annytporto Anny Porto

Começo da eterna ou seria o fim !? Comecando pelo óbvio sou um ser imortal, mais especificamente uma vampira que vaga a séculos. Meu nome é Giovanna Glibert e nasci em 20 de fevereiro de 1880 e morri em 1899, tenho 122 anos. Quando completei 19 anos - Foi quando morri literalmente para o mundo dos humanos... Existo agora no mundo das sombras, tendo a imortalidade como companhia, pode até parecer que estou viva, mas ao mesmo tempo não estou, meu coração não bate, o sangue que corria pelas veias quando humana, agora se tornou meu alimento. Aprendi que fisicamente posso fazer qualquer coisa, até derrubar um taque militar...mas mentalmente posso ser derrubada, quando envolve emoções e sentimentos que estão fora do meu controle!! Contudo, posso afirmar com toda certeza do mundo que antes de morrer tive uma vida alegre, apesar das responsabilidades e de como sociedade estipulava sobre como deveria ser minha de uma mulher... mesmo assim, sei que fui muito feliz, tive pais amorosos, amigos legais, mesmo que não visse com bons olhos como era cortejada, pois, tinha a vida toda pela frente antes de estar preparada para casamento. Meu destino acabou sendo diferente do que supus que seria. Eternamente serei uma vampira com mais de 100 anos, já matei e bebi sangue humano - Não foi uma das minhas melhores fases; sou um ser da escuridão, tenho dom, super força e velocidade, não posso dormir como os humanos, não tenho alma ou vida... "Nós fazemos um plano e o destino faz outro mesmo que seja cruel..." Atenção!! Este livro é uma obra fictícia, nomes, personagens, lugares e acontecimentos são produtos da imaginação e criação da autora. Qualquer detalhe ou semelhança com nomes, datas e lugares são meramente coincidências. Contém um universo extenso sobre raças distintas


Paranormal Vampires Todo o público.
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CAPÍTULO - 01

Personagens


- Alessandra Martinelli: Vramisco
- Alexander Glibert: Humano
- Aliya Culleman: Vampira.
- Angelina Webster: Humana.
- Benson Crawford: Humano
- Bruce Blackwell: Humano
- Carlson Culleman: Vampiro
- Charlie e Reese Glibert: Humanos
- Colton: Humano
- Damian: Dampiro
- Devon Sartori: Vramisco
- Edwin Culleman: Vampiro
- Elliott Culleman: Vampiro
- Emory Charlotte Culleman: Vampiro
- Ernest Blackwell: Ancestral Transmorfo
- Fiorenzo Martinelli: Vampiro
- Giovanna Glibert: Vampira
- Jamie Voltolini: Vampiro
- Jana Voltolini: Vampira
- Jared Culleman: Vampira
- Jason Blackwell: Transformo
- Jessie Stanton: Humana
- Lauren Cleveland: Transmorfo
- Nico Newman: Humano
- Os Voltolini/ Aron, Cason e Marco Voltolini: Vampiros da realeza.
- Rosemary Culleman: Vampira
- Samson Ulton: Transmorfo
- Saul Martinelli: Vampiro
- Sean Cleveland: Transmorfo
- Spencer Sartori: Vramisco
- Suzana Cleveland: Humana


Glossário


Personagem Principal(Protagonista): Giovanna Glibert
Nasceu: 20 de fevereiro - 1880
Morreu: 20 de fevereiro - 1899
Puckett: Reserva indígena fictícia.
The Quilten: Tribo indígena que vivem na reserva.
Juneau - Estados Unidos: Cidade onde mora o Clã dos irmãos Sartori.
Fargo - Dakota do Norte: Cidade natal da protagonista.
Cor dos olhos e seus significados:
1. Olhos vermelhos - Quando um vampiro encontra-se com os olhos nesta coloração, deve ficar distante, pois podem ser uma ameaça.
2. Olhos azul-claros - Os mesmo adquirem está coloração nas pupilas, quando pretendem algo ou seja, desejam praticar atos que resultam nessa cor nas íris oculares.
3. Olhos dourados - A maioria do tempo estão com esta coloração, afinal o dourado demonstra tranquilidade e passividade, esta é a cor básica da espécie.


> PODERES - Outros podem aparecer no decorrer da história.


