analisou. — Aonde você quer chegar com tudo isso?

— Só... Vão embora. Por favor, por favor, por favor. Vão embora. Falo isso pelo bem de vocês, me ouça. — Jimin segurou o rosto de Yoon de volta, enquanto sussurrava. — Pegue suas coisas e hoje mesmo partam. Sem olhar para trás, saiam dessa cidade e só pare longe dela.

— Jimin, eu não estou entendendo...

— Não é para entender, é para irem embora... — E assim Jimin continuou sua caminhada sem ao menos olhar para trás.


[...]


— Papai, chegamos — disse Jimin com Yoongi ao seu lado.

— Demoraram por quê?

— Bom, tivemos um pequeno problema com cobra no meio do caminho — mentiu.

— Certo. Sente-se, rapaz, e coma — falou Sr. Park acordando Min do transe em que estava.

— Claro, senhor, obrigado — murmurou e se sentou ao lado dos amigos que riam e brincavam.

— Jimin ficará encarregado de mostrar todo o lugar a vocês. — Yoongi levantou seu olhar para Jimin e viu que o mesmo o encarava com medo (?).

Todos já tinham tomado o café da manhã e andavam juntamente com o Jimin que os apresentava todo o lugar.

— Bom, como estão vendo, aqui é a videira. Você não estava presente, Yoongi hyung, mas depois de amanhã começará o ritual para a colheita. — Não somente Yoongi, mas os irmãos Kim’s e Hyejin perceberam quando Park deu ênfase em “ritual”, mas ignoraram por hora.

— Oi, Jimin, sou Kim Taehyung. — Estendeu a mão e Jimin a encarou por algum tempo. Envergonhado, Tae resolveu abaixá-la, mas antes que o ato fosse concretizado, sentiu uma pequena, quente, fofa e calejada mão segurá-la e, ao levantar o olhar, deu de cara com um Jimin com um lindo e pequeno sorriso esbanjando seus dentinhos tortinho. — Seus dentes são fofos.

— Obrigado, Te, posso te chamar assim? — Vendo o outro afirmar com a cabeça, continuou. — Eu sou Park Jimin.

— Já que você me deu um apelido, nada mais justo do que eu lhe dar um apelido também.

— Sim.

— Hum... Que tal... MINNIE! Isso, Minnie...

— TeTe?

— Sim?

— Eu amei. — E então os dois sorriram um para o outro, e Jimin sentiu seu peito aquecer e seu coração dilacerar por saber o que estava prestes a acontecer. — Bom, chegamos.

— Aonde? — Jungkook perguntou, aproximando-se do namorado e do morador.

— Meu lugar favorito. — E então começaram a descer as escadinhas feitas por Jimin da própria terra do morro e se deparam com um lindo lago.

— Yoongi? — Seokjin segurou os braços do mais novo antes que o mesmo se juntasse aos demais. — Aconteceu alguma coisa?

— Não, nada....

— Aconteceu sim.

— Então por que perguntou?

— Para que você possa me contar.

— Não foi nada.

— Foi sim. Você está agitado, não para de olhar para o Park e vez ou outra fica pálido. — Min suspirou frustrado.

— Em casa e sem ninguém para ouvir, eu te conto.

— Okay!

Todos estavam sentados em uma espécie de rocha, quando E’Dawn resolveu fazer uma pergunta que pegou Jimin de surpresa.

— Hey, Park, o que há na área leste? Quando você foi buscar o Min, seu pai disse que estávamos proibidos de irmos até lá.

— É verdade — concordou Hyuna e beijou o namorado. — O que há lá?

— Eu não posso contar — sussurrou. Não agora. As árvores têm ouvidos — sussurrou novamente, mas somente a última parte. Seus olhos transmitiam medo e pavor e isso todos perceberam. — Prometo contar amanhã. Vamos. — Levantou-se apressado e saiu desengonçado.

— Jimin. — Yoongi o alcançou e segredou tudo. — O que está acontecendo?

— Não posso contar. As árvores têm ouvidos.

— Tá, isso eu sei...

— Então vai embora. Uma vez que começarem, ficará praticamente impossível os pararem.

— Começarem? Começarem o quê?

— Vá embora — falou e apressou os passos.


[...]


Durante a manhã e uma parte da tarde que o grupo passou com o Park, eles se encantaram com o jeito doce do rapaz, principalmente Taehyung.

Todos já se encontravam em frente à cabana em que os turistas estavam hospedados.

— Desculpa, eu perdi o horário e vocês perderam o almoço — disse Jimin acanhado.

— Que nada, não se preocupe com isso — respondeu Solar com um lindo sorriso.

— Isso, escute minha namorada. — Jin a abraçou por trás.

— TCHAU, CHIM! — gritou Taehyung e logo o abraçou.

— Tchau, Tae — respondeu de volta, deixando um pequeno papel na mão do Kim. E assim Jimin saiu sem ao menos olhar no rosto de todos os presentes.

Já sozinho, Tae abriu o papelzinho, ficando em choque com o conteúdo...


[...]


Já se passava da meia-noite, Min estava na varanda tomando uma garrafa de soju. Ele estava inquieto.

— Sem sono? — Jin arrastou a cadeira de balanço para ficar ao lado de seu saeng.

— Você nem imagina... — respondeu Yoon ainda olhando para a floresta.

— É impressão minha ou essa família e este lugar é estranho? Principalmente o patriarca dos Parks?! — Namjoon sentou em uma muretinha que havia ali.

— Eu avisei!

— Não, você disse que estava com um péssimo pressentimento sobre a viagem, Yoongi hyung.

