aicodaiko aico daiko

A vida na faculdade estava indo bem normal, até o dia em que o meu gato fica doente, e eu tenho que levar ao hospital veterinário mais próximo. Porém, eles não conseguem descobrir o que há de errado, mas recomendam eu levar o meu gato para um hospital que dizem conseguir curar qualquer coisa. Dois médicos extremamente bonitos e um rececionista animado, que parece ser a único funcionário, mas milagrosamente conseguem ajudar o meu gato em um instante! Eu decido trabalhar meio-período nesse hospital, mas eles tem uma regra... Nunca olhe na sala de operações enquanto eles estiverem trabalhando! Mas uma noite, eu acidentalmente vejo eles na sala de operação, e descubro o grande segredo. Eles têm orelhas e caudas! Aparentemente o segredo era que eles podem conversar com os animais, porque eles mesmo são animais! Agora que eu sei sobre esse segredo, eu decido ajudar eles a resolver todos os tipos de problemas com animais de estimação, porém, será que eu serei capaz de solucionar os mistérios do coração deles?


Ação Todo o público.
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Capitulo 1

Eu arrasto meus pés ao sair da minha classe de biologia, minha mente ocupa com as contas que se acumulam é então que um quadro de avisos me chama a atenção. Eu ando até ele e tento encontrar as publicações de vagas de emprego. Finalmente, meus olhos focam em um póster de um hospital veterinário que está a procura de um assistente.
-Perfeito!!
Eu anoto as informações e vou até meu apartamento. Chegando em casa, a primeira coisa faço ao por os pés dentro é chamar meu gato.
-Capitão Nibbles!
-Mas não ouço nenhum "miau" ou som de patinhas vindo até mim para se esfregar nas minhas pernas.
-Hmm...
Devo procurar por ele ou não?
-Nibbles! Onde você está, querido?!
Nada ainda. Tudo bem, isso raramente acontece ele costuma vir me receber na porta.
-Capitão Picatsu Nibbles!
Eu ando pelo apartamento, procurando e nada... então eu estalo os dedos.
A banheira!
Eu me dirijo ao banheiro e percebo uma bola de pelos laranja na banheira.
-Ai está você...
Eu vou até a banheira, e parorepentinamente.
-Ah meu Deus! Nibbles!
Nibbles está deitado de lado, tremendo de leve, seu pelo está húmido por causa do seu vómito.
-Essa não! O que aconteceu com você?!
Meus olhos se enchem de lagrimas enquanto eu limpo cuidadosamente o vómito.
É aí que eu me lembro do hospital veterinário que eu vi no quadro de avisos mais cedo. Por sorte, ele fica a apenas alguns minutos de camminhada do meu apartamento.
-Por favor, meu gato precisa de ajuda!
Eu grito histericamente assim que passo pela porta. Pouco depois uma mulher vestindo um jaleco branco aparece na área de recepção. Ela olha para Nibbles e uma franzido se forma em suas sobrancelhas.
-Vamos para a saça de consulta. Você sabe o que houve?
-Não. Acabei de chegar em casa e encontra-lo assim!
-Entendo...
Ela coloca Nibbles numa mesa e começa a examina-lo.
-Hmm... Você possui algum tipo de substancia tóxica em sua casa?
Eu penso nas possibilidades.
-Não.
-Ele sofre de intoxicação. Mas eu não consigo identificar com facilidade qual foi a causa. Eu posso tratar os sintomas dele porém isso pode não ser o bastante. Eu posso também induzir o vomito para conseguir uma amostra e identificar a substancia tóxica mas pode ser perigoso...
Meu coração se aperta. O que eu devo fazer?
-Talvez se os sintomas forem tratados, um pouco da dor será amenizada.
A veternaria balança a cabeça, comcordando. Ela posiciona uma intravenosa em uma das patas dianteiras de Nibbles. Então nós sentamos e esperamos. Logo Nibbles, que havia adormecido, começa a ter convulsões e espuma começa a sair de sua pequena boca.
-Ah, não! O tratamento está reagindo mal a toxina!
