lariasaaaaa Lara Ap

Como saber se todas as mudanças que você sente são as certas? Como saber quais as consequências das suas ações não vão machucar quem você mais ama? Como fazer uma escolha? Em um relacionamento prestes a acabar, uma terceira pessoa acompanhada de ainda mais emoções e problemas tanto quanto momentos apaixonantes será a resposta para salvar o casal? Namjoon não consegue recusar. Jin não consegue decidir. Jungkook não consegue evitar. Mas nenhum deles vai conseguir esquecer. Avisos🔞: - essa fanfic contém s3x0 explícito e gatilhos emocionais, cuide-se sobre seu risco. - Namjoon|flex Jin|top Jungkook|bottom - atualizações todo domingo - fique a vontade para corrigir qualquer erro -Taeseok e yoonmin side


Fanfiction Bandas/Cantores Para maiores de 18 apenas.

#yoonmin #taeseok #yaoi #jinkook #namkook #namjin #jungkookbottom #jintop # #namjoonflex #Namkookjin
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Tentar ao menos

Meu novo bebezinho saindo do forno...espero que vocês cuidem bem dele.

Para quem já leu algo meu, e eu agradeço demais por isso, sabe como eu costumo escrever. Mas para quem não sabe do que eu estou falando aqui vão uns avisinhos:

- Essa fanfic é de total autoria minha (PLAGIO É CRIME), mas caso você encontre alguma semelhança com outras estórias minhas ou de outras pessoas saiba que é apenas isso, uma semelhança.

- Partes em que eu acredite serem sensíveis para a maioria das pessoas (gatilhos e cenas de violência) serão marcados com uma aviso em NEGRITO então fique atento.

- As atualizações ocorrerão durante os finais de semana, com a possibilidade de capítulo surpresa as terças mas sem nenhuma garantia, e todos os capítulos serão postados nas plataformas: Wattpad, spirit e inkspired.

- Não pretendo estender a fanfic além de 30 capítulos, porém mudanças podem ocorrer pelo caminho.

- Obrigado por dar uma chance para a minha imaginação e espero que você goste.

- Se gostar, por favor deixe sua interação para ajudar a crescermos ( e eu também amo as notificações de vocês ).

Enfim, qualquer dúvida minhas mensagens estão sempre abertas e fiquem ai com o primeiro capítulo.

Luv U...


P.O.V -Jungkook-


Graças ao chacoalhar do carro e ao barulho urbano característico de Seul, com o qual eu ainda não havia me acostumado mesmo sendo já o terceiro dia da nossa curta estádia na cidade, era ainda mais difícil entender completamente as palavras falhadas que minha mãe pronunciava, quer dizer, gritava do outro lado da ligação.

— Não, mãe...Comemos sim...Não, eu não fique enjoado, e a comida daqui nem é tão apimentada quanto a sua...Não, óbvio que eu gosto da sua comida mãe! — Minhas tentativas de dizer qualquer coisa para ela foram inúteis já que a preocupação da mais velha assumiu o tema principal da nossa pequena discussão e ela me retalhava em perguntas sem me dar tempo de responder qualquer uma delas. — Sim mãe, eles estão bem também... Hyungs, minha mãe não confia em mim e quer que vocês digam oi. — Virei p celular para os mais velhos, atrapalhando sua conversa animada com o motorista do táxi sobre os pontos turístico que absolutamente tínhamos que visitar antes de irmos embora, segundo o senhor idoso.

— Oi tia, não se preocupa ok? Estamos cuidando muito bem do seu coelhinho... — Dei um tapa no ombro de Taehyung, sentado ao meu lado, por estar usando meu apelido de criança na frente de um desconhecido. — Tia, seu filho está me agredindo aqui. Posso bater nele?

Ouvi um ''sim'' do aparelho, ao que esse era estendido por Tae-hyung ao Jimin-hyung, sentado ao lado do motorista animado, antes de ver que o ruivo já partia para cima de mim com a mão aberta para estala-la em meu braço, sem me dar outra opção senão revidar.

— Eii, vão acabar de machucando assim. Pode parar, não vou levar ninguém ao hospital... — Assim que a palavra hospital deixou os lábios de Jimin, direcionando-a a nós dois lutando no banco traseiro do veículo, ouvimos um gritinho fino sair do autofalante do meu aparelho.

— Me dá isso aqui Jimin-hyung! Não, mãe...ninguém vai para o hospital. — Olhei emburrado para o loiro, encaixado no espaço entre os bancos e pedindo desculpas por preocupar minha pobre mãe com os olhos arregalados e um bico em seus lábios rosados cheinhos enquanto Taehyung apenas ria da sua cara. — Na verdade mãe, já estamos chegando na empresa então tenho desligar...Sim, eu ligo de volta assim que sair o resultado ok?...Tá, beijos mãe, amo você.

