nmozart Nicholas Mozart

Um cara está sozinho em casa, enquanto sua esposa viaja, mas ele acaba ouvindo gritos de uma mulher vindo do vizinho, do outro lado da rua. O que aconteceu?


Conto Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#horror #terror #sangue #slasher #conto #medo #história #vinganca #vizinho
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Os Gritos do Vizinho

Eu queria escrever outra coisa para você hoje, Rosa, porém, as coisas saíram um pouco do controle aqui onde eu moro. A carta será um tanto quanto longa, então, sente-se e prepare algo para tomar, comer. Ok, por onde eu começo, acho que anteontem está bom. Eu estava em casa, vendo o filme novo que saiu, eu tinha acabado de alugar a VHS, era aquele típico filme de terror que você sabe que eu gosto, cheio de sangue, assassinos, pessoas burras fazendo burrice, que você sempre xingava quando a gente via junto, mas era bem legal. Bom, eu não sabia, mas esse final de semana pareceu um filme desses. Eu sei, eu sei, é estranho, e bem bizarro por sinal, mas vou contar o que houve, falando nisso, eu tenho que lavar minhas roupas, estão sujas de sangue. Enfim. O filme tinha acabado, e acabei indo procurar algo na cozinha para comer, estava morrendo de fome, mas enquanto eu voltava para a sala, eu ouvi uma coisa vindo do vizinho de frente. Um grito meio abafado, vindo de lá.

  • Ah, droga, de novo não - falei isso pois o vizinho levava toda semana uma mulher diferente para casa dele e sempre que eu ia dormir vinha gritos de lá, era um inferno.

A polícia uma vez apareceu na casa dele, pois os gritos estavam muito altos, “desculpe seu policial, a gente vai tentar fazer menos barulho da próxima vez hahahaha” babaca.

Depois de comer o que eu tinha pego, já estava tarde, então eu fui dormir. Escovei meus dentes, arrumei minha cama, e fui deitar, mas os gritos não paravam, eu não estava conseguindo dormir. Até que um momento, eles pararam.

  • Estranho… Bom, melhor aproveitar e tentar dormir logo.
  • AAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHH - veio um grito muito alto de lá depois do silêncio.
  • MAS QUE PO… - Isso foi bem estranho - Que diabos foi isso? - “A mulher morreu só com sexo?” pensei.

Depois disso ficou um silêncio total no ar. Será que tinha acontecido algo lá dentro? Fui até o andar de baixo e liguei para a polícia.

  • Polícia, o que eu posso ajudar?
  • Ehh, eu moro na rua ***** casa *****, estou ligando pois escutei um grito estranho vindo do vizinho.
  • Qual é o número da casa dele senhor?
  • O número é *****.
  • Ok senho… espera aí, é a casa do Steven?
  • Isso, isso mesmo.

- Ah, faz meu favor senhor, você não sabe que o cara transa toda semana, recebemos ligações pra casa direto, já cansamos, agora, por favor, vá arrumar o que fazer, ou melhor, faça que nem ele, vá transar.. tu, tu, tu, tu, tu.

  • O QUE?? Ah, ótimo, desligou na minha cara.

É, eu não sei por que eu liguei, na verdade, eu meio que imagina que os policiais não fariam nada, fui burro. Mas, eu fui muito mais burro, de ter ido lá ver o que tinha acontecido.

Pois é, eu fui ver o que tinha acontecido. Peguei minha blusa, uma lanterna e saí de casa. As luzes estavam todas apagadas, mas a do quarto de cima era a única que estava acesa. Fui até os fundos, e vi que a porta estava aberta, e bom, eu entrei por lá.

Nesse momento você deve estar me achando louco por ter feito isso, não a culpo, era loucura mesmo, mas é que, estava tudo meio estranho.

A casa estava totalmente escura e não fazia um barulho sequer, o cheiro era um pouco desagradável.

- Mas que cheiro é esse? - Parecia que alguém tinha feito sexo por todo canto, era nojento.

Olhei para a escada, e vi que vinha uma luz do topo, era do quarto. Subi devagar olhando fixamente para a porta.

