brina Sabrina Leone

O quarto volume da saga de Riverwood promete muito mais mistérios do que os anteriores. Enquanto problemas do passado são solucionados, novos surgem para perturbar a inocente cidade de Riverwood. Melissa Parker, John Smith, Megan Walker, Jackson Hill, Anne Baskerville, Jessie Jones e seus amigos terão que enfrentar um último grande conflito antes de terminarem o ano.


Suspense/Mistério Todo o público.
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Tomando Um Rumo

PARA O FIM,
AGRADECIMENTOS:

Um enorme obrigada a todos da Universidade de Porto por fazer tanto, por demonstrar tanto interesse. Agradeço ao professor Josimar, cujo entusiasmo e generosidade me encorajaram desde o início. A Yaz, pelo apoio desde sempre. A Carlos Fortunato por me ajudar a fazer tudo isso decolar. Ao professor Santiago por sua confiança e esperança. O senhor é simplesmente um gênio!
Obrigada a cada pessoa que reserva um tempo para entrar no Universo Leone, isso é por vocês. Não há texto sem leitor, e eu não seria nada sem cada um de vocês.
E uma gratidão especial para quem não consigo pôr em palavras a confiança inabalável que depositam em mim; Alice Ferraz e Gabriel Silva. Obrigada por conversarem comigo sobre os personagens como se fossem pessoas de verdade, até que eu consiga entendê-los. Vocês me inspiram, me desafiam e me fazem escrever todos os dias. Meu coração é dividido igualmente entre ambos.










Após a temporada de caça na reserva florestal da família Baskerville, a semana seguinte passou como uma névoa. Melissa Parker, John Smith, Jackson Hill e Megan Walker passaram o máximo de tempo possível juntos. Era comum ver o quarteto dividindo uma mesa na Big Fun, ou caminhando pelas ruas, ainda mórbidas, de Riverwood. Tentando, a todo custo, ocupar a mente para que possam esquecer da jornada maligna que Hermione, agora em uma prisão federal, arquitetou. Milkshakes e hambúrgueres, no entanto, não eram o bastante para livrar o frio da floresta de suas almas. Tampouco retiravam os olhares petrificados das estátuas do cemitério de Houseville. E o gosto amargo dos cálices envenenados se recusava a deixar os lábios da nova e última geração do Clube da Meia-Noite.
Pouco a pouco, hora a hora, alguma semelhança com uma vida normal chegou. Não podiam dizer que não estavam arrasados ou amargurados, a cidade toda estava.
Os terrores da Fazenda não foram esquecidos, nas começaram a desaparecer. Magos e Fadas começou a se tornar título de lenda urbana. No segundo dia após a noite macabra, Howard Blackwood enterrou seu legado em uma lápide negra nos campos de Paths To Heaven. Allice e Melissa foram as únicas a comparecer no velório, e Melissa foi a única a chorar sua morte. No mesmo dia, Molly Parker voltou pra casa e confessou seu envolvimento com Magos e Fadas, alegando ter sido manipulada pela emoção da partida. Ela foi novamente internada, mas, desta vez, no Instituto Venture, onde um dia fora o lar de Anne Blackwood. E por falar na psicopata de Riverwood, ela também foi enterrada. E pelos seus esforços, como uma última saída para sua redenção, seu velório foi assistido pelos jovens que ela ajudou a salvar.
Com a alta quantia que Hermione pagou por Melissa Parker, Jessie Jones e Anne Baskerville, Tiffany O'Brian conseguiu desaparecer de Riverwood. E, embora Edward West tenha falhado em sua investigação, saber que ela poderia nunca mais voltar para sua cidade trazia paz para seu peito.
Sete dias depois, quando o gramado do campo de futebol de River Hight era preparado para a nova temporada, o piso era encerado, e cartazes eram pendurados para o dia da formatura. Riverwood ficou tranquila. Tão silenciosa, tão amistosa, tão inocente que não parecia a mesma cidade. Os moradores acenavam uns para os outros, como se partilhassem da mesma perda e fizessem para o próximo o que gostariam que fizessem para si mesmo. Gentileza. Riverwood baseou-se em gentileza.
A paz que se respirava era tão grande que John Smith pôde, enfim, escrever de novo.
-É linda, John- elogiou Melissa, com as folhas impressas em mãos.
Em seu antigo quarto cor de rosa, ela sentava-se de frente para John em sua cama. Ele estava esperando, ansiosamente, pela opinião dela após a leitura de seu mais novo conto.
