anandasnts Ananda Santoss

Após Ana Clara enfrentar problemas familiares desde seus 8 anos de idade, finalmente havia conseguido uma vida nova em um país novo, mas quando seu mundo começa a se fechar contra si mesma, ela se vê revivendo traumas para sentir algo novamente. Após ter superado alguns traumas, ela entrou em uma grande furada tentando acabar com as marcas de um assassinato, e logo vê que a parte mais dolorosa disso tudo seria seu coração que estava ente uma grande batalha amorosa. Mas quando ela percebeu que estava prestes a conhecer a parte dolorosa de um amor, ela também compreendeu que já havia presenciado tudo aquilo com seus próprios pais a cincos anos atrás. A grande questão de tudo isso era: como ela lidaria com todos os problemas externos, se não conseguia lidar com os interiores que ela e outras pessoas haviam causado em si mesma? As vezes a única coisa que ela queria que a adolescência fosse apenas ter problemas com garotos e fazer coisa irresponsáveis.


Drama Para maiores de 18 apenas.

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Capítulo 1

Ana Clara

Eu estava lá, presa em mais uma aula de sociologia, qual eu nunca entendo absolutamente nada. Liam, meu colega e arrisco dizer ex interesse amoroso, me ajudava nesse quesito. Mas eu tive que mais uma vez estragar tudo.

É eu nunca fui muita boa em demonstrar absolutamente nada, e pasmem, minha melhor amiga que sempre acredita que está fazendo algo bom a mim, jura que me empurrando as pessoas quase, que, basicamente a força ajudaria nesse processo.

— Malditas aulas de sociologia, elas ainda me aniquilaram da terra. — Eu murmurei a mim mesma, mas acho que foi alto suficiente, já que Nestha, uma amiga um pouco próxima, diga se de passagem. Ela se virou para trás e me olhou, ela tinha um pequeno sorriso nos lábios, aposto que estava pronta para dizer “Não é tão difícil quanto parece”.

Eu pressionei as mãos pelo meu rosto, eu estava cansada demais para pensar nos últimos anos. Acho que não deveria explicar agora, ou espantarei quem nessa sala tiver um super poder e ler minha mente. Eu me esparramei por cima da minha mesa, Nestha riu e se virou rapidamente quando o sinal tocou para a irmos para nossas devidas casas, acho que ela tomou um susto.

— Não é tão difícil quanto você acha que é. — Touche, eu sabia. Ela se virou para trás novamente.

— É, creio que meu cérebro já não seja tão inteligente assim, como eu pensava que era. — Me questionava, enquanto Nestha bagunçava meu cabelo, o que me fez a olha para ela com raiva.

Odeio que mexam no meio cabelo.

Observei uma sombra se aproximar da mesa de Nestha, ergui o queixo para ver quem era, e lá estava... Liam. Ele parou de me cumprimentar por motivos de: minha melhor amiga fazendo merda em nome de ser honesta. Liam não troca uma palavra se quer comigo, há exatamente duas semanas.

Victoria, a famosa melhor amiga... simplesmente disse para ele sem querer, era o que ela alegava, que eu estou totalmente te apaixonada por ele.

Pasmem, era só uma quedinha boba, daquelas que você tem pelo seu ídolo que nunca vai te amar? Ou aquela quedinha que você tem pela professora gostosa da 5º? É era exatamente essa que eu tinha pelo Liam. Já era de se esperar que Victoria faria isso. Ela sempre faz.

Isso com toda a certeza não explica a ignorância dele. Arrisco dizer que isso posa fazer sentido na mente minúscula dele.

Às vezes, eu gosto de pensar que um vampiro dos cabelos loiros, centenário iria surgir na minha vida, ou até mesmo o grão- senhor de uma corte noturna de 1,90, e alguma coisa aqui dentro de meu peito finalmente se iluminaria.

Sabe aquele momento, que você olha para a protagonista e pensa, filha da puta sortuda do caralho? Bem, é assim que me sinto com qualquer livro de romance que eu leio. Saio de meus desvaneios com os gritos de minha melhor amiga, que estava escorada no batente da porta da minha sala.

Eu havia ficado tão perdida em meus pensamentos, que nem percebi que todos já haviam se retirado da sala. Eu olhei para Janela, o sol estava fraco, já que estávamos no outono, na primeira semana de dezembro eu já consigo sentir o inverno de congelar.