Apesar de ter usado nossa chegada iminente como uma desculpa para cortar a conversa, realmente estávamos quase no endereço, que constava no Naver, e logo teríamos que deixar o senhorzinho animado falando sozinho ou perderíamos o horário das audições dos meninos.

Pelos últimos minutos em que esperamos até alcançar o destino, fiquei observando Taehyung fazendo mil piadas e Jimin cortando todas elas com um olhar irritado, sua perna balançando a ponto de fazer o veículo inteiro tremer enquanto esperávamos parados pelo trânsito, cada um lidando com a própria ansiedade do seu jeito.

Ao mesmo tempo, para me distrair, percorri o olhar pelos prédios que nos seguiam correndo, quando eles paravam graças ao engarrafamento também, esperando os sinais de trânsito dar a largada para recomeçarmos a corrida outra vez.

Pensando nisso lembrei de como, quando criança, eu gritava do banco traseiro para meu pai no volante para ele acelerar pois alguma árvore estava prestes a nos ultrapassar ou então ficava emburrado com os sinais que nos obrigavam a esperar, voltando a gritar e pular no banco no mesmo segundo em que eu via a luz verde brilhar. E ele sempre me acompanhava, dizendo que na próxima esquina iríamos ultrapassa-la ou me mandando sentar quietinho que ele iria ligar o turbo.

Minha mente viajou para outras milhares de memórias dele, me acompanhando em aventuras pelo quintal, me mandando na missão de arrumar a mesa enquanto ele ajudava mamãe a cozinhar e me fazendo cantar ao seu lado na máquina de karaokê de casa nos fins de noite.

Perdido nesses pensamentos, o pequeno percurso até o local da audição passou em um estalar de dedos, comigo apenas recitando as palavras ''Vai ficar tudo bem não importa o resultado ok?'' cada vez que um dos dois hyungs me olhava preocupado.

— Muito obrigado senhor, tenha um bom dia. — Falei, estendendo o valor da corrida para o motorista e logo depois pulando para fora atrás dos mais velhos, que saíram correndo até a entrada do prédio a sua frente assim que estacionamos.

— Jungkook vem logo! A gente vai se atrasar. — Taehyung gritou enquanto segurava a porta de entrada, me esperando ao que Jimin-hyung apenas me encarava pelas paredes de vidro, já explorando lá dentro.

— Hyung! Alguém tinha que pagar o táxi... — Reclamei com ele assim que o alcancei, entrando ao seu lado no prédio realmente impressionante de tão alto e refletivo por fora mas luxuoso e moderno por dentro.

— Tá, tá riquinho. Agora vem, temos que alcançar o Jimin ou ele vai abandonar a gente aqui. — O mais velho falou ao que envolvia seu braço ao redor do meu ombro e bagunçava meu cabelo, mania sua com a qual eu sempre me irritava mas já havia aprendido que reclamar apenas o inspiraria a fazer mais.

— Taehyung! Deixa o menino em paz e vem logo. A moça falou que a gente tem que fazer inscrição lá na recepção. — Jimin falou assim que brotou do chão em nossa frente e com alguém praticamente se escondendo atrás de sua figura agitada tentando nos arrastar para algum lugar.

Saímos, aproveitando o grande vazio que estava ali e quase correndo entre os enormes vasos de plantas, em direção a onde nos foi apontado pela jovem arrumada que antes acompanhava Jimin, em busca da tal recepção. Quando alcançamos um balcão, em que outra mulher toda arrumada encarava um monitor, Jimin já foi falando todo afobado e sem folego pela corrida repentina.

— Olá, a gente queria fazer a inscrição para a audição de hoje. — O loiro falou, atraindo o olhar da mulher, que passou dos pés a cabeça de cada um de nós antes de realmente se virar para meu hyung.

— Serão três inscrições?

— Na verdade duas, meu amigo só está nos acompanhando. — Tae respondeu, enfiando-se no assunto para não ser deixado de lado.

— Sinto muito, mas apenas os inscritos podem acompanhar a audição. Ou o seu... amigo se inscreve ou não posso deixa-lo entrar. — A mulher pronunciou, demorando um pouco mais seu olhar no braço de Taehyung em mim.

As vezes gostaria que minha memória fosse um quadro branco, para eu poder escrever o que quisesse, mas também poder pagar momentos em que eu lembrava que nem todas as pessoas são capazes de respeitar umas as outras, momentos como esse onde somente por estar abraçado com alguém próximo a mim já seria socialmente aceitável ser olhado diferente e julgado por isso.