-É uma história muito boa mesmo- continuou Melissa, botando um vasto e contente sorriso nele.
-É sério?- questionou ele -Acha que vale a pena inscrevê-la no concurso?
-Eu acho que ela vai fazer você ganhar o concurso- assentiu ela.
Como prova de sua alegria, John a beijou. Melissa removeu as mãos de seus pés cobertos por uma meia azul, e levou até o maxilar dele, sentindo a textura de seu rosto.
-Eu te amo- disseram ambos ao mesmo tempo.
No Silent Castle, Megan Walker sobrepôs sua cabeça sob o tórax de Jackson Hill. Debaixo de cobertas de seda, ambos estavam desprovidos de qualquer vestimenta e possuíam a mesma preguiça para levantar da cama.
-Podemos ficar aqui pra sempre?- clamou Megan, cobrindo seus seios com o cobertor vinho.
-Bem que eu queria- sorriu Jackson, acariciando o cabelo negro dela -Mas eu fiquei de ajudar o meu pai. E a licença que a diretora Hopkins nos deu acaba hoje, então...
-O dever nos chama- completou ela, espreguiçando-se -Mas- ela eleva o tom ao olhá-lo nos olhos -Se não podemos mais um dia, que tal só mais uma hora?
-Eu acho uma ótima ideia...- assentiu ele, beijando-a intensamente.
Em Thistlestone, assim que abria os olhos, Jessie avistou Anne. Ela estava terminando de se arrumar em frente ao espelho, abotoando sua saia de couro vermelha.
-Bom dia, amor- desejou Jessie, sentando-se na cama e notando uma bandeja de café da manhã num carrinho ao lado.
-Bom dia, princesa- desejou Anne com um largo sorriso -Que bom que acordou, minha rainha. Temos muito o que fazer
-Temos, é?- indagou Jessie, tomada por uma grande preguiça.
-É claro- insistiu a Baskerville, vendo-a comer uma das torradas -Faltam exatamente 21 dias até a formatura e eu nem sei o que usar. Temos que ver nossas roupas, o carro, a maquiagem, as jóias, o perfume, as flores, o fotógrafo, o álbum. Sem contar, é claro, que como presidente estudantil e líder da comissão de eventos de River Hight, tem muita coisa ainda pra resolver
Enquanto a ruiva listava os afazeres, Jessie riu minimamente com a pressa de Anne.
-Se você diz- Jessie terminou sua torrada e pegou uma xícara de café -Conte comigo, amor. Eu vou me arrumar e aí te ajudo no que precisar
-Ótimo- Anne deu-lhe um rápido selinho -Vou ler as fofocas do dia para a Vovó Mág e te espero lá embaixo
Radiante, a ruiva deixou desceu as escadas, deixando Jessie com um sorriso marcante em seu rosto.
Após um longo banho, Melissa desceu as escadas desenfreadamente. Ela usava sua manga-longa branca repleta de corações cor de rosa, uma calça jeans qualquer e seu tênis branco. Com o cabelo preso em um perfeito rabo-de-cavalo, ela chegou até a cozinha, onde Allice tomava seu café enquanto lia o jornal. Blath havia levado John para Battledawn há meia hora, e estava prestes a voltar para casa. Allice limpou os farelos da bolacha de água e sal de sua saia acinzentada e também ajeitou sua camiseta social branca.
-Você não deveria estar na escola?- perguntou Allice, vendo a filha correr com a mochila nas costas.
-Esqueci de colocar pra despertar- respondeu Melissa, apressada -Estou um pouco atrasada.
Melissa roubou uma maçã da fruteira e deu um beijo no rosto de sua mãe. Antes que pudesse tocar na porta vermelha, a mesma foi aberta por Blath, que acabara de chegar.
-Tchau, senhor Smith!- gritou Melissa ao bater a porta.
-Tchau- respondeu ele, achando graça em ver a garota correr com uma maçã na boca enquanto coloca seu fino casaco rosado.
-Está atrasada- informou Allice, vendo-o pendurar sua jaqueta de couro atrás da porta de entrada. Ele ajeitou sua camiseta xadrez, cuja os últimos três botões estavam soltos, e levantou suas calças jeans surradas.
-A Kelly já foi pra escola?- perguntou Blath, se aproximando.