— Vamos logo Clarinha, nossos amigos estão nos esperando. — Victoria grita, quando a olho, ela está revirando os olhos impacientemente. Acho que as palavras “nossos amigos”, não é tão para mim, eles são amigos de Victoria, não de mim. Eu sou apenas a amiga coadjuvante do protagonismo dela.

— Calma, estou guardando minhas coisas na mochila. — Eu alertei. Ela se aproximou para me ajudar, mas eu havia arrumado todas as minhas coisas, a tempo.

— Você está bem? — Ela me analisou com o olhar, procurando qualquer sinal de tristeza em meu rosto — Ele continuou sendo o babaca que ele sempre foi? — ela me perguntou se referindo ao Liam.

Ele só foi babaca porque você deu um maldito empurrãozinho.

— Eu estou bem... na medida do possível. — Eu não estava bem. E por mais que achem que eu só estou assim por causa de um garoto... o buraco é sempre mais em baixo — não queria voltar para casa hoje, mas felizmente tenho trabalho da senhorita Bennet, acho que vou pedir para minha mãe me buscar, mas obrigada por terem me esperado. — Eu afirmei a Vic, depositei um beijo leve em suas bochechas e sai dali o mais rápido possível.

Eu não sei qual foi o momento em que minha mente desandou novamente... só sei que em um momento eu estava feliz com minha vida nova e no outro só conseguia ter pesadelos com o passado e com meus malditos erros.

Não tinha trabalho algum, mas liguei a minha mãe que falou que mandaria o motorista de Mike para me buscar, Mike Van Der Woodsen. Ele é um antigo amigo de minha mãe e atual chefe dela. Sai para o pátio e encontrei o carro que veio me buscar, eu entrei e o senhor Richards estava no banco do motorista, nós nos tornamos bons amigos.

Ele é brasileiro, assim como eu e minha mãe, o que me ajudou a falar com ele e ser mais amigável.

— Baixou as músicas da Taylor que eu pedi a você? —eu perguntei a ele, enquanto me arrumava no banco de trás, Richards me olhou pelo retrovisor interno do carro e assentiu a mim, ele apertou uns botões do som, e Cruel Summer iniciou.

— And I screamed for whatever it's Worth — fiz uma pequena pausa, quando voltei gritando com toda minha voz — I love you, ain't that the worst thing you ever heard? He looks up, grinning like a devil, And it's new, the shape of your body, It's blue, the feeling I've got, And it's ooh, whoa oh, It's a cruel summer. — Quando parei de cantar igual uma verdadeira louca. Suguei todo o ar que tinha antes de descer do carro, e me lembrei que... passaria essa maldita tarde pensando em como sou estupida.

Quando entrei em minha casa, eu me joguei no sofá e entrei em um tipo de bolha de pensamentos, tão horríveis quanto eu me lembrava. Algo estava carregado tão profundamente que precisava de um pensamento de escape, sabe? Aquele que você sabe que sentir irá finalmente liberar toda a angustia que sente. Eu demorei alguns minutos para perceber que estava em uma maldita crise de pânico, eu costumava tê-la desde de meus 10 anos. Minha mãe havia me ajudado a controlar com remédios e terapia, porém a mais de 1 ano que venho enfrentando a sozinha.

O ruim disso tudo é que aprendi a guardar tão bem meus sentimentos é que entrei em uma espécie de bloqueio, é não há oque eu faça para mudar isso. Segundo a psicologia isso é meu mecanismo de defesa contra meus velhos traumas e futuros traumas que talvez eu consiga prevenir.

Depois de longos 8 anos tendo que enfrenta-las todos os dias e noites, com o passar dos anos foi se tornou mais fácil de lidar. Entretanto, quando completei 14 anos, eu virei amiga das pessoas “erradas”, eu descobri que bebidas alcoólicas misturadas junto dos remédios me deixavam melhor, mais viva, porém raramente a vida é flores e felicidade... um ano depois eu perdi James, meu melhor amigo da época, para uma overdose. E se alguém esperasse que aquilo me deixaria amedrontada, estava errado. Só piorou porque aquilo era uma forma de fugir da realidade que vivia em minha família, quanto esquecer que perdi a pessoa que sabia TUDO sobre a minha vida.

Isso tudo estava acontecendo 6 meses após meu sair de casa, na época faltava um mês pro meu aniversario de 15 anos, e eu bebi bebidas e tomei remédios o suficiente para não acordar mais... foi o que eu pensei na verdade.