Só as vezes.

— Tudo bem gente, eu posso ir esperar em algum restaurante aqui perto e voltar quando vocês terminarem. — Pronunciei, quebrando o silêncio que os olhares preocupados dos hyungs provocaram e me distanciando dos dois no processo.

— Nada disso! — Jimin falou. — Se sua mãe descobre que a gente deixou o coelhinho dela passear fora da coleira ela me mata e ainda dá os meus pedacinhos para você comer e ''ficar fortinho''. Só faz a inscrição de uma vez ok? Não é como se você tivesse que realmente apresentar alguma coisa. — O loiro buscou minha mão e voltou seu biquinho pidão em minha direção.

— Jungkook, vai logo por favor. Eu acho que vou vomitar se ele continuar fazendo essa cara. — Tae-hyung sussurrou no meu ouvido, imitando em seguida um barulho de vomito com o dedo em sua boca e rindo da expressão irritada do Jimin-hyung. — Você pode só desistir uns cinco minutos antes de subir lá mesmo, eles não vão te obrigar a se apresentar ou algo do tipo.

— Tá bom. Mas se alguma coisa der errado eu vou pedir para minha mãe fazer sopinha de vocês entenderam? — Recebi um aceno confirmativo dos dois, antes de me virar para a moça da recepção que observava nossa cena com uma expressão confusa. — Três inscrições moça.

— Aqui está. Preencham os campos certos e depois é só se dirigirem até a sala de espera. — Ela apontou para uma porta a direita de seu balcão, com uma plaquinha designando sua função, igual a que ela havia falado. — Obrigado por escolherem a Hybe, tenham uma ótima experiência e boa sorte em seu futuro.

— Vem cá, você é obrigada a falar isso ou só é chat... — Taehyung começou com mais uma de suas piadas horríveis de ansiedade, sendo eu o responsável por interrompe-lo antes de ele nos fazer ser expulso do local, já que Jimin completava sua própria inscrição completamente alheio ao ambiente a sua volta após se distanciar tomando todas as fichas consigo.

— É... muito obrigado moça. — Cortei o ruivo e segurei em seu braço para afasta-lo da moça o quanto antes. — Taehyung vem, vamos sentar ali.

— Mas eu só tava...

— Só fica quietinho e completa esse negócio logo. — Jimin-hyung interveio, estendendo uma das três pranchetas para um Taehyung que se sentava emburrado em uma das cadeiras do local ao lado do loiro. — Jungkook, eu vou fazer a sua ok?

— Tudo bem hyung. — Respondi, confirmando com um aceno, já que provavelmente nem entenderia as perguntas daquele negócio mesmo, e sentando do outro lado de Taehyung.

— Ele você respeita né? — Taehyung sussurrou para mim, reclamando mas tentando não chamar a atenção do mais velho ao seu lado e falhando miseravelmente.

— Taehyung eu juro que se a gente perder outra audição por culpa sua, eu mesmo vou fazer sopa de você e dar para o Yeontan comer! — Jimim falou, o alertando uma última vez enquanto apontava impaciente para o relógio em seu pulso.

— Tá, tá. Não precisa colocar o Tannie no meio disso.

— É só você terminar logo para a gente poder ir para a sala de espera.

— Oh pronto viu. Já terminei. — Taehyung disse enquanto marcava cegamente qualquer opção no questionário e se irando para exibi-lo para mim. — Agora vamos antes que o baixinho aqui exploda.

— Hyung! Você não pode marcar qualquer coisa. — Falei, incrédulo em vê-lo ''chutar'' em uma inscrição.

— Tá tudo bem Jungkook, eles nem olham isso mesmo. — Ao contrário do que eu esperava, foi Jimin quem retrucou minha fala. — Só...vamos logo.

— Você não vai mesmo falar nada sobre eu ter te chamado de baixinho? — Taehyung disse ao que se levantava para seguir o de menor estatura, quer dizer, que ainda não havia crescido, como ele insistia toda vez que mencionávamos esse assunto, até a porta da sala de espera.

— Não tenho mais tempo para suas idiotices Taehyung. — O loiro falou simplista ao tomar a prancheta da mão dele e entrega-las juntas a moça da recepção.

Com a pequena discussão encerrada antes mesmo de ser iniciada devidamente, cruzamos a tal porta para dar de cara com um corredor abarrotado de outros jovens como nós, alguns sentados em cadeiras, no chão ou apenas apoiados nas paredes.