-Já- assentiu ela, levantando-se da mesa da cozinha -As crianças estão na escola, e eu ainda tenho meia hora até encontrar meu irmão no novo escritório dele
-E o que você pretende fazer para matar esse tempo?- perguntou Blath, seguindo-a com um sorriso malicioso.
Allice lançou uma risada contagiante para ele. Alegre, ela removeu seus saltos e correu pela pequena escada até seu quarto, onde Blath a alcançou rapidamente.
Em River Hight, Melissa enfrentou os corredores vazios da escola. Ela passou pelos incontáveis cartazes de formatura, e pelos armários nas paredes. Antes que vire no salão central, Parker se surpreendeu e ficou aliviada ao ver que não era a única a se atrasar: Megan e Jackson também estavam fora das salas.
-Mel- Megan abriu um largo sorriso ao recebê-la -Você também?
-Esqueci que nossa licença expirava hoje- alegou Melissa, fazendo-a rir.
-Gente, é melhor irmos para a sala logo- disse Jackson, preocupado -Nós estamos muito...
-Atrasados- uma voz masculina veio do final do corredor.
Assustados, o trio se virou e avistou um homem ao final do corredor. O homem de terno cinzento era pouco menor que Jackson, e um pouco maior que Megan e Melissa. Ele usava profundas lentes na armação negra se seus óculos. Com pouco cabelo castanho ao redor da cabeça, se aproximava de cara fechada. Existia um certo bronzeado natural no homenzinho de escritório.
-Não pensem que, por faltar menos de um mês para o fim do ano, podem fazer o que quiserem!- exclamou ele, marchando em direção aos três -Atrasos não serão tolerados!
-E o senhor seria...?- questionou Megan, intrigada por nunca vê-lo na escola.
-Eu, senhorita Walker- ele citara o nome dela somente para mostrar que os conheciam -, sou Baldric Cathloy. E sou o novo diretor de River Hight
-Vice- disse Charlotte Hopkins, do meio da escada.
Sendo iluminada pelos raios solares que entravam pela janela, Charlotte tomava uma pose exemplar na escadaria. Ela deu uma profunda tragada em seu cigarro, que estava bem preso ao seu anel dourado, e se aproximou dos jovens. Em um tailleur roxo, contendo algumas jóias no pescoço e pulso, ela fizera o som de seus saltos serem os únicos ouvidos pelo salão.
-Vice-diretor, senhor Cathloy- corrigiu ela, ao chegar ainda mais perto -O que sugere uma colocação abaixo do que está empenhando
-Sim, diretora Hopkins- assentiu ele, ajeitando suas lentes.
-Esses alunos passaram pelo impensável- Charlotte os defendeu, colocando sorrisos tranquilizantes em seus alunos -Dê a eles uma colher de chá
-Sim, diretora Hopkins- Baldric Cathloy abaixou a cabeça e pediu licença para se afastar.
-Obrigada por isso, diretora- agradeceu Melissa, assim que Baldric virou à esquerda no corredor.
-Agora, chega de pompa e circunstância- respondeu Charlotte, recompondo-se -Os três. Para a sala. Imediatamente
Na sala de aula, entraram e logo tomaram seus lugares de costume. Megan pegou o terceiro lugar na última fileira da janela. Melissa pegou o segundo, ao lado direito de Megan e Jackson sentou-se atrás de Parker. O professor Coleman os viu, mas não lhes deu atenção pelo atraso e continuou escrevendo seu texto na lousa.
-Dá pra acreditar?- perguntou Megan, em baixo tom de voz enquanto abria seu caderno e começava a cópia -Em menos de um mês a vida que conhecemos vai mudar completamente
-Considerando que nossa vida foi resumida à desafios insanos- citou Melissa -, acho que isso é uma coisa boa
-É- concordou Jackson, rindo -Eu não quero nem pensar nessas coisas
-Concordo- disse Megan -Mas estava falando da escola. Essas coisinhas de atrasos, cantina e nossos armários coladinhos. Tudo isso vai acabar
-É, mas vamos continuar nos falando- respondeu Melissa, apressando sua escrita ao ver o professor pegar o apagador -Não é, gente?
-É claro- garantiu Megan, tirando uma foto da lousa com seu celular para que possa copiar a matéria mais tranquilamente -Sempre haverá uma mesa na Big Fun para nós
-Nossa- Jackson soltou um pequeno sorriso ao encarar o vazio -A vida passa tão rápido, não é? E a gente nem para pra aproveitar ela direito
Os três pararam para refletir por um momento. De fato não obtiveram sossego neste ano. Conflitos atrás de conflitos, sem que pudessem ter tempo para assimilar os acontecimentos. Os três sentiam que perderam um ano de suas vidas. O último ano do ensino médio fora totalmente desperdiçado.
