marianatalia_messiascamargos Maria Natália Messias Camargos

Ruas antes movimentadas agora se encontram desertas, onde diversas pessoas um dia caminhavam, hoje apenas uma jovem caminha pela calçada. O mundo como antes conhecíamos caiu, um novo mundo se levanta a partir dos destroços do antigo


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Prólogo

Ruas antes movimentadas, agora se encontram desertas. Onde antes diversas pessoas um dia caminhavam, hoje, apenas uma jovem caminha pela calçada. O mundo como antes conhecíamos caiu, um novo mundo se levanta das cinzas do o que um dia fora o mundo que desbravamos. Quando fechamos nossos olhos, ainda é possível ouvir os gritos de desespero, os pedidos de ajuda, as súplicas e orações por clemência do um dia tão adorado Deus, nosso pai criador.


A jovem então para, cruzando seus braços sob o peito enquanto olha para cima, seus olhos se perdem no cinza nublado e morto do o que já fora um belo céu azul, os olhos castanhos se perdem no vazio cinza. Uma garota que antes não acreditava no fim do mundo, hoje o presenciou em primeira mão, como o destino é hipócrita e irônico ao mesmo tempo. O cheiro de podridão toma o local, invadindo as narinas alheias, queimando seu interior, porém, isso já não mais importa, já estava acostumada ao odor podre rotineiro desse novo mundo já faziam quase dois anos após o desastre global.


A jovem coloca suas mãos nos bolsos do jeans surrados e volta a andar. Por onde passava, cadáveres deformados de jovens e velhos, homens e mulheres, pintavam o cenário digno de um filme de ficção científica e terror, cadáveres empilhados ou simplesmente jogados por ai se misturavam ao sangue seco ao chão e o fedor de carne em decomposição, porém, a jovem não se importava com rotineira cena, a mesma já sabia que a primeira cheia, as águas limparia aquela cena mórbida e as criaturas aquáticas fariam bom proveito daqueles cadáveres.


- Por erro dos outros, por erro dos outros os que não tinham culpa de nada pagam, pagam caro sendo obrigados a caminhar por este mundo mórbido, lutar por sua própria sobrevivência e de seus familiares, neste mundo hostil _ A jovem sussurra para si mesma enquanto andava _ Mas que merda! _ A jovem esbraveja com raiva, acertando um chute em uma latinha enferrujada que se encontrava em seu caminho.


Enquanto anda, lembranças pairam no ar, tomando seus pensamentos, flash de cenas horríveis, acontecimentos passados que mesmo já tendo passado, ainda a assombram a noite. A garota de cabelos de fogo observa o cenário à sua volta, frio, escuro e vazio, essas três simples palavras resumiam o que restou do o que um dia já fora uma grande cidade.


Ela se lembrava de cada rua, o movimento, as pessoas atrasadas para o trabalho pela manhã, os usuários de drogas nos becos pedindo esmolas para comprar o beque do dia ou sua amada cocaína. Drogas, meio encontrado por pessoas de espírito fraco para esquecer seus problemas, se aventurando em meio à ilusão de um mundo feliz proporcionado pela brisa decorrente ao uso das drogas.


A jovem para, voltando sua atenção para o muro de tijolos úmidos com odor podre de fungos e sangue. Ela reconhecia aquele muro, conhecia bem aquele beco. Antigamente, aquele beco era frequentado por drogados e meretrizes, vendendo seus belos corpos em troca de alguns trocados para comprar comida ou alimentar seus vícios em drogas e bebidas. Aquele lugar sempre fora podre.


Fechando seus olhos novamente com sua face voltada novamente para o céu nublado e cinza, uma pequena lágrima quente insiste em rolar por seu rosto pálido e frio ao se lembrar de sua amiga que se prostituía naquele beco todas as noites para de manhã ter com o que alimentar seus irmãos mais novos. A mesma amiga que ela assistira petrificada pelo medo, sendo morta por uma criatura a qual não pertencia mais a este mundo. Ela assistiu petrificada por seu medo, sua amiga sendo rasgada e devorada viva por aquelas coisas vindas do próprio inferno, congelada no mesmo lugar, o medo tomava conta de seu corpo em um momento de pura covardia.


- Serena! _ Uma voz masculina pode ser ouvida ao longe.


Ainda com os olhos fechados e face voltada para cima, a jovem levanta um de seus braços para frente, em sua mão, objeto bem conhecido na situação atual do mundo, um cano metálico mirado para seu alvo, um puxar de gatilho e pronto.


- Volta pro inferno de onde não devia ter saído _ A Jovem diz antes de puxar o gatilho da pistola equipada com silenciador para não chamar mais atenção indesejada.


Segundos, este foi o tempo necessário para se ouvir algo pesado caindo ao chão, com um giro no ar, a pistola já se encontrava guardada novamente na capa localizada na cintura da ruiva. Ao abrir os olhos, a jovem se depara com uma mutação humanoide em acelerado estado de decomposição, aquilo tinha a estatura de uma criança de 12 anos, agora, caída à sua frente, já esvaída de vida, o corpo de um cadáver inerte no chão.


- Tiro de respeito _ Diz um jovem de estatura alta, cabelos castanhos claros, tais quais como seus olhos amendoados, o rapaz se aproxima da jovem trajando de uniformes militares, mais especificamente, das forças armadas local.


- Tão jovem _ A ruiva diz se abaixando, ficando próxima ao corpo enquanto observava o cadáver _ Ainda tinha muito pela frente pra ter uma morte miserável dessas _ Complementa em um suspiro antes de se levantar e seguir em silêncio para fora do beco, novamente com suas mãos em seus bolsos.