— Tanto faz, dá na mesma. — Deu de ombro e começou a rir juntamente aos Kims.

— Quer responder sobre a pergunta feita por mim mais cedo? — Yoon suspirou e passou uma das mãos pelo seu cabelo.

— Jimin... Ele nos mandou ir embora.

— O quê? — Os dois Kims começaram a rir.

— Eu estou falando sério, porra. — O do meio se exasperou. — Jimin parecia muito perturbado e o tempo todo olhava para os lados e nos pediu para irmos embora. Não veem que há algo de errado com este lugar, com as pessoas desse lugar? Se bem que só conhecemos a família Park, cadê o restante?

— Ah, não, Yoon, é claro que eles são estranhos. Eles moram no meio do nada — respondeu Namjoon.

— Yoongi hyung tem razão — disse uma voz atrás dos três homens, assustando-os. — Na hora em que Minnie me abraçou, ele me entregou um papelzinho com um pedido nele.

— O que dizia? O que dizia? — Yoon levantou-se desesperadamente e começou a sacudir os ombros do mais novo.

— Calma, hyung, calma. — A esta hora, seus irmãos já estavam ao seu lado. — Aqui! — Entregou o papelzinho.

— Mas o quê? — sussurrou Jin.

— Mas que porra é essa? — murmurou Namjoon.

Já Yoongi ficou estático, encarando o papel velho e rasgado em sua mão.


Vão embora, por favor. Eles querem vocês!


— Vamos embora daqui...

— Yoongi... — disse Jin.

— Jin, estou falando sério. Isso foi um aviso e um pedido. Vamos embora daqui, amanhã à noite.

— Yoon tem razão, Jin. Jimin está nos pedindo para irmos e, se ele pediu, há um motivo, ele parece ter medo de tudo daqui, principalmente do pai. Eu vi nos olhos dele e senti nas poucas palavras que trocamos — explicou Tae.

— Tudo bem, Jin — falou Namjoon. — Yoongi e Taehyung têm razão, vamos embora amanhã à noite sem levantar suspeitas.

— Tá, agora vamos dormir porque temos que ainda fingir as aparências.

E assim cada um do quarteto seguiu para seus quartos.


[...]


Estavam todos sentados na varanda da cabana em que o grupo estava hospedado, até mesmo Jimin. Eles riam, comiam, bebiam e se divertiam. Hora ou outra Jimin e Yoongi trocavam olhares.

— Hum, Minnie — chamou Hyuna.

— Hey — gritou Taehyung e jogou um skiny na ruiva. — Só eu posso o chamar assim. — Cruzou os braços e fez biquinho.

— Tanto faz... Continuando... JIMIN, me responde uma coisa?

— Sim? — O rapaz a olhou.

— Por que não podemos ir para o lado leste? — Jimin logo ficou tenso e os Kims e Min perceberam.

— Eu não deveria estar falando isso para vocês. Na verdade, não tenho autorização de contar para ninguém, se eles souberem... Hunrum... Se eles souberem, eu não sei o que pode acontecer comigo. — Jimin emanava medo e todos haviam percebido isso.

— Não precisa nos contar. Se isso irá o encrencar, não nos conte — falou Jungkook.

— Mas se eu quero que o Min faça o que eu pedi, tenho que contar a vocês.

— Fazer o quê? — sussurrou Hyejin assustada.

— Ir embora daqui com todos vocês antes que seja tarde... — Um silêncio foi estabelecido no grupo, até que Jimin começou com sua narração. — A família Park tem essas terras muito antes da Coreia se dividir em duas, devido a guerra civil que aqui teve entre Norte (socialista) e Sul (capitalista). Quando meus descendentes vieram aqui as terras eram inférteis. Meu tatara-tataravô Jong-Hu havia acabado de casar com uma moça rica e viúva, Park Jyin-Ung. Eles praticamente gastaram toda a fortuna dela nessas terras e com as famílias que aqui já moravam...

— ... Sim, os dois compraram todos os moradores daqui. Ninguém que seja descendente de alguma família pode sair daqui, nem mesmo eu. — Todos estavam horrorizados com o começo da narração. — 3 anos se passaram e Jyin já havia tido 4 filhos; os moradores viviam reclamando da pobreza que passavam, das terras inférteis que só faziam gastar e gastar e não dava nenhum lucro e foi aí.... — Jimin abaixou a cabeça para esconder as lágrimas que escorriam por seu lindo rosto.

— Foi aí...? — encorajou Solar.

— Que ele encontrou um livro... um livro antigo, mas que mostrava diversos rituais para ser próspero e um deles era o do cultivo. Jong-Hu sempre quis ser cultivador de videiras e deve ter pensado “Por que não? Não tenho nada a perder.”... Era um livro que continha misturas de rituais Havaianos e Chineses...

— Que tipos de rituais? — Namjoon estreitou os olhos.

— Humanos... Rituais de sacrifício humano. — Todos naquele momento estavam em choque. Não, não poderia ser aquilo que Jimin queria dizer... — No Halloween é comemorado o dia das bruxas. Em diversas culturas e crenças existe diversos tipos de bruxas. Existe a que pratica magia negra e existe aquela que pratica bruxaria elementar, que mexe somente com coisas da natureza, e tem também as bruxas que envolvem as duas coisas.

— Como assim, Jimin? — questionou Hyejin.

— Que a magia é feita para a natureza, mas sua prática é feita através de feitiços negros. Elas usam a prática do sacrifício humano para que que aquele elementar seja concretizado. E esses rituais são feitos para deuses pagãos.