-Ah maeu Deus! O que fazemos!?!
-Espera! Há um local que eu posso recomendar. É outro hospital veterinário que não fica muito longe daqui. Eu normalmente consulto com eles em casos difceis e eles sempre conseguem resolver o problema. Eu ligarei para eles então já estarão te esperando.
Eu entro no outro hospital veterinário correndo, mal conseguindo controlar minha ansiedade a essa altura, e não paro até ficar cara a cara com o recepcionista que está me encarando com a testa franzida e confuso. Mas eu não ligo.
-Eu estou vindo da clínica PetVet A Dra. Lawrence disse que os medicos daqui salvariam o meu gato!
O recepcionista se afasta de mim e olha para Nibbles.
-Não se preocupe, ele ficará bem.
Confiante, eu pensei. Eu aceito!
-Otimo!
Assim que as palavras deixaram os meus labios, dois medicos homens entraram na ala de espera.
-Olá, eu me chamo Miguel.
Ele se vira para o segundo medico que há um passo pro lado e se posiciona ao lado dele.
-E este é Jaxon.
Jaxon sorri e curva levemente a cabeça em saudação.
-Eu me chamo Mel.
Eu ofereço o meu nome também.
-Este é o Nibbles.
-Siga-nos até a sala de consulta para que possamos dar uma olhada no que está acontecendo.
Ele e Jaxon se viram e andam até uma porta. Eu os sigo de perto. Eu permaneço em silêncio enquanto Jaxon pega Nibbles e o coloca numa mesa no centro da sala. Eles começam a examiná-lo e eu desvio o meu olhar, não aguentando mais ver o Nibbles num estado tão pertubador. É então que eu presto atenção na sala. Esse consultório não se parece nada com o dia PetVet ou da minha clínica habitual. O equipamento ao redor da sala parece ser de décadas atrás a pouco funcional. Porque a Dra. Lawrence recomendaria este lugar se eles mal possuem recursos para adquirir equipamento adequado? Isso não me parece ser uma boa ideia, talvez eu deva levar o Nibbles para outro lugar já que tempo é essencial neste momento. O que eu devo fazer: Ignorar o estado do equipamento deles e confiar neles ou tentar encontrar um hospital com equipamento mais avançado? Eu olho de volta para os dois médicos que agora estão com o Nibbles deitado de lado. Eles estão conversando num tom apressado e eu não consigo entender o que eles estão dizendo. Eu chego perto e pergunto a eles como está a situação de Nibbles. Eles trocam olhares e alguma coisa parece ter sido dita antre eles.
-Bem, ele está muito mal, o que eu tenho certeza de que você está ciente. Mas não é totalmente irremediavel. Nós achamos que podemos identificar a causa. Porém pode levar um tempo e as coisas podem ficar um pouco complicadas.
-Leve todo o tempo que precisar. Contando que vocês consigam ajuda-lo.
-Não queremos te dar falsas esperanças aqui, Amanda. É uma situação de risco para o seu gato.
Eu começo a entrar em pânico.
-Então, hum... o que eu preciso fazer, ou o que você precisa?! O qu- O que precisa ser feito??
-Nós precisamos levar o Nibbles para a sala cirurgica e tentar descobrir como nos livrsr da toxina.
-Tentar?!
Eu solto um gritinho sentindo que tudo está me sufocando repentinamente. Jaxon me lança um olhar de solidariedade.
-Eu sei que isso parece dificil agora mas você precisa confiar em nós. Nós sabemos o que estamos fazendo.
Eu olho pra eles. Ambos parecem ser jovens na casa dos vinte, talvez. E um pouco atraentes demais! Porque a Dra. Lawrence os recomendaria? Eu me faço novamente essa pergunta. Então eu olho para Nibbles e tomo uma decisão.
-Tudo bem, eu irei cinfiar o meu gato a vocês. Ele não é apenas um animal de estimação pra mim, ele é mais importante do que você possa imaginar.
Um olhar que não consigo decifrar passa pelo rosto de Miguel antes de sumir.
-Nós entendemos. Você veio ao lugar certo.