Isso explicava por que todo o resto da empresa estava vazio: eles enfiaram pelo menos 50 pessoas em um mini provador de shopping.

Graças a Deus, ou talvez ao senhorzinho taxista que insistiu em pegar o caminho mais longo e nos atrasar, não precisamos esperar muito naquele ambiente apertado, apenas o suficiente para perceber o quão abafado estava com todos aqueles caras hiperventilando ao nosso redor.

Mais uma vez uma menina, dessa vez provavelmente da nossa idade, entre 16 e 22 anos, e equipada com um microfone e roupas casuais, apareceu do nada para nos conduzir por outra porta, na outra ponta do corredor, ao que ela chamou de Teatro de Testes.

Não tinha entendido exatamente o que ela quis dizer chamando-o dessa forma, mas assim que chegou a nossa vez de cruzar as portas escancaradas, depois de esperar por todos já que erámos os últimos na ''fila'', minhas dúvidas foram sanadas pelo auditório em semicírculo, com um palco na parte mais baixa, todo ambientado em cores escuras contrastando com as figuras pálidas em preto e branco de famosos que já haviam estado ali espalhadas pelas paredes.

Assim que consegui parar de observar o ambiente ao meu redor e erguer meu queixo do chão, notei que um homem de terno, alto e exuberante, estava parado bem ao centro do palco, observando os jovens perdidos se aproximando.

— A qualidade mais básica de um idol é saber estar onde se deve estar. — Ele iniciou, sua voz reverberando pelo espaço inteiro graças ao que eu supus serem caixas de som escondidas entre as cortinas vermelhas adornando as paredes ao redor das fotografias de famosos. — Agora, será que os senhores podem me mostrar terem pelo menos isso em seu currículo e se sentarem por favor?

Apesar do sorriso amigável e sua voz em um tom manso, foi o significado de suas palavras que fez com que todos parados, em pé no corredor entre as poltronas, rapidamente saíssem correndo atrás de uma cadeira ideal sem realmente encontra-la e parecendo baratas tontas no processo.

Eu, Jimin e Taehyung inclusos.

Por fim, com o som da garganta do homem se arranhando, conseguimos todos encontrar lugares adequados, nós três em específico nos sentando em uma das últimas fileiras com alguns outros perdidos e agradecendo/reclamando por isso.

— Agora que estão todos acomodados, sejam bem-vindos a Hybe. Na audição de hoje os diretores principais de cada setor serão seus avaliadores, Para darmos início a esse evento, deixem-me apresenta-los. — Com suas palavras, cinco homens, vestidos mais casualmente que o cara que os tinha anunciado, surgiram da lateral do palco se posicionando um do lado do outro ao redor do homem de terno. — Primeiramente, meu nome é Park Sooji, eu sou o CEO e Diretor financeiro da Hybe. A minha direita e em sequência, estão Bang Shiuk, Diretor de Entretenimento; Min Yoongi, Diretor de produção, e seu Supervisor de produção Kim Namjoon. A minha esquerda estão Kim Seokjin, Diretor de Atuação e Marketing e em seguida Jung Hoseok, Diretor de dança e artes visuais.

Enquanto ele citava o nome dos presentes ali, dava para ouvir em alguns momentos vários suspiros de admiração e reconhecimento surgindo de vários pontos da plateia, inclusive dos dois babões ao meu lado.

Não que fosse surpresa ver eles assim, já que éramos os três assumidamente atraídos por homens, tirando Taehyung que dizia ainda estar na fase do ''curioso'' mesmo que isso já fizesse bons quatro anos, afinal eram os idolos deles ali na frente e mesmo eu não conseguiria negar o quão divinos eles pareciam sob aquela luz de palco.

— Acerca da audição em si... — O tal Park Sooji voltou a falar, quebrando o clima tenso que se formava entre o silêncio. — ...ocorrerá desta maneira: vocês serão chamados até os bastidores em grupos de nove, para que seja mais fácil os staffs colocarem os equipamentos e organizarem a ordem de apresentação. Dessa forma, vocês terão de apresentar a performance preparada ao som do seu nome. Todos prontos? — Ele perguntou com seu sorriso denunciando a ''piada'' que ele tentava fazer, sem surtir efeito algum na plateia. — Ótimo, então podemos começar. Os nove dá última fileira podem se dirigir aquela porta para serem preparados enquanto eu e seus jurados nos acomodamos.

Pera ai ele falou da última fileira?

Assim que Jimin se levantou e partiu na direção apontada pelo Sooji, arrastando Taehyung pela camiseta atrás de si, percebi que eu estava incluso nos tal nove e deveria segui-los se acordo com os outros 41 olhares sobre mim, o único dos nove que ainda não havia levantado.

