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Entre o mundo dos sonhos e a realidade há outro que nos surpreende com seus mistérios


Paranormal Lúcido Todo o público.

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Madrugada de Agosto...


O trinco da porta fez um pequeno barulho assim que fiquei sozinha, tentei ignorar mesmo ficando assustada com a rapidez, não tinha perdido tempo, estava desesperado? Ou queria me ver amedrontada?


Me agarrei a minha única esperança de salvação naquele momento... Tentei chamar meu anjo ao qual achei que estava do meu lado na cama, eu tinha intimidade com ele, ele sempre me acompanhava e já tinha declarado que jamais sairia do meu lado mas, não o sentir como sempre sentia, --nem o friozinho ao meu lado como se alguém tivesse acabado de sair do banho e ter deitado ao seu lado ou até mesmo um resfriador tivesse bem perto de você mais sem te esfriar apenas pra você sentir que estava te tocando daquele lado ou um leve aquecer gostoso.


Não fiquei calma o que veio em minha mente foi confusão, parecia que eu não iria escuta-lo como desejava e assim foi.

Fiquei nervosa, com receio minha mente deu cambalhota e eu não soube o que pensar, rezei uma ave Maria e tentei me acalmar, quando estava dando certo a chave metida na porta trancada fez outro barulho parecido com o primeiro mas, um pouco mais alto querendo me relembrar que eu não teria a tão almejada paz quem dirá a calma.


Pensei em voltar a sonhar com a história do livro que estava lendo no dia anterior, sobre uma princesa prometida a um príncipe vampiro... Me virei para o lado alisando o crucifixo de quase cinco centímetros de puro aço, --ele tinha Cristo bem visível colado sobre a cruz lisa de pontas como espadas de cada lado era três pontas. Junto com aquele colar tinha outro de cordão com o pingente da medalhinha de nossa senhora, ambos eram benzidos, um por um padre e outro por uma afilhada de são Francisco Das Chagas, uma rezadeira. Fora isso ainda tinha um pequeno terço em forma de pulseira com a imagem de nossa senhora com o menino Jesus no colo no centro. Estaria protegida, afinal, segurar o crizificxo sempre me livrava de qualquer coisa que estivesse fora do meu quarto.


Tentei me acalmar novamente virando para uma posição melhor com a mão direita que estava livre meio aberta perto da minha cabeça, ficando de quase de frente para o lado vazio da cama e consequentemente da porta, --se virasse as costas pra ela aquela hora com toda certeza eu não conseguiria dormir e seria atormentada a noite toda.


Sentir sono, quis sorrir de felicidade, iria ter o resto da madrugada tranquila se dormisse logo, o barulho na chave se tornou audível novamente mais eu ignorei.


•••

Ela passou pela porta apressada me puxando para um quarto de paredes azuis, (estávamos de vestido e o seu era da cor da parede, um azul claro, --um estilo diferente, quase que como aqueles vestidos mais leves de época, não notei muito em minha acompanhante, eu já a a conhecia não era necessário). então estancou olhando um grande leão amarelo deixou sua voz suave sair assustada no entanto, baixa, enquanto eu o olhava também, mais ele não me passava medo apenas estava levemente surpresa e confusa com ele ali, então ela me perguntou muito assustada:

Você consegui vê? Consegui ver os olhos dele? _ela me olhou em busca da resposta.


Eu continuei o olhando depois de ter percebido sua cara mais evidente de espanto, respondí olhando nos olhos dele sem ter notado realmente o que ela quis dizer e ela percebeu, então reforçou com o espanto e assombro ainda presente.

- Os olhos dele, são vermelhos! _Ela me olhou depois de ter dito aquilo olhando pra ele, parecendo tirar o véu oculto dos meus olhos eu o olhei rapidamente e eles eram mesmo... Vermelhos como chamas, mais eram um vermelho leve então respondi surpresa:


- São vermelhos!

A imagem de seus olhos ficou na minha mente enquanto minha companheira desapareceu e a cena mudou desfocando enquanto aqueles grandes olhos quase como os meus me encarava sem carregar nenhuma expressão além de calma enquanto me observava.


Então abrir os olhos tendo a dúvida se continuaria vendo aqueles olhos na minha frente, estava novamente no meu quarto, minha visão quase se ajustou e o que vi foi assustador. Uma nuvem negra se aproximou de mim rapidamente vindo da porta fechada como se esperasse aquilo à alguns minutos ansioso.


