brina Sabrina Leone

Após ingressar para Londres, o excêntrico detetive particular Sheldon Cooper se vê tentado a solucionar os mais intrincados casos criminais da Inglaterra. Juntamente com Rachel Gibson, uma engenheira química da Scotland Yard, Sheldon desenrola Londres com sua sagacidade anormal. Enquanto tenta desenvolver condutas sociais, o detetive trava uma batalha pesada contra seus vícios. Quando o que é mais valioso é posto a prova, Cooper se depara com seu mais caótico e estimulante Mestre dos Crimes


Suspense/Mistério Todo o público.
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O Ilustre Detetive


Foi no endereço 212M da rua Strand que o ilustre detetive particular Sheldon Cooper se hospedou na presença de sua adorável amiga Rachel Gibson. Ambos dividiam o mesmo apartamento e juntos desmembravam as teias dos mais memoráveis patifes da cidade problema que Londres se havia mostrando.
Foi no clima sereno do vento do Leste que Sheldon encontrou o que sempre procurava: Problemas. Ele queria trabalho, algo que o fizesse pensar. Estímulo de vida. E isso, Londres tinha de sobra.
—Então— começou Sheldon indo até a porta de entrada —O que temos para hoje?
Haviam dois homens bem vestidos na porta. Ambos de terno e gravata, perfeitamente higiênicos. Ambos pareciam ter pouquíssimos anos de diferença. Um deles era negro, careca e bem mais musculoso e um pouco mais alto que seu companheiro, que tinha um tom de pele parda e cabelos finos escuros.
Sheldon os encarou por pouco mais que 0.2 segundos e abriu a porta, lhes concedendo passagem. Eles se sentaram no sofá encostado na parede enquanto Sheldon sentava-se em sua poltrona negra de hábito, e Rachel vinha da cozinha com uma bandeja com uma garrafa e xícaras de café.
—Servidos?— perguntou Rachel, colocando a bandeja sobre a pequena mesa de madeira próximo aos cavalheiros.
—Obrigado— disse o mais alto, servindo-se de um pouco de café.
—Então...— Sheldon respirou fundo, encarando o céu cinza da cidade —O que os fez deixar o Palácio de Buckingham para adentrar no subúrbio caos do centro de Londres?
—Como sabe que viemos...— tentou o mais alto.
—É evidente— cortou Sheldon —Então, o que a sua empregadora quer comigo?

—Há uma semana, os cofres reais foram invadidos— começou o mais baixo —Roubaram os planos balísticos da embaixada, juntamente com alguns códigos nucleares... Estavam em um pendrive
—Não foi muito inteligente— comentou Rachel.
—Era apenas uma cópia, mas ainda sim os planos são verdadeiros— continuou o homem.
—Por que vieram até mim?— perguntou Sheldon seriamente.
—As pessoas não pedem sua ajuda?
—Não alguém com a marinha a sua disposição.
—Preferimos não colocar essas forças nesse tipo de situação.
—Não confia no seu próprio serviço secreto?
—Naturalmente que não. Eles investigam gente por dinheiro.
—... Como me conhecem?
—Inicialmente fomos até Abraham Addams, mas... Bom. Meus pêsames... No lugar, encontramos sua irmã, Stacy Addams. Ela nos informou sobre você. Fomos até sua antiga casa e Verônica Cooper ficou feliz em nos dizer que veio respirar os ares de Londres. Depois disso, te encontrar não foi difícil. O senhor acabou chamando atenção ao solucionar tantos casos criminais. É a pessoa ideal para esse deslize.
—Certo— ele juntos os dedos e somente agora os olhou —Suponho que tenham um suspeito.
—Sim. Na verdade é quase comprovado. Achamos que poderia ter sido uma mulher... Ela foi a única pessoa diferente ao entrar no Palácio e ter acesso a tantas áreas exclusivas da Coroa.
—Como ela teve esse acesso?
—Ela foi... Contrada pelo filho de minha empregadora para lhe proporcionar...— ele corou e suas mãos começaram a suar.
—Lhe proporcionar...?— insistiu Sheldon.
—Entreterimento... O que quase resultou no fim do casamento real.
—Que babado— comentou Rachel.
—A mulher contratada acabou tendo um caso... Com ambas as partes, separadamente é claro— continuou o homem —Após isso, ela sumiu sem deixar rastros e descobrimos a falta do pendrive.
—Então tem uma mulher com poderes nucleares à solta— disse Sheldon se levantando —Brilhante.
—Vai nos ajudar a encontrá-lá?— perguntou o homem enquanto se levantava com seu companheiro ao notar que Sheldon ia até a porta.
—Não— respondeu Sheldon simplesmente, abrindo a porta.
—O quê?— indagou um deles.
—Eu disse não— respondeu Sheldon, apontando a saída —O que eu tenho é grande demais. Há um caso em que estou trabalhando, eu não posso perder tempo com coisas triviais.
—Coisas triviais?!— indagou ele —Isso é de importância nacional!
—Ainda sim é não.
—Não pode recusar!
—Leve-me ao tribunal— desafiou Sheldon e ambos seguraram suas indignações e saíram do apartamento.
—...O que aconteceu aqui?— questionou Rachel, enquanto Sheldon se sentava em sua poltrona —Você estava diante de assinar o maior contrato da Terra!
—O homem latino que esteve aqui era Carl Barx— ele disse encarando o vazio —Estudamos juntos no colégio. Ele roubava meu lanche. Era o valentão da escola. Um dia, no último ano letivo, eu disse que um dia ele ia precisar de mim e eu iria olhar para ele e dizer "não"
—É... É sério?
—Sim. Demorei para reconhecer, mas depois se tornou óbvio. Se qualquer outra pessoa viesse até mim, eu ajudaria, mas não. Tinha que ser o Carl.
—Está bem...— ela aceitou e voltou para a cozinha.
Rachel já havia aprendido a lidar com Sheldon. Ele poderia ser a maior máquina de dedução que ela conhecia, mas ele era também incrivelmente irritante e infantil. Assim, com o tempo, ela deixou de se importar.
—Além disso— ele disse depois de um tempo sem piscar —Acho que sei exatamente quem é a mulher que lhes roubou.
—Quem?— perguntou Rachel, voltando para a sala de estar.