Ok, chegou minha hora...

...de desistir.

Tomei coragem para desgrudar da cadeira e cruzei o corredor até a porta por onde meus hyungs passavam voando, esquecendo seu dongsaeng maravilhoso para trás.

Porém quando os alcancei e dei de cara com uma sala abarrotada de estações de maquiagem e caixas de equipamentos, tudo ao som de alguns aquecendo sua voz e outros gritando que precisavam de alguma coisa até essa ser jogada pelo ar do outro lado da sala até sua mão, me assustei.

Para todas as staffs que passavam perto de mim eu tentava perguntar o que fazer para poder desistir daquilo tudo, recebendo apenas seu olhar frio de analise sobre meu rosto antes de cada uma delas passar um creme bege na minha cara ou apontar para outra pessoa se aproximando.

Quando percebi já estava sendo empurrado pelas estações até finalmente encontrar meus hyungs, depois de pelo menos sete pessoas passaram no mínimo doze cores na minha cara e oito produtos e máquinas diferentes no meu cabelo.

— Ah Jungkook! Ai está você. — Jimin-hyung me puxou, para onde quem já estava pronto esperava, sentando-nos em um sofá de couro preto simples. — Acho que além de você que chegou agora faltava só o Taehyung terminar. Bom, olha quem eu conheci. Esse aqui é o Taehyun, sem G no final, que vai se apresentar com o Beogyum e o Kai. — O loiro, também maquiado e com seus cabelos fazendo curvas leves, apontou para os outros sentados ao nosso redor. — E esses são Jungwon, Sunoo e...

— É Niki...Jimin-ssi.— O menor entre eles falou, parecendo envergonhando de seu sotaque japonês forte.

— Isso, Niki. Um fofo. — Jimin comentou baixinho para mim. — Enfim, gente esse é o Jungkook.

— É com ele que você vai se apresentar Jimin-ssi? — O tal Kai, também loiro, porém mais claro que o Jimin, com tanto sua pele como seu cabelo parecendo leite, perguntou, também envergonhado em chamar a atenção para si.

— Podem me chamar de Hyung, sem formalidades ok? E não, Jungkook só tá aqui de intruso mesmo. Eu vou me apresentar com aquele ruivo atrasado vindo ali. — Jimin-hyung completou sua fala apontando para onde Tae-hyung se aproximava, com os cabelos em uma cachoeira lisa e uma faixa branca os decorando.

— Atrasado é sua avó ok? Beleza leva tempo. — Taehyung retrucou, balançando seus cabelos entre seus dedos.

— Ainda mais para você que não tem nenhuma naturalmente. — Jimin rebateu, sendo seguido pelas risadas da maioria, mais nova, observando a cena sem interferir.

— Eu sou o homem mais bonito do mundo tá? As pessoas só não me descobriram ainda. — Taehyung lhe mostrou a língua em provocação nada efetiva

— Aham sei bonitão.

— São todos lindos, agora podem por favor irem assumir suas posições? — Uma das staffs interveio, indicando a saída para o palco com a cabeça. — O primeiro vai ser... — Em seu silêncio, quase deu para ouvir os batimentos de todos reverberando sem ritmo algum mas preenchendo nossa audição. — ...Jeon Jungkook.

— Que? — Minha voz saiu sem que eu nem percebesse. — Não, não...é que moça eu não vou me apresentar. Eu não...

Antes que eu pudesse completar minha frase, encarando aterrorizado as expressões surpresas dos meus hyungs, a staff já estava colocando o equipamento na minha roupa e o microfone na minha mão, passando a me empurrar em direção a porta quando percebeu que eu não me moveria por conta própria.

— Tá, garoto. Só faz o seu trabalho e me deixa fazer o meu? — A moça falou assim que cruzamos a porta escancarada.

— Mas eu não...

E sem que pudesse completar minha frase mais uma vez, ela fechou a porta na minha cara enquanto levantava um joinha com a mão livre.

Dei meia volta e alguns passos hesitantes, antes da luz de palco que eu tinha tanto elogiado ser jogada sobre mim. Deus, como que eles conseguiram ficar de olhos abertos com aquela luz absurda nos olhos?

Demorei a me acostumar com a nova quantidade de luminosidade na minha vista, mas assim que consegui e percebi que todas aquelas pessoas, além dos juízes a menos de um metro do palco, me encaravam só quis voltar a estar temporariamente cego.

