L
Lanuce Stark


Ex Navy Seal é recrutado por uma agência federal do governo americano de nome STARS( Special Tactical and Rescue Service), designado como capitão de uma das unidades na Flórida para uma cidade chamada Raccoon City. Quando chega lá, passa a receber uma atenção especial de algumas garotas da cidade ,incluindo colegas de equipe, o que acaba mexendo com suas emoções, porém um perigo real e iminente se esconde nas florestas e nos subterrâneos da cidade, envolto em sombras misteriosas e mortes não naturais. Amor, sexo, horror ,lealdade e traição ,marcam está história escrita por outro ponto de vista dos jogos e filmes, a trama se desenrola na parte da vida cotidiana e íntima de cada personagem no dia a dia. Conheçam o capitão mais pegador da franquia toda.


Fanfiction Jogos Para maiores de 18 apenas.

#B-O-W- #zumbis #Resident-Evil-para-Adultos- #lealdade #monstros #traição #sexo #amor #drama #terror #suspense
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Recrutamento

A

Torrance,05 de julho de 2022.Terça Feira.

Faziam seis meses que eu tinha dado baixa da equipe seis dos Seals, depois de 13 anos operando pelo mundo todo, confesso que a vida como civil já estava me fazendo mal, sempre era visitado pelos ex companheiros e irmãos de equipe, ativos ou não, mas nem isso estava adiantando, as mulheres vinham e iam, ninguém em especial, apenas o coração inquieto. Estava em um barzinho beira mar, quando fui abordado por um homem chamado John Maccna, um diretor de uma agência do governo responsável por ações táticas de combate a crimes hediondos e terrorismo a nível federal. Depois da promessa de muita ação e um salário decente, fui recrutado para o STARS (Special Tactical And Rescue Service),com sede em New York, presente em vários estados do país. Depois de passar pelos processos iniciais da agência, em menos de 30 dias passei a ser um dos principais instrutores devido a meu alto conhecimento e treinamento tático, poucos meses depois, fui promovido a capitão, sendo designado a comandar o STARS de Raccoon City na Flórida, como substituto do antigo capitão, preso pelo FBI por associação a uma célula terrorista. A cidade vinha sofrendo duplamente com uma onda de mortes misteriosas, atribuídas a um possível culto satânico e outras mortes por um surto de ataques de animais.

Macnna também me pediu em particular pra investigar a morte de um dos agentes do STARS, estranhamente emboscado em uma investigação de sequestro.

Raccoon City uma cidade americana próxima do litoral, cercada por extensas e densas florestas, atrás das montanhas Arklay. Típica cidade de interior que teve seu crescimento acelerado, graças a instalação de uma multinacional farmacêutica chamada Umbrella Corporation, empresa com destaque internacional pelo desenvolvimento de novos medicamentos e produtos de beleza ,a empresa foi fundada por um bilionário e dois lordes membros da realeza inglesa. Com este desenvolvimento acelerado da cidade, cresceu também o número de casos de crimes violentos e casos sem solução , tudo estava fugindo do controle, obrigando a polícia local a pedir ajuda federal, então uma unidade STARS foi implantada na cidade, com a finalidade de dar o devido suporte. Porém estavam a quase quatro meses sem capitão depois que Albert Wesker, antigo comandante ter sido preso. Passei a noite arrumando as minhas mochilas e viajei no outro dia.

B

Raccoon City,06 de julho de 2022.Quarta Feira.

A cidade também estava no corredor das principais tempestades e furacões daquele estado, mas era protegida do efeito alagamento ,devido a um paredão de montanhas e florestas. Depois de fazer uma consulta no setor imobiliário, consegui um tríplex grande ao lado do Parque Lincoln, me foi até oferecido um contrato de compra que eu ainda iria avaliar, mas o aluguel estava dentro do orçamento. Com ajuda de um amigo da antiga equipe, consegui um voo particular que levou meu carro até o aeroporto da cidade. A casa era em um bom bairro e ficava no fim de uma rua sem saída que dava acesso ao parque, as casas eram bonitas, local bem arborizado, dava uma sensação de ar fresco o tempo todo, vi crianças brincando em seus quintais abertos, algumas jovens andavam de bicicleta ,outras jogavam vôlei, quando cheguei na casa, muitos saíram a porta para ver, acredito principalmente por causa do meu carro, um Nissan GTR R35 cinza metálico, rodas pintadas de azul por dentro ,modelo esportivo japonês com tudo em cima e tunado com 1380 hp ,gostava de velocidade e aquele carro saciava meu apetite.

Minha casa era uma das poucas que vi cercada com muro alto, e tinha cerca viva ,Sansão do Campo ,que envolvia todo o muro, tinha de tudo, só precisei entrar com as roupas, armas e os alimentos, havia salas de jogos no segundo piso, sacadas enormes com vista para os quatro cantos da casa, algumas paredes de vidro, plantas ornamentais por ali também, um lugar super aconchegante com dois enormes jogos de sofá extremamente confortáveis, e no terceiro piso subindo por outra escada, quatro enormes quartos suítes, sendo dois de frente pra outros dois, o da frente e a esquerda era uma suíte master, com escritório e dois enormes closets. Eram nove da manhã e a primeira coisa que fiz foi subir com meu arsenal que estava no carro, usei um dos dois closets para guardar e organizar tudo, terminei aquela parte perto da hora do almoço, depois tomei um banho e saí com o GTR para o centro para almoçar.

C

Rebecca Chambers tinha acabado de sair do Raccoon Police Departament (RPD) e depois de andar dez minutos chegou ao restaurante da Jeanne's ,local tradicional no centro da cidade onde era possível comer um bom hambúrguer com fritas ou algum outro lanche, era muito frequentado pelo pessoal do departamento devido a proximidade, logo que entrou viu sua amiga Jill nos fundos ,que acenou, então ela se aproximou e sentaram juntas e logo foi servida. Rebecca era médica, e também da unidade Bravo do STARS, era o membro mais jovem das equipes ,recém saiu da academia e logo foi recrutada ao STARS que precisava de um médico na equipe, porém não tinha experiência em campo ,o que fazia seu líder a deixar fora das principais missões, ela era magra estilo colegial, porém com seios e bumbum médios, cabelos curto, olhos verdes,1,73m,apesar dos 23 anos recém completados era muito dedicada ao serviço e um gênio da medicina, o que fazia com que os outros tivessem muito respeito por ela.