—A Mulher— ele disse com um suspiro.
—Como... Ah... Aquela loira?
—Evidentemente...— ele deu uma piscada lenta.
Para Sheldon Cooper ela é sempre "A Mulher". Raras vezes Rachel o ouviu menciona-lá sob qualquer outro nome. Ao seus olhos, ela eclipsa e domina todo o sexo feminino. Não que ele sentisse por ela qualquer emoção do gênero do amor. Todas as emoções, e essa em particular, eram detestáveis à sua mente fria, precisa, mas admiravelmente equilibrada. Ele era, para Rachel, a mais perfeita e observadora máquina de raciocinar que o mundo já viu; como amante, porém teria metido os pés pelas mãos.
Ela nunca falou das paixões mais ternas, senão com certeza ele zombaria com um sorriso desdém. Esses sentimentos eram admiráveis para o observador e excelentes para revelar os motivos e as ações dos homens. Para o homem de raciocínio treinado, admitir tais interferências em seu temperamento sensível, sutilmente equilibrado, era introduzir um fator de perturbação capaz de abalar todos os seus julgamentos. Areia num instrumento sensível, ou uma rachadura em suas potentes lupas, não causaria mais estorvo que uma emoção forte em uma natureza como a sua. Apesar de tudo, para Sheldon Cooper só havia uma mulher, A Mulher, de duvidosa e questionável memória.
—Eu vou para a Unidade— avisou Rachel, arrumando sua bolça —Você vem?
Ele permaneceu em silêncio, encarando os prédios de Londres pela vidraça de seu apartamento. Ele suspirou e ela pôde vê-lo tocar com seus dois dedos no encosto da poltrona consecutivamente. Ela notou que seus toques eram relativos aos ponteiros do relógio que estava na entrada da cozinha. Seu indicador ia juntamente ao som do ponteiro de segundos, enquanto seu dedo do meio batia na poltrona a cada toque do ponteiro de minuto. Rachel não compreendeu porque ele faria isso. Mas, como ela não entendia a maioria das ações de seu companheiro de quarto, ela simplesmente jogou os ombros.
—Tudo bem— ela disse após um tempo —Eu vou e você descansa. Trabalhou duro essa semana. Quando eu chegar vamos àquele restaurante na Lauriston Gardens, tudo bem?
A resposta de Sheldon nunca veio. Rachel saiu do apartamento e foi diretamente para a delegacia. Ela passou o dia todo lá, anotando ocorrências, testando soluções químicas, dissecando cadáveres. Mais um dia na tempestuosa Londres.
Quando ela voltou para casa, lá pelas 20:30 hrs da noite, seu apartamento estava completamente escuro. Somente a luz das lâmpadas da cidade entravam pela enorme vidraça. Assim, ela pode ver a sombra de Sheldon que permanecia no mesmo lugar desde cedo.
Ela foi até o interruptor e acendeu as luzes do apartamento, podendo assim ver que seu apartamento não estava tão intocável como ela imaginava. Na sala de estar, o chão estava forrado das mais variantes garrafas de bebidas. Inúmeras, de todos os tipos. Todas vazias e ao redor de Sheldon, que ainda olhava para o horizonte sem piscar.
—Ah, meu Deus...— ela lamentou —Sheldon, está tudo bem?— ela se aproximou e se ajoelhou aos pés dele, segurando suas mãos. Ele inclinou a cabeça para ela, encarando-a lentamente e atentamente —Fala comigo... Você não está bem...