— De quando em quando acontece? — questionou Sunmi.

— 10 em 10 anos — sussurrou.

— Quando foi a última vez? — perguntou Wheein.

— Há 10 anos — murmurou.

— O ritual... — E’Dawn engoliu em seco.

— Sim... — A voz do Park saía baixinho. — Tem toda uma preparação até finalizar o ritual para assim fazer a colheita.

— Como é feita? — Yoon o perguntou.

— São vários processos... Tem a limpeza da mente; a caça; o aprisionamento e, por último, a oferenda.

— Rituais assim têm prazos, certo? Até o deus ou a deusa se zangar e se voltar contra aquela comunidade — perguntou-o Namjoon.

— O ritual é concluído na madrugada, para ser exato, às 03:13h do dia 31 de outubro, no Halloween.

— Jimin... Jimin, olhe para mim. O que tem na área leste? — perguntou Min.

— Lá é a área estéril, conhecida como cemitério do sacrifício.

— Por quê? É lá que acontece o ritual?

— Todo ano, fora no que acontece o grande ritual, no dia das bruxas temos que realizar pequenos rituais de sacrifícios.

— Como assim? — Hoseok estava aflito.

— Sacrificamos as coisas que mais amamos. Não... não sacrificamos um ao outro, porque somos propriedade da entidade e o mesmo nunca pediu. Mas são sacrifícios, como: queimar fotos, roupas, lembranças que amamos. Crianças não participam, na verdade, só participam após os 15 anos, menos o primogênito do líder. Esse participa de todos os rituais humanos, mesmo que não tenha 15 e depois dos 15 começa a participar dos rituais anuais. — Jimin começou a chorar baixinho.

— Jiminnie? — chamou Yoongi.

— Eu sempre quis sair daqui. Nunca me senti em casa, ao contrário de meu irmão. E... E eu sempre tive um amor, uma paixão, um sonho. Uma vez um casal veio aqui, eu tinha 8 anos e a mulher era professora de dança, mas sua especialidade era a contemporânea. Consegui esconder isso por muito tempo, até papai descobrir... Eu tinha 17 anos...

— Jiminnie. — Min segurou suas mãos.

— E... — Jimin se levantou e começou a desabotoar o botão de sua calça enquanto todos o olhavam confuso. Mas quando ele abaixou sua calça, uma expressão de horror com dor foi tomada no rosto de todos. — Papai me levou aquela noite, mesmo eu pedindo, não, implorando para poupar o seu filho. — Jimin havia vestido sua calça novamente e se sentado. — Na badalada das 03:13h, papai puxou um machado de sua bota, retirou seu cinto e amarrou em minha coxa. Ele me entregou o machado, só que eu não a peguei, só chorei e pedia inumeráveis vezes clemência e falava “Por favor, por favor, por favor" e então ele deu uma, duas, três, quatro, cinco machadadas arrancando minha perna. Na outra, ele a marcou com uma faca que criou essa cicatriz que vocês viram, resultando em um aviso que essa entidade tem em seus domínios todos os meus sonhos e que eu nunca mais poderei dançar. — Jimin levantou o rosto e olhou cada olhar... Um a um...

— ... Entendem o porquê de eu ter pedido para irem embora? Não posso deixar que mais sonhos morram. Não posso deixar que vidas se esvaiam sem ao menos ter tentado salvá-los. Não posso te deixar ir embora assim, Yoon — sussurrou a última parte, para que apenas Min a ouvisse.

— Vamos embora ainda essa noite. Todos fazendo suas malas, sem deixar nada para trás. Vamos embora sem olharmos para trás — falou Namjoon e todos se levantaram.

— Venha conosco, vamos embora daqui, Jiminnie. — Yoon estendeu a mão para o loiro, este que a olhou e sorriu com o coração quente pela proposta.

— Obrigado, Gi, mas eu não posso...

— Por quê?

— Não posso deixar meu irmãozinho. Ji é tudo o que tenho, é a única fonte de bondade e de esperança nesse mundo caótico em que vivemos. Não posso deixar meu irmãozinho, além do mais, quem vai os distrair enquanto saem?

— Jiminnie... — sussurrou.

— Podemos levar seu irmão conosco, mas por favor, por favor, vamos embora daqui juntos. — Jimin olhou para Tae e deu um sorriso caloroso.

Eles estavam tão entretidos que não viram que já havia escurecido. Só caíram em si quando ouviram 3 toques de sirene.

— Sinistro, parece Silent Hill — falou Jackson.

— É mais ou menos isso — respondeu Jimin preocupado.

— O que isso quer dizer?

— Que a preparação do ritual acaba de começar. Vocês não têm muito tempo. O sino tocou mais cedo. Ele só deveria ser tocado amanhã nesse horário.

— Então, porquê, porra? — exasperou-se E’Dawn.

— Eu não sei. Só sei que eles têm pressa. Mantenham os carros rumo à porta da pousada. Deixem as portas e janelas fechadas e trancadas, eles sairão atrás de vocês. Será tipo um caça às bruxas.

— Jimin? Onde você vai?

— Relaxe, não posso levantar suspeitas, então estou indo até a minha casa.

— Cuidado.

— Eu sempre tenho, Yoon. — Piscou um olho e saiu floresta a dentro, deixando todos com coração acelerado, principalmente o de Yoongi.

— É o seguinte, vão todos se arrumar e guardar suas coisas de volta na mala, iremos partir meia-noite — ordenou Namjoon.


[...]


O grupo terminava de descer as malas quando toda a energia acabou e começou a trovejar do lado de fora.