-Muito bem, Amanda. Nós precisamos nos preparar imediatamente. Nós iremos leva-lo paa a sala cirúrgica e enquanto estivermos lá, você pode esperar aqui na recepção. O recepcionista irá te fazer companhia até terminarmos.
Meu rosto fica palido.
-Eu não quero sair do lado dele.
Eu me manifesto.
-Eu não posso ficar longe dele agora!
-Nós estamos desperdiçando tempo aqui, Amanda. Nós precisamos de fazer isso agora.
Avoz dele é tranquilizante quando ele diz isso.
-Clientes não são permitidos na sala cirúrgica. Sem exceções.
-Mas...
-Ou você fica aqui discutindo conosco, ou nos deixa fazer o nosso trabalho. Mas o seu gato não tem muito tempo então você precisa se decidir agora!
Uma lágrima escapa de um olho ao ouvir as palavras ásperas dele. E eu sou coberto por um sentimento de derrota e perda tanto que o mundo parece estar se fechando ao meu redor. Então eu sinto uma mão em meu ombro gentil e me cutucando.
-Venha. Não vamos desperdiçar mais tempo nisso. Sente-se na área de espera e nós lhe traremos um pouco de chá.
Eu permito que ele me guie pro outro lado da porta e de volta à recepção. Então eu observo, com meus olhos repletos de lagrimas quando Jaxon volta para a sala e fecha a porta atrás de dele. Depois de eu ter sido despensada para a recepção, Ash o recepcionista tenta ,e distrair com conversas cauais mas ele para depois de um tempo quando percebe que eu não estou prestando atenção no que ele está dizendo. O nosso silêncio é interrompido subitamente quando a porta do consultório se abre e Jaxon passa por ela. Ao vê-lo, meu coração dá um salto e eu rapidamente me levanto. Um sorriso se forma no rosto de Jaxon enquanto ele vem até mim.
-Nibbles ficará bem. Ele está descansando agora e irá precisar passar a noite. Mas nós estamos com tudo sobre controle e ele está curado.
-Ah meu Deus!!!
Um alívio recai sobre mim e eu jogo os meus braços ao redor dele, abraçando-o forte, enquanto o significado das palavras dele é absorvido. Então eu rápidamente me afasto, percebendo o que estava fazendo e eu limpo a garganta.
-Uh, sinto muito isso. É que eu fiquei tão aliviada!
O sorriso dele fica ainda maior.
-Está tudo bem, não se preocupe.
-Então, o que aconteceu? O que havia de errado com ele??
-Foi intoxicação, como suspeitávamos.
Miguel comenta enquanto deixa o consultório.
-Eu presumo que você dê a ele comida enlatada, correto?
-Sim...
-Há uma pequena percentagem de gatos que possuem uma baixa tolerância a BPA(Bisfenol A), que é uma substância química comum nas latas. O BPA tem envenenado Nibbles lentamente durante os anos. O corpo dele simplesmente não aguentou mais...
-Ah meu Deus...
Eu penso em todas as vezes em que alimentei Nibbles com comida enlatada. Que é basicamente seu regime alimentar inteiro!
-Muito obrigado a vocês dois, muito mesmo!!
Eu exclamo. Então um pensamento me ocorre.
-Você são incríveis. Esse lugar é incrível. Eu sei que isso soa estrano mas... eu gostaria muito de trabalhar aqui!
Todos eles trocam olhares.
-Meio-período! Eu amo animais e ficaria muito grata em trabalhar com vocês. É incrível o que vocês fizeream pelo Nibbles. Eu adoraria fazer parte da sua equipe, por favor!
Os três homens me encaram por um breve momento e então se agrupam e começam a sussurar rápidamente. Então eles se voltam pra mim.
-Bem, acontece que precisamos mesmo de um assistente. Então, se você tem certeza, você acabou de conseguir um emprego.
Internamente eu estou gritando de emoção.
-Obrigada! Vocês não irão se arrepender!
-Eu espero...
Dentre os três, ele parece ser o que está menos satisfeito com isso.