  • Olá… Steven? - Entrei no quarto - Ah, merda, que merda aconteceu aqui?

Ok Rosa, a partir daqui talvez fique meio nojento, então, espero que não esteja comendo algo agora.

O quarto estava cheio de sangue, espalhado por todas as paredes, cortinas e cama.

O Steven estava com o rosto totalmente amassado, apoiado na cama, sentado no chão, além de estar só de cueca. Andei para o canto do quarto e acabei vendo a mulher que gritou, mas ela ainda estava viva, sem roupa, e com um machado cravado entre seus peitos, mas viva.

- Voc… Me… Aju… - Depois disso ela tossiu e cuspiu sangue e não falou mais nada.

Espero que você não brigue comigo por eu ter visto uma mulher sem roupa que não seja você. Ela estava morrendo, ok? Ok.

Depois de passar mal no banheiro do quarto, por ter visto aquilo, eu resolvi sair de lá, mas eu ouvi um barulho vindo de baixo.

- Alou? Quem é? Aparece aí, foi você que fez aquilo ali, não foi? Você vai ser preso, sabia? - Ficou em silêncio. - Merda, eu vou sair logo daqui. - Eu saí correndo até a porta.

  • Vai, abre, droga, abre logo, quem fechou essa porcaria de porta, vai lo...

O desgraçado bateu alguma coisa na minha cabeça, e eu desmaiei, eu nem consegui ver quem era. Acordei na minha casa, deitado na cama, “Ele me levou até aqui? Como ele sabia onde eu morava? Isso é um problema”. Ok, agora que eu escrevi sobre isso, a minha cabeça ainda está doendo, droga, espero que não seja grave, preciso ir ao médico depois.

Já era outro dia, e eu precisava ir comprar coisas no mercado, eu botei uma touca, para disfarçar o machucado, e saí, mas antes, eu fui até a casa do Steven de novo, dei uma corrida, tentei ver se não tinha ninguém por perto e cheguei até a porta de trás, mas dessa vez, estava trancada.

- ALOU - Chamei ele gritando - ALOOUU - Nada de alguém fazer um barulho, ele provavelmente já tinha saído de lá, ele não seria louco a ponto de ficar onde matou eles.

Chegando no mercado, aconteceu algo estranho. Parecia que TODOS estavam me olhando, como se soubessem o que tinha acontecido, como se achassem que eu tinha feito aquilo. Tentei ignorar, e andei rápido até a parte dos freezers. “Ok, não pira, não foi você que fez aquilo, não pira, não…

  • Está precisando de algo senhor? - A atendente veio até mim.
  • Oi?
  • Perguntei se você está precisando de… algo, foi você não foi?
  • O que?
  • O Steven, foi você que matou ele, não foi? Assassino.
  • Não, por que está dizendo isso? Você está louca?
  • Será que não foi você que enlouqueceu ontem? Hm?
  • Você não sabe o que está dizendo, eu vou sair daqui, sai da minha frente.
  • Mas senhor, não vai comprar nada? O mercado está com… Promoção… Hoje...

Não, não não não, não é possível isso, ninguém sabe o que aconteceu ontem, não, droga…” Aquela gente toda me olhando, eu não sei o que aconteceu lá, mas acabei não comprando nada lá. Isso estava ficando sério demais, agora eu precisava terminar o que eu comecei, precisava acabar com quem quer que seja, que tenha feito aquilo. Então, eu esperei até de noite, e me preparei para ir até lá. Peguei um machado, e uma câmera, eu precisava de provas do que tinha acontecido, e as pessoas só iriam acreditar se eu tivesse fotos.

A luz do quarto ainda estava acesa, aparentemente ele tinha esquecido de apagar. Eram 11 da noite, quando resolvi ir até lá. A noite estava bem escura, estava um silêncio, mas não um silêncio bom. A porta ainda estava trancada, mas dessa vez eu usei o machado na parte da fechadura para abrir. O barulho foi meio alto, mas eu nem me importava mais com isso.

- Ok, onde você está seu merdinha, vamos, aparece - Eu estava dentro da casa dele, de novo, o cheiro estava pior, por conta do sangue.

