aicodaiko aico daiko

Eu sou uma jovem mulher de negócios eu sai recentemente de um relacionamento. Eu vou viajar para Quioto na esperança de consertar o meu coração quebrado e talvez encontrar um amor novo. Porém, eu não esperava vir na forma de um Yokai(um demônio japonês). Depois de um encontro casual, eu sou convidada para o mundo dos Yokai, onde eu conheço três jovens atraentes de varias raças Yokais: Hayato de descendência Oni, Yukio da raça Yukioto e katsuki da raça Tengou. Eu fico surpresa em descobrir que todos eles querem a minha mão em casamento! Contudo, nem tudo é flores, assim que eu percebo uma escuridão em volta das pessoas da cidade Yokai, e que elas estão gradualmente desgostando de seres humanos. Poderia eu consertar o relacionamento entre Yokais e seres humanos enquanto ajudo esses garotos a superarem os seus traumas pessoais? Poderia eu achar um amor entre os demónios?


Ação Todo o público.
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Capitulo 1

Pétalas de flores de cerejeira dançam na brisa morna. A luz do sol reflete nas decorações douradas do templo e eu respiro fundo.
-Ahhhh... Eu sempre quis vir pra Quioto!!
Certas pessoas prometeram me trazer aqui, mas...
(No fim, eu tive que vir sozinha.)
Por um momento a minha felicidade some e eu lembro o que exatamente acarretou minha fuga pra Quioto.
(Provavelmente vai levar um tempo antes de eu me recuperar dequele término. As feridas ainda estão abertas... Mas eu vou tentar não pensar em coisas tristes.)
Eu pego uma moeda do meu bolso e jogo na caixinha do templo.
(Meu ex era um traidor egoísta estou melhor sem ele!)
Os sinos soam acima da minha cabeça enquanto eu bato duas palmas.
(Estou na espera de um recomeço! E vai saber... Talvez eu seja sortuda o suficiente para conhecer o homem dos meus sonhos!)
Eu vago pelo templo enquanto sonho acordada para me distrair dos meus pensamentos sobre o meu ex. De repente, algo bate em mim.
-Ah!
A força do impacto me joga no chão. O calçamento de pedras arranha as minhas pernas.
-Olha por onde anda, caramba!
Eu me retraio de dor e olho pra cima pra pessoa que trombou em mim.
-Ahhnnnnn...
Eu firmo o olhar com o homem estonteantemente lindo que está ali de forma imponente. Eu percebo seu cabelo ruivo flamejante e seus olhos dourados atordoantes e meu coração descompassa.
(Não se distraia com a beleza dele! Eu preciso me levantar! Ele claramente tem problemas. Mas eu sou uma mulher independente e forte!)
Eu me levanto e fico de pé. De repente eu sinto uma dor aguda no meu tornozelo.
-Ai.
Eu caio de novo nas pedrinhas afiadas. As pedras perfuram minhas pernas e eu consigo sentir o ardor dos novos cortes.
(Realmente não é meu dia.)
Eu fecho meus olhos bem apertado e tento me recompor.
(Talvez... eu não devesse ter vindo pra cá...)
De repente eu sinto braços fortes em volta de mim. O chão se afasta e eu sou levantada.
-Chega. Você parece uma pateta.
Ele começa a me carregar pelo templo.
(Ele é tão forte écomo se eu não pesasse nada!)
Nós cruzamos o portão do templo e eu de repente me dou conta da nossa situação.
(Fui pega por um estranho!)
O ruivo grunhe.
(Será que essa é a versão dele para "De nada"?)
Eu olho pra ele enquanto ele me carrega.
(Os olhos dele são lindos... Talvez ele seja cosplayer essa cor de lente de contato é muito intensa!)
Ele me flagra ao encara-lo e eu rapidamente desvio o olhar.
-Então... pra onde estamos indo?
Ele grunhe de novo.
-...Taaaaa boooom então.
-...Hospital.
Eu fico pensando sobre as intenções dele antes de repentinamente chegamos a um hospital próximo. Depois de uma curta espera e alguns curativos, eu fico toda remendada. O medico disse que não foi nada sério.
(Bem... mesmo tendo sido bem áspero, esse homem rude me ajudou. Eu devia agradece-lo.)
Eu saio do consultório médico mas não vejo nem sinal do homem ruivo.
(Talvez lá fora...)
Mas a rua está vazia. Ele foi embora. Eu desisto de procurar e começo a caminhar pela rua.
-É, está ficando tarde e foi um dia muito agitado.
(Eu poderia voltar pra minha pousada.)
Eu pego meu celular pra olhar o caminho.
-Sem bateria. Que ótimo.