O silêncio logo foi preenchido por alguns comentários entre a plateia, se perguntando se iria começar logo ou do por que estava demorando tanto para começar já que tinham muitas outras pessoas para se apresentar também, inclusive entre os juízes era possível escutar sussurros, principalmente entre o tal Sooji e aqueles aos seu lado.

Continuou assim pelo que pareceu uma eternidade: eu congelado e sentindo cada neurônio meu falhar em tentar compreender o que estava acontecendo.

Até que a voz do homem de terno soou, chamando meu nome e me trazendo de volta a realidade.

— Você tem a intenção de se apresentar ainda hoje... Jungkook? — Sooji perguntou, se demorando para lembrar meu nome e tendo que verifica-lo em um papel estendido a ele por uma staff.

— Ah... — E eu falhei em responder.

— Ao menos sabe cantar? — Ele perguntou outra vez.

— Sooji não fale assim... — O homem mais velho, que eu reconheci como o Bang Shiuk, o interrompeu.

— O que? Só perguntei se ele sabe cantar ou está apenas nos fazendo perder tempo com...

— Eu sei. — Intervi em sua fala, ofendido com seu tom mas entendendo que ele estava certo e eu realmente deveria pelo menos fazer alguma coisa para fugir daquela situação.

— Ah que ótimo. — O CEO falou se direcionando ao Bang antes de virar de volta para mim. — Fique a vontade.

— Mas é que eu não tenho o instrumental nem o tempo... — E assim minha desculpa perfeita pulava para fora da minha boca.

— Faça-o a capella.

— Ah...cl-claro. — Gaguejei, sentindo o microfone falhar em minha mão.

Merda, como meu plano infalível falhou?

Não, Jungkook. Respira. Tem que ter outra saída, você não precisa cantar na frente de alguém. Só precisa achar uma outra desculpa.

Seu pé tá machucado.

Que? Não, que que tem a ver?

Seu microfone não tá funcionando.

Você literalmente acabou de usar ele na frente de todos.

Enquanto eu viajava na maionese atrás de algo que pudesse me fazer sumir no mesmo instante e não realizar meu maior sonho, quer dizer, pesadelo de cantar na frente de pessoas, uma música, muito conhecida por mim das noites em que Jimin e Taehyung me arrastavam para karaokês, começou a tocar ao fundo.

Notei e reconheci as notas iniciais no mesmo instante em que eu sabia que deveria começar a cantar, por isso desafinei o primeiro verso de Euphoria ao que comecei a cantar automaticamente, meu corpo respondendo antes da minha mente terminando de processar e fechando meus olhos no mesmo instante, assim consegui me restabelecer rapidamente quando as notas começaram a parecer familiares a minha garganta.

Enquanto recuperava o folego devagar entre os versos mais altos da música, me preparando para o momento de destaque em que teria que ultrapassar meu limite, o que nunca havia dado certo pela minha falta de coragem, observei de canto de olho Jimin conversando com a equipe do som.

Confirmei que havia sido ele a colocar a música quando ele me olhou de volta e apontou para o teto com uma mão e para mim com a outra, indicando que ele sabia que logo teria que tentar alcançar o teto da minha capacidade vocal e silenciosamente falando que eu tinha de tentar ao menos.

Por isso, conforme o ritmo animado e melódico ia me envolvendo entre as estrofes, ainda com os olhos fechados já que a luz me cegava de qualquer forma, fui me espalhando pelo palco, me libertando lentamente enquanto pensava em somente mostrar para aquele cara esnobe de terno que não era por que eu não tinha planejado aquilo que não conseguiria o realizar à perfeição.

Durante os segundos que se passaram da música evoluindo eu já conseguia balançar minha mão livre ao ritmo da melodia, também em uma tentativa de me situar ao tempo e não me perder entre os versos.

Quando finalmente chegou a parte em que nem estando bêbado em um karaokê qualquer eu tinha coragem de realizar, olhei uma vez para o chão, então para meus hyungs me observando do bastidor, para a plateia e por último para o teto antes de atingir a nota perfeitamente.

Assim que voltei respirar após finaliza-la minha mente ficou em um completo branco, não sei se pela luz intensa em meu rosto ou pela animação em ter conseguido, apenas continuei seguindo meus instintos e o que as vibrações da música me passavam.

Finalizei a música com o silêncio completo da plateia, dos jurados, dos meus hyungs, ao me receber quando eu corri para fora do palco, e de todos que estavam na salinha de preparação quando cruzei suas portas.

Meus olhos já começavam a lacrimejar quando Jimin-hyung me alcançou, correndo para me enterrar em seu peito enquanto ouvia de algum a voz de Taehyung gritando que me conhecia para alguém ao longe.