Jill era do grupo Alpha, com operadores mais experientes, morena clara com lindos olhos azuis, cabelos pretos e finas mechas castanhas curtos nos ombros, 26 anos ,corpo estilo violão com cintura fina, seios médios pra grandes, um bumbum bem desenhado e malhado, fazia o estilo mulherão, tinha 1,77m, depois da academia ficou dois anos na patrulha e foi convocada para o STARS, após dar apoio a equipe em uma situação grave de assalto a banco, era especialista em fechaduras, devido a ser filha de um veterano de Guerra que trabalhava de chaveiro na cidade, órfã de mãe desde os seis anos de idade, foi criada pelo pai, falecido a dois anos, Jill vendeu o negócio da família e se dedicava exclusivamente ao trabalho como policial.

-Finalmente conseguiu sair, o Brad de novo?

-Nem me fale, chega atrasado todo dia.

-Barry devia dar um jeito nele. Disse Jill mordendo o sanduíche em seguida.

-Deveria, mas em breve Barry também não dará mais as ordens.

-Por que ? O que ficou sabendo?

-A Divisão está mandando um novo capitão, e acredite é um Seal condecorado, fiquei sabendo que ele foi um dos melhores instrutores da Divisão e que chegou a capitão em menos de um ano, devido ao treinamento diferenciado que teve, desta vez a Divisão nos deu a atenção que merecíamos.

-Nossa um Seal! Pra mandarem alguém assim, só pode ser por causa do que vem acontecendo.

-Também, depois que Wesker foi preso ninguém mais olhou a gente com respeito.

-Tem razão Becca ,agora as coisas vão ficar tudo como deveria estar, assim espero.

Lá fora o esportivo japonês parou do outro lado da rua, e o homem vestindo jeans, botas e jaqueta preta chama a atenção das policiais.

-Quem será o playboyzinho. Disse Rebecca admirando.

-Que gatão, pelo carro não deve ser daqui. Falou Jill.

Atravessei a rua e percebi que algumas pessoas me olhavam curiosas, o estranho na cidade, logo que entrei no restaurante senti-me sob os olhares de todos de novo, também percebi as duas jovens policiais me encarando das mesas dos fundos, olhei para o lado e vi uma mesa vazia próximo da entrada e logo me sentei ali, a garçonete veio me servir também.

-Posso anotar seu pedido?

-Quero esse hambúrguer da casa completo ,fritas, um extra de bacon e suco de laranja grande. A moça anotou tudo e antes de sair falou.

-É novo na cidade, está de passagem?

-Definitivamente a trabalho.

-Que bom, seja bem vindo!

-Obrigado!

Enquanto a moça não vinha peguei o celular e lia as notícias locais, mas ouvia nos fundos o tagarelar das lindas policiais, então olhei rapidamente pra trás e vi a garçonete na mesa delas, assim que viu que eu olhei, ela saiu entrando balcão adentro.

O editorial de Raccoon falava das recentes mortes, uma moça de 19 anos encontrada morta em uma trilha em um dos parques da cidade, havia sinais de mordidas humanas por todo o corpo, falavam sobre canibais ,rituais de magia negra, coisas do tipo. Meu lanche veio e eu parti pra cima dele, logo que terminei deixei cinco dólares sobre a mesa e fui saindo, bem no momento exato que as duas policiais também saíam, atravessei a rua e entrei no GTR, sem deixar de perceber que as duas estavam paradas na frente do restaurante me olhando. Saí dali e fui dar uma volta pela cidade, vi muitos cartazes sobre um festival gastronômico que estava acontecendo na parte leste da cidade, então fui pra casa depois do passeio, passei em frente da faculdade local, e mais uma vez o GTR foi o centro das atenções, diminui a velocidade, vi muitas garotas lindas, algumas até acenaram quando passei. Chegando em casa fui organizar minha sala de informática.

D

Claire Redfield lia mais uma vez as últimas mensagens que recebera de Chris, aquilo ainda cortava seu coração, seu irmão havia morrido emboscado em um prédio na cidade, estava no caso de dois sequestradores de mulheres, ele havia dito a ela que já estava a ponto de identifica-los, mas que estava encontrando uma certa resistência dentro do RPD, como se alguém não quisesse que ele descobrisse, Chris havia feito um pequeno seguro testamentário onde deixava seu apartamento a sua única irmã em caso de alguma coisa lhe acontecer, ela levantou do sofá desligando o celular, passou em frente a estante e via as fotos que havia tirado com o irmão em várias situações, elas ainda estavam lá nos porta retratos, a que mais gostava era quando ele a levava no estande de tiro, tinha aprendido a atirar cedo com o irmão, assim que ele entrou pra Força Aérea e depois para o STARS. Claire havia deixado Chris e foi fazer faculdade em outro estado, mas interrompeu o curso no segundo ano depois que Chris havia falecido, estava decidida a encontrar os culpados que na época não foram localizados e o caso ainda foi arquivado. Claire era uma moça ruiva de olhos azuis, 25 anos, cabelos pouco abaixo dos ombros, que sempre usava em estilo rabo de cavalo, magra ,mas com lindos seios médio-grandes e um bumbum de destaque, sua cintura fina também a fazia uma mulher muito sedutora. Claire entrou no banheiro e tomou uma ducha, depois saiu para o centro da cidade.

