jose-araujo1628842875 Jose Araujo

Um jovem apaixonado em escrever, conta sua história de amor através de cartas. Lutando na cidade grande para ajudar sua família que mora interior da Inglaterra, e conhecendo o que é amar pela primeira vez.


#26 em Romance #13 em Romance adulto jovem Todo o público.
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Thomas

A minha história começa aqui. Nasci no interior da Inglaterra, em Rye. Um belo lugar para se viver. Minha vida nunca foi repleta de emoções, sempre fui quieto, e com poucos amigos. Hoje eu faço vinte e um anos, e na verdade eu não ligo muito para aniversários, só mais um dia pra mim.

Minha mãe sempre me perguntou sobre o amor, diz que já estou na hora de viver um romance, ou algo assim. Eu não levo muito a sério, aliás não sei o que é amar alguém. Tenho coisas mais importantes a fazer, ao invés de procurar uma alma gêmea. Com meu coração partido, estou me despedindo de minha família, pois estou indo para Londres tentar uma vida melhor.

Não sei o que vou encontrar nesta jornada, mas espero que seja a minha felicidade. A dúvida e o medo, tomaram conta de mim nesse momento. Mas a vida e feita de mudanças, só não sabemos se elas serão boas, ou ruins para nós. E sobre o amor, quem sabe?

Eu vejo tantas pessoas dizerem como é bom estar apaixonado, sentindo um frio na barriga, suas pupilas dilatando, ou tudo acontecendo de uma vez, não sei. Pra falar a verdade, as vezes eu sinto falta de alguém. Não sei bem como me expressar, mas... deve ser uma sensação incrível, pelo menos é o que dizem.

Estavamos eufóricos, pois já era dezembro, e com isso a chegada do inverno. Um mês de festas, e muitas alegrias, ou falsas alegrias, talvez... quando eu disse em encontrar a minha felicidade, quis dizer me sentir vivo novamente, ou pela primeira vez. Preencher esse vazio em meu peito, que seja com um amor, ou com a música. Aliás eu amo escrever canções. Sempre nas noites mais sombrias, era o meu único refúgio, ainda é...

Ao chegar em Londres, fiquei completamente perdido. Já era noite, e não consegui um lugar pra dormir, fui para um parque ali próximo, me deitei no chão e tentei descansar. A minha sorte, é que a lua estava tão linda... mesmo com o frio, ela aqueceu meu coração. E de alguma forma, algo me disse que ficaria tudo bem. Não consegui dormir, estava ansioso. Tantas dúvidas, e tantas incertezas. Quando amanheceu, fui direto para o Bar, onde me prometeram um emprego. Era um trabalho bem simples, servir um monte de gente bêbada, e limpar o local no fim do dia.

Em frente ao Bar tinha um kiosque de flores, já passado duas semanas de trabalho, uma coisa estava chamando muito a minha atenção. Todas as manhãs uma moça sempre comprava rosas amarelas naquele lugar. E no fim da tarde, se reuniam ela, e suas amigas para conversar é tomar um café, ou chá, não tenho certeza. A primeira coisa que me chamou a atenção foi o seu sorriso, e confesso que tive um leve formigamento na barriga. Achei um pouco estranho, mas essas sensações começaram e não pararam mais. Meu chefe até me perguntou por que eu gostava tanto de varrer a calçada, e admito que era a mais limpa da rua. Mas o único motivo estava bem na minha frente... não sei porque, eu amava ver ela sorrindo, e dando muitas gargalhadas. Seus olhos escuros, seus cabelos encaracolados, eu olhava cada detalhe... era uma atriz de cinema! as vezes olhava em minha direção, mas com certeza não era pra mim. E quando olhava, eu ficava muito sem jeito, minhas mãos suavam, as pernas travadas, e muitos outros sentimentos novos. Fiquei muito assustado com tudo isso, e pensei em não varrer mais a calçada de jeito nenhum... eu percebi que aqueles sentimentos poderiam me machucar de alguma forma. Se passaram dias, e ela sempre comprando as rosas, e bebendo seu café no fim da tarde. E nas últimas três noites, sonhei com ela. Foi nesse dia que senti saudades de uma pessoa que eu não conheço, e talvez nunca conheça. Saudades de abraçá-la, sem ao menos ter dado um único abraço. Seu toque, sem ser tocado... foi quando percebi que meu coração batia mais forte, e comecei a gostar de rosas depois daquele dia. Eu me senti um idiota completo, porque essas emoções me deixavam vulnerável.

Mais uma semana se foi, eu aluguei um lugar pra morar, estava indo bem no trabalho, e juntando um dinheiro para ajudar minha família em Rye. Mas as manhãs daquela semana, ela não apareceu no kiosque, e não tomou seu café da tarde. Queria tanto saber o que aconteceu... fiquei inquieto aqueles dias, decidi ir até o kiosque e perguntar sobre a tal moça, mas a dona não soube me dizer nada. Ela simplesmente sumiu. Até que um dia, depois de perder minhas esperanças, ela passou bem cedinho do outro lado rua. Mas não comprou sua rosa, nem voltou para tomar seu café, estava chorando em silêncio. Ver ela triste, deixou meu coração doendo de uma forma que não sei explicar. Mas o que eu poderia fazer? nem se quer trocamos um "oi" eu queria tanto saber o nome dela, e dizer que estava tudo bem... mas não tinha coragem pra isso. Nos próximos dias que se foram, ela passava pela calçada do bar, e olhava para o kiosque com dor. E todos os dias eu prometia a mim mesmo, que iria dar oi, até que esse dia chegou...







19 de Agosto de 2021 às 22:15 4 Denunciar Insira Seguir história
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MF Maria Eduarda Ferreira de Lima
Por favor,não demore para o próximo capítulo. Minha ansiedade não vai aguentar kkk Simplesmente ta mtt lindoo!!
August 20, 2021, 03:17

Andressa Dias Andressa Dias
Ansiosa para o próximo capítulo
August 19, 2021, 23:30
Jose Araujo Jose Araujo
Q. Mente brilhante ❤️
August 19, 2021, 22:53
~

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