— Foi tão ruim assim Hyung? — Sussurrei enquanto tentava limpar as lágrimas depois de Jimin me soltar de seu abraço.

— Óbvio que não foi ruim Jungkook! — O ruivo se intrometeu, como sempre, se aproximando definitivamente entre a pequena comoção ao meu redor. — Foi incrível!

— Mas todos ficaram quietos...

— Por que ninguém tinham palavras para descrever a merda divina que você fez naquele palco. Nunca mais vou deixar o Taehyung escolher essa música para mim no karaokê, ela é totalmente sua e a letra se encaixou perfeitamente com a sua voz. Eu juro que em alguns momentos parecia que você estava voando enquanto se movia pelo palco daquele jeito. —Jimin falou entre risinhos, segurando minhas mãos e confirmando cada uma de suas próprias palavras com um aceno de sua cabeça, seguido por todas as cabeças que se amontoavam ao nosso redor.

— Ok, ok. Foi lindo, mas o show não para. Os próximos são Jungwoon, Sunoo e... — A mesma moça que tinha me jogado lá fora se pronunciou enquanto verificava um papel.

— Niki. — Completei para ela, usando meu melhor olhar bravo em sua direção, que foi rebatido em um estar de dedos.

— Isso, isso...agora vão lá antes que eu tenha que jogar vocês também. — Ela apontou para a porta, onde os meninos sumiram em dois segundos, com medo de passarem pelo mesmo que eu. — Agora você, menino de ouro, tem que voltar por aqui até a sala de espera e ficar lá até o resultado sair no fim das audições. — Ela apontou de mim para outra porta na direção oposta a anterior.

Andei até aonde ela mandou, acenando para os hyungs no caminho e gritando frases para encorajar a todos, eventualmente voltando ao corredor, antes abarrotado de pessoas mas agora parecendo realmente uma sala de espera e não um ônibus em superlotação. Escolhendo uma cadeira aleatória para sentar e esperar.

E esperar.

Esperar muito.

Logo os meninos com que eu tinha conversado um pouco antes chegaram ali também, seguidos pelos meus hyungs até estarmos em nove outra vez, e consegui um pouco de distração que não fosse encarar a parede cinza e questionar por que escolher uma cor tão ''nada'' para um espaço em que as pessoas supostamente iriam passar horas.

Mesmo eles sendo rápidos em me alcançar, ainda demoraram umas boas horas para todos fazerem sua audição e o corredor voltar a ser uma sauna de dióxido de carbono em combustão.

Contudo, desde de que os últimos caras chegaram ali, bastou no máximo quinze minutos para a mesma moça que nos coordenava para entrar no palco aparecer com um papel, dizendo esse ser a lista dos selecionados.

Muitos nomes eu reconheci das três horas na noite passada em que Jimin e Taehyung tentaram me explicar por que essa competição seria tão difícil citando os melhores trainees que atmbém iriam participar, outros por que havia pegado dos momentos de conversa em que não estávamos assando naquele forno.

A maior surpresa não foi reconhecer algumas pessoas ou perceber que todos do meu grupo de nove passaram, mas sim ouvir que eu estava incluso nessa lista.

Na lista de aprovados.

Entre os últimos nove selecionados.

O último...

...era eu.

— JUNGKOOOOOOOK —Taehyun gritou, assim que meu nome foi o último a ser chamado, me envolvendo em um abraço junto com Jimin, mas que logo cresceu para um abraço grupal de nove comigo no centro.

Alguns riam, alguns choravam por que não haviam passado, outros choravam justamente por que haviam passado. Tudo acontecendo ao mesmo tempo ao meu redor, mas eu paralisado com a mente em branco outra vez, alheio ao mundo enquanto tentava entende-lo.

— Jungkook você está bem? — Jimin me perguntou preocupado, ao que eu acenei afirmativo. — Você tem noção do que acabou de acontecer? Nós vamos ser trainees Jungkook, nós três.

— Vocês dois hyung. —Falei, quebrando o clima feliz e atraindo olhares para mim, inclusive o de Tae-hyung.

— Como assim Jungkook? — O ruivo disse ao se juntar a conversa.

— Eu estou muito feliz por vocês hyungs, mas isso foi só um acidente. Não é como se eu pudesse simplesmente desistir dos meus planos e decidir virar idol. — Respondi, envergonhado pela mini plateia ao meu redor que somente ai começou a se dispersar.

— Com todo respeito Jungkook, seguir a mesma profissão que o seu pai seguia antes de... falecer, não é exatamente um plano seu. E você tem que considerar outras opções, ver isso como uma oportunidade para o seu futuro.