E

Apesar da casa ser bem cercada instalei um sistema de segurança próprio ,que monitorava tudo ao redor, e eu tinha acesso de onde eu quisesse principalmente pelo smartphone, depois ainda subi terminar de organizar meu arsenal, que era composto por pistolas Glock nos mais variados calibres ,sendo dois a três exemplares de cada, com uma caixa com uns 500 carregadores delas, ainda tinha uma Desert Eagle, coletes táticos, kits de assalto e arrombamento, usava os fuzis Mk18 ,Hk416 ,HkMsg 90,Mc Millan Tac50 ,M4A1, HkMP7,tinha dois de cada modelo e mais outras caixas cheias de carregadores deles ,além de muitas munições, variadas de cada calibre, eu era um amante das armas e tinha o que havia de melhor em marcas e equipamentos, depois disso saí tomar um café em uma panificadora na esquina, acabei fazendo amizade com Lana, uma moça morena , filha da dona do lugar, era linda ,estilo jovial e muito simpática, cabelos longos na metade das costas, olhos pretos , 24 anos e um corpo de violão, como estava vazio o lugar, eu estava sentado nas banquetas próximo do balcão e não nas mesas.

-Olá seja bem vindo, o que vai querer. Disse a moça.

-Um cappuccino e um pedaço de bolo de carne ,por favor. A moça prontamente trouxe o que pedi, depois ficou por ali puxando conversa.

-Você é o vizinho novo, não é? Eu sou Lana Smith. Disse ela me olhando com um lindo sorriso.

-Lanuce.

-Diferente ,mas bonito.

-O seu também.

-E o que o trás a uma cidade como Raccoon City?

-Estou a trabalho.

-Ah que legal, trabalha com o que?

-Sou do STARS, vim transferido da Divisão Central para cá.

-Puxa que legal ,então você é o novo capitão que eles estão esperando?

-Como sabe disso?

-Tem uma família de outro membro do STARS, que mora na outra quadra, Barry Burton, eles estão sempre por aqui, todos na vizinhança acabam se conhecendo e sabendo de tudo um pouco.

- Normal hoje em dia.

-Fico feliz, as pessoas aqui desse lado gostam disso, se sentem mais seguras sabendo que há membros da equipe tática na vizinhança. Você está morando em uma das casas mais cobiçadas daqui, deve ser bom o salário de vocês.

-Na realidade a casa foi um achado fortuito.

-Quem morava ali antes era um cirurgião muito famoso na cidade, Dr. Wilson, mas ele deixou o lugar depois que a esposa falecera, a casa já estava vazia a meses.

-Interessante, achei as acomodações muito nobres mesmo, tudo foi projetado com fineza.

-Não imagino uma pessoa sozinha morando naquele casarão.

-Vou ter que me acostumar com isso, vamos ver como vai ser nos próximos dias.

Eu comia enquanto conversávamos, uma pessoa entrou e ela atendeu tão rápido como pode só pra poder voltar a falar comigo.

-Ei posso te fazer uma pergunta pessoal?

-Pergunte.

-Você é casado?

-Não.

-Namorada? Disse rindo.

-Não também.

-Sendo solteiro, vai ter que se acostumar com o assédio das mulheres por aqui.

-Ah é? Por que, os homens daqui não dão conta?

-Acredite, não são tão interessantes, por isso os forasteiros, turistas e os recém chegados são muito paquerados.

-Sério isso?

-Ainda mais com carrão esportivo, passe em frente a faculdade de Raccoon e você vai ver.

Lembrei do que vi mais cedo.

-A cidade parece interessante mesmo. Bem eu vou indo, obrigado pela conversa.

-Senão for pedir demais me passa teu número?

-Claro anota aí.

Ela anotou ,demonstrava um sorriso lindo enquanto digitava.

- Você mora com quem aqui?

-Minha mãe e um irmão de 11 anos.

-E seu pai?

- Ele faleceu a cinco anos de câncer, era veterano do Vietnã, aquele gás laranja o trouxe doente pra casa.

-Lamento por isso.

Depois de conhecer um pouco sobre ela e sua família, me despedi e voltei pra casa, continuei agora instalando uma antena de alta captação de frequência de sinal de rádio, minha sala pessoal fazia inveja a qualquer torre de controle de aeroporto. Era noitinha quando terminei ,estava com a tv ligada naquela sala, havia uma em cada canto daquela casa, o noticiário falava das mortes que já tinham acontecido, era uma reportagem especial do assunto transmitida pelo canal 9, uma emissora local.

Lana começou a me mandar mensagens, e eu fiquei ali lhe respondendo, ela se mostrou muito entusiasmada por ter me conhecido, perguntei a ela onde havia um bom supermercado pra eu fazer umas compras pra casa, precisava encher a geladeira, e ela me indicou um Wal-Mart ali nas imediações. Depois da conversa fui pro banheiro e tomei uma ducha quente, fiquei um bom tempo, precisava relaxar, logo depois saí e me aprontei, acomodei minha Glock na cintura, mais dois carregadores cheios, o básico do básico e desci então pra garagem, logo saí com o GTR.

F

Jill estava em casa na cama, por telefone falava com uma amiga da Divisão:

-Me fale Hunnigan ,não me esconda nada, quem é o Seal que está vindo substituir o Wesker ?

-Olha Jill, ele foi o melhor instrutor que já passou por aqui em tempos modernos, também é o oficial que foi promovido a capitão no menor tempo de casa, a Divisão achou que o promovendo e o destacando a Raccoon, seria uma forma de compensá-lo pelo brilhante trabalho que fez por aqui, é provável que daí ele também possa se tornar diretor de agência no menor tempo possível algum dia.

-Tá, tudo isso eu já imaginava, quero saber nome, se é casado, como ele é como pessoa, saber se não é outro Wesker da vida.

-Hahaha, não, de fato nada parecido com Wesker, ele é o tipo de cara ...apaixonante.

-Agora estou interessada, me conte mais?

-Vamos lá, solteiro, muito gente boa ,além de um líder nato, é um gentleman ,conversa com todos, se importa com todos, altamente competente, nome Lanuce .

-Hunni tem fotos pra me mandar?

-Sabia que você ia querer ,e selecionei algumas, vou te mandar agora mesmo, veja aí.

Jill abriu as fotos no computador que estava ao lado da cama e pasmou quando viu.

-Ei, eu o vi hoje, não acredito que era ele...

-Como assim ?

-Ele chegou em um esportivo japonês e almoçou no mesmo restaurante que eu e Becca estávamos também.