(Bem, não viemos muito longe. Devo conseguir achar o caminho de volta!)
-Era por aqui...?
Eu me encontro numa rua escura. As luzes da rua piscam enquanto eu passo.
(Isso não me parece nada familiar... e dá um pouco de medo!)
-Ei, você.
Três homens mal-encarados saem das sombras e caminham na minha direção.
-Que uma moça linda que nem você tá fazendo aqui fora sozinha?
(Eu tive o maiorazar de todos hoje!)
-Vai embora.
Dois deles riem de mim. O terceiro faz cara feia e se aproxima.
-Não. Acho que não.
-Você está sozinha, é?
-Nem precisa...
-Que cê acha de vir com a gente?
Eu tento me afastar mas eles estão me cercando.
-Você não vai pra lugar nenhum!
Um deles avança e segura meu braço enquanto os outros dois se aproximam.
-Ai.
(Eu não consigo me soltar!)
-Ah, aí está você, querida.
De repente, como se por influência de uma força maior, os três homens são jogados pra longe de mim.
-...O quê?
Eu sinto um toque frio e gentil no meu ombro.
-Por favor não vá para muito longe.
Eu me viro e vejo um homem lindo de tirar o fôlego com cabelos brancos como a neve parado ao meu lado. Ele sorri gentilmente pra mim, me puxando para mais perto de si.
-Você está bem, Iris?
Ele se vira para encarar os delinquentes e seu sorriso fica gélido.
-Tsc! Que vergonha! Tratar uma dama de forma tão grosseira... Vocês não têm o direito de se chamarem de homem.
Ele estreita os olhos e sua atitude brincalhona some, substituída por uma seriedade congelante. Sentindo o perigo, os delinquentes ficam de pé. Eles parecem furiosos.
-Que diabos foi isso?!?
-Vaza daqui, bonitão!!
Os delinquentes avamçam em nossa direção.
-Oh, não!
Mas a mão no meu ombro está calma e firme.
-Muito bem!
Meu salvador olha pra baixo e sorri pra mim.
-Não se preocupe, querida.
Dois delinquentes atacam a gente. Com um movimento sem esforço de seu braço, meu defender os manda voando pro outro lado da rua.
-Isso só vai levar um momento.
O ultimo delinquente olha pros amigos empilados no chão e tira uma faca da jaqueta.
-Você vai pagar por isso!
Mas antes que ele possa se mexer, o homem de cabelos brancos de repente aparece bem na frente dele como num passe de magia. Um golpe e o delinquente desaba no chão.
-Que grosseria! Eu pesso desculpas se você ficou com medo.
Seus olhos prateados sobem e descem, e eu me pergunto se talvez ele esteja conferindo meus ferimentos. Apesar de ter lutado contra três homens grandes, sua roupa estilosa está impecável.
-Eles não ousaram te machucar, ousaram?
-Não... eu estou bem. Obrugada, é...?
-Ah, me perdoe.
-Por favor, me chame de Yukio. E o prazer foi meu de chegar para resgatar uma princesa tão adoravel!
(Foi legal da parte dele ajudar... Mas eu preciso aprender a me cuidar. Da proxima vez vou me esforçar mais!)
Yukio gesticula pra rua aí começamos a caminhar. Tem uma coisa me incomodando.
-Ahnnn... como sabe o meu nome?
-Você me disse, é claro!
O sorriso dele é caloroso e me desarma.
(Eu devo ter dito em algum momento e depois esqueci...)
Minha mente ainda está acelarada para procurar tudo que aconteceu. Nós chegamos em segurança na rua principal e eu decido pensar sobre isso mais tarde.
-Ah, querida antes de você ir... Eu tenho um favor para te pedir.
Eu fico um pouco apreensiva, mas ele me salvou.
(Eu devia pelo menos ouvi-lo.)
-Um favor?
-Você gostaria de...
Ele se curva legeiramente e me olha com um sorriso charmoso.
-...se juntar a mim em meu mundo mais tarde?
(No mundo dele? Ele quer dizer... ir num encontro com ele?)
Yukio ri e parece encantado.
-Eu respeito um dama que sabe o que quer!
Ele fica na minha frente.
-E... eu gostaria de te conhecer melhor também.
As luzes das lojas próximas refletem em seu cabelo branco e seus olhos prateados parecem rilhar.
(Ele é mesmo muito bonito! E está tão perto! Ah! Tenho que passar meu contato pra ele!)
Eu procuro na minha bolsa umpedaço de papel com meu contato e entrego pro Yukio. Quando entrego pra ele, seus dedos frios ficam nos meus por um momento.
-Você é muito doce, Iris.
Olhando em meus olhos, ele leva o pedaço de papel aos labios e o beja com delicadeza.