Eu estava tão quebrada com a saída de meu pai da nossa casa, tão quebrada com a morte da melhor pessoa que havia conhecido em minha vida, que me entreguei completamente a morte, a deriva de uma conquista de paz, de ficar longe de mim mesma e da minha maldita mente. No outro dia, eu felizmente acordei, e vi minha mãe, seus olhos estavam inchados de chorar, provavelmente. Haviam fios que levavam sorro até meu corpo, eles haviam feito uma lavagem estomacal em mim para tirar qualquer coisa que me impedisse de viver. Minha mãe passou semanas pensando aonde ela errou, para que eu pensasse em me matar, mas nunca foi ela, nem nos meus piores pesadelos foi culpa dela, e sim minha.

Fui tirada dos meus pensamentos com um carro que vinha bem na hora que eu tentei atravessar a rua. Eu estava saindo de casa, já que precisava passar no mercado e comprar algo para comer. Seria ótimo deixar me levar, e finalmente morrer. Mas eu estava feia, com a cara inchada provavelmente por ter acabado de chorar, mas se formos ver... eu continuava linda e jovem “é a imortalidade minhas queridas", como dizia Alisson DiLaurentis.

Fui tirada da minha decisão de viver ou morrer por alguém me puxando para trás. Eu poderia tentar adivinhar quem era pelo perfume.

— Você não disse que era mais interessante morrer no seu aniversário? — Uma voz calma soou perto de meu pescoço.

Liam Miller.

— Você não deveria estar ocupado me odiando Miller? — Eu perguntei a ele enquanto saia de seus braços e me virava, Liam passou uma das mãos pelos cabelos, e depois sorriu de lado para mim.

Imediatamente, encontrei seu olhar, tinham uma leve preocupação por trás daqueles olhos esverdeados, seus lábios eram uma linha fina, e os cabelos castanho chocolate estavam bagunçados sobre sua testa, ele cruzou os braços sobre o corpo.

— Eu salvo sua vida e é assim que me agradece? — Questionou ele.

— Não fale como se você se importasse com isso. — Eu falei a ele, alterando o tom de voz, enfiei minhas mãos nos bolsos da frente de meu moletom.

— Você não entende? eu não estava pronto pra relacionamento, foi um baque e tanto quando Victoria falou que você gosta ou gostava de mim. — Ele exclamou me fazendo soltar uma gargalhada histérica. Fiquei surpresa com minha própria reação

— Tudo bem Liam... eu entendo seu lado, mas cacete precisava de todo um drama para me afastar? Precisava me ignorar e me tratar feito um pedaço de merda? você realmente não se importa com ninguém a sua a volta, apenas com você. Você deve ser daquele maldito tipo de pessoa que gosta de quando tem alguém ali né? Para aumentar seu ego, dizer que faria qualquer coisa por você. — Esbravejei as palavras que estavam entaladas dentro de meu peito contra ele, ele parecia estar surpreso com a minha atitude. Eu aproveitei a deixa para sair correndo dali o mais rápido possível.

Segui em direção da casa de Ema, eu não poderia voltar para casa nesse estado, não quando minha única explicação envolvia um garoto, eu provavelmente estaria chorando depois de tudo isso, mas simplesmente não consigo, talvez eu tenha esgotado todas elas já ou só não dói a esse ponto.

Eu finalmente havia me acalmado e estava a poucos metros da casa de Ema, eu havia tomado uns dois comprimidos para dor de cabeça antes de sair de casa. Estava meio sonolenta por conta disso, quando cheguei na porta da casa de Ema, dei duas batidas na porta e ela rapidamente a abriu como se soubesse que era eu.

Depois de alguns minutos, olhei meu celular 15:30 P.M. marcava na tela, havia algumas mensagens, mas só respondi do meu melhor amigo, Noah, Ele me perguntava se eu estava bem. Obviamente não estava, mas não gosto de expressar o que sinto e meu amigo já tem problemas demais, não preciso ser mais um.

Noah: olá raio de sol, você está bem?

Eu: estou bem sim, estava no shopping assistindo After, o filme está realmente perfeito!!

Noah me respondeu novamente em alguns segundos.

Noah: sem spoilers, gata

Eu obviamente não daria, já que nem assisti.

Apenas o respondi com uma figurinha, Ema me deu um abraço apertadíssimo, que se eu não morri atropelada, eu morreria asfixiada por ela. logo depois ela preparou Leite quente para nós bebermos, conversamos um pouco sobre o que havia acontecido, também mandei uma mensagem a minha mãe dizendo que estava na casa de Ema.

10 de Setembro de 2021 às 14:22 0 Denunciar Insira Seguir história
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