-Bingo ele mesmo, ele é bem playboyzinho também ,no sentido dos gostos pessoais, mas faz mais o estilo Bad Boy, resumindo, invejo por ele estar aí e não mais aqui.

-Obrigada Hunni, você foi muito legal me passando essas informações.

-De nada gata, e faça bom proveito amiga, beijos.

-Beijos, nos falamos.

Jill desligou o telefone, e começou a printar e imprimir as fotos que Hunnigan tinha enviado, depois ela foi até um mural que tinha na parede do quarto, tirou as fotos das bandas que ouvia e colocou as fotos do novo capitão do STARS, Jill é uma excelente policial, mas também é uma garota apaixonada que nunca teve um relacionamento com alguém, os homens de Raccoon não faziam o estilo dela, ela naquele momento sentiu algo como "amor a primeira vista". Depois pegou o telefone e ligou para Becca pra contar as novidades.

G

Tinha acabado de chegar com as compras em casa, era início da noite, guardei tudo na cozinha, minha campainha tocou, abri a porta e vi Lana e mais uma garota no portão, a que estava com ela era morena clara ,cabelos bem curtos ,olhos verdes, corpo magro com seios médios e bumbum bem desenhado, usava camiseta com uma blusa de moletom aberta por cima , bermuda jeans e tênis de botinha, Lana acenou, e eu abri o portão automaticamente.

-Oi Lanuce. Disse Lana se aproximando da minha varanda. Ela chegou e me beijou o rosto.

-Esta é Moira, minha melhor amiga.

-Prazer em conhecê-la Moira .Ela também veio e me beijou o rosto.

-Querem entrar?

-Sempre tivemos a curiosidade de saber como era esta casa por dentro. Falou Moira.

-Vou mostrar pra vocês, entrem.

Fiz um tour com elas pela casa, mostrando os fundos ,depois mostrei os pisos superiores, por último os quartos ,paramos no segundo piso ,na sala de tv e jogos e sentamos nos sofás.

-Essa casa é demais. Disse Lana.

-Nem de perto imaginava que era assim. Falou Moira.

-Com uma piscina dessas daria pra fazer um festão. Falou Lana empolgada.

-Quem sabe um dia . Disse eu interessado.

-Ia ser o máximo. Disse Moira.

-Vi uns cartazes de uma feira gastronômica pela cidade, sabem onde fica?

-Acontece todos os dias neste mês, é tradicional da cidade, fica em Eastville, é muito legal. Disse Lana.

-Querem ir lá? Falei.

Moira olhou pra Lana.

-Vamos, aproveitando que a gente tá sem aula essa semana. Falou Lana.

Descemos pra garagem e elas se impressionaram com o GTR.

Porém Lana recebeu uma mensagem da mãe:

-Ah não, minha mãe precisa de mim, ela vai dormir na minha tia, tenho que terminar de preparar os pães pra amanhã cedo, vou ter que passar. Disse ela.

-Entra aí ,pelo menos te leva até a tua casa e você da uma voltinha. Disse Moira.

-Tão longe né? Falou Lana.

-Não tem problema da minha parte. Falei.

Elas entrarão então. Logo saímos e deixei Lana na casa dela na esquina, Moira porém , demonstrava mais interesse, e ficou, meia hora depois estávamos em uma estrada que levava ao lugar da feira , ela subia e era cercada de floresta por todos os lados, o gps indicava uma reta de pelo menos 7 km, vi no início da subida uma placa dizendo, Mirante de Raccoon. Durante o trajeto conversei bastante com Moira, era uma jovem muito legal, jogava um charme sedutor, ela fez as mesmas perguntas que Lana sobre meu estado civil e ficou muito feliz em saber que eu era solteiro.

Lá em cima chegamos ao local que era o Mirante, apenas diminui a velocidade, mas não ia parar ali, porém Moira falou:

-Não vai entrar?

-Não tinha a intenção, parece que a noite é apenas um lugar de namoro, quero vir de dia dar uma olhada.

-De dia também é, entre aí, a vista é linda.

-Já que insiste.

Entrei com o carro e me aproximei de um lugar que foi feito um estacionamento asfaltado, percebi que havia postes com iluminação, mas a maioria estava apagado, um ou outro estava aceso.

-O povo daqui não gosta muito de luz a noite. Falei.

-Nem todos tem carro insufilmado como o seu, eles quebram as luzes de propósito pra ficarem mais privativos.

-Interessante.

Parei o carro, a uns oitenta cem metros ,vi uma picape parada. Descemos e fomos até a mureta de proteção que fazia a vista para a paisagem, era muito bonita mesmo, dava pra ver Raccoon, as luzes da cidade, ao longe o oceano e a orla da praia, uma roda gigante de destaque marcava Eastville onde acontecia a feirinha.

-Lindo não? Disse Moira reclinada no parapeito.

-Sim ,é uma vista e tanto, vem sempre aqui?

-Não, sozinha não tem graça, já vim de dia com meus pais, mas nunca assim com alguém.

-Tem quantos anos Moira?

-Tenho 24.

-Está estudando o que?

-Faço Análise de Sistemas na faculdade de Raccoon, junto com Lana, ela faz veterinária.

-Bons cursos.

Um uivo ao longe chamou nossa atenção.

-Lobos por aqui? Disse eu.

-Tem sim, as pessoas pensam que são eles que estão atacando . Disse ela assustada.

-Vamos voltar pro carro. Falei.

-Boa ideia.

Entramos e quando liguei a chave do carro, mais uma vez Moira interrompeu:

-Espere, não vá ainda.

Olhei pra ela pra ver o que realmente ela queria dizer, então me senti tentado a fazer o que ela queria, dava pra ver que ia rolar um clima, então desliguei.

-Tem música? Disse ela olhando pra tela do computador de bordo.

-O que quer ouvir? Disse eu ligando o aparelho, que na realidade era híbrido com o computador de bordo do carro, fazia essa função, além de GPS, e rádio , tinha conexão Wi-Fi e espelhava todas as funções de um smartphone, a tela tinha 10 polegadas e era ultra moderno.

-Que legal esse sistema, é touch? Posso procurar?

-Sim, fique a vontade.

