carllos-belmonte1630778469 Carllos Belmonte

O quê você faria se acordasse em um hospital, onde tudo é um desafio que se falhar, pagará com vida. Um grupo de sete pessoas acordam dentro de um hospital, ninguém sabe como chegou até ali, mas sabem que terão que lutar por suas vidas. Você terá que vencer cada desafio para encontrar a saída desse lugar macabro, cheio de criaturas saídas dos piores pesadelos possíveis. Você está preparado para fugir do Hospital Horror? Fuja ou morra tentando.


Horror Horror teen Todo o público.

#sobrenatural #terror #Horror #fantasmas # #entidades
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Parte 1

Parte 1


Suzana corre desesperada em direção a saída do Hospital Regional Santo Augustinho, ofegante, olhava para todos os lados, o local estava escuro, por este motivo, usava a visão noturna de uma câmera de vídeo que encontrou. Diminuiu o passo ao ouvir um ruído de ferro sendo arrastado pelo corredor à sua direita. Tentou controlar sua respiração, mas seus pulmões pediam desesperadamente por mais oxigênio, seu peito inflava a cada inspiração e sua blusa branca de alcinhas está colada em seu corpo por causa do suor.


Olhou para o corredor a direita e o ruído parou de repente, alguém ou alguma coisa, que Suzanna sabia bem o que era, começou a vir rapidamente em sua direção, ela correu soltando um gemido engasgado em direção à porta de saída, quanto mais corria mais a porta parecia se afastar e o som atrás de si se aproximava. O cansaço fazia seus músculos clamarem por um minuto de descanso, mas não há tempo para isso.

Suzanna olhou para trás quando percebeu que o som parou, nesse momento, só escutou as aceleradas batidas de seu próprio coração, novamente o som recomeçou, foi como se viesse de todos os corredores ao mesmo tempo. Então, no final do corredor, estava um homem, se é que aquilo poderia ser chamado assim, sua cabeça e de sua cintura para baixo são semelhantes aos de bode, em contraste com o restante que são humanos, ele a encarava e em sobressalto começou a correr em seu encalço. A garota correu até a porta e tentou abri-la, mas para seu desespero a porta estava trancada, forçou a maçaneta, mas nada aconteceu, tomou distância e se jogou contra a porta, foi uma má idéia, a dor em seu ombro direito surgiu para lhe provar isso. Seu rosto foi tomado por uma expressão de dor e medo, passou a mão no local para tentar aliviar a dor, então quando ela já estava quase sem esperanças algo estranho aconteceu, ouviu o som da risada de uma criança, uma luz surgiu e tomou a forma de uma menina que parece ter uns oito anos, a garota se agachou e entrou no duto de ventilação da parede esquerda que ficava próxima ao chão. Não pensou duas vezes e correu até a passagem, deu uma olhada para trás, a criatura híbrida de homem com bode estava a menos de cinco metros de distância. Rapidamente, Suzana entrou no duto de ventilação, a garota sumiu, o lugar estava escuro, úmido e com cheiro de mofo, um rato passou por cima de sua mão a fazendo dar um grito abafado, mordeu os lábios fechando os olhos.

Se arrastou pelo espaço cada vez mais apertado, parou ao perceber que no duto havia uma bifurcação, olhou para as duas direções, a câmera começou a falhar.


- Droga!


Deitou quieta, sem saber o que fazer, sem saber para onde ir, uma lágrima desceu pelo seu rosto, sendo seguida por outras e mais outras, seus olhos lentamente foram se fechando, até ouvir uma risada, abrindo olhos assustada, então aproximou o ouvido da passagem esquerda, a risada foi ficando cada vez mais distante, Suzana ficou de boizinho, virou a esquerda, então ela parou ao ouvir sons de ratos, muitos deles, uma grande massa escura se aproximou pelo corredor direito, se arrastou cada vez mais rápido, teias de aranha vão ficando presas por todo seu corpo, estava ofegante, ao sair do duto, suor escorre por seu rosto e pingou pelo seu queixo, a garota olhou ao redor e percebeu que estava em uma sala onde havia vários sacos plásticos pretos com corpos humanos dentro espalhados pelo chão, havia outros vazios, ela andou com cuidado para não esbarrar em nenhum, nesta sala a iluminação tênue tornou desnecessário o uso da sua câmera.

