hayesalex Alex Evans

Park Jimin, um jovem de boa vida em Seul, um dos caras mais populares em seu colégio além de ter uma família perfeita. Sem dúvidas, algo invejado por muita gente. Jeon Jungkook, um garoto de cidade pequena acostumado a viver reprimindo suas emoções e sentimentos para agradar quem quer que fosse, principalmente seus familiares. Um infeliz acontecimento acaba por juntá-los numa condição não muito favorável, no entanto, que muda a visão de mundo de ambos para o restante de suas vidas.


Fanfiction Bandas/Cantores Para maiores de 18 apenas.

#drama #jin #namjoon #fanfic #wattpad #bts #suga #yoongi #seokjin #hoseok #jhope #jungkook #jimin #taehyung #v #originais #sope #vhope #jikook #namjin #kookmin #taeyoonseok #taegi #j-hope #378 #258 #rm #lonely #flex #hobi #hayesalex
8
787 VISUALIZAÇÕES
Em progresso - Novo capítulo A cada 2 dias
tempo de leitura
AA Compartilhar

I

24/09/2018, 23:37 pm; Seoul, Coréia do Sul


— Viu aquela moreninha na arquibancada hoje? Cara, ela tava praticamente te comendo com os olhos! — Jimin ouviu enquanto vestia uma roupa confortável após mais um treino para a competição de natação que se aproximava.


— Ah, a Leia? É, ela disse que viria, não é surpresa — o loiro diz fechando o armário que utilizava, logo em seguida jogando sua bolsa por cima de seus ombros largos, carregando um sorriso despreocupado em seu rosto.


— Tá rolando algo entre vocês, né? Fala aí cara, nada vai sair daqui não — um de seus melhores amigos, Kim Taehyung, lhe empurra levemente pelo ombro, ambos caminhando em direção a saída do vestiário, seguida da saída do colégio.


— Não é nada sério, ela é legal e gostosa. Talvez role algo, quem sabe… — murmurou observando distraído a rua movimentada por diversos veículos, visto que o expediente de muitos costumava terminar nesse horário.


— Park Jimin finalmente se amarrando com alguém, essa eu quero ver — diz rindo levemente.


— Ei, não é como se eu fosse completamente sem coração! — Jimin retrucou, o empurrando com certa força.


— Cara, você rejeitou quatro garotas numa única festa simplesmente por não ir com a cara delas, sequer foi educado! — O ruivo diz alto se virando para ver a reação do menor, logo tomando certa distância por precaução.


— Ser direto é diferente de ser mal-educado! — Cruzou os braços virando o rosto emburrado — Você que é gentil demais com todo mundo, enganando eles… — murmurou baixo, quase que inaudível.


— Deveria tentar também algum dia, verá que não precisa enganar ninguém pra ser gentil — diz esticando os braços e alongando sua coluna, respirando fundo em seguida — bom, vai lá em casa amanhã?


— Acho que sim, se tudo der certo — o loiro responde analisando a rua em que se encontravam, agora deserta.


— Tá certo então, até amanhã, mande mensagem! — Diz alto se despedindo seguindo a rua do lado oposto ao que Jimin seguiria.


O menor apenas acena de volta confirmando e voltando a seguir seu caminho silenciosamente.


O que há para se dizer sobre Park Jimin?


Um garoto comum de dezesseis anos, cuja família possui uma excelente renda financeira, além de ter grande afinidade com esportes de todo tipo.


Um adolescente que ama escrever e se exercitar, porém que é constantemente pressionado pelos pais a assumir os negócios vindos de gerações e gerações em sua família.


Os Park têm certo reconhecimento na área da literatura, visto que desde muito tempo, todos trabalham com a escrita de diversos gêneros textuais, e cada um de seus trabalhos é muito bem conceituado no mundo a fora.


“Filhos são como conhecimento, sempre há alguma utilidade”, esse era o lema dos Park, visto que seguiam uma tradição onde o primogênito deveria trabalhar unicamente com literatura, enquanto os demais filhos deveriam estudar outras áreas juntamente a literatura, para que continuem o legado e auxiliem seus familiares com informações necessárias para a escrita de seus livros.


Talvez fosse algo irreal, principalmente se visto do ponto de vista daqueles que possuíam livre arbítrio para decidir seu próprio futuro.


Infelizmente, não era o caso de Jimin.


E ele detestava isso.


— Omma, estou em casa - anunciou assim que adentrou o lugar, estranhando o silêncio ensurdecedor da residência.


Caminhou pelos cômodos bem decorados, sem sinal de seus pais em qualquer lugar. Seguiu para seu quarto, onde encontrou um bilhete preso à porta quando abriu a mesma.