Ela começou a mexer e logo achou o spotify, colocando em uma seleção de músicas lentas dos anos 80, então tirou a jaquetinha de moletom, ficando apenas com a regata que usava por baixo, os bicos dos seios eram o destaque, visivelmente não usava o sutiã, tocava Lady in Red naquele momento.

-Gosto desta música. Falou ela.

Eu a acompanhava no que ela dizia.

-Gosto dela também.

Então ela simplesmente veio e se escalou em mim, sentando no meu colo abraçando meu pescoço e me lascou um beijo quente, me senti excitado na hora.

-Não fique surpreso por isso?

-Por que não deveria ficar? Falei.

-Pense bem , eu e você sozinhos em um lugar como esse. Disse isso e me beijou de novo, desta vez minhas mãos caminharam por suas coxas e bumbum, senti a calcinha dela enterrada, fazia um V minúsculo, a mão dela escorregou e parou em meu membro, aos poucos ela abriu o meu zíper, eu a beijava com muita intensidade.

Então ela se afastou por um instante e tirou a regata, embora estivesse escuro ali dentro, o ambiente era um pouco iluminado com a luz azul de led do rádio ligado, pude contemplar os lindos seios dela, ela sorriu e passou para o banco de trás, então falou:

-Vem!

Aliviei minha jaqueta e deixei a Glock no porta luvas ,então passei pra trás. Nos beijamos de novo e passei também beijar seus seios rijos, eram perfeitos, ela dava pequenos gemidos de prazer, minha mão tocou em seu sexo, senti que estava úmida, ela sentou novamente se afastando e tirou a bermudinha junto com a calcinha, eu baixei minha calça até os pés e ela se escalou em mim de novo, ficando de frente, de joelhos sobre mim, em poucos segundos ela sentou , senti uma breve resistência, só percebia aquilo em garotas virgens, Moira gemia enquanto cavalgava em mim, eu por hora beijava seus lábios e por hora engolia o bico de seus seios, uma chuva começou a cair e logo o interior do carro ficou com os vidros umedecidos e embaçados, não tive tempo de deixar o ar condicionado ligado, um bom tempo depois Moira já tinha gozado algumas vezes, então ela se levantou daquela posição e virou de costas e sentou novamente, tinha um bumbum lindo, ela ficou naquela sobe e desce de costas pra mim, então fui eu que gozei desta vez, relaxamos , ela demonstrava um sorriso no rosto e sentou do meu lado, nos beijamos mais um pouco .

-Você gostou? Disse ela abraçada comigo pelo pescoço me olhando nos olhos.

-Moira você foi demais.

-Prometo que pago a lavagem do carro. Disse ela.

-Não se preocupe, nem passou pela minha cabeça. Falei.

-Nunca tinha pensado que perderia a virgindade no banco de trás de um carro. Disse ela, confirmando minhas suspeitas.

-Moira...

Ela colocou o indicador cruzando meus lábios na vertical.

-Não fale nada, eu sempre pensei que faria isso com alguém especial, alguém que eu sentisse uma conexão, quando te vi lá na casa, sabia que era você, eu amei muito tudo isso. Disse ela. Então a beijei de novo. Nos recompomos ajeitando as roupas e voltamos para os bancos da frente, coloquei a Glock que usava onde estava antes, liguei o ar frio e dissipei o embaçamento dos vidros.

-E essa chuva. Reclamei.

-Aqui é desse jeito, estamos na temporada de tempestades, vai ser assim por várias noites nos próximos meses.

-Que maravilha.

Liguei o carro.

-Vamos comer alguma coisa. Disse eu e logo saímos em direção a Eastville.

Por incrível que pareça acho que estávamos sob uma grande nuvem, porque logo que chegamos na feirinha, quinze minutos descendo a outra parte da estrada a chuva parou, eu e Moira achamos uma cafeteria ali do lado da praça principal onde tudo acontecia e pedimos um lanche. Estava bem movimentado o lugar, cheio de quiosques onde se poderia encontrar de tudo, desde alimentação, artesanatos, diversão, ficamos ali conversando e olhando o movimento.

H

Jully e Michael tinham acabado de chegar no mirante, estacionaram próximo da picape que estava lá parada.

-Ei, olha lá, não é a picape do David? Disse a moça.

-Ele mesmo, deve estar com Raquel.

-Ela falou mesmo que viriam.

-Esses dois não perdem tempo.

-Também não quero perder tempo. Disse Jully passando pro banco de trás.

O casal recém chegado se entregou a paixão, não demorou muito os vidros embaçaram pelo transpirar de corpos nus em movimento, nada se via de dentro pra fora ,nem de fora pra dentro. Quase uma hora depois Michael sentou e disse:

-Preciso mijar. Disse ele colocando a calça.

-Aproveite e de uma olhada no David e na Raquel.

-Ah não, os dois devem estar transando muito, acende aquele baseado, eu já volto. Disse ele saindo porta afora.

Jully se espreguiçou, levantou e ligou o rádio, vestiu o camisão de Michael que era o capitão do time de futebol americano da cidade, este era enorme e lhe serviu como um tipo de vestido. Jully curtiu a música que tocava, depois abriu o porta luvas e pegou o baseado, ligou o acendedor da picape e o acendeu, depois da primeira tragada, achou que Michael estava demorando, foi quando uivos arrepiantes se ouviram por todos os lados de onde estavam, Jully se assustou e baixou a trava das portas e com as mãos esfregava o vidro para poder ver lá fora, mas nada, nem Michael. Fez o mesmo nos vidros do lado oposto ,e não viu nada também, foi então que Michael apareceu batendo na porta do motorista.

-Jully abra, pelo amor de Deus, rápido. Gritava desesperado.