—Sua reserva— ele apenas disse —Vamos nos atrasar.
Ele tirou as mãos dela de suas, se levantou rapidamente e se dirigiu para a saída. Ela correu para acompanhá-lo. Pegaram um táxi e foram para um restaurante pouco ao fim do centro de Londres. Eles enfrentaram uma pequena fila para entrar, mas conseguiram uma ótima mesa próximo ao palco.
As entradas vieram. Pequenos petiscos para começar a noite. Rachel degustou de algumas coisas, mas Sheldon corria os olhos em todos do local.
Não demorou muito para que uma garota suba ao palco. Uma moça loira começou a cantar junto com uma banda. Sheldon elevou seu olhar, encarando diretamente a garota. Por uma fração de segundos, ele achou que fosse A Mulher. Mas não era. Era uma garota completamente diferente dela.
—Sheldon?— perguntou Rachel, vendo os olhos dele ficarem vermelho. Ele soltou um largo sorriso para ela, o que a preocupou, pois ele nunca sorria à toa —Sheldon? Você está bem?
—E a cena se repete— ele respondeu cansado.
—Do que está falando?
—Já passei por isso antes— ele disse, estalando os dedos. Ele tentava esconder seu nervosismo e ansiosidade, mas não obteve sucesso.
—Sheldon, olha para mim— tentou ela, percebendo a inquietação dele. Ele estava estressado, inquieto, aflito, preocupado e impaciente. Ele estava prestes a explodir —Você não está bem!
—... Eu não estou bem?!— indagou ele, indignado, tomando uma expressão de raiva e fúria —Não há nada de errado comigo!— ele gritou batendo as mãos na mesa, fazendo os talheres pularem, chamado a atenção dos que estavam a sua volta.
—Me escuta...— tentou ela.
—Você quer que eu prove?— ele a interrompeu e procurou alguém no restaurante.
Ele avistou uma mulher loira, de aproximadamente uns 60 anos, bem vestida, com joias e tudo mais. Ela estava jantando com um homem mais jovem, de uns 30 anos, cabelo ralo e preto, baixo, usava um suéter de lã azul com estampas de renas e calças jeans.
—Que tal começarmos por eles?— ele apontou aos dois com a cabeça —Uma viúva sentimental e seu filho pescador desempregado. Ela tem um terrier de pelos brancos chamado Toddy. Olha o suéter que ele está usando, praticamente novo, é claro que ele não gosta de usá-lo. Talvez por causa da cadeira, mas as estampas são horríveis. Provavelmente um presente. Pelas estampas, de Natal. Então ele quer agradar a mãe. Por quê? Porque ele precisa de dinheiro. Ele está pagando o jantar, mas o prato dele não está cheio, quer dizer que quer impressioná-la, mas está economizando no próprio prato
—Talvez ele apenas não esteja com fome, Sheldon...
—Não. É um prato pequeno, prato de entrada. Olha como está limpo, ele basicamente lambeu o prato, enquanto ela mal terminou a sobremesa. Se ela fosse pagar, ele teria comigo muito mais. Ele está com fome, não está? E não tem dinheiro, dá para notar pelas mangas e pelos sapatos.
—Como...
—Sei que é a mãe? Quem mais daria um presente de Natal daqueles? Poderia ser uma tia, ou irmã mais velha, mas uma mãe é mais provável. E sim, ele era um pescador. Da para ver pelas marcas bem distintas nas mãos, são de anzóis. São marcas antigas, quase cicatrizando, sugerem que já está desempregado há um bom tempo. Não tem mercado para ele nesta parte do mundo, então pediu ajuda para a mãe viúva.
—Viúva?
—É evidente. Ela tem uma aliança de casamento em seu pescoço que ela usa como pingente, é claro que é do marido morto, afinal é grande demais para ela. Está elegante, mas as jóias são baratas, poderia comprar melhores, mas prefere as manter. O que é isso? Sentimentalismo! Ah, agora o cão. Tem pequenos pelos brancos por toda a perna dela até onde poderia alcançar, mas nada de pelos acima do joelho, então é um cão pequeno. Provavelmente um terrier, sim um terrier branco chamado Toddy.
—Como você poderia saber disso?!
—Porque ela estava na nossa frente na fila para entrar e eu a ouvi falar sobre um sapato destruído por um Toddy. Não é óbvio? Um terrier branco chamado Toddy. Isso não é trapacear, se chama escutar! Eu uso meus sentidos, Rachel. Diferente de algumas pessoas, eu estou completamente bem!— ele bateu os punhos fechados na mesa novamente. Ele respirou fundo, até que decidiu se levantar. Rapidamente, ele jogou seu sobretudo como se fosse uma capa e a deixou sozinha na mesa.
Rachel respirou fundo e tampou os olhos com as mãos. Aquela noite havia sido um fracasso para ambos. Ela continuou mergulhando em seus pensamentos até que ouviu uma voz. Uma voz masculina, grave, meio cansada e grossa.
—Ele é um idiota— a voz disse. Rachel removeu suas mãos dos olhos e viu um homem de uns 68 anos. Ele possuía rigorosa rugas, tinha um cabelo completamente branco penteado para frente com um pequeno topete. Usava um terno completo cinza e possuía uma pele quase laranja —Mas são os idiotas que valem a pena, não é? O que é bom dói...