Ela se de debruçou sobre a cama onde eu estava ainda alheia em meio a tanta rapidez de sua parte. Ela pois a mão esquerda sobre o colchão bem perto da minha cabeça e da minha mão entreaberta, enquanto a direta segurou firme a cabeceira da cama, a imagem negra havia tomado daquele jeito o espaço vago na cama de casal... Então ouvir sua voz masculina carregada de ironia em meio a uma falsa felicidade, parecia um psicopata falando, sua voz apesar de transmitir aquilo era calma com um tom bonito e sedoso. Era ele... Parecia que eu o conhecia bem, evitava ele talvez, em muito tempo, pois sentia aquilo, achava já ter recebido outra de suas visitas. Parecia querer sorrir em meio a frase curta ou talvez sorrisse, não daria para indentificar, pois, seu rosto como o resto do corpo era uma negritude só, impossível de se destituir qualquer coisa, ele era uma sombra.


- Eu estou aqui! _ele falou me deixando tocada e confusa o que ele fazia aqui e o que esperava que eu sentisse com suas palavras? Conforto ou medo?


Mais no fundo sentir como se ele passasse uma frase parecida em meio aquela sabendo que não teria muito tempo antes de expulssa-lo.

"Calma! eu estou aqui..."

Ele queria me confundir era isso? Ou ele queria falar aquilo? Eu tinha certeza em meu íntimo que ele queria me confundir, mais por fora eu estava confusa com tudo aquilo.


Falei firmemente após sua frase como se quisesse me debater por dentro, com uma irritação desconhecida afundei o receio mais fundo assim que pronunciei aquela palavra.

- NÃO! _Eu mesma fui surpreendida com a firmeza com a qual eu não sabia de onde tinha saído com aquela coragem.


Ele pareceu ter sido surpreendido mais não quis demostrar apenas tentou resistir em minha mente para continuar me atormentando, tentei bater nele com a mão livre enquanto a outra apertou o crizificxo um pouco a baixo do meu busto. Com a movimentação brusca da minha mão ele quase sumiu mais resistiu mais um pouco até eu conseguir tomar meu corpo e minha mente de volta.


Acordei sentindo o corpo agitado por dentro, mais por fora estava normal, minha mão ainda não tinha saído da forma que estava, entre aberta, a outra ainda apertava de leve o crucifixo, a porta e a chave se mantinha quieta e fechada, meu anjo não tinha contato comigo eu havia entendido, teria que fazer minha parte, resistir sendo atormentada por alguém que eu não tinha idéia de quem era mais parecia que me conhecia, ou ficar acordada.


Tentei ficar acordada por minutos, mas parecia que iria capotar a qualquer momento e já sentia ele se ansioso dentro do quarto, sim, ele não tinha arredado o pé dali, me observava. Sentir sono, me virei para o lado vazio quase o tomando todo soltei o ar que não sabia que estava prendendo, fiquei pensando no que tinha passado mais até aquele momento não tinha sentido nada por fora, e a quietude de dentro não me abalava, até que pensei em suas palavras e o quão perto ele estava, o que ele iria fazer? O que queria comigo? A partir daí meu corpo inteiro foi tomado por inteiro pela pior sensação um medo avassalador, estava me sentindo amedrontada e odiava aquilo.


Pelo menos havia sido corajosa desta vez, o enfrentei como nunca havia feito e com sucesso, deveria me sentir bem e orgulhosa, eu era forte e isso tinha sido descoberto agora por mim. Mesmo que ele estivesse ali a espreita só esperando o cansaço me dominar para ele entrar em minha mente, mesmo diante daquela situação eu lutei.


Peguei meu celular ao qual estava um pouco mais afastado do lado vazio no colchão e decidir que não dormiria mais mesmo que ele estivesse marcando quatro haras e quatro minutos da madrugada. Decidir continuar lendo o livro da princesa, talvez quando decidisse tentar dormir tivesse a sorte de sonhar com aquela história... Os minutos iam passando e a cada intervalo ao qual eu não sabia direito eu era lembrada que ele estava ali me observando e tentando inutilmente entrar na minha cabeça e tomar pose dos meus momentos, ou seja, tomar posse do meu corpo.


Sentia como se alguém colocasse a mão bem perto do meu busto, não afim de tocar em mim, apenas para atrair meu espírito para fora do corpo como se assim pudesse agárralo, mais eu ignorei para infelicidade dele e fingir não sentir nada apenas continuei lendo... até que olhei a hora e vi que estava dando cinco horas e ele ainda tentava e me observava.


Minutos depois ele desistiu, eu já não sentia medo dele, e ele parecia que permaneceria ali quieto desta vez, foi o que aconteceu, ele ficou quieto por quase meia hora e então ele saiu do quarto.


18 de Setembro de 2021 às 18:56 0 Denunciar Insira Seguir história
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Fim

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