loyse-silva Loyse Silva

"Da escuridão se abre uma brecha, e da brecha se encontra a luz". Em uma cidade tomada por segredos... Corações astuciosos escrevem um futuro em meio a ruínas de um passado encoberto. Enquanto estão presos entre o Presente, a Penumbra e o Tempo. Em uma subestimada data e espaço... Vários desastres em um único dia ocasionaram a perda de mais de duzentas mil pessoas, e trouxe um risco desastroso para toda uma existência. E tudo começou com um vulcão que não entrava em erupção há mais de Dezenove milhões de anos. Acompanhe a história da jovem Amandy Armstrong em seus vastos e curiosos pensamentos distendidos, enquanto ela caminha com a realidade à seguindo em forma de catástrofes tempestuosas.


Ficção científica Futurista Impróprio para crianças menores de 13 anos. © All Rights Reserved, todos os direitos reservados.

#futuro #futurista #sentimental #drama
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O Tempo

No começo de todas as histórias extraordinárias... Tudo já tinha um fim programado. Nenhum ser imaginava que o epílogo... Teria um princípio inesperado, e que essa abertura demoraria muito tempo para acabar.


Antes da completude dos corações vazios... Eu não tenho lembranças. Não tenho sentimentos, e muito menos pensamentos! Antes da integralidade... A universalidade já existia; todos tinham histórias, o mundo já era antigo e as pessoas eram repletas de vida e sonhos. Menos eu, eu não existia.


Mas agora que vim de uma alma do presente... Existo e envelheço, sou apaixonada pelas emoções! Então... Leia com muita mais muita emoção! Comecei a sentir saudade de um tempo que nunca vivi. Bem, é o que os sujeitos me dizem:


___ "Não tem como sentir falta de algo que você não conhece". - Então talvez... Eu conheça. Pois sinto falta, e quero viajar pelo tempo; rumo ao desconhecido que tanto me assusta, e ao amigo que tanto me chama. Comecei a ouvir as tempestades Cem anos depois dos desastres, e eles ainda acontecem, e mesmo assim erramos nas palavras. Continuamos ofegantes, mas nem tanto mais como os cidadãos de antes, que respiravam o ar esfumaçado que nós no hoje; aprendemos a sobreviver, somos a nova geração de peculiares... E não buscamos mais vingança. Pois muitos, nasceram sem esperança, e sem empatia alguma.


Eu surgi com ódio, cólera de não conseguir gritar. Queria poder fazer todas as coisas que nunca cheguei a imaginar... Mas o barulho é tanto, que não consigo respirar; mesmo estando acima nos prédios, longe do mar. É como se eu estivesse perto, e corresse! Sinto falta de algo que não me arrependo, e minha cabeça me confunde dizendo que estou arrependida. Sou o contrário de tudo, e estou abaixo de todos, gosto de não saber de nada... Dizendo muito. Quem mais poderia me conhecer além do que eu mesma? O vento diz por mim, que a minha pessoa deveria criar um barco e navegar para bem perto... Como uma Historiadora. Mas os habitantes a minha volta não fazem idéia do que estou dizendo. Então eu vivo sonhando, enquanto todos me encaram sem dizer qual é o problema. Desgraçadamente... Nos acostumamos; com as palavras erradas, todos nós preferimos está errados, e apenas eu quero fantasiar. Não queria ser "a" diferente. O passado me odiaria... Que bom que estou no futuro! E aqui ninguém liga.


A fúria de um dia derrotou uma cidadela escondida. Que obtinha vários segredos e fofocas mentirosas, essa cidade nunca saiu do lugar... E era bem aberta ao público. Havia mares e marés admiráveis, árvores coníferas, casas baixinhas, e muita mais muita neve fria! Diversas montanhas que nem uma pessoa nunca, jamais, em nenhum momento, em tempo algum, nenhuma vez, não, negativo, de modo algum!... Desconfiou ser um vulcão adormecido há mais de milhões de anos. Claro que isso, é uma verdade criada com base na mentira; não tem como eu narrar esta história sem saber o que aconteceu. Pois bem, elas apareceram nos meus encantos, e é por isso que me lembro de tempos que nunca pisei sobre a terra, e estou narrando está poranduba agora. Com um aperto gigantesco no meu peito! E uma serenidade... Incompreensível. Como, em meio a um desastre... Ainda observo o céu nebuloso e consigo respirar fundo? Mesmo tossindo, sinto paz? Eu devo ser mesmo a destruição. Sinto que todos me culpam por algo que me lembro mas não entendo, e o pior de tudo isso... É que a Natureza não está fazendo o seu papel de mãe agora. A culpa... Não é de ninguém, aprendi isso, com meus antepassados mortos de Cem anos atrás. Suspeito que estou dormindo acordada e desvanecendo em outra dimensão.


- Eu sou uma baita, inconcebível.


Quando nasci... Estava dentro de uma batedeira. Junta de ovos, pó, gotas, pimenta e farofa... Uma receita bem maluca do que seria uma torta, me fez vir ao mundo sem Sol dentro de um elevador. E daí por diante... Muita coisa aconteceu, pra começar: Minha mãe me jogou de uma ponte para outra e caiu no Oceano; ela não virou estrela. Meu pai rodopiava que nem uma saia e foi levado pelos ares dos ventos; ele não virou estrela. E a minha pessoa... Se tornou conhecida de outra família, os Alexandrita. Eles adoram pedras, seus cabelos são os mesmos... Todos são gêmeos, e me escolheram. Uma vez no jantar eu vi um Arco-Íris em seus olhos, a sala estava vazia de um modo alongado e completa escuridão... Mas eu pude ver que os cavaleiros não estavam sendo eles mesmos.


___ Lhes cabiam iluminar o planeta inteiro em guerra! - A minha fala não os deixou muito felizes. E me botaram para comer pedras, e a ficar batendo com a cabeça na parede rochosa. Formou uma rachadura gigantesca na minha testa; pedi com bastante carinho para que me dessem pregos e um martelo para consertar o estrago... Mas em vez disso, o mais velho pronunciou em cores sem nenhuma expressão:


___ Isso vai piorar as coisas. - Pela a primeira vez me deram uma resposta surpreendente, e eu fiquei alegre, o universo... Realmente existia, eu não era a única no cosmos. Ainda assim... Quando eu respirava bem no fundo da minha alma púrpura... Me sentia, sozinha. No lugar mais solitário que ainda se faz presente... A minha mente.


E então, nesse dia... Eu corri. Para bem longe dessa vez, minhas pernas me disseram que não faziam questão de ficarem perto, ou de me fazerem ficar realizada. Os Alexandrita não vieram atrás de mim, a minha pessoa Futurística não esperava isso. Mas por que, meus cabelos estavam olhando para trás? Estou perdida no passado dos meus sonhos futuros. Juntando significados que não consigo encontrar, presa na minha imaginação que deveria ser o meu abrigo! Não consigo mais, seguir para trás. Estava pensando em... Esquecer dos meus perseguidores, meus sonhos, eles se tornaram pesadelos. E agora... O passado inspirador anceia por uma nova razão de existência, eu não conseguia admitir que eu queria as coisas, cansei de imaginar.


E em um belo dia... A última que sobrava, foi enganada pela agonia. Até que, ela viu uma dançante, melodiosa, talentosa, confundível, enigmática, matizada, e brilhante... Estrela.


- E esse é o início... Da minha prisão sorrateira.


3 de Outubro de 2021 às 12:00 0 Denunciar Insira Seguir história
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