Rastreador: Processo de consegui rastrear pelo cheiro qualquer pessoa e se camuflar.


Privação Sensorial: É a habilidade de privar o seu oponente dos próprios sentidos.


Tortura Psíquica: Consegue provocar muita dor em suas vítimas, sem tocá-las, é uma ilusão, tortura trazendo a pior dor que a vítima já sentiu e pode chegar à loucura ou a morte, dependendo da intensidade.


Imunização: Se torna imune contra ataques psíquico, físico ou mental que joguem.


Hipnose: Um olhar direto com comando de voz que consegue com que a pessoa faça absolutamente tudo que deseja.


Telepatia: Consegue ler os pensamentos das pessoas.


Controle de Sentimentos: Consegue acalmar qualquer tipo de sentimento, deixar alguém que estava com raiva em tranquila.


Clarividência: Fatos ocorridos das pessoas. Às vezes isso não é controlável, o vampiro(a) se aproxima da pessoa, flashs ou deslumbre lhe vêm à cabeça, simplesmente.


Metamorfo: Aquele que é capaz de assumir a forma animal de no mínimo duas por meio de metamorfose, ou o nome cientifico "transfiguração"


> ESPÉCIES:


Vramisco: Eles são uma espécie diferente, se transformam através do sangue da espécie e tem características parecidas com vampiros, porém, conseguem dormir, mas não precisam necessariamente dormir como os humanos e não tem mudança na cor dos olhos.


Ponto Fraco: A Verbena é uma das fraquezas deles, além do sol.


Vampiros: (Conhecidos pelos Quilten como sugadores) São criaturas imortais que sobrevivem de sangue...seja de humanos ou animais.

Os vampiros são uma das raças sobrenaturais mais antigas que se tenha conhecimento. Ocorrem alterações na cor dos olhos dependendo da sua dieta e sentimentos, tem aparência física muito pálido e forte como mármore "aspectos aperfeiçoados na transformação" assim como olfato e audição, porém, são incapazes de produzir lágrimas. Produzem veneno nas presas e para não ocorrer de transformar alguém o vampiro deve passar a língua com a saliva no local onde a vítima foi mordido, porém, se deixar aberta a ferida o veneno acaba entrando na corrente sanguínea do humano.


Ponto fraco: Ficar por um longo tempo sem beber sangue "seja humano ou animal" acabam fisicamente e mentalmente enfraquecidos, o quanto mais se abstém de sangue, podem provável afeta seu raciocínio e faculdades mentais até perderem o controle e se alimentarem descontroladamente. Outro ponto é o sol que em contato com a pele do vampiro(a) causa queimação junto de uma agonia dolorosa, mas quando se afasta "dependendo da sua dieta de sangue" volta ao tom normalmente no processo de cura instantâneo.


Obs: A menos que o céu esteja nublado, qualquer espécie que tenha ponto fraco com a exposição à luz solar direta deveria evitar estar em público, de modo a não ser visto por seres humanos.


Dampiro: Vem do termo eslavo dhampir, derivado do albanês vamp, são uma espécie que se divide, depende do tipo de sangue que se alimentem. Caso tomem apenas sangue animal - Pode ser ingerido também a carne do mesmo para fortalecer a alimentação para obterem força e habilidades com o dos vampiros, porém, andam somente à noite, pois a luz do som pode os queimar e somente sobrevivem se possuírem o veneno daquele que o transformou. Quanto aos que se alimentam de sangue humano - Se tornam fortes e podem matar melhor que qualquer outra espécie, porém a luz do sol os afetam igual os vampiros.


Transformo: Quando os meninos da linhagem sanguínea da tribo Quilten atinge a puberdade, podem se transformar em lobo.


Híbridos: Segundo folclore e lendas, é um híbrido de vampiro com humano. Algo que é especificamente proibido. O processo gestacional é diferente do humano que antes do bebê se forma, acaba morrendo os dois, pois, as chances de sobrevivência é nula.


Mestiços: Algo raro e de pouco conhecimento, é um ser gerado de duas espécies diferentes. Algo que de acordo com a lei sobrenatural, uma evolução que não deve existir.


Intespecies: São relacionamentos de diferentes raças. Apesar de não ser proibido espécies como vampiros, vramisco e Dampiro se relacionarem, ainda são considerados uma mistura sobrenatural anormal.