Suzanna levantou o olhar encarando um quadro preso a parede, nele havia um homem vestido com roupas de médico, ao seu lado estavam três enfermeiras, na mão direita o homem segurava um bisturi e na esquerda uma tesoura. O médico esboçava um sorriso alegre como se tivesse acabado de fazer algo extraordinário, as enfermeiras, com os rostos voltados para o chão, atrás deles havia uma maca na qual uma pessoa estava deitada, era possível somente ver os pés. Suzanna voltou a andar e esbarrou em um dos sacos, se afastou rapidamente dele, sentiu um arrepio subir por sua espinha, que aumentou ao ouvir um gemido vindo de dentro do saco, arregalou os olhos e caminhou a passos largos, os gemidos agora se transformaram em um pequeno balbuciar de palavras:


- Me Ajuda!


Estancou no mesmo momento, sua respiração ficou acelerada, sentiu o medo tomar conta de cada músculo de seu corpo, mas mesmo sabendo que o melhor seria correr o mais rápido possível dali, Suzanna se virou de frente para o saco, caminhou lentamente até o mesmo, se agacha ao seu lado, com a respiração pesada e as mãos trêmulas, pegou no zíper do saco e o abriu, revelando então, o rosto de um homem, seus olhos estavam fechados, cicatrizes formavam desenhos em sua face, ao ver essa cena Suzanna levou a mão esquerda à sua própria boca.

Decidiu abrir o saco por completo e assim o fez, neste momento o homem se sentou ainda de olhos fechados e ela o encarou.


- Você está bem? - Perguntou ela.


O homem desviou seu rosto para o outro lado e depois se voltou para ela.


- Eu... - começa a balançar a cabeça freneticamente, mas logo parou.


Suzanna se afastou temerosa e o homem a olhou novamente, então, abriu os olhos, mas não haviam globos oculares, apenas a cavidade orbital, paralisada de susto, Suzanna engoliu em seco, então, o homem por sua vez, começou a falar, com um macabro sorriso no rosto:


- Olá Suzana, como tem passado? Vamos brincar?


Assustada demais para falar, correr ou fazer qualquer coisa, Suzanna apenas respirou apressadamente olhando o homem, que, ainda sorrindo continuou falando:


- Como eu sei o seu nome? Eu sei o nome de todo mundo.


Era como se ele pudesse ler os pensamentos dela, já que a jovem apenas havia pensado em como era possível que ele soubesse seu nome.


- Ah, porque você está aqui? - colocou a mão direita no queixo, qual estava sem o dedo indicador e o polegar. - Hum - disse antes de começar a explicação - Bem, digamos que essa é sua segunda chance, seja bem vinda ao meu mundo - abriu os braços exibindo o local - hi hi hi, Se! Você conseguir sair viva daqui, o que eu acho que é uma coisa muito difícil de acontecer, mas se você conseguir. - gargalhou de forma medonha - Não, é sério eu acho que é impossível para você, porém se você provar que eu estou errado e conseguir escapar daqui então você poderá voltar para sua vidinha miserável de antes.


Suzanna ouviu em silêncio e tentou lembrar algo sobre sua vida passada, um esforço em vão, só conseguia lembrar de ter acordado neste lugar estranho.


- Bem eu tenho que ir, esse corpo já está no seu limite, sempre que eu incorporo neles eles morrem mais rápido.


Sangue começou a escorrer pelos seus olhos, orelhas e nariz.


- Até outra hora Ana - disse esboçando um último sorriso macabro.


A cabeça do homem girou, de forma que foi possível ver os músculos e os vasos sanguíneos se rompendo.


- Me ajuda - o homem ainda conseguiu falar antes de sua cabeça ser torcida completamente para trás.


Suzanna ainda esticou a mão, mas já é tarde de mais, o corpo do mesmo caiu já sem vida.


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4 de Setembro de 2021 às 22:52 0 Denunciar Insira Seguir história
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