Quando abriu a porta viu Michael ali parado, segurava o braço, mas gritou quando viu que ele não tinha mais uma das mãos, bem no exato momento que vultos negros rosnando e uivando caíram sobre o rapaz. Desesperadamente Jully fechou a porta, enquanto a matilha estraçalhava Michael que gritava .Devido ao movimento brusco que fez, Jully derrubou o baseado sobre o fino cobertor que estavam usando, o mesmo iniciou um princípio de incêndio dentro da picape que já se alastrava pelos bancos, apavorada Jully não sabia o que fazer, até que olhou a outra picape parada do outro lado, instintivamente abriu a porta do passageiro e correu, tão logo chegou no veículo, batia na porta :

-David, socorro ,abra a porta! Batia fortemente ,mas nada, acessou a maçaneta e a abriu, o que viu a deixou em choque ,os dois estavam ali, mas mortos. Os corpos estavam com a garganta aberta e exposta, a porta do lado do passageiro aberta, sangue por todo lado, ela gritou, e foi a última coisa que fez em vida, porque a matilha já estava sobre ela também.

I

Tínhamos acabado de sair da cafeteria, começamos a caminhar pela praça da feira.

-Você achou legal a vista lá do mirante, tem um lugar com uma vista ainda melhor. Disse ela.

-A roda gigante?

-Sim, vamos lá, é a maior do estado e a segunda maior do país. Falou entusiasmada.

-Claro, por que não?

Começamos a caminhar em direção ao local, Moira se enganchou comigo, percebi que foi bem quando passamos perto de uma grupo de jovens que estavam por ali, vi que as garotas nos viram, uma delas até acenou e Moira respondeu o aceno.

-Conhecidas? Falei.

-São da faculdade.

-Elas ficaram olhando mesmo.

-Acho porque nunca me viram com ninguém, e de repente apareço com alguém como você, não tinha como não chamar atenção.

-E o que quer dizer assim como eu?

Ela parou de andar e abraçou meu pescoço me olhando.

-Alto, forte e bonitão. Disse isso e me beijou.

Logo depois ,continuamos a andar e chegamos, paguei o ingresso e assim que a roda parou, nós subimos.

A vista era mais legal que o mirante mesmo, abracei Moira que se aconchegou em mim, lá em cima o vento era gelado, o aparelho fez uma volta completa, depois parou um pouco conosco na parte mais alta, fazia isso sempre para que as pessoas pudessem apreciar a vista, pessoalmente estava gostando daquela noite, mal cheguei na cidade e estava com uma garota linda comigo, o interessante é que parecia que nos conhecíamos a anos, havia um certo entrosamento entre a gente, isso me chamava a atenção e era curioso ao mesmo tempo, até porque ela tinha se entregado a mim completamente, fiquei com aquilo na cabeça. Aproveitando a parada, Moira me olhava com certo sorriso no rosto.

-Está gostando da noite? Perguntei.

-Muito, principalmente por você estar aqui comigo.

-Preciso lhe perguntar uma coisa. Disse eu.

-Pergunte.

-Por que eu?

Ela me olhava nos olhos, e pra minha boca, depois pros olhos novamente.

-Sinto que há uma forte conexão entre a gente.

-Você sente?

-Sinto.

Olhei pro horizonte, dava pra ver a orla da praia, até ouvir o mar se prestasse bem a atenção, depois olhei pra ela.

-Te conheci hoje, mas parece que te conheço a tanto tempo também. Falei.

Ela abriu aquele lindo sorriso de novo e disse:

-Eu sei...

Então nos beijamos, aqueles lábios quentes e bem desenhados ,me aqueciam por completo, a gritaria das pessoas em outros brinquedos me fez olhar para o horizonte de novo, foi então que vi ao longe o fogo que subia.

-Ei veja, não é lá no mirante?

-Fogo, sim é lá mesmo, deve ter acontecido alguma coisa. Falou ela.

-Acho bom dar uma olhada, a gente veio de lá a pouco.

-Se quer ir, vamos.

Assim que a roda girou novamente, pedi pra descer, eu e Moira caminhamos cruzando a pracinha e logo chegamos no carro ,saímos do lugar e voltamos ao mirante.

-Não é bom a gente ligar pros bombeiros? Disse ela.

-Vamos ver primeiro o que aconteceu.

Fiz o trajeto até lá em cima rapidamente, quando chegamos, logo vimos que era um veículo que estava em chamas, estacionei um pouco afastado.

-O que terá acontecido aqui? Disse Moira.

Peguei uma lanterna no porta luvas, sempre carregava material tático e de emergência no carro, então saímos, apontei a luz a frente e identifiquei alguma coisa caída ao lado da picape, assim que me aproximei vi que era um corpo, Moira tinha saído do carro mas ficou próximo a ele e me olhava de longe, o corpo de um jovem estava todo estraçalhado e queimado , visivelmente era de ataque de animal, me preocupei com Moira, voltei rapidamente .

-O que você viu? Disse ela.

-Moira ligue pros bombeiros e pra polícia também, quero que fique dentro do carro, tem um corpo lá, foi ataque de animal.

-Ah meu Deus!

-Eu vou ver a outra picape, acho que tem algo estranho lá também, aconteça o que acontecer, não saia do carro.

-Tá, tome cuidado. Eu saí e fui ver o outro veículo, Moira entrou no GTR novamente e fazia a ligação.

Tão logo cheguei perto, vi outro corpo caído ao lado, desta vez era feminino, me abaixei e vi novamente que a causa da morte era a mesma, me levantei e fui olhar o interior da picape, e constatei mais dois corpos, um casal, era uma cena horrível, por meu extinto investigativo , comecei a tirar fotos com o smartphone, fui até a outra picape que estava em chamas, foi então que vi que provavelmente a explosão tinha pegado um dos animais, pois estava caído logo a frente, lembrava muito um cão de grande porte, porém não tinha pele ,muito menos pelos, a boca era medonha, com dentes grandes a mostra. Tirei umas fotos, e voltei pra Moira, entrei no carro fechando a porta.

-Conseguiu falar?

-Sim, estão a caminho.

-Moira são dois casais que estão lá dilacerados.

-Que horror! A gente estava aqui a pouco tempo atrás, aqueles uivos...

Ela estava apavorada.

-Não dava pra saber.

-Poderia ser a gente sabia?

-Relaxe, não seria tão fácil assim.

Ela ia replicar, mas uma minivan preta chegou rapidamente e parou ao lado da picape em chamas, um homem de sobretudo preto desceu e olhava , até que parou na frente onde estava o animal.