— Só pode ser brincadeira — disse Jackson. — Alguém tem lanterna aí? — gritou.

— Eu tenho — falou Jungkook, vasculhando sua mochila. — Tae e eu trouxemos duas lanternas. Achei. Aqui!

— Eu também trouxe — disse Hyejin. — Nam, está no porta luvas de seu carro. Coloquei três lá, nunca se sabe...

Com cinco lanternas em mãos, o grupo resolveu ficar na sala até dar o horário de ir. Claro que eles já poderiam partir, mas com o aviso de Jimin, eles estavam bastante atentos e queriam se prevenir de algum imprevisto.

— Não aguento mais. — Hyuna quebrou o silêncio, atraindo a atenção de todos para si. — Eu estou com muita sede. Vou até a cozinha beber água e aproveitar e trazer para vocês.... — Levantou-se.

— Hyu... Eu irei com você — disse E’Dawn.

— Não precisa, amor.

— Precisa sim, não deixarei minha noiva sair por essa casa do capeta sozinha enquanto maníacos acham que estão em uma mistura de Colheita Maldita com O Ritual e com Albergue.

— Relaxa, meu amor. Estamos protegidos aqui dentro; qualquer coisa, eu abro o bocão, faço escândalo e vocês vão correndo até mim. — Dando um selinho no noivo, Hyuna saiu cozinha adentro.

— Por que ela está demorando tanto? — E’Dawn se exasperou.

— Eu não... — A fala de Yoongi foi cortada com a forte pancada de porta. Todos olharam assustados para o rumo da cozinha e correram até o local.

— Hyu...? Amor...? Hyuna...? — E’Dawn a chamava sem parar. — Kim Hyuna, isso não tem graça, cadê você?

— A porta. — Solar apontou. — Está entreaberta.

— HYUNA — gritando, foi correndo para fora, mas Hoseok o segurou. — Me solta... ME SOLTA.

— Calma, cara. Estressado assim e sem planos, não vamos conseguir achar a Hyu e só vamos piorar a situação e acabar nos fodendo. Não lembra o que o Jimin disse? Eles estão por todo o canto.

— JK tem razão. Precisamos de um plano — pronunciou-se Min. — Vamos todos para a sala.


[...]


— Uma hora já se passou e não conseguimos nada. A Hyu está lá fora, ou sabe-se lá Deus onde ela está e o que está acontecendo — pronunciou-se E’Dawn enquanto lágrimas escorriam por seu rosto.

— Nós vamos achá-la... Nós vamos... — Hyejin colocou uma mão em seu ombro e fez carinho, e logo em seguida o abraçou de lado.

— Como, Hye? O único que pode nos ajudar, que conhece toda essa área, não está aqui conosco... Eu deveria ter ido com ela, não deveria ter deixado-a ir só. A culpa é minha, minha...

— Hey... Xi, xi, xi... Não diga mais isso, hum? Você não tem culpa, não imaginaríamos que ela sumiria da casa com todos nós dentro. Vamos achá-la, eu sei que vamos.

Todos estavam em silêncio e não atreviam pronunciar-se, deixaram que a Hyejin o acalmasse. Namjoon tinha uma mão na coxa da garota e fazia um carinho discreto enquanto pensava sobre tudo. Quando iria se pronunciar, fortes batidas na porta foram ouvidas, deixando todos tensos.

— É o Jimin... Abra a porta, por favor — anunciava Park com a voz embargada. — Por favor...

— Jiminnie... — Min correu até a porta e a abriu, puxando Jimin para dentro, trancando-a logo em seguida. — Você está bem? Aconteceu alguma coisa? — Yoon segurava o rosto do mais novo e analisava a vermelhidão devido ao choro recente.

— Só me abraça, por favor... por favor — sussurrou. Yoon o puxou para um abraço, Park curvou um pouco o corpo para encostar sua cabeça no peito de Min e Yoongi encostou o queixo no topo da cabeça do loiro. — Me perdoem, me perdoem... Por favor, por favor... Eu não sabia... E-eu tentei ajudá-la. — A sala foi preenchida pelo choro do mais novo e soluços.

— O que você quer dizer, Jimin? — pronunciou-se E’Dawn.

— E’Dawn — repreendeu-o o avermelhado.

— Quando eu cheguei em casa — começou a contar assim que se acalmou um pouco —, papai sussurrava algo para mamãe, mas, ao me ver, parou. Eles olhavam o tempo todo estranho para mim. Quando eu disse que iria dormir, eles esperaram um pouco e então comecei a ouvir as vozes dos dois. Eles falavam que a caçada começaria essa noite e ouvi algo sobre pegar a ruiva primeiro. Eu tentei sair de lá e avisá-los, mas eles me trancaram no quarto... Eu só conseguir sair porque Jihyun abriu a porta para mim. Me perdoe...

— Mas você sabe onde ela está, né?

— Hunrum... Antes de vir até aqui, passei na antiga igreja onde os sequestrados são colocados, mas lá está vazio... Não tem nada lá que indique que está em preparação para o ritual. Me perdoe. E-eu não sei para onde podem ter a levado.

— Você irá me ajudar a achá-la? — Jimin balançou a cabeça positivamente.

— Jiminnie... — sussurrou Min.

— Tudo bem... Eu não tenho mais nada a perder mesmo. Olhe para mim.

— Estou olhando. — Park e Min tinham os olhos um no outro.