IMORTAIS


"Fazemos um plano e o destino cria outro, mesmo que seja cruel..."


Atenção!!


Este livro é uma obra fictícia, nomes, personagens, lugares e acontecimentos são produtos da imaginação e criação da autora. Qualquer detalhe ou semelhança com nomes, datas e lugares são meramente coincidências.
Contém um universo extenso sobre raças distintas
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CAPITULO 01


Giovanna Glibert


Séculos se passaram enquanto, continuo igual e o motivo disso que é sou uma vampira, isso mesmo... um pura imortalidade. Como virei vampira? É uma longa história e vamos relembrar... Estava completando 19 anos na época e sempre era muito cortejada pelos rapazes que queriam se casar comigo, mas sempre rejeitei, pois, me considerava jovem demais para um compromisso como o casamento — Mesmo que se casar cedo fosse algo comum naquele tempo e ficava aliviada por meus pais não forcarem um noivado.

No século em que nasci era considerado primordial ter uma "beleza ideal" perante a comunidade ou " beleza rara" que era apreciada por ser única e pelo jeito tinha esse requisito na parte de raridade. Uma jovem, bonita de cabelos cacheados num tom avermelhados "um traço capilar único que não herdei da minha família" era alta e magra, pele branca como leite ou melhor dizendo branca por falta de sol e olhos azuis.

Deixemos esse assunto de lado, pois, algo acabou acontecendo na cidade, chegou na cidade um cavalheiro chamado Jamie, fazendo com que boatos e fofocas surgirem sobre esse homem, mas de alguma forma, algo nele era estranho, mesmo que não soubesse o que poderia ser, sentia que às vezes que ele me via, aproveitava para jogava um flerte ou cantada e diferente dos outros garotos, não queria chama a tenção desse homem misterioso, porém, acabei descobrindo algo muito pior sobre o desconhecido.

Estava indo comemorar meu aniversário com alguns amigos e resolvi ir por um caminho mais rápido, perto de um beco escuro e foi quando ouvir um barulho, acabei fazendo a pior besteira da minha vida e entre naquele lugar escuro e imundo, mesmo com a pouca luz pude vê um rapaz abaixado em cima de uma mulher caída toda ensanguentada no chão, foi quando identifiquei o homem como sendo Jamie que se levantou sujo de sangue e o mesmo percebeu minha presença. Olhava a cena horrorizada e como acabou acontecendo fui transformada em vampira e depois de longos dias torturantes despertei. Isso aconteceu pelo veneno que temos nas presas que pode tanta matar quanto transformar, como foi o meu caso, ele sugou todo o sangue da pobre mulher a matando, quanto a mim... bem, o mesmo não teve a chance de terminar e ainda por cima deixou a ferida aberta contaminada com o seu veneno que entrou na minha corrente sanguínea e pronto! Nesse processo de transformação acabei fugindo desesperada com medo de ser descoberta.

Depois daquilo nunca mais vi o desgraçado e passei anos aprendendo a controlar minha sede, sabia que era capaz de muita coisa, já que matei muitos humanos antes de ter o controle por sangue humano. Apesar da vida solitária, conheci muitos lugares, mais sempre mantinha discreta para não chama atenção, com o tempo descobri ter o dom que tem o nome técnico de "imunização" que chamo de bloqueio e foi por isso Jamie não conseguiu me afetar da mesma forma que fazia com as mulheres da minha cidade, pois, ele tem o dom da hipnose e parece que mesmo humana já possuía o bloqueio que conseguiu me proteger, assim como continua fazendo com tantos outros dons tanto físico, psíquico ou mental — Dediquei longos anos a redescobrir mais sobre meu poder e sobre o mundo a qual agora pertencia.

Suspirei melancólica...relembra essas histórias, fizeram eu perceber que ao longo do tempo as lembranças humanas ficariam esquecidas por mim, fazia um esforço tremendo para não esquecer meus pais, temia que a cada dia o rosto deles sumia da minha memória e foi nessa nostalgia que tomei a decisão de volta ao lugar onde tudo começou.

No impulso da minha escolha comprei passagens online para Fargo que está localizado em Dakota do Norte e agora estava em Boston uma cidade pacata que sempre estava em contaste camadas de chuva e após resolver tudo com locação do pagamento do apartamento onde estava, fui organizar minhas poucas malas indo em direção ao aeroporto.