-Conhece?

-Não é do RPD (Raccoon Police Departament). Disse ela.

-O que ele está fazendo...

Vimos o homem tirar alguma coisa do bolso e jogar sobre o animal.

-Vou lá ver, fique aqui.

Saí e me aproximei um pouco , vi o animal pegando fogo envolto em uma chama de cor azul esverdeada.

-Ei você, o que está fazendo? Falei sacando minha Glock.

O homem me olhou, vi que usava uma máscara metálica, parecia medieval, quando me viu correu e entrou na minivan, que saiu cantando pneu estrada abaixo, o cheiro de carne queimada ardeu em meu nariz, e aquela chama consumiu completamente e rapidamente o animal morto, não dava mais pra identificar o que era, a não ser um tipo de carniça queimada.

Corri pro GTR e intentava perseguir a minivan, mas vi o giroflex dos bombeiros e da polícia que chegava ao longe, então desisti pra dar suporte, os veículos foram chegando, além do bombeiro e de uma viatura do RPD, veio um jeep do STARS junto. Quando ia descer Moira falou.

-Puts, é meu pai...

-Teu pai? Como assim?

-Desculpe não ter dito antes, mas sou filha do Barry Burton.

-Conheço seu pai, ex SWAT ,o vi no começo do ano na Divisão, fez um curso comigo.

-Pois é. Disse ela sem muita emoção.

- Mal cheguei na cidade e transei com a filha de um dos meus oficias. Falei um pouco perplexo com a situação.

-Ei ,sou de maior ,sabia?

-Tudo bem, o que quer que eu faça?

-Eu fico no carro, ninguém vai saber que estou aqui com você.

-Se prefere assim...

-De boa por enquanto.

Olhei pra ela para tentar fazer uma leitura do que realmente ela pensava, mas dei de ombros e saí. Barry estava com Rebecca, assim que me viu ficou surpreso.

-Você ? O que faz por aqui? Quando chegou? Disse o homem grande e barbudo na minha frente, vi que Rebecca estava lá na frente e examinava um corpo no chão.

-Cheguei hoje cedo Barry, e estive na feira gastronômica, por causa dos cartazes, quando passei por aqui me deparei com tudo isso.

-Coincidência fortuita, pois isso aqui é parte do que vem acontecendo na cidade.

-Eu vi tudo, são dois casais.

-Isso está saindo do controle.

Rebecca se aproximou da gente.

-Barry, o time de futebol de Raccoon perdeu o capitão e um zagueiro. Disse ela, mas se surpreendeu assim que me viu ali.

-Você! Disse ela me olhando.

Barry estranhou.

-Se conhecem?

Balancei a cabeça negativamente.

-Eu o vi na hora do almoço. Disse ela sem jeito.

-Rebecca, este é o...

-Novo capitão do STARS. Disse ela.

Nos dois a olhamos curiosos.

-Ah sim, Jill me falou, bem eu ouvi lá no RPD e falei pra ela que me disse... Ela ficou sem jeito de novo, dava pra perceber que era bem novata mesmo, e Jill já havia contado mais detalhes a ela sobre mim.

-Capitão esta é Rebecca, nossa médica e faz parte do grupo Bravo, Rebecca este é o capitão Lanuce da Divisão Central. Falou Barry nos apresentando.

Nos cumprimentamos ali, vimos que os bombeiros tinham apagado as chamas, passei o relatório do que presenciei , omitindo o animal morto e a minivan, conversei um pouco com Barry e Rebecca, depois Barry foi chamado para liberar os corpos que já iam ser retirados por um carro do IML que havia chegado, eu já ia embora quando Rebecca me perguntou.

-Você chegou primeiro não é?

-Sim fui eu.

-Foi você quem ligou pro RPD? Quando ia falar alguma coisa, ela completou.

-Porque a central disse que uma mulher quem ligou avisando do ocorrido.

-Sei lá, talvez alguém de Eastville tenha visto o fogo daquela roda gigante e ligado. Disse disfarçando por causa de Moira que me esperava.

-Pode ser mesmo, da pra ver quase tudo daquele negócio. Falou ela, vi que os corpos começaram a ser retirados, Barry voltou até mim e falou:

-Depois de hoje é possível que o prefeito queira que você assuma antes, o que acha?

-Anote meu número Barry, se precisar pode me ligar, e parece que somos vizinhos, estou na avenida George Bush número 02.

-A casa dos Wilson?

-Sim, ouvi falar do médico.

-Bom lugar . Disse ele.

Depois que anotou meu número nos despedimos, bem na hora que uma chuva forte caiu sobre nós, tive que correr pro GTR, percebi que enquanto dizia meu número ao Barry a policial novata prestou muita atenção e depois digitou também no celular dela, logo entrei vi Moira ouvindo música baixinho.

-Como foi? Indagou ela.

-Não perceberam que estava aqui se é isso que quer saber. Disse eu ligando o motor e saindo acompanhando os outros carros, vi que o jeep do STARS estava logo a nossa frente, diminui um pouco a velocidade pra dar distância.

-Você ficou chateado comigo por não ter dito que ele era meu pai?

-Na realidade não, mas se puder me contar as coisas com antecedência será melhor daqui pra frente.

-Tem razão, me desculpe. A verdade é que, não venho me dando bem com ele ultimamente, ele é muito...Super protetor, me deixa sufocado as vezes, e pra piorar fiz um disparo com uma arma dele dentro de casa.

-Atirou dentro de casa?

-Foi um acidente, mas poderia ter sido uma tragédia, desde então minha mãe o tem convencido que ele precisa me dar um tempo, por isso quase nem nos falamos.

-É o tipo de pai que eu devo me preocupar. Disse eu já preocupado.

Ela ficou quieta por um tempo, enquanto ainda descíamos a estrada, quase chegando ao fim, então disse:

-Eu penso diferente, se ele soubesse que a filhinha querida dele estivesse junto com alguém como você, talvez a coisa não seria tão ruim assim.

-É uma boa teoria. Disse eu.