— Eu não posso deixar nada acontecer a algum de vocês. Eu não posso deixar nada de ruim acontecer com você. Me entende? Eu não posso viver sabendo que não impedi que essa cidade levasse algo que aquece meu coração como a dança fazia. — Os dedos de Jimin passearam por todo o rosto do mais velho até chegar em seus lábios e os desenharam. — Vamos. Estou com um mapa, mostrarei como tudo isso funciona.

— Área leste é a área do ritual. Hyuna deve estar lá. Essa área é composta por três fazendas abandonadas, a igreja antiga e uma mina. Vamos nos dividir em três grupos. Jackson, Solar, Jin e E’Dawn nas fazendas. Namjoon, Yoongi, Hyejin, Sunmi e eu vamos à mina que é maior. E, apesar de eu já ter revistado a igreja, é sempre bom olhar novamente, então fica para Jungkook, Monbyul, Wheein, Tae e Hoseok, certo?

— Certo.

— Ótimo! Vamos lá. Cada grupo ficará com um mapa de toda região e um do local explorado. Trouxe também walk talk. Cuidado.

E assim as equipes saíram. Faltavam apenas cinco dias para o Halloween, mas o dia das bruxas para os visitantes havia chegado mais cedo. Um completo cenário de terror. Florestas, trovões e um grupo mascarado que os caçava para um ritual macabro.


[...]


O primeiro grupo, ao chegar nas fazendas que eram praticamente lado a lado, se deparou com uma grande construção aos pedaços.

— É o seguinte, vamos nos separar — disse Jackson.

— Jimin disse para irmos todos juntos — respondeu-o Solar.

— Queremos achar a Hyu o mais rápido, né? E queremos também ir embora desse cenário horripilante.

— Temos somente um walk talk — avisou-o Jin.

— Não, não, não. Temos três walk talk — falou Jack, sorrindo sacana e tirando mais dois de sua jaqueta.

— Eu não quero saber, irei com o Jin — falou a única mulher, segurando a mão do namorado.

— Tanto faz, me dê isso aqui, Jack — falou E’Dawn, pegando o rádio comunicador da mão do outro homem e se dirigindo para a fazenda do lado direito.

Jackson deu de ombros e foi para a da esquerda, enquanto o casal se olhava e, indeciso, entrou na do meio.

Jackson começou a olhar tudo ao seu redor com a lanterna de seu celular.

Dentro da casa, ao olhar a sala, percebeu que era uma espécie de salão de festas. Olhando tudo ao redor, viu uma porta retrato de uma família tradicional do século XVI. Observando atentamente cada detalhe daquela tela, velha e rasgada, viu que se tratava de uma família pequena, possivelmente a mãe e o pai e três filhas: uma criança, uma adolescente e uma já na fase adulta, esta que por sinal era muito bela.

— Pare de olhar fotos de gente morta, Jackson, e continue na procura. Mas que a mais velha é bonita, é... — falou, retornando a sua busca por Hyuna.


[...]


— Hyu? Amor? Você está aqui? — E’Dawn chamava pela sua amada. — Ah, cara, que nojo — resmungou ao ver um rato correr em seus pés. — Amor, me lembra de, na próxima vez, ouvir o Yoongi.


[...]


Jin e Solar viam roupas de crianças espalhadas pela casa.

— O que será que aconteceu aqui? — perguntou Solar.

— Eu não sei, mas coisa boa não foi.

— Eu só quero achar a Hyuna e ir embora daqui. Eu quero o meu quarto, minha cama, deitar abraçada com você.

— Quando chegarmos, iremos fazer tudo isso e eu ainda farei um chocolate quente. — Sorriu para a moça que retribuiu.

— Obrigada!


[...]


Todos estavam empenhados na busca quando ouviram novamente a sirene ser tocada três vezes.

— Ah, essa droga de Silent Hill de novo não — falou Jackson, que estava no segundo andar da casa, pisando com calma no assoalho de madeira e, quando levantou o olhar, viu um vulto passar por si. — Hey? Ah, porra, agora eu estou vendo o capeta. — Tirou uma pequena garrafinha de metal que estava em sua calça e tomou um gole. — Essa vodca é das boas. — E tomou outra.

Ao olhar para a ponta novamente, viu uma mulher de longos cabelos negros e vestido branco de costas para si.

— Merda, eu sei que irei me arrepender... Olá? Oi? Tá tudo bem?

Foi se aproximando lentamente da moça. Ao chegar perto, a mulher virou de uma vez para si, revelando seu rosto tampado por uma máscara horrenda e manchada de sangue.

— AH, PORRA, NÃO ME DIGA QUE ESSA MERDA É SANGUE HUMANO.

A mulher mascarada virou e, enquanto o Wang dava um passo para trás, ela dava outro no seu rumo. E então tudo aconteceu rápido. Jackson já havia caído da sacada e a mulher apenas o olhava.


[...]


— Hyu? Amor? Vamos, cadê você? — E’Dawn parou de andar, ficando completamente imóvel ao ouvir um choro baixinho. — Hyuna — murmurou e correu rumo ao choro.

Ao chegar no local se deparou com uma cozinha. Com a lanterna do celular, começou a vasculhar todo o lugar. Sua busca cessou ao ver uma cabeleira ruiva virada de costas para si.

— Meu amor. — Deixou o celular cair e foi até a ruiva, abaixando-se ao seu lado e a puxando para si. — O que fizeram com você? — Ao não obter resposta, chamou-a mais uma vez, até que sentiu algo molhado em suas mãos ao abraçá-la. Levantou uma mão e viu que era sangue. — Hyuna?