Como o voo que até que estava vazio com duração de 5h 29 min, mesmo com paradas, fiquei alivia quando agucei minha audição e ouvi as aeromoças falado que estávamos chegando, depois de todo o processo para autorização, os passageiros puderam enfim sair do avião, fui até o demarque para pegar minhas malas e mesmo dizendo que não precisava tive ajuda de um rapaz que tentou jogar charme para cima de mim e acabei tirado meu óculos escuro e o olhei de uma forma que fez o mesmo sair correndo para longe de mim — Deveria agradecer por isso; parei fora do aeroporto para pegar um táxi e pedi ao motorista para me deixar numa pousada.

O carro começou o trajeto e meus olhos se iluminaram, pois Fargo era considerada a cidade mais populosa do estado de Dakota do norte, mas agora parecia estava diferente, bem mais estruturada e movimentada, o clima continua o mesmo...úmido e continental, visto que está localizado nas grandes planícies. Com minha visão melhorada de vampira, era como se tudo tivesse mudado, mais ainda continua sendo de alguma forma igual, tantas lembranças que tive dessa cidade que nem se parecia com o que via diante de mim — Pude comprovar então que a cidade se desenvolveu enquanto me mantive com a mesma cara de 19 anos; balanço a cabeça afastando meus pensamentos, quando vejo uma pousada que tinha uma entrada organizada.

O taxista parou, ajudando a descer as malas, o paguei afastando quando levantei com facilidade as malas entrando na recepção e nesse momento se aproximou um rapaz com um sorrindo malicioso, era difícil não revirar os olhos "humanos", uso muito essa expressão, diante da reação dos homens.

— Gostaria de um quarto — Peço quando ele voltou a si, ainda bem...estava acreditando que teria que assustar o garoto.

— Claro...Senhorita — Fala o rapaz olhando para mim, tentando evitar ficar babando, literalmente.

— Glibert

— Sim, caso não tiver fazendo nada e quiser companhia lembre-se de mim — Falou tentando soar com segundas intensões, dando uma vontade enorme de cai na risada, mais contive, logo veio uma garota que olhava brava para o mesmo.

— Nico, seu pervertido pode sair, eu mostro o quarto — Disse nervosa e o garoto conseguiu escapar dela, dou um riso de leve, ele parecia com uma criança que aprontava para depois fugir com medo da bronca.

— Desculpe pelo meu irmão, ele sempre faz isso — Comenta sorrindo.

— Então, deve estar querendo um quarto.

— Sim, por favor.

— Muito bem! Venha, vou te mostrar, antes preciso que preencha uns papeis — Falou a garota e a segui, depois de tudo resolvido, fui acompanhada até o quarto de número11.

— Não preciso de ajuda...obrigada - Falo educada, já que a mesma se ofereceu para ajudar. De certa forma diferente de alguns outros que apenas via isso como um modo de se aproximarem de mim; grande erro.

Puxei minhas malas para colocar num canto do quarto e fiquei um tempo olhando o local que era simples mais confortável, decidi não desfazer minhas malas, pois, não sei ao certo quando tempo vou ficar na cidade. Estava pensando se deveria mesmo voltar ao colégio onde estudei para poder rever novamente - Apenas curiosidade; deixo tudo como estava, resolvendo tomar um banho e como somente irei ao colégio amanhã, pretendo ir no cemitério para vê meus pais, deixo de pesar isso e deito minha mala para pegar um vestido preto, meia-calça da mesma cor e meus óculos pretos, pego o estojo de maquiagem passado algo mais leve, olhei no espelho passando os dedos em meus cabelos avermelhados. Desci tentando não chamar a atenção de ninguém para minha pessoa, como não tenho veículo fui correndo pela floresta e rapidamente chego na frente do cemitério de Fargo.

Como aprendi a ficar impecável "mesmo numa corrida sobrenatural" apenas precisei arrumei meu vestido um pouco e depois de pronta fui até a portaria identificando-me como uma visitante, antes comprei floresta que vendiam e entrei passando entres alguns túmulos tão antigos quanto eu — Era até irônico, devo ser mais velha que essas lapides; procurei e finalmente encontrei o túmulo dos meus pais, ajoelhei olhando a foto deles e algumas poucas imagens vieram pela minha mente.

