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Kaue Espindola


Traído pela equipe, um detetive se perde quase a morte. Sem memórias em Guatemala junto de sua possível amada chefe do maior cartel, subindo na hiernaquia, no meio do caos se vingando do passado com as poucas memórias fragmentadas. Está passando por um momento de mudanças de escrita, previsão de finalização em torno de quarta feira


Crime Todo o público.

#Romance
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Traição de ferro

Com a luz do sol entrando pela pequena janela por toda sala úmida e mofada, mal conseguindo respirar o ar pesado. A porta de ferro entrou dois capangas vestindo mascaras de caveiras se aproximando aos poucos. Reclamando pelo fedor do rato morto no canto

• Vamos matar ele logo, quero sair dessa sala de merda.

• Quer morrer depois pro chefe?

• Nunca conheci um lixo tão educado como você, parece até humano – cuspindo sangue no chão- se vai me matar, me mata logo.

Sendo saco de pancadas por um longo tempo, aos poucos com passos lentos, girando a maçaneta com um rangido da porta, chegou o chefe responsável pela cidade. Muitos anos perseguindo carteis pela fronteira mexicana, sendo pego por um dos maiores carteis de narcotráfico pela traição de sua equipe, só havia um arrependimento de não ter bebido mais no bar do dia anterior.

Com um soco direto no maxilar – Se divertindo com meus amigos? – Ordenou aos dois para levanta-lo do chão. Uma hora depois de muito espancamento, se sentou para descansar e tirar o soco inglês encharcado de sangue, respirou profundamente e perguntou – Você é bem durão, é uma pena recusar meu convite de emprego – Impacientemente batendo o dedo na pequena mesa.

Mantendo o possível de lucidez, riu em tom de zombaria, olhou pelo seu olho normal direito. -Emprego você diz? Prefiro morrer do que ser capacho de um projeto de aborto se achando só pra aparecer como durão, mas no fundo não passa de um menininho se mijando de medo-. Rangendo os dentes, cerrou os punhos nus dando um soco no maxilar, gritando filho da puta. Perdendo a consciência com um sorriso com satisfação, irritando ainda mais, gritou para acorda-lo de qualquer jeito.

-Chefe, ele está morto.

-Vê de novo! Ele não morreria só com isso! - Batendo com um soco na parede de raiva, gritou - SE LIVREM DELE! ACHEM A IRMÃ, SE ELE NÃO AGUENTOU ENTÃO ELA IRÁ!

Com um saco preto jogado atrás no porta-malas do Chevrolet indo até o lixão. Com a polícia ajudando não houve problemas, podiam sair a plena luz do dia. Jogando o corpo na parte profunda do lixão, ligaram o carro pegando a principal direto para cumprir a ordem. Furando vários sinais com pressa de não ser espancado pelo chefe mais tarde pela demora.

Recuperando aos poucos a consciência já perdendo os sentidos pela dor excruciante, no meio de lixos e sangue dele e as partes de corpos saindo dos sacos pretos rasgados. Se arrastando em direção a saída com o único poste de luz, tentando se manter acordado, uma estranha vã branca estava estacionada no portão, quando estava prestes a sair do inferno. Foi raptado sendo drogado por uma seringa, momentos acordando e logo desmaiava, se manteve acordado o suficiente conseguindo ver duas pessoas nos bancos da frente, vendo tudo ao redor embaçado e girando pela concussão.

Recobrou ao sentido enquanto estavam parados no trafego. Rapidamente entendeu a situação, intuitivamente sem perceber, se manteve quieto para entender, mas sua mente estava um caos de uma inundação de pensamentos, não conseguia planejar nada além de ficar se repetindo o mesmo pensamento de quem era ele.

Muitas horas se passaram, estava de noite com lua cheia iluminando a estrada deserta, apenas o rádio ligado falando sobre notícias. Uma luz brilhante veio a toda velocidade no lado errado da estrada, um bêbado sem controle se chocou pela frente, jogando para trás estourando a porta quase o matando.

Com ferimentos, grande fome e desorientado o deixando apagado dentro uma vaga memória do passado. Dirigindo um carro enquanto conversava com sua irmã pelo telefone perguntando quando ela iria chegar em casa, desacordado em cima da própria poça de sangue na estrada. Se acostumando a acordar em lugares diferentes, se deparou com um teto mofado quase caindo de madeira, se esforçando para gritar por qualquer um, quando uma mulher abriu a porta se desculpando e perguntando quem era ele.

-Você quase morreu no meio daquele acidente e já tenta sair da cama?

• Por pouco não consigo te manter vivo com tanto sangue saindo de você, até seus ossos estão rachados pelo que parece.

Surpreso por aparecer uma mulher, olhou em todas as direções, olhando para fora da janela aberta vendo nada familiar. –Acidente? Espera onde estão os outros dois? E onde é que estamos?

• Estão mortos, até o motorista do carro morreu e você estava quase também.

• Nenhum agradecimento não? Foi difícil te salvar.

• Obri.. Obrigado, mas quem é você? Uma médica?

• Marie, prazer. E não sou uma médica eu acho.

• Como conseguiu me salvar? ...