Melhore a gramática;

Aumente o vocabulário;

Diminua o tamanho dos versos;


Voltamos em dois dias.


Fechou a porta, amassou o pequeno papel e o jogou na cesta de lixo cheia de rascunhos ao lado de sua mesa de estudos. Seu local de trabalho.


Seu caderno de poemas estava aberto em cima de alguns papéis espalhados, sinal de que seus pais haviam, novamente, “conferido” os avanços daquele que consideravam seu filho prodígio, enquanto estava fora.


E como sempre, não era o suficiente.


Jogou a bolsa ao lado da cama, deitou-se sobre a mesma cobrindo o rosto com seu braço direito, sentindo a brisa gelada adentrar o cômodo pela janela aberta, balançando as cortinas brancas finas.


Bom, ao menos não teria problemas para sair no dia seguinte, além de ter paz, mesmo que por pouco tempo.


Cansaço, era o que sentia. Não apenas físico, mas psicológico.


Logo o sono chega forte, levando rapidamente sua consciência para algum lugar desconhecido até o dia seguinte.


25/09/2018, 04:25 am; Busan, Coréia do Sul


Jungkook abre os olhos, encarando o teto vazio sem um ponto fixo.


O vento frio da manhã soprava, balançando o filtro de sonhos pendurado por sua irmã na janela de seu quarto.


Se levanta, desligando o despertador que seria acionado dali algum tempo, indo em direção ao banheiro fazer sua higiene matinal.


Alguns minutos depois, desce para a cozinha na intenção de preparar o café da manhã de sua família, encontrando sua mãe bebendo água junto de alguns comprimidos.


Seu coração doía ao presenciar aquilo novamente, não que fosse algo novo, pois já era costume. Contudo, saber que sua progenitora continuava fazendo aquilo consigo mesma o machucava, mais do que ela imaginava.


— Bom dia, Omma… — murmurou fazendo uma curta reverência antes de começar a preparar a refeição de sua família.


Como esperado, sem resposta alguma, a matriarca subiu as escadas, adentrando seu quarto em seguida.


E naquele silêncio, Jungkook iniciou suas tarefas diárias, para depois ir à escola, em seguida para seu trabalho.


Afinal, não podia deixar sua família sozinha, precisava ser forte por eles.


Precisava cuidar deles, mesmo que eles não cuidassem de si.

2 de Setembro de 2021 às 04:24 2 Denunciar Insira Seguir história
2
Leia o próximo capítulo II

Comente algo

Publique!
Alexis Rodrigues Alexis Rodrigues
Olá, Alex! Meu nome é Alexis e eu faço parte do Time de Verificação e estou aqui para parabenizá-lo pela verificação da sua história! De cara, o que logo chamou minha atenção no seu texto é a história se iniciar direto no diálogo, o que é maravilhoso. São diálogos do cotidiano que já nos dão um vislumbre da personalidade dos personagens e é um ponto ótimo, já que ações dos personagens às vezes importa mais do que o que eles dizem (para si mesmos e para os outros). Outro ponto interessante da sua história é como é retratada a vida do personagem principal. Park Jimin nasceu em uma família privilegiada, e com isso seria automático para muitos leitores pensar que sua vida é fácil e já está no papo, mas logo vemos que não é bem assim. Nascido em uma família tradicionalista que atua na área literária, é esperado que ele siga os mesmos passos de seus pais, o que o deixa infeliz. Nada mais doloroso que ser incapaz de realizar seus sonhos, não é mesmo? O cansaço psicológico de Jimin parece incomodá-lo muito mais que o físico, o que é compreensível. Não somente isso, como o pobrezinho claramente tem pais emocionalmente distantes que o cobram bastante. A cena em que ele se depara com a mãe ingerindo comprimidos e sendo deixado num desconfortável silêncio quando ela ignora o seu ‘‘bom dia’’ certamente é dolorosa e é impossível não se padecer por ele. Park Jimin ganha nossa compaixão logo no primeiro capítulo. Sua narrativa é bem escrita e bem estruturada, sem erros de pontuação, acentuação ou gramática. O tamanho dos capítulos, com a duração da leitura sendo em média de cinco minutos, também torna sua fanfic mais dinâmica e mais leve na leitura. Parabéns pela verificação na plataforma e por sua escrita impecável! Espero que continue postando mais de seus textos por aqui ^.^ Até a próxima :3
~

Você está gostando da leitura?

Ei! Ainda faltam 13 capítulos restantes nesta história.
Para continuar lendo, por favor, faça login ou cadastre-se. É grátis!