- Ei você - Alguém estava atrás de mim, eu me virei rápido com o machado na minha mão.

  • Ah, então você veio, seu desgra…

- Opa, opa, calma aí, eu nem seu nome, rapaz, o que você faz na casa desse cara, com um machado na mão, em?

- Eu vim matar quem matou o Steven - ele começou a chegar mais perto de mim - SE AFASTA.

- Calma, eu só quero conversar. Olha... - Ele saiu da cozinha e subiu as escadas bem lentamente - Olha… Não tem ninguém aqui em cima. Eu acho, que o louco aqui é, vo-cê.

  • Você está mentindo, seu doido, você vai pra cadeia.
  • Hmmm, será? Venha aqui ver, não vou fazer nada, eu prometo.

Eu não sei por que eu acreditei nele, eu subi os degraus, passei por ele, fui olhar o quarto e foi quando eu baixei a guarda, ele me pegou por trás e segurou o cabo do machado no meu pescoço.

- Tsc, tsc, tsc, pobrezinho, ele acreditou mesmo, hahahaha. Ele pegou a minha mulher cara, eu só dei o que ele merecia, e ela, bom, acabou indo de brinde por ter gritado.

- Me solta, seu maluco… Eu vou acabar com você - Eu dei uma cabeçada nele, que fez ele soltar o machado e me soltar também.

O machado tinha caído na parte de baixo, então eu desci as escadas correndo e fui pegar.

- Ora, ora, você até que é forte, mas escuta só uma coisa - Ele começa a falar descendo as escadas - Duas pessoas mortas por um machado, uma porta arrombada por ele também, e... Bom… Eu não estou vendo ninguém por aqui de machado… Ah é, esqueci, tem VOCÊ.

  • Cala a boca.

- O que aconteceria se a polícia fosse avisada sobre isso? Hm? - Ele foi indo para fora da casa.

- Ei, EI, aonde você pensa que vai? - Fui chegando pra perto para tentar segurar ele.

  • Indo embora, tchau pra você.
  • aaaaAAAAAHHHHH

- AAAAAAHHH SEU… MINHA PERNA - Acertei a machado na perna dele, e o sangue espirrou em toda a minha roupa.

Com raiva ele me deu um soco na minha cabeça, que fez eu cair no chão.

- Acho que agora você entende, fica, longe, de mim - Ele tirou o machado da perna, e cuspiu na minha cara.

- Eu… tenho que… sair… Daqui…

Eu desmaiei, depois disso eu vim aqui em casa para escrever essa carta para você, ele chamou a polícia, então, até chegar essa carta para você, é possível que eu esteja sendo preso. E foi isso que aconteceu esse final de semana aqui. Eh... Te amo Rosa.

ALGUNS DIAS DEPOIS

Hoje foi encontrado o homem acusado de ter matado Steven Methyl e uma mulher que estava na mesma casa, que ainda não foi identificada. A polícia…

- Ah esse filho da puta…

Em uns dias depois em um mercado.

- É eu disse, aquele cara era louco, parece que ele tomava uns remédios para a cabeça também.

- Que loucura, ainda bem que ele foi preso. Mas me fala, o que houve com a sua perna? Te vi mancando hoje mais cedo.

- Ah, isso? Não foi nada de mais, eu fui cortar madeira uns dias atrás, e uma das toras acertou minha perna, nada como alguns dias não resolva hahaha.

- Ei, seu desgraçado - Um dos homens, se vira para a mulher chamando.

- Você falou comigo?

- Falei sim, você gosta de machados não é? Então toma esse aqui na sua garganta.

- Não, espera aí , o que voc………e………j………v…………d…………s………

- Vá pro inferno, seu maluco, e esse cuspe, é pelo meu marido.

Hoje, na pacata cidade de ******* uma mulher mata brutalmente um homem dentro de um mercado, em plena luz do dia. A polícia está achando que esse crime tem relação com os assassinatos de 8 dias atrás, onde as vítimas morreram também com um machado………..

17 de Setembro de 2021 às 00:28 0 Denunciar Insira Seguir história
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Fim

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