No terceiro horário, a sala do de Baldric Cathloy foi invadida por Anne Baskerville e Jessie Jones. Elas traziam consigo uma pequena cesta repleta de doces, que logo foi colocada sobre sua mesa. Baldric as observou com os óculos caídos na ponta de seu nariz. Elas se sentaram nas cadeiras em sua frente, obrigando-o a fechar o dossiê que escrevia. Tomando sua postura rígida, ele uniu os dedos de sua mão no meio de sua mesa e observou confuso o vasto sorriso branco contornado pelos lábios vermelhos de Anne.
-Eu posso ajudar?- questionou ele, após notar que elas não diriam nada se ele mesmo não as perguntasse.
-Queremos dar as boas vindas para River Hight- informou Anne, apoiando suas mãos sob seu joelho acima de suas pernas cruzadas -Eu sou Anne Baskerville, e provavelmente já ouviu falar de mim. Eu, como líder estudantil e Jessie Jones- ela agarra a mão da namorada ao lado -, como minha primeira dama, queremos ser as primeiras a lhe receber
-Muito obrigado, meninas- assentiu ele, sem emoção, observando os chocolates na cestinha ao lado -Eu queria mesmo falar com vocês. São da comissão de formatura, estou certo?
-É claro- respondeu a ruiva -Estamos correndo contra o tempo para promover a melhor festa que River Hight já deu
-Sim, sobre a festa- ele se inclinou, ajeitando seu paletó -Não vai ter
Jessie olhou diretamente para Anne. A ruiva ainda mantinha a mesma postura com a qual chegou. Sua cabeça, levemente inclinada para a direita, permanecia com um cintilante sorriso e seus olhos ainda estavam bem abertos. Anne parecia ter se desligado do mundo, pois ficou imóvel por meio segundo até que um leve tremor ocorreu em sua pálpebra esquerda, trazendo-a de volta.
-Como é que é?- questionou Anne, incerta do que ouvira.
-Não vai ter festividades, senhorita Baskerville- esclareceu o vice-diretor -Vocês receberão o diploma e acabou. O salão não vai sustentar uma festa. Nada de vestidos extravagantes, nem comes e bebes. E, sinceramente- ele soltou um pequeno riso de descaso -, sem aquelas músicas que vocês jovens gostam
-E por que não?- indagou Anne, arqueando a sobrancelha esquerda.
-Porque houve um ataque no último evento de River Hight. Um aluno morreu- argumentou ele -Decidimos cancelar os eventos por hora, e isso inclui a festa de formatura de vocês
-Está certo disso?- perguntou ela, levantando-se ao mesmo tempo em que Jessie.
-Estou- afirmou ele.
Anne jogou seus cabelos ardentes ao ar e saiu pisando firme no chão. Jessie, silenciosamente, recolheu a cesta de doces que trouxeram a ele e seguiu a namorada pelo corredor.
No intervalo, Megan, Jackson e Melissa dividiam uma mesa no refeitório quando Steve Daves se aproximou com sua bandeja.
-Oi, gente- disse ele, um tanto quanto tímido -Eu só queria pedir desculpas... Pelas minhas atitudes quando estava sob o feitiço da Tiffany
-Steve, fica tranquilo- respondeu Megan -É sério, nós entendemos
-É, Steve, relaxa- disse Melissa -O meu tio, Edward, comprovou que a senhora O'Brian drogava vocês. Ela queimava aquelas drogas psicodélicas e fazia o efeito delas se espalhar pelo ar usando os ductos do aquecedor
-E nas comidas- lembrou Jackson -Não se esqueça que ela também colocava as drogas na comida
-É, isso também- assentiu Melissa -Então, tudo bem, Steve. Não guardamos mágoa
-Que bom- ele suspirou aliviado -Nessa última semana, passei os dias fazendo mudanças internas. A Fazenda foi o único lugar onde eu não me senti deslocado, sabem?- questionou ele e os viu assentir -Mas percebi que não preciso de uma lobotomia pra me sentir bem comigo mesmo
-É isso aí- concordou Megan, sorridente -Vem, senta com a gente
Ele deu a volta e sentou-se ao lado de Melissa, ficando cara a cara com Jackson Hill.