— Mas...e a minha mãe Jimin-Hyung? Deve ser maravilhoso ser um idol de sucesso mas como eu vou ajudar ela até eu conseguir chegar nisso? Se eu conseguir chegar a isso... — Respondi, cabisbaixo só de lembrar que não era a minha primeira vez recitando essas mesmas palavras para eles.

— Jungkook, a empresa vai cobrir todos os seus gastos enquanto você for trainee além de dar um bônus que você muito bem mandar para ela em Busan. Está tudo no contrato que eles mandaram. — Taehyung estendeu seu celular para mim, com milhares de letras minúsculas brilhando em sua tela rachada. — Sempre tentamos te mostrar que você tem o direito de sonhar Jungkook, e pode começar com isso se quiser. Vamos estar ao seu lado não importa sua decisão ok?

— Ok. — Respondi aos hyungs, que me observavam curiosos e em expectativa com nossas mãos unidas em um mini círculo. — Mas tem que ser agora?

— É Jungkook, só podemos assinar o contrato até o fim do dia e já entramos para empresa na segunda, daqui a três dias. — Jimin explicou, soltando suas mãos das minhas para buscar o contrato em seu celular mesmo que Taehyung o tivesse aberto no seu.

— Só me deixem falar com a minha mãe primeiro ok?

— Vou enviar para ela o contrato por você ok? Ai você explica com clareza e calma. Nada de desespero. — Jimin aconselhou sobre os acenos confirmativos de Taehyung.

— Tá...

— Clareza e calma Jungkook! — Taehyung gritou, já correndo atrás da staff e acenando para mim enquanto tentava arrastar Jimin consigo.

Me afastei um pouco da comoção pelo corredor, que já havia esvaziado consideravelmente, sobrando apenas alguns dos que haviam sido selecionados para trás e me dando a privacidade necessária para entrar em uma discussão, de verdade dessa vez, com a minha mãe pelo telefone.

Ela argumentava que eu não podia simplesmente desistir de tudo que eu tinha planejado, afinal as aulas da minha faculdade de direito começariam dali um mês, ao que eu rebati dizendo que aqueles eram planos dela e não meus.

Lembrei a ela de quando papai ficava cantando na varanda de casa, observando as estrelas, e como ele dizia todas as vezes que havia desistido dos seus sonhos para que eu ao menos pudesse tentar viver os meus.

Falei como há anos estava cansado de sentir que não tinha voz em minha própria vida e que vinha usando a música para me libertar disso, tanto que havia ficado bom nisso. Bom o suficiente para passar em um audição da maior empresa de entretenimento no país e ganhar uma oportunidade única que não dava para deixar passar.

Deixar passar como ele havia feito, por mim.

Não gostava de comentar isso para estranhos, mas meus pais eram muitos jovens quando nasci e mal tinham uma vida própria para sequer pensarem em gerar outra. Por isso, meu pai abandonou seu sonho de viver de sua voz para ser advogado, estável e me dar uma vida confortável.

Infelizmente, ele não viveu o suficiente para disfrutar disso.

Mas desviei muito do assunto relembrando minha mãe de sua própria história para faze-la entender que a minha ainda estava sendo escrita e isso me dava liberdade de decidir minhas próprias escolhas.

Foi quando falei que, por mais que eu o amasse até hoje, eu não queria ser como ele, queria ter a liberdade que ele lutou tanto para me dar, que o tom de voz dela mudou completamente.

E assim ela aceitou, eu aceitei e o contrato foi assinado.

Bastava agora descobrir o peso dessa escolha.



Ok, ok, vamos a algumas explicações por que vocês merecem.

Fazia um tempão que eu estava com essa ideia de uma fanfic longa na cabeça, desde que eu finalizei uma outra em que eu estava me dedicando ( Sentimentos Perdidos de você quiser ir lá no meu perfil conferir ).

Mas eu não gostava da minha própria escrita então fui escrever algumas oneshots para melhorar, e isso realmente me ajudou para caralho.

Ainda não está perfeita, mas não acho que algum dia vai estar então estou feliz apenas por começar esse novo projeto com vocês.

Muito obrigado por ler e deixe sua interação para ajudar a alcançar mais pessoas se você gostou.

Lembrando que qualquer dúvidas deixem aqui ou lá no meu perfil que eu prometo responder, menos spoilers por que né?

Enfim, espero que tenham gostado e me acompanhem nesse novo projeto.

Luv U- Lariasaa.

17 de Outubro de 2021 às 15:47 0 Denunciar Insira Seguir história
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