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UM FINAL DE SEMANA MUITO LOUCO

Um Final de semana muito Louco!


Um acontecimento ocorrido à aproximadamente vinte anos atrás, mas que deixou boas recordações e comentários de todos os tipos, que não se perdem com o passar dos tempos.
Robinson, um homem sempre trabalhador, responsável com as coisas de casa e do serviço, adjetivos que sempre o colocaram em destaque perante a sociedade, em um final de semana porém, ao falar com seus parentes que viviam no interior, ficou sabendo que seu pai não havia passado bem dias atrás.
Sua irmã o alertara sobre a saúde do seu velho pai, com palavras suaves, porém, assustadoras.
- Robinson, nosso pai não anda muito bem de saúde, já alguns dias sente muito cansaço e está com uma tosse assustadora.
- Maria ele tem passado no médico, está tomando algum medicamento?
- Infelizmente não "fio", só fala que a culpa é do cigarro, mas não larga nem diminui.
O assunto prosseguiu sem mais alardes, findando com um "Fica com Deus", boa semana.
Os dias que se seguiam, deixavam Robinson angustiado, com medo de perder seu "idolo", aquele que lhe ensinara como a vida funcionava, como que guiado pelas mãos.
Robinson não conseguia pensar em mais nada e a ansiedade tomou a dianteira da situação.
Como que por coincidência, no decorrer da semana estaria de folga e com o adiantamento quinzenal do salário em mãos, os ânimos foram dando asas a sua imaginação.
Ao entardecer, saiu para aliviar a tensão, tomar uma cerveja no barzinho já conhecido e ao chegar, encontrou seu amigo Marcos no atendimento, enquanto aguardava seu pai retornar do almoço.
Enquanto desabafava com seu amigo, teve a idéia de convida-lo para acompanha-lo a uma visita na casa de seu pai, porém, sem mencionar a localização em momento algum.
Como era de se esperar, diante de uma grande amizade e se solidarizando com os acontecimentos, Marcos aceitou sem pestanejar.
Quando seu pai retornou do almoço, ele correu em casa para pegar um documento e voltou em seguida. Robinson já o aguardava do lado de fora do estabelecimento e com uma manobra muito rápida, puxou Marcos em direção ao outro lado da via, onde um ônibus esperava o embarque de passageiros com destino a estação de trens.
Embarcam, porém, Marcos ainda não sabia o que lhe aguardava, durante o trajeto Robinson tentou esclarecer os planos dali por diante, ou seja, visitaria o Pai, ficaria ciente da situação de saúde, mataria as saudades e retornariam em seguida.
Marcos aceitava bem as orientações, até alcançarem a Rodoviária de São Paulo, quando foi surpreendido por Robinson que lhe estendera a mão com uma quantia em dinheiro, pedindo que comprasse passagem para ambos para o interior de São Paulo.
Enquanto seguiam em direção ao guichê, eis que se deparam com uma jovem muito linda e atraente, de olhos esverdeados trajando máscara e fantasia da Batgirl.
E nesse momento a história começa a tomar uma proporção fora de controle, como se já não fosse anormal.
Partiram rumo ao destino almejado, com os ânimos em alta devido aos biricuticos que haviam tomado, acomodaram-se em seus respectivos lugares, um sozinho e o outro maravilhado pela companhia.
Em uma viagem com duração de 09,30h em ônibus semi lotado, a sexualidade a flor da pele, ótima companhia e um pouquinho de imaginação, vc pode esperar de tudo.
Mas não vamos detalhar o trajeto que varou madrugada a dentro, esplêndido com tudo correndo como previsto até alcançar o destino final as 05h de uma manhã de sábado cheio de promessas.
Seguiram direto para a casa dos pais de Robinson, a dúvida em saber o que os esperava trouxe de volta imagens do que poderia estar acontecendo ao seu pai.
Ao chegarem Robinson foi surpreendido, ao serem recepcionados nada mais, nada menos do que a presença de seu pai em trajes menores com um enorme sorriso no rosto.
Essa atitude mudaria todos os planos do final de semana, após apresentar Marcos junto com a suposta namorada, sua mãe lhes preparou um acolhedor café da manhã e se apressou em acomodar a "mocinha".
Os marmanjos ficaram por ali mesmo, coletando informações sobre a saúde do velho e atualizando as fofocas do cotidiano em quanto aguardavam o dia acabar de clarear.
Ainda animados, acessos pela noitada anterior resolveram ir à cidade, Robinson queria que seu amigo se sentisse em casa, jogaram no bicho, comeram pastel de feira, fizeram novos amigos e agitaram por onde passaram e com o acolhimento dos
familiares, o passeio deveria ser perfeito.
Quando retornaram ficaram decepcionados, a mãe de Robinson por desconfiar da idoneidade da mocinha, despachou-a para casa no primeiro ônibus, não houve tempo nem dela trocar de roupas.
Decepcionados com a perda do lanchinho, resolveram pescar, jogar bilhar e tomar uns biricuticos nos entornos da cidade, fizeram alguns amigos e outros nem tanto, sendo preciso deixar alguns sob livre e espontânea pressão.
Diante dos fatos, passaram a ser controlados pela matriarca que definia onde e com quem ir, perderam a festa principal da cidade, conseguiram no máximo uma garrafa de vinho em uma das casas das irmãs, mas nada abalava a dupla.
Passaram um domingo maravilhoso reunidos em família, riram muito dos acontecimentos, da zoação e os memes que com certeza ficaram marcados na vida de todos que fizeram parte dessa história.
Retornaram ao lar, trazendo na bagagem muitas experiências, coisas boas e porque não um recadinho da matriarca, "Venham quantas vezes sentirem saudades, mas não tragam mais essas quengas pra cá ".
Moral da história: Nunca subestime a inocência de uma pessoa madura.

Ailton

F I M








15 de Outubro de 2021 às 01:20 0 Denunciar Insira Seguir história
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