Empurrou-a e a mulher virou o rosto para si, mas ao contrário da morena de Jackson, essa tinha o rosto todo pintado de sangue e uma parte manchado devido às lágrimas.

— Hyuna?

Olhou assustado para a mulher a sua frente, não acreditando em que seus olhos via. E sua última lembrança antes de apagar devido à forte pancada na cabeça foi de sua noiva murmurar um “Me perdoe, meu amor".

Já o casal andava por entre os escombros quando a luminária foi acesa e risadas infantis tomaram conta do ambiente.

— Jin....

— Eles estão aqui... Vamos sair. — Jin segurou a mão de Solar e começou a puxar. — Jin na escuta, câmbio. Jin na escuta.

— Jin? — Quem o respondeu foi Namjoon. — O que está acontecendo? Que risada é essa?

Mas o quê? — O Kim mais velho ouviu o Park falar.

— Eu é quem pergunto...

Jin, saiam todos daí, rápido — gritou Jimin para ele.

— Estamos saindo, mas tem um problema.

— Qual? — perguntou Namjoon.

— Jackson e E’Dawn quiseram se separar...

— PUTA MERDA. O QUE CUSTAVA SEGUIR O PLANO?

As risadas foram aumentando de volume, mas a única coisa que Seokjin pensava era em sair dali com a namorada.

— Jimin...?

— Aqui.

— Você disse que crianças não participavam dos rituais, então por que tem crianças cercando a Solar e eu?

— O quê?

— AAAAAAAAAAAAAAAAAH!

— NÃO...

— SOCORRO!

— JIIIIN... AAAAAAAAH!

Isso foram tudo o que o grupo ouviu antes do walk talk cair e começar a ruir.

— Jimin? O que está acontecendo?

— EU NÃO SEI... EU NÃO SEI, TÁ LEGAL? — Jimin começou a puxar seus cabelos, e, vendo que este poderia se machucar, Yoongi tratou de segurar suas mãos. — Reúna todos. Não podemos mais ficar sozinhos.

— Aqui é Kim Namjoon, alguém na escuta?

— Aqui é Jeon Jungkook, câmbio.

— Perdemos Jackson, E’Dawn, Solar e Jin, vamos todos nos reunir.

— Namjoon, cadê o Jin?

— Calma, Tae...

— Calma nada. NUNCA DEVERIAMOS TER VINDO PARA ESSE LUGAR AMALDIÇOADO, DEVERIAMOS TER FICADO LÁ, ESCUTADO O YOON HYUNG.

Tae... Xiii... Vai ficar tudo bem.

Não vai, Jungkook... Não vai.

— Onde iremos nos encontrar, Nam?

— Não vamos para a cabana. Eles esperam que façamos isso. — Quem respondeu foi Jimin. — Nos encontramos em frente àquele rio.


[...]


O dia já estava amanhecendo quando os dois grupos se encontraram.

— Namjoon. — Taehyung correu até o mesmo e o abraçou, chorando ainda mais.

— Vamos encontrá-lo, Tae... Todos eles... — O Kim abraçava seu irmão e fazia carinho em seus cabelos.

— O que faremos agora? — perguntou Hyejin.

— Não podemos nos separar, isso já está claro — respondeu-a Jungkook.

— Eu não entendo — murmurou Jimin.

— O que você não entende? — questionou-o Yoon.

— A sirene é o estágio final. Só a tocam no último processo, e as crianças... Crianças não participam. Tem a idade certa. E tudo está calmo demais para um grupo de loucos que foi traído pelo primogênito do líder...

— Onde você quer chegar, Jiminnie?

— Eu ainda não sei... Preciso ir até a minha casa.

— Jiminnie, não...

— Yoon, é a única forma. Tenho que pegar os livros para descobrirmos...

— Então eu irei com você.

— Não. Você fica.

— Eu vou!

— Eu e o Yoongi iremos com você, é mais seguro. Jungkook, Tae e Hoseok ficam com as garotas. Qualquer coisa... — Namjoon olhou para Hoseok e JK. — Vocês irão embora. Sem olhar para trás.

— Não, Namjoon — falou Tae choroso.

— Isso não é um pedido, é uma ordem.

E assim os três rapazes seguiram rumo à Fazenda Park.


[...]


— Jimin, e se nos verem?

— Eles não agem sob a luz do dia. Somente a noite.

— Tem certeza?

— Tenho, Namjoon! Fiquem aqui.

— Não.

— Gi, eu não irei colocar a vida de vocês dois em risco.

— Mas e a sua?

— Não irá acontecer nada comigo. Eles não podem fazer nada. Eu sou o primogênito, o próximo líder.

— E isso te garante?

— Isso me garante. Além do mais, se a sua proposta ainda estiver em pé, eu quero fugir com você, quero levar Jihyun para longe disso tudo, isso, claro, se você nos aceitar juntos.

— Eu aceito vocês dois juntos, Park Jimin. Mas o que me garante que você quer fugir comigo? — Apesar do tom brincalhão, era nítida a insegurança do mais velho.

— Isso! — Então Jimin selou seus lábios em um beijo profundo, carinhoso e confiante. — Agora eu tenho que ir. Já ouviram o canto de um canarinho?

— Sim — respondeu Namjoon ao ver que Yoongi não iria falar tão cedo.

— Ótimo. Se vocês ouvirem, não importa o que for, vão embora daqui e com cuidado. — Dando um selinho em Min, Jimin correu para sua casa.

— É, cara, eu sabia que você era estranho, mas não ao ponto de namorar o filho do cara que nos quer dar como oferenda para deuses.

— Cala a boca.


[...]