- Não encare isso como um fim, a morte não é um fim, e sim um merecido descanso a bons soldados que já cumpriram seu papel _ O rapaz diz acompanhando a ruiva para fora do beco, logo, abraçando os ombros da mais nova enquanto andavam.


- Hum... _ A jovem resmunga sem muito interesse como resposta, retornando ao vasto perdido de suas lembranças.


- Vem _ O rapaz diz pegando a jovem pela mão _ Vamos voltar pra base antes que mais alguma companhia indesejada venha nos incomodar _ O rapaz sorri para a mais nova ao pararem ao lado de uma moto preta.


A jovem ruiva apenas suspira em resposta, logo pegando o capacete preto das mãos do rapaz, o qual ainda sorria, mesmo na situação em que ambos se encontravam, bom, não apenas eles, como o mundo. Antes da jovem colocar o capacete, o rapaz a puxa delicadamente pelo queixo, unindo seus lábios em um tranquilo e casto selar, o que tira um pequeno sorriso do rosto de porcelana da garota.


Ambos colocam seus capacetes e sobem na moto, dada à partida, a moto sai em disparada pelas ruas vazias. Um sorriso maior surge nos lábios do mais velho, o qual não demora a acelerar a moto, o som do ronco do motor ecoa por toda a extensão da rua vazia, a garota acerta um soco no ombro do rapaz que agora se encontrava rindo como uma criança.


- Seu idiota! Você perdeu totalmente o juízo?! _ Esbraveja a mais nova, claramente com raiva da imprudência de seu parceiro.


- Um pouco de diversão é bom de vez em quando amor! _ O rapaz responde rindo da feição de raiva com a qual a garota olhava pelo retrovisor da moto.


Sem demora, três daquelas coisas saem correndo de um beco, seguindo atrás da moto como animais famintos, logo em seguida, mais cinco saem de outro beco, em fração de segundos, uma horda com mais de cem daquelas coisas já havia se formado na avenida, tendo como alvo, a moto preta.


- Mas que merda seu imbécil sem juízo! _ A jovem esbraveja com ainda mais raiva enquanto olhava para aquelas coisas seguindo a moto.


- O imbécil com quem você teve trigêmeos! _ O rapaz responde se divertindo cada vez mais com a situação perigosa a qual submeterá os dois.


- Por isso mesmo temos que voltar inteiros para casa seu animal! _ A jovem responde ainda em tom irritado enquanto retira seu capacete e o entrega ao rapaz.


- É... Aí você tem um belo ponto! _ O rapaz responde já parando de rir enquanto pega o capacete da mais nova e pendura o objeto em seu braço ainda pilotando a moto, tentando manter a velocidade e o máximo de distância daquelas coisas o possível.


A jovem passa suas pernas ao redor da cintura do rapaz, as trançando na frente do corpo do piloto. A mesma logo se deita no banco da moto em movimento e saca duas pistolas equipadas cada uma com um silenciador que antes repousavam nas capas presas a seu cinto, apontando na direção da enorme horda atrás deles, logo começando a atirar, derrubando quantas daquelas coisas fossem possível.


Quando a munição de uma das pistolas acabava, a jovem colocava a pistola na boca, retirando o cartucho vazio e o guardando em seus bolsos, logo recarregando as pistolas com um novo cartucho carregado, voltando a atirar em seguida.


Não importa quantas daquelas coisas fossem abatidas pelos tiros da jovem, ainda havia muitos os perseguindo por imprudência de seu parceiro, seria impossível abater todos, ela apenas estava jogando balas fora, atrasando a morte de ambos.


De repente, uma van preta blindada invade a avenida principal, a van segue a frente da moto quando as portas de trás da mesma são abertas, uma rampa é baixada e duas pessoas trajando de uniformes militares com capacete de visor baixados são reveladas.


- Deixe-me adivinhar, o Ethan sendo o maluco imprudente de novo só pra ter um pouco de ação, acertei? _ Uma das pessoas que estavam na van diz apontando uma metralhadora também com silenciador na ponta na direção da horda.


- Digamos que isso tá na cara, não acha? _ A jovem diz levantando seu corpo, arrumando sua postura na garupa da moto, guardando logo em seguida as pistolas de volta a suas capas.


- Hey, admito que foi muita mancada da minha parte, mas não precisa me esculachar também _ O rapaz protesta, recebendo um olhar sério de desaprovação por parte da jovem.


- Conversamos sobre isso quando chegarmos em casa _ A jovem responde em tom sério.


- Ixi, irritou a patroa, foi bom te conhecer compadre _ Uma das pessoas na van responde antes de ambos começarem a atirar em direção à horda de criaturas.


Todas as armas desse grupo de sobreviventes utilizavam de silenciadores e miras para melhor precisão de tiros e redução quase total de ruídos para não chamar mais a atenção daquelas coisas. O rapaz que pilotava a moto acelera, subindo na van pela rampa que soltava fagulhas ao raspar contra asfalto, ambos desceram da moto e recolhem a rampa pra dentro da van, logo seguindo pega cada um uma metralhadora carregada e seguindo ajudar os dois que já estavam atirando.


- Volta pra base! Estamos só gastando munição a toa aqui! _ A jovem grita e todos baixam suas armas, assentindo positivamente com a cabeça antes de fecharem as portas traseiras da van.


Os quatro se sentam nos bancos enfileirados nas laterais da van e descansam enquanto o motorista dirigia de volta para a base, despistando a horda no trajeto. Isso é apenas a ponta do iceberg, o início do fim do mundo como o conhecemos, a quase extinção da raça humana.

28 de Agosto de 2021 às 22:55 0 Denunciar Insira Seguir história
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