poliana-alves- Poliana Alves

em um mundo dividido por poderes,uma jovem recém nascida em seus dons descobre que para sobreviver terá que ser capaz de tudo,até mesmo de lutar em uma guerra contra aqueles que um dia chamou de amigo.


Fantasia Fantasia histórica Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#achmaqueardiaemmeucoração #alutacontinua
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O Ataque

Tudo era apenas um borrão de cores em meio a toda aquela fumaça, me levanto desesperada tentando firmar os pés ao chão, porém vacilo e tropeço em um conjunto de meias

— Aí que droga!

— Deveria ter me livrado disso

Erik sempre me diz para organizar o meu quarto, mas nunca dei ouvidos as suas reclamações, mas somente naquele instante percebo que deveria, meu corpo todo dói com a queda, mas lembro a mim mesma que preciso me levantar e sair de dento daquela casa em chamas. Tento ficar de pé, mas êxito por um instante, em seguida ergo as mãos para apoiar em uma das paredes chamuscadas, me levanto, corro o mais rápido que consigo em direção ao quarto de Elisa, após alguns minutos que parece ser uma eternidade alcanço a maçaneta, ao girar e abrir a porta percebo que não tem ninguém lá dentro. Saio em disparada para a porta principal com acesso à rua da grande avenida, chegando lá me assusto com o que vejo, casas pegando fogo, crianças e bebês chorando, mulheres desesperadas porque perderam seus maridos no incidente, tento fixar o olhar para encontrar alguma figura conhecida, lá no final da avenida avisto uma pequena figura com cabelos longos, bem escuros parecidos com o céu ao anoitecer, porém, ao, mesmo tempo tão, pequena e assustada em meio toda aquela multidão, de imediato solto um suspiro aliviada por Elisa estar bem, olhando-a de longe nem mesmo consigo identificar seu rosto que parece tão sujo, com manchas pretas que desce até o pescoço e se estende pelo belo vestido rosa feito de pura lã, tão lindo que quando a vi com ele pela primeira vez quis até comprar, mas as minhas tentativas de suborna-lá fracassaram. Nem parece que ela é a garota de 20 anos que conheço, só um ano mais velha que eu, às vezes digo-lhe que se eu tivesse nascido primeiro iria ser sua guardiã, desde que seus pais foram levados pelos soldados ela anda distante, deprimida, sem brilho em seus olhos verdes,mesmo sendo a mais nova entre nós eu vou cuidar dela. Lembro-me de um dia em que quase fomos pegas pelos guardiões Imigrianos, corremos tanto que ao olhar para ela percebia que não daria conta de dar mais um passo se sem ser pega, então fingi que perdi minha pulseira favorita, a que ganhei da minha mãe antes dela fugir com meu pai e meus irmãos para longe, me deixando sozinha naquele imundo e esquisito lugar Hensel, o lugar mais temido por todas as crianças, já ouvi histórias assustadoras sobre lá, mas nunca soube se era verdade, pois fugi na mesma noite em que cheguei, nunca entendi o porque eles me deixaram, eu só tinha 8 anos, o que eu fiz de errado para eles me deixarem é o que vem em minha mente todas as noites, mal consigo dormir com os pesadelos que me assombram em meio ao luar, com chamas, terra flutuando, a água se mexendo na jarra que ficava ao lado da minha cama e o ar parecia estar mais sufocante, parecendo que estivesse indo embora da atmosfera deixando todos nós a mercê da morte. Mas lembro a mim mesma que são somente sonhos e não importa se fui deixada para morrer, pois, eu encontrei alguém que cuidou de mim e me amou como uma irmã, Elisa, por isso faço de tudo para protege-lá. Peço para que ela se esconda até eu encontrar aquela pulseira, mas ela exita

— Preciso encontra-lá

— Não, você não precisa, eles te deixaram, porque ter uma lembrança de alguém que nem se importa com você?

— Mesmo que eu não fique com essa maldita pulseira eu sempre vou ter lembranças deles

— eu sei, Amy

— então me deixe ir, encontro você daqui a 10 minutos, se eu não aparecer, fuja o para o mais longe que conseguir!

— tá!

Vou em direção aos guardiões Imigrianos, assim que me avistam saem em disparada em uma perseguição louca atrás de mim, tento despistá-lós em rua deserta que existe no bloco 2 da avenida principal, ao passar pelo portão direito vou para um antigo armazém que fica localizado perto de um pequeno beco, passei por uma abertura feita alguns anos atrás por uns moleques malcriados da vizinha ao lado, me deito perto de um saco do que devia ser de batatas, pois o cheiro estava insuportável e, porque o dono tinha uma grande plantação de batatas ao lado oeste da capital Samerg. Eles passam pelo beco, mas nem notam o armazém, que mais parece uma casa grande e velha. Assim que eles vão embora vou em direção a avenida e encontro Elisa escondida perto de um barril de verduras.

