lusfernandoal151592192134 Luís Fernando Alves

11 histórias para se viver o terror e descobrir porque o medo pode ser a última coisa que você vai sentir. O terror está à espreita, enfrente seus medos e embarque nessa aventura cheia de pavor e mistério.


Horror Histórias de fantasmas Impróprio para crianças menores de 13 anos.
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APRESENTAÇÃO


A arte de contar uma história


Olá caro leitor. Tudo bem?

Aqui estamos nós, nos encontrando em mais um livro 68 vezes depois de a história ter começado. É bom ter você aqui mais uma vez, e para falar a verdade, obrigado por você estar aqui, é importante.

Eu confesso que não sou muito bom com esse negócio de prefácio, gosto de ir direto à ação. Você não deve ter lido muitos bons prefácios que eu tenha escrevido ao longo dos anos, porque eu realmente não sei escrevê-los, não consigo ficar "enchendo linguiça" por muito tempo.

Mas em respeito à você, vou tentar falar alguma coisa sobre a arte de escrever contos e de como eu tive a ideia de escrever essa coletânea.

No ano passado começei a publicar contos em um site bastante interessante. Começei publicando alguns contos clássicos que eu escrevi entre 93 e 94.

Depois de publicar algumas coisas antigas, senti a necessidade de escrever histórias inéditas.

Esse livro nasceu assim. Reuní as histórias que tinha publicado no site, histórias que eu achei que ficaram muito boas (pelo menos a maioria ficou) e montei essa coletânea.

Sempre gostei de escrever contos, já escrevi mais de cem deles, eu começei com contos, já montei pelo menos treze coletâneas, algumas muito boas por sinal (minhas preferidas são: "Contos Macabros" (2000), "Corredores macabros" (2010) e "Devaneios de uma mente doentia" (2011).

Contos são coisas sadias para qualquer escritor. Caras como Stephen King e Ray Bradbury aconselham jovens escritores a começarem com contos, escrevendo pelo menos um por semana.

Penso que quando contamos histórias criamos mundos, ou somos transportados para mundos já existentes. Stephen king, do qual eu sou um grande fã, trata o conto como artefato. Em uma nota de um dos contos do livro Tudo é eventual de 2002, ele diz: ...Contos são artefatos: não coisas feitas, criadas por nós (e pelas quais possamos receber créditos), mas objetos preexistentes que desencavamos."

Através dos contos somos capazes de captar e aprisionar emoções humanas, porque é realmente disso que as histórias são feitas: de emoções humanas. Não existiriam histórias se não colocássemos nelas pitadas de emoções.

Esse pensamento (que eu acho que é mais uma constatação) meio que me colocou nos eixos nesse negócio de escrever histórias. Antes eu as escrevia por escrever, porque me dava na telha alguma ideia louca e eu queria simplesmente colocar no papel sem nenhum propósito. Não havia emoção, era apenas um monte de palavras em uma folha branca de papel. Depois passei a entender que histórias não são meramente isso. Histórias são pequenos mundos que se abrem em uma mente quando começamos a desbrava-las, seja contando-as verbalmente à roda de uma fogueira ou colocando-as em uma folha de papel. E o papel mais importante de uma história é exatamente isso: mundos se abrindo dentro de uma mente.

Logo o papel de uma história não é apenas contar uma anedota como se ela fosse real, mas fazer principalmente com que haja emoção. A vida é feita de emoção. Tudo o que buscamos ao longo de nossa existência, tudo o que vivemos é baseado em emoção. Tanto faz se é emoção positiva ou negativa (ao longo da existência nos deparamos com as duas, se bem que eu costumo viver mais as negativas do que as positivas) o que importa é que é emoção.

Roberto Carlos, o rei da música (que para mim não é rei porcaria nenhuma) sempre diz em seus shows (e ninguém aguenta mais ouvir) : " São muitas emoções ".

É isso que nos aguarda quando começamos a desbravar uma historia. Mundos de intensas emoções. Mundos tenebrosos (no caso das histórias de terror, que é a minha área) que nos assombram e nos maravilham ao mesmo tempo.

Não tem como viver a vida sem emoção. A arte de contar histórias, se traduz em emoção. Quando trabalhamos com emoção mexemos com o âmago do ser humano, penetramos lá onde os pensamentos são formados antes de serem expressados. A questão é: como vamos entrar nessa área, como vamos nos expressar para despertar no leitor esses sentimentos?

Eu espero sinceramente que tenha feito um bom trabalho com os contos abaixo. Pelo menos no site eles tiveram uma boa aceitação, e alguns chegaram até mesmo a me surpreender, e eu espero que surpreenda você.

Alguns desses contos estão escritos em primeira pessoa, o que não é muito comum na minha obra. Tenho mania de terceira pessoa. Estou tentando mudar isso e espero sinceramente que a coisa tenha ficado boa.

O que mais posso dizer? Será que esse é um bom livro? São questões obscuras, cujas respostas estão nas sombras.

Bem, eu sou um contador de histórias, o meu trabalho é apenas contar a coisa e não julga-las, isso é para você, leitor, se você conseguir chegar ao final desse livro (e eu acho sinceramente que chega) terei feito o meu trabalho com sucesso. Caso contrário, não tem problema, a arte é causar emoção, não agradar.

Alguns desses contos (ou a grande maioria deles) trazem uma nota informativa sobre a história, onde você encontrará informações sobre coisas como a inspiração e situação em que cada história foi criada, notas cuja leitura não é obrigatória, mas que esclarecerá alguns pontos se você assim o fizer.

Agora vou parar de escrever isso aqui, porque, como eu já disse acima, não sou muito bom com prefácios, e a coisa já está ficando meio chata.

Sobre coletâneas de contos, à guisa de informação, algumas das melhores que eu li são: " Tripulação de esqueletos ", "Depois da meia noite" e " Sombras da noite ", os três de Stephen king; " Contos do grotesco e do arabesco ", de Edgar Allan Poe; " Histórias fantásticas ", de Luiz Zatar; " A tumba, e outras histórias ", de H. P. Lovecraft; "13 histórias que até a mim assustaram ", coletânea de contos reunidos por Alfred Hithcock; um livrinho chamado " sete faces do horror (ou será terror ?) ", de diversos autores brasileiros, cujos nomes não me lembro agora. Esses são livros que deviam ser lidos por todos aqueles que são amantes de histórias, pelo menos essa é a minha opinião.

Agora sim, chega.

Questões povoam minha mente quando eu me deito, elas me consomem, me corroem na busca de respostas que não existem; devem existir, mas estão em algum lugar gelado e tenebroso no meio da escuridão, onde seres rastejantes vivem. A ida até lá é uma emoção escabrosa.




LUÍS FERNANDO ALVES, Pindamonhangaba, 01 de junho de 2016.


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