Vampiros tem uma memória melhor que a dos humanos, porém, as memórias da sua humanidade não estavam vinculadas e com o tempo as memórias do seu tempo como mortal vão se apagando, o que deixava uma enorme triste dentro de mim e piorava por ter que conter o choro que estava guardado dentro de mim, limpo a poeira onde estava escrito "Melhores pais do mundo" Não tinha riqueza de detalhes de como morreram, o que no começo julgava ser melhor, colocava as flores que comprei para eles, quando na mesma hora, senti um cheiro que para os humanos passaria despercebido, contudo para mim não.

— Isso não é bom — Sussurro aguçando meu olfato, cheirando o ar e tive a certeza.

Era cheiro de vampiro, levantei olhando pelos lados, mas não consegui sentir mais nada, pelo que pude sentir não é conhecido, entretanto, ficarei em alerta e decido ir embora.

— Você poderia dizer se chegou alguém agora? — Perguntei ao porteiro com calma.

— Desculpa, mais não posso fornecer informações dos visitantes — Falou e fui para perto dele.

Fazia isso apenas em emergência e imagino que essa seja, faço o mesmo olhar em meus olhos e concentro minha visão o hipnotizando, não tinha o costume de usado, pois, todos sempre falavam por sentirem medo de mim.

— Então, alguém veio vê algum túmulo?

— Não — Murmurou com os olhos vidrados em mim, sem desviar para longe.

— Então, apenas eu passei pela portaria — Continuei argumentando.

— Sim, ninguém mais passou — Olhei pelos lados, cheirando em volta, isso comprova ter vampiro por perto.

Deixei o senhor voltar ao normal e quando isso acontecia as pessoas não se lembravam de nada, sai apresada, talvez consiga sentir melhor pela floresta, voltei a correr em modo automático, concentrada em tudo à minha volta e nenhum cheiro de vampiro se tornou presente. Quando cheguei perto da pousada, olhei pelos lados e como não vi ninguém, entrei apressada para meu quarto com maior parte do tempo com meus pensamentos longes que nem prestei atenção quando ouvindo uma batida na porta.

— Sim? — Perguntei ao garoto que se chamava Nico que olhava atento.

— O restaurante está aberto, caso esteja com fome.

'"No meu caso sede" — Somente de pensar deu uma sede enorme, ele ficou meio sem jeito de olhar nos meus olhos por medo ou deslumbre, por sorte não percebeu meus olhos escurecerem, decido afasta-lo de mim e despeço fechando a porta.

Termino o banho vestindo algo confortável para caçar, abro minha janela que dava para a floresta e saio sem falar com ninguém; não devo nada a esses humanos, pulo o mais silenciosa possível, levanto olhando pelos lados, desconfiada, logo comecei a correr na direção da floresta a procura de algum animal, passou-se uma hora quando terminei minha refeição, abaixo olhando meu reflexo na água.
"Por sorte, vampiros não são como Drácula que não tem reflexo" Molho minhas mãos passando pelo meu rosto e ajeito minhas roupas, saio andando tranquilamente como se tivesse fazendo um passeio, antes de subir as escadas para os quartos dou de cara com um garoto que parecia o mesmo que vi conversando com Nico quando o mesmo veio fazer o show dele de paquera.

— Ahh... boa noite Senhorita — Falou e pude senti seu nervosismo.

— Boa noite, com licença estou cansada e preciso dormir...tenho aula cedo — Murmuro o final dando uma desculpa esfarrapada.

— Mesmo? Você aparenta ser adulta para estar no colégio — Disse e reverei os olhos.

— Somente aparento — Falo voltando a andar indo em direção ao meu quarto, sem nada para fazer a essa hora do dia e isso era tão monótono.

Mais uma noite chegava e não poderia dormir e nem sonhar, pois, isso não faz mais parte da minha imortalidade.

Passei a noite toda olhando pela janela, deitada na cama - Era nessas horas que dormi cairia muito bem, pois, ficava com minha cabeça cheia que trabalhava sem parar e pensava em tantas coisas em simultâneo, mas enfim o amanheceu e estava nublado, decido ir direto para o banheiro e quando terminei escolho uma calça preta, blusa de manga na cor branca, bota e por último coloquei uma jaqueta preta por cima, pego o pente peteado meus cabelos, fico em frente ao espelho passando batom vermelho para combina com meu cabelo, alguns minutos depois de pronta, peguei minha bolsa, olho em volta conferindo e abro a porta do meu quarto, depois de trancada ando pelo corredor e quando ia sair tive o azar dar de cara com Nico.