— ei!vamos!

— porque demorou?

— estava difícil de achar com todos aqueles guardas atrás de nós!

— ah!

Ela parece desconfiada, após um segundo ela relaxa os ombros e diz:

— vamos!sei para onde devemos ir

A partir deste dia comecei a cuidar dela,sem mesmo dar qualquer sinal que do estava fazendo, Elisa era muito independente e não gostava que ninguém a protegesse, ela dizia o tempo todo que era esperta o suficiente para fazer isso,mas onde quer que fossemos eu protegeria ela com tudo o que tenho seja força ou inteligência o que eu tinha de sobra é claro, mas eu iria.

Ela me avista, e vem correndo em minha direção

— pensei que tivesse perdido você,acordei com a casa em chamas,tentei entrar em seu quarto, mas ... Porque você insiste em trancar aquela porta? Você sabe que só um empurrão ela se abre né? Tentei fazer isso, mas a fumaça estava forte de mais, tive que fugir

— gosto de me sentir mais segura, apesar que ninguém seria tão tolo para me atacar

— claro,eu sei que todos tem medo da sua bravura e de suas grandes conquistas no ringue,mas não consigo entender, como alguém com esse físico— Aponta para mim— Derrota alguém com aquele

Ela aponta para um homem de 2,0 m de altura, com ombros largos e com um peso bem maior que o meu

— se não pode usar a sua força, use a do seu oponente contra a si mesmo, assim é mais fácil vencer!

Diz ela por fim:

— venha, conheço um lugar onde nunca vão nos encontrar

Sigo ela em silêncio. Atravessamos a grande avenida ainda cheia de pessoas fugindo de guardas, algumas sendo amordaçadas e outras sendo levadas inconscientes por conta do gás jogado a alguns minutos. Percorro todo caminho com Elisa até chegarmos em uma floresta bem distante.

— venha, estamos chegando, falta só mais alguns galhos a diante

Percebo o porquê de galhos a diante, o Rei Henry mandou queimar a maior parte da floresta, restando apenas algumas árvores com galhos

— Chegamos!

— uma caverna? Como isso vai nos proteger deles?

Aponto em direção as chamas que a esta altura já estão altas o suficiente para serem vistas daqui

— Amelia

— o quê?

—eles nunca vão vir aqui

Penso bastante antes de prosseguir, mas cedo. Andando pela caverna observo cada detalhe, lá no meio daquela escuridão consigo avistar uma pequena chama de uma fugueira e além encontro uma figura de cabelos longos até os olhos, alto, com sua espada em mãos como se estivesse esperando alguém. Percebo ser Erik

— vocês estão bem?

Pergunta ele pousando seus olhos em mim, digo em fim:

— estamos bem, não tinha lugar melhor para se esconder?

— esse foi o único em que conheço,onde nenhum guarda patrulha, suponho que eles pensam ser tolice perder tempo rondando este território

— devo concordar

— vão descansar, vou fazer guarda para vocês

Penso em dizer não, mas estou muito cansada para descordar.

Acordo com Erik me balançando para todos os lados, tento abrir os olhos, mas estou tão cansada que não consigo, por fim escuto ele falando para Elise correr para o fundo da caverna, percebo que tem algo errado, me forço a levantar assim que abro os olhos percebo que ele está muito assustado

— o que aconteceu?

— eles nos encontraram. Depressa,vamos por aqui, exite uma saída

Corremos em direção ao fim da caverna, que não parece ter saída, ouço os passos dos soldados se aproximando, corro o mais rápido que consigo, os meus treinos antes das lutas estão fazendo muita diferença agora.

— existe uma história que todas as pessoas que entraram nesse lugar nunca mais retornaram para casa

— e você só diz isso agora?

— não havia motivos para preocupa-las

Vejo uma luz vindo em nossa direção o que parece ser a luz do dia, apressamos o passo, assim que saímos daquela escuridão,vejo o céu mais lindo que já vi antes, um campo com as mais belas flores, algumas consigo reconhecer como girassol, rosas, tulipas, os mais lindos cravos e orquídeas as outras não consigo reconhecer. Vejo Elisa deitada no chão com um guarda que nunca vi antes, com roupas pretas, sua pele era branca e macia que parecia ser um dos mais belos homens que já vira,tão lindo, penso, só então intendo o que está acontecendo, eles nos acharam.

30 de Setembro de 2021 às 17:07 0 Denunciar Insira Seguir história
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