Na realidade acredito que ela estava certa sobre este fato, mas resolvi não dar corda, assim que terminamos a estrada logo entramos sentido o centro de Raccoon, onde nos separamos dos carros oficiais, paramos no sinaleiro do cruzamento principal que estava vermelho, a direita ia pro centro da cidade e reto pra onde a gente mora, a chuva caía a baldes, ventava muito a ponto de balançar os fios dos postes, haviam relâmpagos e trovões também.

-Parece uma tempestade, vou ter que te deixar bem na frente da sua casa. Disse eu.

-Pensei em outra coisa. Disse ela. O sinal abriu e avancei indo reto.

-O que quer dizer?

-Eu ia posar na casa de Lana hoje, mas pensei em dormir na sua... Disse ela olhando minha reação. A ideia não era ruim, mas...

-Não quer dormir na casa de sua amiga? E se alguém da sua família perguntar na panificadora ou ligar pra Lana?

-Lana e eu somos muito unidas, além do mais a mãe e o irmão dela estão dormindo na casa de uma tia no centro, por isso eu iria dormir lá pra assistirmos uns filmes.

-E mesmo assim quer dormir lá em casa?

-Por favor, não estrague o fim da noite, já falei com Lana contando meus planos. Disse ela suplicando.

-Pensou em tudo então.

Ela nem precisava tanto, eu realmente não queria dormir sozinho aquela noite, ainda mais depois do que aconteceu entre a gente, aquele sensação de perigo iminente me excitava de certa forma, lembrava a adrenalina das minhas missões nos Seals, quando a gente estava em meio ao inimigo e não deveria ser detectado.

-Tudo bem, você me convenceu. Ela vibrou encostando a cabeça no meu ombro satisfeita, dez minutos depois eu estacionava na minha garagem. Logo entramos e passamos pela cozinha antes de subir.

-Quer beber algo? Falei.

-O que você quer tomar? Eu tomo o mesmo.

Servi dois copos grandes de suco de laranja.

-Obrigada por me deixar ficar aqui hoje. Disse ela.

-Tudo bem, eu sozinho nessa casa enorme, a minha na Califórnia não era tão grande assim.

-Califórnia, lá é tudo de bom não é? As praias são mais quentes que as nossas, sol o tempo todo.

-São ótimas mesmo.

-E mesmo assim quis vir aqui pra esse fim de mundo chamado Raccoon City , um lugar que chove sempre quase o ano todo?

- Tive minhas razões.

-Fico feliz também por ter vindo. Disse ela terminando o suco.

Era quase onze da noite, então subimos pro meu quarto.

-Queria tomar um banho, quer vir? Disse ela me olhando.

-Seria bom.

Ela sorriu e foi pro banheiro, esperei um pouco até ouvir o chuveiro sendo ligado, só pra não perder o costume, tranquei a porta do meu quarto, me despi e entrei no banheiro. A visão de Moira nua no box de vidro era de encher os olhos, tão logo entrei , fui recebido pelo seus braços, ela estava feliz, nos beijamos, e aquilo nos aqueceu, mais do que a água quente que caía sobre nós, Moira se virou de costas pra mim, eu beijava seu pescoço enquanto minhas mãos tocavam seus seios e seu sexo, fizemos amor por pelo menos uma hora, a água escorrendo por seu corpo, suas curvas, sua pele branca e macia, tudo aquilo me excitava muito, depois saímos do banheiro ,Moira se esgueirou pra debaixo do edredom, eu fiz o mesmo me acomodando a seu lado, ela ligou a tv e caiu no noticiário local, que falava das recentes mortes no mirante, ela se aninhou em meu peito, então falou:

-Você falou ao Barry sobre a minivan e o animal morto?

-Bem lembrado Moira, não falei e não quero que você comente nada com ninguém, me promete?

-Prometo, mas me diga, por que todo esse mistério?

-Moira, o cara da minivan usava uma mascara metálica, tipo medieval, e sei porque exatamente ele foi lá.

-De mascara? O que acha que realmente aconteceu?

-Já vi isso antes, equipe de limpeza, não queria deixar nada pra gente investigar.

-Mas quem era ele?

-É o que pretendo descobrir, por sorte ele viu apenas a mim, agora de certa forma sou um alvo no radar dele ou do que representa.

-Que sério isso! Não quero que nada de mal aconteça com você. Disse me abraçando forte.

-Relaxe, isso não vai acontecer. Ela me lascou um beijo de novo.

-Preciso lhe dizer algo. Disse ela.

-Diga então. Falei curioso.

-Não quero que pense mal de mim.

-Por que pensaria?

-Por ter me entregado dessa forma a você, não me julgue precipitadamente, jamais faria isso com alguém que realmente eu não me importasse, que eu não quisesse, por mais prematuro que isso possa ser, eu nunca me senti tão bem em minha vida.

Suspirei um pouco com que ela disse, tudo estava indo rápido demais, então falei:

-Só não brinque comigo, é a única coisa que te peço.

-Não! Não há brincadeira ou apostas, prometo a você, existe uma conexão entre a gente, você vai descobrir e me dizer, eu sei disso.

-Tudo é possível.

-Você verá!

Eu acariciava os cabelos dela, terminamos de ver o jornal e transamos novamente, logo depois com o barulho da chuva batendo no vidro, dormimos.

Porém mal tinha pego no sono o celular tocou, era Barry me avisando que o prefeito realmente pediu que eu fosse apresentado a cidade em uma coletiva de imprensa amanhã cedo, ficou acertado que seria as dez da manhã na prefeitura, assim que desliguei o telefone, Moira toda sonolenta perguntou:

-O que era?

-O prefeito quer que eu assuma as equipes a partir de amanhã, tenho uma coletiva logo cedo.

-Também depois de ontem... Disse ela virando de lado. Fiz o mesmo a abraçando por trás, fiquei meditando em tudo que estava acontecendo, mas não demorou muito pra eu dormir de novo.

15 de Setembro de 2021 às 22:36 1 Denunciar Insira Seguir história
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sS simone Sperandio
Adorei como você colocou a Moira na história .
September 17, 2021, 03:23
~

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