-Então- Steve limpou a garganta -Já sabem o que vão fazer depois da escola? Quer dizer, é óbvio que a Megan vai continuar gerenciando a Big Fun e a exportação do Corvo Ruivo, mas e vocês dois? Alguma ideia?
Melissa olhou diretamente para Jackson, que partilhou do mesmo olhar vazio que o dela. Ela exprimiu um sorriso seco, sem mostrar os dentes. Sem resposta, ela apenas assentiu e Jackson voltou a mexer em sua comida. A pergunta de Steve ficara presa na mente de ambos pelo resto do período. Por vezes, tanto Melissa quanto Jackson, se encontravam parados olhando para o nada e pensando no que fariam de suas vidas dentro de um mês. E, no final das aulas, a indagação não abandonara suas cabeças, mesmo quando Jackson encontrou com seu pai no campo de obras para ajudá-lo a carregar um caminhão com areia.
-Hey, pai- chamou Jackson, removendo o suor de sua testa ao fazer uma pausa -Posso conversar com você?
-Claro- Harvey fincou a pá na areia branca e, ofegante, encarou o filho.
-Sempre soube o que queria fazer?- perguntou Jackson -Quer dizer, sempre quis trabalhar na construtora?
-Não, filho- Harvey se aproximou de Jackson. Ambos estavam pingando suor debaixo daquele sol sem misericórdia -Acredite se quiser, mas quando eu tinha a sua idade, eu queria ser um astro do rock- contou ele, rindo de si mesmo junto com o filho.
-É sério, pai?- desacreditou Jackson, rindo.
-É sério. Mas eu não queria deixar Riverwood, então não daria certo de qualquer jeito- contou ele, deixando um sorriso nostálgico escapar ao acessar suas memórias -E aí o seu avô morreu e eu tive que tomar certas decisões. Por quê?
-É que eu ainda não sei que rumo tomar- alegou Jackson, pensativo.
-É normal não saber, filho- assentiu ele -Um conselho que vou te dar é: explore todas as possibilidades possíveis. Eu queria te ver ir pra uma faculdade, fazer um curso de administração e depois voltar pra construtora. Não para trabalhar para mim, mas comigo. Só que não se trata do que eu quero, filho. E sim do que você quer. Eu não quero que siga meus passos, quero que faça seu próprio caminho- aconselhou Harvey, pondo-o para refletir -Então, explore, Jack. Explore a administração, explore o box. Não que eu goste de ver meu filho apanhando- riu ele, removendo risos do garoto também -, mas se realmente gosta disso, então vai fundo. Também é muito bom no futebol, quem sabe eles te consigam uma bolsa? E tem o exército, que possui mais responsabilidade, mas também te dá uma grana extra. O Major Sholto gostou de você. Filho, são tantas possibilidades... Independe de que caminho tomar, saiba que estarei aqui pra te apoiar em qualquer decisão da sua vida
-Valeu, pai- agradeceu Jackson.
Sem mais palavras para expressar o tamanho da leveza que sentiu após a conversa com seu pai, Jackson apenas sorriu para ele e agradeceu por ter um pai tão incrível como Harvey Hill. Ambos voltaram ao trabalho, deixando de lado as emoções e focando mais no trabalho braçal.
Ao abrir a porta vermelha de sua casa, Melissa encontrou Edward West conversando com sua mãe na sala de estar. Ambos tomavam café e liam algumas folhas avulsas de uns arquivos jogados sobre a mesinha de centro.
-Já de volta, Mel?- disse Allice, olhando para o relógio de parede para comprovar a hora.
-Já- respondeu Melissa, correndo os olhos pela papelada em sua sala -E já vou sair- informou ela, soltando sua mochila no sofá -Eu vou encontrar com o John em Battledawn
-Tudo bem- assentiu Allice, tomando um pouco mais de seu café.
-Isso é sobre a senhora O'Brian?- Melissa não conteve sua curiosidade e perguntou.
-É sim- respondeu Edward -Estamos encerrando o caso. Todos os envolvidos foram presos, exceto a autora do crime
-Nem sinal dela, então?- perguntou Melissa.
-Não- Edward franziu o cenho, demonstrando sua insatisfação.
Ainda pensando na pergunta Steve, Melissa virou-se para seu tio antes de subir as escadas para um banho quente.
-Edy- chamou ela, atraindo não só a atenção dele, mas a de Allice também -Disse que eu tinha um "dom" para a carreira criminal- lembrou ela -Falou sério?