— Bom dia, Senhorita Glibert - Disse sorrindo e o olho impassível.

— Bom dia e com licença — Antes de consegui sair ele continuou falando.

— Você já tomou café?

— Irei tomar depois... — Antes dele perguntar o motivo o interrompo.

— Vou em um lugar primeiro e depois tomo em algum lugar — Digo abrindo a porta para sair; mais que garoto curioso, isso seria algum mal dos jovens?

Olhei pelos lados e soltei a respirando mesmo sem precisa respirar, começo a andar pelas ruas atrás de alguma locadora de carros ou compradora, parei numa vitrine olhando e vejo um carro que chamou minha atenção, era uma Ferrari preta muito linda, entrei interessada.

— Quero comprar a Ferrari preta — Comento sorrindo, o vendedor olhou-me assustado.

Pelo que parece ele era o único em exposição e estava apenas ali para chama a atenção, pois, o seu valor era exorbitante.

— Entendo, quero comprar o carro e leva-lo agora — Ele tentou dizer que não podia levar no mesmo dia e olhei para o sujeito fechando a cara, mostrei meu cartão dourado, coloco na mão do vendedor que parecia meio paralisado, chamei a atenção de volta e que voltou ao seu estado normal.


{•••}


Quando tudo foi resolvido, sai do local com meu carro novo, olhava pelos lados e pude vê finalmente o colégio, nem parecia o mesmo lugar, pois, não tinha muro nem era cercado, apenas vi uma placa enorme com "Fargo School" com o assustador de humanos amontoados pelo estacionamento, entrei achando uma vaga, pego minha bolsa no banco, enquanto criava animo para sair e não deu outra todos estavam olhavam para mim.

Dava para ouvi tudo o que diziam, mais prefiro não da muito atenção enquanto, passava no meio deles, ouvindo seus sussurros. Nessas horas, odiava minha super audição por conseguir ouvi tudo ao meu redor; apesar de lidar melhor com isso do que antes, viro observando que tinha um volvo prata estacionado, um dos únicos carros bacanas nesse estacionado; pelo menos alguém tinha bom gosto nesse lugar.

Depois disso, passei para a secretária e observo a senhora do outro lado que precisou colocar o óculo, olhou assustada e abaixou a cabeça, era um ato normal pelo menos na frente do predador, sorte dos humanos eu não bebe sangue humano a muito tempo.

— Sou Giovanna Glibert, aluna nova — Falei aproximando do balcão e tirei meu óculos escuro.

— Ah! Entendo...Senhorita Glibert — Falou pegando alguns papeis e entregou.

— Espero que goste de Fargo, querida — Comentou por educação e sorri de leve, por ela tentar, mesmo estando com muito medo.

— Obrigada — Disse e nem imaginava que já morei aqui a décadas.

Fecho a porta e vou andando pelos corredores, entro na primeira sala e olhei pelos lados procurando sentar no fundo, coloquei o óculo escuro e pus uma música no fone para acalmar. Assim começou a aula e os alunos do sexo masculino tiveram que olhar para frente, além desse episódio, as outras aulas correram normalmente e até tinha esquecido como poderiam ser monótona— Olha que quando humana era inteligente o suficiente, para acha-las entediantes.

Pensava nisso quando um cheiro chamou minha atenção, concentrei e era o mesmo cheiro dos vampiros no cemitério, eles estavam aqui no colégio. "Espero que não seja para fazer uma lanchinho"

Sei que estou perto, pois, posso sentir melhor o cheiro de um deles e não deixo de perceber o quanto era maravilhoso, continuo andando, prestando bastante atenção a tudo ao meu redor, pronta para se algo acontecer.

Estava achando estranho vampiros entre humanos, isso era raridade, nunca tinha visto em todos esses séculos, apenas vi vampiros sanguinários, olhos vermelhos e sangue muito sangue.

7 de Setembro de 2021 às 17:00 0 Denunciar Insira Seguir história
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