—O que está fazendo aqui?
—Eu tenho olhos em todos os lugares, Rachel. Eu só vim para dizer que não desista dele... Sheldon está abalado por causa daquela mulher... Vai passar.
—Você sabe, não é? Sabe onde ela está
—Eu sei— ele tomou um pouco da água da taça —Sei também que não foi ela quem roubou os planos balísticos e os códigos nucleares... Foi uma mulher bem mais poderosa. Se Sheldon não fosse tão infantil e ouvisse mais os homens que foram até vocês, ele saberia disso
—Se não foi A Mulher, quem foi?
—A Cortesã
—Claro. Mas qual?
—Não. Ela não é uma cortesã, é A Cortesã.
—Como se já não bastasse A Mulher...
—Não sabemos nada a respeito dela... Só que nos últimos 2 anos ela foi vista no centro de inúmeros escândalos políticos envolvendo inúmeras nações.
—Por que não conta ao Sheldon?
—A RDM está trabalhando nisso e eu não posso deixar o escritório por muito tempo, não com as eleições coreanas em fase de conclusão.
—Me escuta, Alfred— ela apoiou os cotovelos sob a mesa e se inclinou para ele —Antes de você ser o governo britânico, o governo americano, líder da CIA, embaixador da RDM e servir o FBI como freelancer, você é pai! Pai do homem mais incrível que já conheci! Faça jus à isso... Sheldon é seu filho... Não deixe que ele se esqueça disso
Ela pega sua bolsa e sai do restaurante. Rachel pega um táxi e é levada para seu apartamento. Enquanto cruza o centro de Londres, uma mensagem chega em seu celular, de um número restrito:
"Obrigado por cuidar dele para mim.

—A.C"

"Eu amo o seu filho... Ñ é por vc" ela responde.
"Sinto muito por você...

