magali-silva1617647561 Magali Rossito

Pedro decidiu abandonar a família quando conheceu Ana, uma jovem e bela viúva, filha de imigrantes italianos, no final do século XIX. Mas foram terríveis as consequências dessa escolha... Assim, Pedro e Ana voltam, na São Paulo da década de 1970, para viver o mesmo amor e cumprir o pacto de curar as feridas do passado.


Paranormal Lúcido Para maiores de 18 apenas.

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Capítulo I

O verão do ano de 1971 estava intenso , sufocante e fervilhante na grande metrópole São Paulo! O calor e o burburinho da grande cidade, tratava de aflorar os ânimos e os suores dos paulistanos.

Marcos Grassi era mais um cidadão comum, trabalhava no distrito policial do bairro República, em seu décimo ano de carreira na polícia civil, era investigador inteligente e muito perspicaz.

Com 35 anos de idade , um charmoso homem de olhos azuis, casado e pai de 2 meninos. Levava uma vida tranquila com a família numa casa na vila Maria, enfim, mais um trabalhador que andava apressado e absorto em seus próprios passos, cumprindo seus deveres.

Em sua rotina de investigação, dentro do fusca preto e branco da policia civil, ele e o colega faziam planos para o final de semana.

— Tô querendo descer a serra nessa folga, levar os meninos na praia. — comentou ele.

— É uma boa ideia porque esse calor tá de matar! Tomar umas cervejinhas e ficar olhando as garotas passando é bom.

— Até secou a garganta agora...

Após algumas piadas e risos , os parceiros que eram também amigos na vida privada, combinaram o final de semana na praia com as famílias.

Estavam investigando um caso de homicídio ocorrido num bairro nobre da cidade que aparentemente era latrocínio porém, Marcos não estava convencido disso. Buscava evidências que comprovassem uma segunda linha de investigação: crime de mando.

Foram ao velório da vítima, disfarçados de conhecidos , acreditavam piamente na frase que dizia: "O assassino sempre volta ao local do crime".
O homem era executivo da multinacional Siemens e trabalhava no escritório que ficava no edifício Andrauss , tinha 45 anos e estava em um segundo casamento com uma mulher bem mais jovem, após um divórcio litigioso. Fortes elementos para um possível crime de mando ou passional. Eles concentravam-se na movimentação, no entra e sai das pessoas, fisionomias, principalmente na viuvinha.

A jovem viúva empenhava-se em convencer que estava extremamente triste e suas atitudes, aos olhos do policial, mais pareciam um ato de peça teatral, exagerados demais.

"Essa viuvinha não me convence.", pensava ele, observando a cena "dramática", por baixo dos óculos escuros.

***

Na manhã quente de segunda-feira , foi ao centro da cidade, nos arredores do Andrauss, para dar sequência na investigação, o homem era bastante conhecido e querido por alí. Frequentador assíduo de cafés e restaurantes. Parou numa banca de jornais, por sorte, o proprietário conhecia bastante o morto e forneceu-lhe dicas valiosas.

Na calçada abarrotada de transeuntes, bem típico de um começo de semana na capital, Marcos de repente viu passar uma garota, apressadamente, preocupada com os minutos que o relógio marcava.

Era uma jovem mulher, beleza da qual atraiu totalmente a atenção do policial que imediatamente parou de folhear o jornal e ficou absorto, com o olhar perdido no andar cadenciado e rebolativo, elegante como o das manequins de passarela. Era difícil ver andando pela rua uma mulher de uma beleza tão marcante.

Era Mariana o nome dela. Mariana tinha pouco mais de 1,70 de puro encanto! Pele bronzeada que contrastava com os cabelos dourados e longos e grandes olhos verdes, luminosos como a luz solar!

Parecia aquelas moças que passavam a tarde inteira na praia, parafinando os cabelos, Mariana tinha um quê de garota do litoral. Lábios rosados em forma de coração faziam lembrar Brigitte Bardot.
Estava atrasada, a hora de entrada no trabalho aproximava-se e ela não gostava de se atrasar. Detestava chegar atarantada, sentia o suor brotar na face e ela odiava suar! O que mais prezava era sua boa aparência e apresentação, temia que o suor comprometesse o desempenho do seu delicioso perfume...

O policial, abismado, literalmente de queixo caído, observava o balançar dos cabelos e as mechas douradas que escapavam da presilha e teimavam em cair pelo rosto e grudar nos lábios, o arfar apreensivo e o andar apressado.

Entrou rapidamente no edifício e não percebeu o olhar atento e admirado do homem que, por sua vez, quase não acreditava em tanta beleza!

E rendido, deixou-se dominar por seu instinto masculino, aquele que todo homem sente quando vê uma mulher bonita e acende uma luz de alerta, se fazendo necessário lubrificar os lábios; desejou lascivamente aquela linda mulher...

3 de Setembro de 2021 às 18:07 0 Denunciar Insira Seguir história
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