autorajamille Jamille Sousa

Lavínia mora na Coréia há anos e ganha a vida como fotógrafa de eventos, no dia da coletiva de imprensa com o elenco do novo dorama da SBS em que ela ficou encarregada de fazer as fotografias. Lavínia acaba descobrindo que tem uma fada madrinha e que; aliás, ela tem o poder de realizar um desejo de seu coração. Deslumbrada com seu ator de dorama favorito a alguns metrôs de distância, Lavínia acaba fazendo um pedido bem específico para Serena. Uma fada madrinha bastante atrapalhada, confusões, alguns membros faturados e cenas apaixonantes; um feitiço que talvez tenha dado errado e agora pode colocar em risco a carreira consolidada do ator de dorama mais queridinho da Coréia. Afinal, a culpa é mesmo da fada?


Fanfiction Celebridades Todo o público.

#Romance, #Fanfic, #Leejongsuk,
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Introdução

Era uma coletiva de imprensa para apresentar os atores do novo dorama que estava sendo gravado. Então eu estava ali para fazer as fotografias, em meus cinco anos trabalhando como fotógrafa na Coréia do Sul. Sempre tive vontade de conhecer de perto o meu ator de dorama favorito: Lee Jong-Suk. Portanto, era de se imaginar que eu estivesse eufórica e feliz, mas a verdade é que eu estava apavorada.

Minhas mãos tremiam tanto, ao ponto de eu achar que minha câmera fosse cair. Era muita emoção junta, porque eu ficaria nas cadeiras da frente, para ter uma visão privilegiada e conseguir as melhores fotos.

Fui muito bem paga para esse trabalho, porém, eu o faria até de graça. Imagina, ficar cara a cara com o homem mais lindo da Coréia e por que não do mundo todo? Tá legal, eu era completamente apaixonada por ele e isso era extremamente vergonhoso. Meus amigos riam de mim sempre que eu babava em alguma notícia ou qualquer coisa que ele fizesse parte.

Mas eu não podia controlar.

Era tão ridículo e infantil, eu já tinha vinte e cinco anos e nutria uma paixão platônica por um ator de dorama inalcançável.

Quase ri da minha desgraça, porque perdi bons partidos aqui na Coréia por causa dessa paixonite. Digamos que eu preferia ficar vendo reprise de dorama com o meu Sukinho a ir aos encontros com um homem de carne e osso.

Balancei a cabeça, tentando me concentrar no meu trabalho. Eu seria uma profissional, nada e nem ninguém tiraria minha atenção do elenco.

De todo o elenco, devo frisar.

Finalmente o início da coletiva foi anunciado, eu era fluente em coreano com muito custo. Estudei no Brasil antes de vir para cá e continuei estudando arduamente até conseguir um emprego e ficar por aqui definitivamente.

Só que todos os meus pensamentos foram desaparecendo um a um quando ele entrou. Foi como se o mundo parasse enquanto ele sorria e acenava para todos.

Até que nossos olhares se encontraram, foi apenas um instante. Acredito que por coincidência, eu estava de frente para onde ele ficaria. Essa parte eu planejei desde o início, queria poder olhá-lo de perto uma vez na vida.

Então ele sorriu.

Ele sorriu.

Sorriu pra mim.

Talvez eu tenha desmaiado mentalmente por um segundo ou dois, mas logo me recuperei e sorri de volta. Fazendo um coração com os dedos indicador e polegar.

Foi quando ele sorriu novamente.

Dois sorrisos do homem que eu nunca teria pra mim, era o máximo de dádiva divina que eu conseguiria. E estava bom demais, eu estaria pronta para seguir em frente dali em diante. Lembrar dele somente como uma paixão platônica e impossível da meia idade.

Acontece que meu subconsciente não estava pronto para desistir e enquanto eu tentava forçá-lo a se concentrar no trabalho.

Ele ficava mentalizando algo como: Seja meu, seja meu.

E de repente o mundo parou, parou mesmo. Tipo, o que está acontecendo?

— Lavínia… — Uma voz angelical soou atrás de mim e eu observei um ser de asas minúsculo e colorido parar diante dos meus olhos.

Eu queria gritar, mas ela apontou a varinha para os meus lábios e então não consegui mais formular som algum.

— Você não pode falar, do contrário quebrará o encanto — Comecei a me exasperar em silêncio, que diabos estava acontecendo ali? — Eu sou sua fada madrinha e vim realizar o desejo do seu coração. Se for realmente isso o que você quer — Ela apontou para o amor da minha vida sentado à minha frente, paralisado, assim como todos ao meu redor.

Eu não sabia do que ela falava, ou quem ela era. Que ser era aquele? Uma fada? Parecia uma, eu gostava de contos de fada quando era criança e se ela veio mesmo atender meu desejo eu é que não me faria de rogada.

Balancei freneticamente a cabeça em concordância e apontei para o meu homem. Eu o queria pra mim, se ela tivesse o poder de me dar, não queria nem saber como.

Só queria!

— Então ele será seu — ela respondeu agitando a varinha minúscula. — Mas lembre-se de que se você não conseguir conquistá-lo em dez dias, o encanto se quebrará. Essa é a única regra, boa sorte. — O mundo voltou ao lugar, eu acho, a fadinha sumiu e no meu colo notei um cartão cheio de brilho com um nome:

Serena.

Ela se chamava Serena.

Estava distraída a ponto de não perceber que tudo voltou ao normal mesmo, tanto que os demais atores já se posicionavam. Eu precisava fotografar o evento, era só o que me faltava. Ficar louca a ponto de imaginar uma fada realizando meu desejo de beijar a boca do Lee Jong-Suk!

Quase dei risada com esse pensamento ridículo, não fosse o que aconteceu a seguir. Foi realmente como se ele me notasse, enquanto eu me preparava para começar a registrar a coletiva de imprensa. Levantei graciosamente, tentando manter minha visão periférica nele, para me certificar de que eu não estava louca.

E não estava.

Seu olhar me acompanhou, até que eu fiquei no canto da sala e tirei as primeiras fotografias. Do homem mais lindo do mundo primeiramente, eu precisava de provas de que o conheci pessoalmente para contar aos meus netos.

Um dia, se eu me cassasse, sabem como é.

E lá estava, uma fotografia com ele sorrindo em minha direção. Como se estivesse posando propositalmente para mim. Àquela era a fotografia mais preciosa de toda a minha carreira, eu a colocaria em um quadro para olhar todas as noites antes de dormir. Porque era óbvio que eu estava sonhando, ou tendo alguma espécie de colapso mental.

Os jornalistas começaram a fazer perguntas, eu era somente a fotógrafa então podia circular pelo evento enquanto fotografava. Em vinte minutos de coletiva meu ego já estava nas alturas, era como se ele me acompanhasse com o olhar.

Eu só podia estar pirada!

Ou àquela fada realmente existia e a minha chance de conquistar o homem da minha vida estava diante de mim.

Eu precisava aproveitar ou começar a tomar remédios para a cabeça o quanto antes.


21 de Agosto de 2021 às 03:26 0 Denunciar Insira Seguir história
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