Jimin corria e olhava para os lados. Vendo que não havia ninguém, entrou pelo sótão da casa e foi direto para o escritório de seu pai.

Ele revirava tudo quando encontrou uma espécie de diário antigo.

— Olha se não é o pequeno traidor. — Jimin ouviu seu pai falar atrás de si e rapidamente escondeu o pequeno caderno dentro de sua calça.

— Pa-pai?

— Você era a minha honra, Jimin, o meu orgulho. Mas preferiu estragar a nossa colheita.

— Pai.

— Mas obrigado por trazer aqueles dois para mim — falou, referindo-se a Namjoon e Yoongi. — Consegui pegar mais dois, mas infelizmente quatro garotas e um rapaz fugiram.

— Pai...

— Você, Park Jimin, irá honrar seu nome e tradições e irá fazer ritual. Até lá, ficará preso.


[...]


A cabeça de Yoongi doía, o chão em que estava era úmido, o forte cheiro de mofos e fungos irritava seu nariz. Aos poucos, foi recobrando os sentidos.

— Yoongi? Está me ouvindo? — Ele conseguia escutar de longe.

— Namjoon?

— Estou aqui.

— Cadê o Jimin?

— Te enganou. — Ele ouviu E’Dawn dizer. — Igual a Hyuna me enganou.

— Do que está...? — Ao olhar para o rapaz, viu-o cheios de hematomas, uma unha lhe faltava. Ele estava irreconhecível.

— Eu sei. Estou uma merda. Tudo culpa daquela vadia ruiva.

— Do que você está falando?

— Ela estava com eles o tempo todo. Ela nos atraiu até este local, ela nos atraiu junto com o Park. O plano estava arquitetado desde o início.

— Não, o Jimin não... Ele...

— Olha para nós, Yoongi. Eu ouvi gritos do Jackson mais cedo.

— Ele está aqui?

— Ele, Jin, Solar... Todos estão... Todos nós fomos torturados. Os piores gritos são o do Jin e da Solar. Eles fizeram tudo na frente dele. Por Deus... — Lágrimas escorriam por seu rosto.

Logo eles ouviram barulho de cadeado e a porta ser aberta revelando um homem mascarado que trazia consigo Taehyung.

— Tae. — Namjoon levantou e foi até o seu irmão que havia sido jogado no chão.

— Elas estão seguras. Consegui levá-las até o carro. Elas estão fora dessa cidade.

— Santa divindade. — Namjoon tinha o mais novo em seu colo, ele chorava baixinho.


[...]


Os outros cincos dias foram horripilantes para os turistas. Gritos eram ouvidos. A comida consistia em um pão velho e tinham direito a somente 3 copos de água suja para digerirem por dia.

— Abram. — Eles ouviram a voz do senhor Park. A porta foi aberta, revelando o homem com uma espécie de kimono e máscara. — Peguem os prisioneiros, deem banho, vestimentas, algo para comer e água... potável.

Mulheres e crianças mascaradas entraram na cela e os ajudaram a ficarem em pé. Não havia preocupação dos prisioneiros fugirem, afinal, eles estavam cansados e desnutridos demais para tentar algo.

Todos foram levados para uma espécie de banheiro grande e limpo pelas mulheres, logo foram vestidos e alimentados. As mascaradas os aprisionaram em um quarto, e lá eles permaneceram até 02:30 da manhã do dia 31 de outubro, o Halloween.

Foram guiados até a área leste, o local do sacrifício, a zona infértil, para serem oferecidos aos deuses pagãos.

Tochas eram vistas pelo local que fazia caminho até o “altar", que continha um pentagrama desenhado no chão com sangue de vaca.

Homens os escoltavam para o local que era feito o sacrifício, enquanto mulheres, crianças, velhos e o restante dos homens formavam fileiras e faziam barulhos como “uh uh uh" com a boca e batiam pedaços de madeira no chão.

Assim que cada um foi posto em seu lugar, o líder Park fez um movimento com as mãos, fazendo assim cessarem os barulhos.

— ESSA NOITE É UMA NOITE MUITO ESPECIAL, POIS NÃO SOMENTE É O DIA DO GRANDE SACRIFICIO, MAS TAMBÉM É O MOMENTO DA GRANDE TRANSIÇÃO. — O povo gritou em aprovação e comemoração. — MEU PRIMOGÊNITO, PARK JIMIN, ESTA NOITE ASSUMIRÁ A LIDERANÇA. DEVIDO A ESSE GRANDE EVENTO, COMO TODOS SABEM, É PERMITIDO A PRESENÇA DE NOSSAS CRIANÇAS. MAS JIMIN NÃO SOMENTE ASSUMIRÁ A LIDERANÇA COMO TAMBÉM ESTABELECERÁ UM CONTRATO DE UNIÃO COM KIM HYUNA. — O coração de Min falhava as batidas, e E’Dawn estava apenas imóvel, sem expressão alguma. — GRITEM ALTO PARA SEU NOVO LIDER E FUTURA ESPOSA.

Então Jimin entrou com uma calça e um kimono, este que estava aberto e esbanjava seu peitoral junto com cicatrizes recentes e antigas, e uma máscara que tampava seu rosto. Ao seu lado estava Hyuna com um vestido kimono e também uma máscara. Os dois subiram no altar, mas não antes de deixar seus olhares encontrarem com aqueles que seriam os sacrifícios.

— QUE COMECE A TRASIÇÃO!

Palavras em coreano antigo eram ditas por uma espécie de sacerdote.

— Para finalizar, Park Hoo e Park Jimin, vocês devem selar a transição com os vossos sangues.