-Obrigado.
Ele cuidadosamente guarda o papael em sua jaqueta de grife.
-Mas essas formalidades não são necessárias entre nós.
Ele pisca pra mim.
-Te vejo em breve, princesa... muito em breve!
Antes que eu possa perguntar o que ele quis dizer, ele desaparece na multidão. Eu olho pra todos os lados da rua, mas nem sinal dele. Sozinha novamente e cansada por conta de todos os acontecimentos de hoje, eu decido seguir a rua principal até a minha pousada.
-Que dia...
Eu me deito na cama de futon do meu quarto rapidamente caio no sono. Em algum momento nos meus sonhos, eu me dou conta que o Yukio está inclinado sobre mim.
-Iris... Estou aqui pra você, princesa. Então, hora de fechar seus olhos...
Meu raciocínio está nebuloso por causa do sono enquanto eu penso por um momento.
(Antes, pode até ser que eu fosse junto cegamente... Mas acho que estou pronta para fazer minhas próprias escolhas agora. E... aventura pode ser exatamente o que eu preciso para superar o término do meu namoro! Além do mais, é apenas um sonho...)
Meus olhos se fecham. Quando eu os abro, descubro um mundo misterioso diante de mim. Parece que estamos numa ponte de madeira. A alguns metros está um portão imenso que leva a uma cidade de aparência curiosa.
-Aquilo são... monstros?!
Criaturas estranhas de variadades tipos e tamanhos estão passando pela ponte. E parado na minha frente está...
-...Yukio!?
Suas roupas de grife foram substituidas por um quimono de aparencia tão cara quanto e acessórios luxuosos. Ele está rodeado por uma aura branca e fria e sua pele parece reluzir.
-Isso mesmo, querida!
-Mas você é...
-Não - humano não! Eu sou o que vocês chamam de Yukiotoko um boneco de neve!
Em contraste à aura fria em volta dele, Yukio sorri calorosamente e se aproxima de mim.
(Eu posso sentir sua mão com muita clareza e tudo parece muito real!)
-Eu estou... sonhando?!
Yukio ri e me puxa mais para perto.
-Isso não tem nada de sonho, minha princesa! Bem vinda... ao mundo sos Yokai!
Eu fico perto do Yukio enquanto vários Yokai passam por nós na ponte. De repente eu vejo relance um vermelho flamejante.
-Peraí!
Um homem trajando roupas extravagantes de guerreiro está caminhando em nossa direção. Ele tem chifres saindo de sua testa e está usando roupas diferentes. Mas não tem como esquecer aquele cabelo incandescente e aqueles olhos dourados estonteantes.
-Você! Você é o grosseirão lá do templo!
Ele me olha chocado e desacreditado.
-Você é aquela fracota! O que diabos você está fazendo aqui?!
Ele olha pro Yukio.
-Tá, chega! Vamos ser um pouco mais hospitaleiros com a nossa visita!
O ruivo debocha, cruza os braços e olha pra mim.
-Iris, esse é o Hayato de Oni.
-Nós já... nós conhecemos.
-O quê, sério?! Oh, então que reunião maravilhosa!
-Eu não colocaria desta forma.
-Qual é, Hayato! Eu vi você crescer seus chifres só por causa dessa ocasião especial!!
Yukio ri, mas Hayato parece momentaneamente perplexo com o comentário.
-O quê?! Isso não é verdade de jeito nenhum!
Mas algo está distraindo o Yukio e ele parece não perceber o comportamento estranho do Hayato.
-Ah! Estamos com sorte!
O resto do Yukio se ilumina com um sorriso largo e ele começa a abanar os braços.
-Irmão, querido! Aqui!
De repente há uma rajada de vento e uma sombra aterrissa na ponte bem na nossa frente. Quando a silhueta escura se endireita, eu percebo que é um rapaz bonito.
-Humpf.
-Ele tem asas!!!

-Sim, minha doce Iris esse é meu querido irmão Katsuki! E não deixe esse olhar frio te enganar ele não é Yukiotoko como eu.
-Felizmente. Um Yukio já é muito mais do que o suficiente. O Katsuki é um Tengou.
Karasu olha friamente pra nós.
-É... um prazer te conhecer.
-Humpf. Eu não sei o que você está aprontando, Yukio. Ao trazer uma humana pra cá... O que você está planejando?
Yukio sorri e se aproxima depressa do Tengu. Quando ele se inclina como se fosse abraça-lo, Katsuki o empurra.
-Deixa pra lá... E não me chame de irmão.
Os três Yokai começam a bater papo.(Eles parecem muito próximos.)
De repente eu percebo que Katsuki está me olhando com frieza. Ele me pega olhando e vem andando, parando na minha frente.