-Considerando o fato de ter prendido uma psicopata, pego um serial killer e ter desenrolado a teia de crimes de uma maníaca- listou ele, colocando um sorriso orgulhoso em mãe e filha -, acho que se sai acima da média, Melissa Parker
-Por que a pergunta, filha?- perguntou Allice.
-Porque... Talvez seja uma profissão para se seguir- sugeriu ela, pensativa -Afinal, que escolha eu tenho?
-Estamos com um programa novo- informou Edward, levantando-se do sofá -Para "agentes mirins". O FBI está oferecendo um programa de treinamento básico, e você está na idade certa. Estaria interessada?
-Acho que Riverwood já me promoveu um treinamento básico- brincou ela -Então, sim. Eu topo
-Ótimo- Edward abriu um largo sorriso -Falarei com os outros caras e te retorno
A noite trouxe consigo não só uma brisa refrescante após um dia ensolarado, como trouxe também Melissa Parker para Battledawn. Após subir as escadarias do castelo, e ser alvo de olhares atravessados dos alunos uniformizados, Melissa caminhou pelo corredor dos dormitórios com ímpeto. Ela sentia uma certa chama em seu peito. A cada passo dado, esse calor crescia mais. John, em sua escrivaninha, já esperava por sua chegada, e sentia-se eufórico pelos segundos passados. Como imãs, a atração entre eles era inevitável e, em um certo ponto, incontível.
Quando ela entrou em seu quarto, John não lhe dera tempo para sequer fechar a porta, e já a atacara com seu entusiasmo. Ele a levantou do chão ao pegá-la no colo, mergulhando seus lábios nos dela. Beijaram-se ferozmente, e John fechara a porta com seu pé. Sem desgrudar seus lábios molhados em movimentos frenéticos, ele a deitou em sua cama. Melissa esfregou suas mãos pelo tórax de John, sentindo leves arrepios a cada aperto que ele dava em seu quadril.
-John- disse ela, após o término de seus incontáveis beijos.
John Smith a observou deitada em sua cama. Ele estava com seu corpo sobre o dela, e passou a observar o quão belos eram os olhos dela. Ele já notara isso há muito tempo, mas nesta noite em especial, os olhos de Melissa ganharam um brilho especial.
-O que foi?- perguntou ele.
-Tem certeza disso?- perguntou Melissa, movendo seus olhos para a cama vazia do outro lado do quarto.
-Relaxa- respondeu John, envolvendo o cabelo dela em seus dedos -O Brad foi pra casa dele e só vai voltar amanhã cedo
Mais segura, Melissa o beijou. John esfregou seus lábios no pescoço dela, causando um intenso arrepio na garota. Ela se levantou empurrando-o com sua boca colada à dele. Melissa removeu sua camiseta, e ele fez o mesmo com ela. Desta vez, foi ela quem ficou por cima e o atacou ferozmente. Enquanto beijavam-se, as mãos de John deslizaram nas costas dela e soltaram seu sutiã. Os músculos dos braços dele circularam a cintura dela. Ele puxou ela até ele, e ela podia sentir a linha definida dos seus corpos se conectando, pernas se enrolando em pernas, quadris pressionados em quadris, peitos arfando em sincronia um com o outro. E então ele começou a beijá-la carinhosamente desta vez, fazendo sutis, adoráveis sons de selinhos no ouvido dela. E então longo e doce e ternamente ao longo da mandíbula dela e abaixando até o pescoço de Melissa, fazendo-a gemer e jogar sua cabeça para trás. Ele puxou firmemente no cabelo dela e ela abriu os olhos para vislumbrar, por um segundo, as primeiras estrelas aparecerem no céu da noite. Ela se sentiu mais perto do céu do que ela jamais sentiu antes. Finalmente, John voltou aos lábios dela, beijando-a com tanta intensidade, sugando os lábios inferiores dela, então esticando sua língua macia só até um pouco depois dos dentes dela. Melissa abriu a boca ainda mais, desesperada para deixar mais dele entrar, finalmente sem medo de mostrar o quanto ela ansiava por ele. Para empatar a força dos beijos dele com a dela.
Embora ambos estejam amando tal momento de ternura, seus corpos pediam por mais. E eles davam sutis sinais de que poderiam ir além um com o outro. Os fluidos corporais um do outro permitiam o avanço.

5 de Setembro de 2021 às 23:11 0 Denunciar Insira Seguir história
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