Ps: sim, eu paguei sua conta."
Ela apenas deixa uma lágrima cair e a enxuga rapidamente.
Quando ela entrou em seu apartamento ela viu uma cena que fazia anos que seus olhos não testemunhavam.
Sheldon pegou o frasco no canto da copa da cozinha e tirou a seringa hipodérmica de seu elegante estojo de marroquim. Com seus dedos longos, brancos, esqueléticas e nervosos, ajustou a delicada agulha e arregaçou a manga do pulso esquerdo da camisa. Durante um curto tempo, seus olhos repousaram pensativamente no antebraço e no punho, musculosos, pontilhados por um semi-números de picadas. Por fim, introduziu a ponta aguda, apertou o minúsculo êmbolo e recostou-se na poltrona forrada de veludo com um longo suspiro de satisfação.
Rachel já havia testemunhado essa cena algumas outras vezes e, embora não as tragam nenhum efeito colateral, ela não as aceitava. Ao contrário, cada vez que ela o via injetar tais substâncias, ela se irritava mais. Mas sempre faltava coragem para que ela protestasse sobre isso. Inúmeras vezes, Rachel prometia a si mesma dar vazão à seus sentimentos sobre o assunto; mas havia algo no ar sereno indiferente de Sheldon que fazia dele o último homem com quem uma pessoa gostaria de tormar algo parecido com liberdade. Seus grandes talentos, suas maneiras primorosas juntamente com a experiência de Rachel e muitas outras qualidades extraordinárias, tudo isso a deixava acanhada e hesitante em interferir na vida de seu companheiro.
No entanto, extraordináriamente hoje, em que ela tinha mais que certeza de que seu admirável amigo não estava em seu melhor, ela resolveu falar sobre o caso.
—O que é desta vez?— ela questionou jogando sua bolsa no sofá —Morfina ou cocaína?
Sheldon levantou os olhos languidamente do velho volume em caracteres góticos que abrira.
—É cocaína— ele responde —Uma solução a sete por cento. Quer experimentar?
—É claro que não!— ela respondeu bruscamente —Além de meu emprego e constituiçao não permitir, isso é contra o que eu defendo. Não me permito empor-lhe-me nenhum "estímulo"
Ele sorriu e tomou fôlego para falar
—Talvez você tenha razão— ele disse —Suponho que a influência física dessa substância seja má. Considero-a, contudo, tão transcendentalmente estimulante e esclarecedora para a mente que não dou muita importância a seus efeitos secundários
—Mas pense— ela se aproxima —Pense no custo. Seu cérebro pode, como você diz, ser estimulado e acelerado, mas isso é um processo patológico e até mesmo mórbido. Que acaba envolvendo uma certa alteração nos tecidos, podendo resultar em sua debilidade. Vale mesmo a pena? Arriscar seus dons por um prazer de momento?
Ele encarou a vidraça, observando as pequenas gotas de chuva que começavam a escorrer. Ele não parecia ofendido. Ao contrário, uniu as pontas dos dedos é apoiou os cotovelos nos braços de sua poltrona.
—Meu cérebro funciona como uma máquina— ele começou calmante —Precisa de combustível. Para o resto do mundo, conhecimento é o combustível do intelecto, quanto mais souber, mais rico de torna... São estúpidos com um pensamento primitivo. O sábio não é aquele que tudo sabe, é aquele que tudo vê. Pessoas comuns enchem a cabeça com todo o tipo de baboseira, assim, as coisas realmente importante não cabem porque nossa mente é como um sótão. Cada um enche com aquilo que acha útil. Então, para mim, pouco importa quem é o presidente, ou quantas pessoas morreram na guerra do Afegã, ou em que ano estamos. Nada disso vai interferir em minha vida e trabalho, então, para que continuar sabendo? Eu prefiro apagar. O que importa é o agora. E agora, a cocaína me ajuda a relaxar...
—É tão fácil para você? Apagar essas coisas?
—Muito— ele suspirou e soltou seu corpo, deitando-se na poltrona —Preciso de trabalho... Sem trabalho o meu cérebro apodrece. Por isso escolhi a carreira criminal. Ela exercita a paciência e estimula a imaginação. Esperar o assassino cometer um erro e imaginar como a vítima acabou neste estado é incrivelmente eficaz para mim.
—... Tá bom— ela assentiu e foi para o seu quarto.
Rachel removeu seus saltos pretos e seu casaco. Ela pegou sua toalha no guarda-roupas e foi diretamente para o banheiro.
Sheldon respirou fundo, sentindo os efeitos da droga em seu sangue começarem. Apenas o barulho do chuveiro e o ponteiro do relógio eram ouvidos naquele apartamento. Até que, de repente, o telefone fixo tocou.
—Fica quieto!— Sheldon gritou para o aparelho.
O telefone continuou, fazendo-o abri os olhos. Com uma sobrancelha arqueada, ele observou o telefone há poucos centímetros de seus pés, que estavam sobre a mesa do centro da sala. Ele olhou para o relógio da cozinha pelo espelho da prataria do armário na parede inferior, vendo que já estavam próximos das meia-noite. Sem se levantar, ele removeu o telefone de seu gancho com o pé, o jogando para sua perna, próximo ao quadril, onde, lentamente, ele removeu sua mão do braço da poltrona e pegou o telefone, o levando até seu rosto.
—Sheldon Cooper— ele disse na linha, com as pálpebras caindo novamente.
—Sou eu, Bruce Stewart— disse o detetive e inspetor da Unidade —Encontramos algo na Brighton. Precisamos de você
Sheldon solta o telefone e se levantar como se tivesse sido jogado para fora da cadeira. Ele coloca o telefone de volta ao gancho e, com um sorriso desdém, ele pega seu sobretudo que estava pendurado na porta e o coloca. Ele pega um marca texto que sempre ficava na copa entre a sala e a cozinha e escreve na parede branca "Fui convocado."
Ele sai rapidamente do apartamento, ainda vestindo seu cachecol azul que estava em seu bolso e aguarda no elevador impacientemente.

3 de Setembro de 2021 às 01:14 0 Denunciar Insira Seguir história
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