-O mundo dos Yokai... não é lugar para humanos como você.
Meu coração pesa.
-Então... Eu não sou bem-vinda aqui?
Katsuki vira a cabeça bruscamente, desviando o olhar de mim.
-Humpf.
De repente eu sinto uma coisa sendo pressionada na minha mão.
-O que é isso?
-Pega.
Eu olho pra baixo e vejo que é um objeto pequeno e prateado.
-...um apito?
-Esse lugar não é seguro para humanos. Se você precisar... use isso.
Ele abre as asas e, com um grande salto, espirala pelo ar e vai embora voando.
(Primeiro ele diz que não sou bem vinda, mas depois me dá um presente e foge?! Que cara estranho...)
-Obrigado por se despedir queridíssimo irmão.
-Ele te odeia.
-Ah! Como você pode dizer uma coisa dessas?! Meu doce irmãozinho provavelmente está apenas cansado.
-Ele não é o único.
Eu rapidamente abafo meu bocejo quando percebo que eles dois estão me olhando.
-Ah, desculpa...foi um longo dia. Ahn. Noite?
(Definitivamente era noite no meu quarto, mas agora...)
-Rá! Você parece que está prestes a cair...Fraca.
-Perdoe-nos, Iris!
Eles começam a me levar pra dentro da cidade. Enquanto caminhamos, eu percebo que um dos Yokai passando fica me olhando de um jeito estranho.
-Como eu disse Hayato você é muito bruto com as damas!
-Hã?!
-Isso, exatamente desse jeito! Aposto que você assustou a nossa princesa aqui.
Yukio olha por cima do ombro e pisa pra mim.
-Esse grandalhão do Oni é aterrorizante, não é?
(O que eu devo fazer?)
Yukio parece surpreso. Hayato fica boquiaberto e chocado comigo.
-O quê?! Você... não acha que eu boto medo?
-Ah, você causa medo sim! E é grosso também. Mas...
Eu me lembro de como você me carregou o caminho inteiro até o hospital.
-...Eu sei que você não é tão durão quanto parece.
Hayato gargalha.
-É. Talvez você seja mais forte do que parece. Mas você parece uma fracote, então adianta muito!
-Odeio interromper a briguinha de casal de vocês, mas chegamos!
Finalmente, chegamos numa pousada tradicional. Yukio fala com Kitsune dono da pousada e me fala o numero do meu quarto.
(Apesar dos funcionarios Yokai, parece muito com a pousada em Quioto!)
-Bem...boa noite.
-Tanto faz. Talvez a gente volte amanhã... Talvez.
-Doces sonhos, princesa!
Eu os deixo no saguão e vou pro meu quarto. Exausta demias para fazer qualquer outra coisa, eu deito na minha cama de futon e fecho meus olhos.
(Conhecer Hayato, Yukio e Katsuki... vir pro mundo dos Yokai... Parece um sonho... mas é real! Eu jamais imaginaria que a minha jornada ate Quioto viraria uma coisa dessas! E melhor de tudo... é que eu fiquei ocupada demais até para pensar no meu ex!)
Embora eu possa estar num lugar estranho e novo, eu caio de volta no sono. Tap, tap, tap. Eu escuto um barulhinho, mas decido ignorar-lo e tendo voltar a dormir. Tap, tap, tap.
-...Hummmm.
Eu lentamente acordo e me lembro que essa não é a minha pousada em Quioto.
(É isso ai... esse é o mundo dos Yokai. Vai saber que tipo de coisa fica à espreita no escuro!)
Nessa hora, a porta do meu quarto começa a se abrir. Eu rápidamente procuro por qualquer coisa que eu possa usar para me defender e vejo o apito que o Katsuki me deu.
(Certamente não é uma arma, mas ele disse pra eu usar caso precissasse de ajuda! Aposto que ele não pensou que eu teria que usa-lo tão cedo!)
Eu me estico para pegar o apito, mas antes que eu possa pega-lo, a porta se abre por completo. Uma corrente de ar frio adentra o quarto junto com o aroma de pinho.
-...Yukio?
-Perdoe-me por abrir a porta... Quando você não respondeu, eu fiquei preocupado! Posso entrar?
Bem acordada agora, eu me levanto e vou em direção à porta.
-Está muito tarde... está tudo bem?
Yukio faz que sim com a cabeça e sorri.
(Porque ele está aqui a essa hora da noite?)
Eu estou um pouco confusa com a situação, quando de repente Yukio fica num joelho só.
(O quê?)
Ele me olha com olhos prateados e cintilhantes.
-Você quer... se casar comigo?

7 de Agosto de 2021 às 01:16 0 Denunciar Insira Seguir história
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