O Park mais velho pegou a faca e cortou a mão, derramando em uma espécie de taça, e o mesmo ato foi repetido pelo mais novo, que levantou a máscara e levou o copo de ouro até os lábios, digerindo o líquido vermelho e viscoso.

— Agora Park Jimin é o novo líder. — Os gritos voltaram a preencher aquele local macabro. — Kim Hyuna, deseja fazer um pedido a vosso líder?

— Sim. — Retirou a máscara e olhou profundamente nos olhos do homem. — Vosso líder, desde sempre fomos prometidos um ao outro e eu aceitei a ideia por muito tempo. Para falar a verdade adorava o fato de ser futura esposa do futuro líder, mas isso mudou...

— O que mudou?

— Quando fui para a capital, eu conheci E’Dawn, meu noivo. — A ruiva olhou carinhosamente para o homem. — E conheci todo o pessoal. Eu aprendi que isso tudo é loucura. Eu o amo, assim como amo todos, mas eu o amo mais, e sei que posso me sacrificar apenas por uma pessoa, então eu o escolho. — Todos a olhavam surpresos. — Eu serei a oferenda em seu lugar. Me perdoem. — Hyuna virou para todos. — No começo a ideia era vir apenas nós dois e no final eu me ofereceria em seu lugar. Se eu não fizesse isso, eles iriam atrás de nós. Perdoe-me. Eu não posso salvar todos... — O grupo chorava por tudo o que estava acontecendo. — Por favor, líder Park, aceite-me em seu lugar.

Um silêncio foi estabelecido no local, Yoongi o olhava com expectativas, na verdade, aquele grupo o olhava com expectativas.

— Não!

— O quê?

— Não, Kim Hyuna, eu não lhe aceito como oferenda. Não devemos pagar por algo que nossos antepassados fizeram e nossa família deu continuidade. Quando eu vasculhei a sala de meu pai, achei um diário. Nele tinha anotações... Somente o líder do grupo pode servir de tamanho sacrifício. Muitas coisas amadas por mim foram sacrificadas, mas eu não posso ver e saber que meus amigos e amado também serão sacrificados por um deus. POR ISSO, EU, O LIDER PARK JIMIN, ME OFEREÇO COMO OFERENDA NO LUGAR DE NOSSOS PRISIONEIROS E TAMBÉM ACABO COM ESTA PRÁTICA. Soltem eles e que comece o ritual.

Yoongi e seus amigos foram libertados das correntes e postos em frente ao altar. Os homens os seguravam, principalmente o Min que se debatia.

— Com a ordem do líder, este se sacrificará em troca da liberdade, não somente dos turistas, mas também de seu povo. — O sacerdote, como era conhecido por aquela população, mas que fora dela era visto como bruxo, amarrou Jimin no meio da estrela e começou novamente com o ritual.

Era possível ouvir os gritos, não somente de todo o povo, mas também de desespero de Min. Jimin virou o seu rosto em direção à Yoongi e moveu seus lábios em um “Eu te amo”, e então o homem velho colocou fogo no círculo. Os gritos ficaram mais altos a medida que o fogo ia se aproximando de Park.

— NÃO... MEU FILHO NÃO!

Tudo aconteceu de repente. As sirenes anunciando a chegada da polícia, a correria e o senhor Park indo até o seu filho e o carregando (já que o mesmo estava desacordado devido a inalação da fumaça) para fora do altar.

— JIMINNIE... — gritou Min juntando toda as suas forças e correndo até o rapaz, tirando-o dos braços de seu pai. — Jiminnie, fala comigo.

— Cuide bem do meu menino, rapaz. — E então tudo o que Yoon viu foi o pai de seu amado entrar fogo adentro.


[...]


— Os senhores terão que passar por avaliação psiquiatra, para sabermos o nível do trauma e quais doenças psicológicos e emocionais irão desenvolver — dizia o policial para o grupo.

— O que acontecerá com todos? — perguntou Jimin.

— São pessoas perturbadas, o trauma é enorme. Provavelmente serão todos internados em uma clínica, poderão sair ou não um dia. — E assim o policial saiu de perto do grupo.


4 Anos Depois


— Qual o nome? — dizia Jimin sem olhar para a pessoa que o entregava o livro. — E como quer que eu autografe?

— Min Park Yoongi, mas pode assinar como O Eterno Amor Da Sua Vida.

— Gi! — O homem, agora moreno, levantou e depositou um selar em seu marido.

— Nossos amigos já passaram aqui?

— Sim, todos eles. Só faltava você.

— Como se sente publicando a história de sua vida até aquele momento?

— Você sabe o quão difícil foi, todas as noites em claro, choros, crises. Mas estou feliz em mostrar tudo ao público e mais feliz em saber que Jihyun receberá alta do hospital psiquiátrico hoje.

— Estou feliz por essa vitória, amor.

— Vitória essa que só foi possível por eu ter você ao meu lado.

— Soube que Halloween Sacrifice foi um sucesso...


“É estupidez pedir aos deuses aquilo que se pode conseguir sozinho.”

— Epicuro

24 de Outubro de 2021 às 22:00 0 Denunciar Insira Seguir história
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Fim

Conheça o autor

2Min Pjct Projeto de fanfics do shipp Yoonmin (Yoongi & Jimin) do grupo sul coreano BTS. Nos encontre também no Wattpad (https://www.wattpad.com/user/2MinPjct), Spirit (https://www.spiritfanfiction.com/perfil/suji05), ao3 (https://archiveofourown.org/users/2minpjct) e twitter.

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