Dias passaram na casa isolada, um sitio antigo. No início mal conseguia sair da cama sem sentir uma dor enorme pelo corpo todo, aos poucos voltando ao normal, se dedicando. Como agradecimento resolveu se arriscar na cozinha, de início estranhou por ter só legumes e frutas, o resultado foi algo de outro mundo, no sentido ruim. Jantando acabou descobrindo pela conversa na mesa de madeira com Marie, estava na Guatemala, perguntando o que via pela mente para manter conversa, gostando aos poucos como estavam vivendo. Aparecendo 4 homens de terno, interrompendo a conversa chamando por uma senhorita para ir ao carro e nada mais, simplesmente em formação parados.

-Senhorita chegou a hora, o carro está a sua espera.

Com um olhar frio -o que pedi ontem já foi providenciado? Se levantando da cadeira em direção ao armário. – Sim! – Respondendo imediatamente.

- Senhorita se me permitir perguntar, quem seria esse?

- Engraçado, também quero descobrir.

Confuso perguntou quem eram – São os meus empregados, ia te falar sobre isso. Só acabaram chegando antes- Pegando seu chapéu encobrindo grande parte de seu cabelo ruivo. – Vamos? - Dando nenhuma opção além de ir junto.

Sem conseguir falar nada, entrou no carro. Duas horas depois chegaram em uma cidade movimentada, estacionando em frente a uma grande empresa, - O meu trabalho é simplesmente manter o dinheiro circulando por qualquer meio necessário- logo presumindo uma infinidade de coisas, simplesmente seguiu ela.

Chegando a uma grande porta sendo aberta por uma mulher de terno, entraram e se sentaram. Marie ordenou para trazer os problemas, logo resolvendo com facilidade até os mais bizarros – Uma filial está desviando 10 por cento dos lucros, como agimos? – Envie homens para recuperar o dinheiro desviado, depois faça de exemplo os gerentes no meio do prédio.

Após muitos debates, Marie olhou nos olhos do detetive – Você deve estar cheio de perguntas, mas primeiro como devo chama-lo? - Todos olhando para ele esperando a resposta, querendo perguntar desde o início, mas não podiam pelo trabalho.

- Não me lembro de nada, principalmente meu nome.

- Huumm. Então vou chama-lo de Noah. Então Noah, trabalharia para mim? Custou muito salvar você no meio daquele desastre sabe?

- Como salvou minha vida, irei pagar a minha dívida – Vendo como deixou sem escolha acabou rindo alto – bom, é assim que eu gosto, bem-vindo a La flor del sol – Chamando um dos agentes em campo pessoal para avaliar ele em meio de uma missão. – Você irá com ele para ver se poderá ser útil, se não for irá trabalhar no depósito - Entraram no carro, indo direto a um cartel rival.

Estacionando a duas quadras de um cartel novo, foi mandado mata-los sem testemunhas. – Simples, não é? Pegue a arma e mate todos, se falhar então suma! - Pensando em várias maneiras, abriu a porta dos fundos e começou o trabalho.

Erick (agente em campo pessoal) que nutre sentimentos pela senhorita por anos, ao entrar na sala pelo chamado descobrindo um maldito homem próximo da amada, ali mesmo queria mata-lo, mas não podia na frente da senhorita. Aproveitando a oportunidade deu um trabalho suicida para se livrar rápido dele sem maiores problemas.

Conseguindo ouvir os gritos e tiros dentro do cartel, tentou entender o que estava acontecendo lá dentro, quando depois de um tempo não havia barulho algum. Noah abrindo a porta da frente manchado de sangue, Erick surpreendido de ver o futuro defunto saindo como se fosse nada pela porta da frente, ficando sem palavras.

Pedindo para leva-lo para casa, dirigiu sem ninguém falar pelo clima tenso. Deixou Noah na casa do sitio e foi em direção a empresa, abriu a porta do escritório sem falar nada e se sentou, tomou agua e explicou tudo a senhorita. Se assustando com o sorriso malicioso e alegria dela como se tivesse achado um grande tesouro. Animada como nunca antes imediatamente ligou para um dos executivos. -Marque uma reunião com os gerentes rapidamente, o mais cedo possível melhor.

- Sim senhorita. Qual seria o problema para a reunião?

-Só marque o quanto antes, vai ouvir tudo quando chegar a hora.

Desligando o celular, mandou Erick sair do escritório, levantou da cadeira e foi em direção a janela‘ quando ele foi capturado pelo cartel armas de sangre, perdi a chance de tê-lo, mas ele saiu com vida e melhor sem memórias! Quem diria que superou as minhas expectativas. Finalmente achei o meu homem’. Às 9 da noite iniciou a reunião, após muitos debates veio o assunto principal.

Com muita desconfiança mostradas nos rostos dos gerentes, querendo saber o motivo da reunião urgente de repente. – Vocês devem saber do cartel Flor de hierba certo? Muitos anos procurando um carrasco perfeito para nossa empresa, finalmente achamos um único homem capaz de fazer o mesmo de um pelotão inteiro sozinho-. Com todos discutindo estava claro a decisão de todos, ninguém podia ir abertamente contra a presidente.

9 de Novembro de 2021 às 00:07 0 Denunciar Insira Seguir história
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