neodracht Thiago Silva

Uma nova e inexplorada visão sobre a violenta e cruel mente do Bane, aquele que foi capaz de quebrar o cavaleiro das trevas. Bane relembra todo dia os cruéis momentos em sua infância, lembra do bullying, da morte e tudo que teve que enfrentar quando jovem, enquanto isso, vemos sua fama de lutador mais cruel e violento do submundo de Gotham. Uma história repleta de violência e com um final surpreendente, entre na mente do Bane e saiba como ele se tornou um ser sem qualquer tipo de escrúpulos, tudo graças a Gotham City


Drama Para maiores de 18 apenas.

#Bane #Dccomics
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O Ringue Manchado

-Ai, grandão. Vamo lá, a luta já vai começar. Disse uma mulher ao abrir a porta da minha sala de espera.

-Tá, só mais um pouco. Respondi.

Depois dela sair, eu continuo sentado ali. Aquele banco de metal bem amassado quase não me aguentava mais. Naquele lugar escuro eu me lembrava daquela época quando eu era pequeno, aquela época em que eu tinha amigos e...pais...aquela merda de época.

Eu tinha doze anos quando me mudei pra cá. No meu primeiro dia na minha casa, eu fiz um amiguinho. Um gato felpudo de cor dourada. Ele era residente daquela casa muito antes de nós. A primeira coisa que me aterrorizou ali, foi o fato de todas as pessoas que passavam por mim me olhavam nos olhos e sussurravam algo como:"Hora de comer". Logo no dia seguinte que eu cheguei naquela cidade, eu já enfrentei meu primeiro dia na escola. Meu cartão de visitas foi perturbador. Lembro de duas pessoas agarrando os meus braços e outras duas pessoas. Uma batia no meu peito e na minha barriga, o outro mandava oque eles tinham que fazer e sorria enquanto observava o trabalho sendo feito. Na cidade anterior, eu sempre fui zoado por ser alto, quieto e magro. Pensei que nessa cidade não sofreria o mesmo, essa cidade tinha uma boa reputação devido a um grande nome que estava a melhorar o lugar. Nessa escola nova, eu sofria o mesmo tipo de "punição" por aquilo que eu era. Eu lembro de ter amigos naquele lugar, a Felicity e o Bart.

Um dia, havia passado um ano desde que chegamos ali, nós voltamos da escola juntos. A Felicity sempre foi muito animada, sempre tentou nos jogar pra cima, sempre esteve do nosso lado. Estávamos caminhando tranquilamente na rua, até que ela simplesmente sumiu do nosso lado. Quando olhamos em volta, ela tinha corrido pra tirar uma criança menor do que nós da frente de um carro que certamente ia atropela-la. Depois, ela levou a criança para o nosso lado e o Bart subiu em uma árvore que tinha por ali e desceu com uma maçã na mão, tentou limpar com aquela camisa escolar e entregou pra ele, ele nos acompanhou até sua casa, que por sinal era do lado da minha casa. Felicity e Bart tentaram me animar o dia inteiro, sabiam que eu estava mais triste que o normal. Nós nos despedimos e eu entrei na casa, meus pais não estavam em casa, mas eu via marcas de sangue por todo lado. Ao entrar no meu quarto, vejo o corpo do meu gatinho dourado esticado na minha cama. No pé da minha cama, havia um martelo ensanguentado. A cabeça daquele gato estava espalhada por todo lugar da minha cama. Eu caio de joelhos no chão e pego seu corpinho em meus braços. Eu sentia o sangue escorrendo nos meus braços enquanto eu dava um último abraço nele.

-Ei, não dá mais pra espera, vamos logo. Disse ela novamente ao me lembrar aonde eu estava atualmente.

Eu me levanto e começo a caminhar enquanto me abaixo para não tocar no teto. Um longo corredor se estendia a minha frente enquanto aquela mulher se postava ao meu lado.

-Ai, oque houve lá? Você parecia que estava bem disperso. Disse ela. Uma calça jeans e uma blusa roxa ela aparentemente usava, duas toalhas brancas estavam presentes em seu ombro e um celular em sua mão esquerda.

-Estava Revivendo o passado. Respondi com minha voz grave.

-Espero que você esteja focado na luta agora. Disse ela.

-Eu já lutei contra caras muito maiores que ele, você sabe disso.

-Não tô falando disso. Aquele bostinha no ringue me encheu o saco por um mês pra conseguir uma luta contigo. Só quero que você termine logo porque temos outro serviço em quinze minutos.

-As pessoas dessa cidade só se importam com lutas violentas. Uns são sádicos o bastante para lutar e outros são sádicos apenas para assistir, oque eu acho menos digno ainda. Aliás, é impressão minha ou você diminuiu?.

-Vai se foder. Anda, um gole por dia. Respondeu ela ao me dar um minúsculo frasco de vidro. Eu tiro meu enorme moletom e dois tubos se mostram em minhas costas. Esses tubos saiam dos dois lados das minhas costas e terminavam atrás da minha cabeça. Um na nuca e outro um pouco acima. Eu então observo aquele frasco e instantaneamente olho para ela.

-Tá de sacanagem, né?. Perguntei.

-Eu só tava te zoando. Pronto. Disse ela ao pegar o frasco e tirar a tampa, revelando uma agulha relativamente grossa. Eu a uso no vão entre os tubos na minha cabeça e um líquido verde claro sai do frasco. Enquanto algumas de minhas veias começavam a se tornar verdes, eu quebrava o frasco no chão e sentia meu corpo mais disposto e controlado. Finalmente chegamos frente a frente com o ringue. Muitas pessoas que gritavam se silenciaram quanto eu apareço. Minhas veias já não tinham a cor verde e assim como a mulher, todos ali pareciam minúsculos. Deveriam bater um pouco abaixo dos meus deltóides. A minha frente, em um velho ringue manchado, um homem que se dizia mais forte do que eu. Apesar de ser grande, ainda não chegava perto do meu tamanho. Não havia juiz, você luta até seu oponente morrer ou usar suas últimas forças para fugir. Fugindo, você precisaria enfrentar o lixamento dos espectadores. Bom, vamos ao show. O bostinha já não sorria mais quando eu subi no ringue. Sua feição seria e preocupada me soava familiar. Ele fica imóvel por alguns segundos e em seguida tenta acertar um soco no meu rosto, mas suponho que tenha saído mais fraco do que ele esperava. Em seguida, eu acerto um soco no seu crânio. Ele instantaneamente cai e seu crânio começa a manchar ainda mais o solo do ringue. Os espectadores começam a gritar pra mim com notas de dinheiro nas mãos. Ao ver isso, sabia exatamente oque eles queriam, então aponto para a mulher e eles vão até ela e entregam as notas de dinheiro. Rapidamente faço oque eles queriam, eu seguro o corpo dele pelo pescoço e faço força para arrancar sua cabeça fora. Junto dela, sua espinha se esticava para baixo enquanto eu mostrava aquele crânio para aqueles que viam. Jogo sua cabeça com espinha para a torcida e completo o pedido deles, com as duas mãos na fenda que havia no seu corpo, eu uso a minha força para dividir seu corpo ao meio e expor para eles. Em seguida, largo aqueles dois pedaços no ringue e começo a caminhar em direção a mulher, Que agora contava inúmeras notas de dinheiro.

5 de Outubro de 2021 às 14:24 0 Denunciar Insira Seguir história
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