-Você pode começar o mais rapido possível, mas há uma condição. Nunca, sobre hipótese alguma, espie ou adentre a sala de cirúrgica enquanto estamos operando.
O pedido me confunde por um segundo mas eu rápidamente ignoro estou feliz demais com a saudade de Nibbles e meu novo trabalho.
-Sim, mas é claro. Qualquer coisa!
Eu começo a trabalhar no hospital veterinário no dia seguinte. Capitão Nibbles já está quase totalmente recuperado, só está um pouco mais lento do que o costume, mas isso já era de se esperar. Jaxon ao que parece, é um pouco galanteador. Eu percebo isso quando estou ajudando-o com a limpeza após o último cliente deixar o hospital.
-Eu acho que você tem um jeito com os animais Amanda . Se eu fosse um, você também me daria carinho?
O que eu devo fazer: Devo flertar com ele ou não? Afinal, esse é um ambiente profisional.
-Eu acho que não ainda seria você, certo?
-Ouch!
Ele cobre o coração, fingindo estar magoado, antes de se recuperar e olhar pra mim de forma confusa.
-Qual é, Amanda. Brinque comigo.E se eu fosse uma raposa, você me acariciaria?
Eu cmeço a rir antes de me segurar. Não encoraje ele!
-Jaxon, você está me distraindo. Eu preciso me apresar e terminar de limpar para poder voltar pra casa, para o Nibbles.
-Mas...
-Você ouvir a moça pare de distrai-la com sua baboseira de animal.
Há alguma coisa na voz dele que me faz virar em sua direção. Ele está de pé próximo a porta, com uma expressão que não consigo identificar. Foi desdém que ouvi na voz dele quando se referiu a mim? Não, eu rio internamente não pode ser. Eu sempre fui legal com ele. Porque ele não gostaria de mim? Talvez eu só esteja ouvindo coisas...
-Ei, Miguel, eu pensei que você já tinha saído.
-Ainda não, eu só preciso lidar com uma papelada antes de sair. Mas há uma coisa que eu preciso repassar com você primeiro...
Eles continuam sua conversa e eu me distraio. Eu tenho certeza que não imaginei o desdém... Eu começo a relembrar os nossos encontros desde que vim pro hospital não, nada de estranho. Bem que ele pareceu ter sido o único a não ficar satisfeito quando fui contratada. Talvez ele simplesmente não goste de mim por algum motivo. Mas porque ele não gostaria de mim, eu sou amável, não sou?!
-O
-O que você acha, Amanda?
Eu me viro pra ele.
-Hã?
Porque eu estou me enrolando aqui?! Pare de pensar demais, Amanda!
-Eu estava perguntando se você quer jantar após acabarmos aqui. Eu conheço um restaurante muito bom a apenas um quarteirão.
-Hum...
O olhar penetrante de Miguel me distrai novamente.
-Oh, uh... desculpa, Jaxon. Eu não posso.
-Porque não?
Tudo bem! Não é minha imaginação! Definitivamente tinha algo no tom dele! Eu olho de relance para Jaxon, que parece ter notado meu desconforto repentino.
-Está tudo bem, Miguel. Eu não irei força-la a jantar comigo. Além do mais, ela havia dito que queria ir direto pra casa, para o gato dela.
Ele se vira pra mim e dá um sorriso autodepreciativo.
-Eu havia esquecido sobre isso completamente, desculpe.
EU devolvo o sorriso, a tensão lentamente deixando o meu corpo.
-Está tudo bem. Talvez uma outra hora.
Eu me viro em direção a porta, indo até o armário para pegar uma vassoura e percebo que Miguel já foi embora. Estranho... Ja faz uma semana que comecei a trabalhar no hospital veterinário. Tudo tem sido ótimo os rapazes tem sido simpáticos e acolhedores, bem talvez não o Miguel... Mas tanto faz! Sorrindo pra mim mesma e perdida em meus pensamentos, eu percebo tarde demais que o que eu achava que era o escritório do Miguel é na verdade a sala cirúrgica, que é logo à esquerda. Meus olhos se arregalam quando eu testemunho o que está diante de mim Miguel e Jaxon estão operando um cachorro, mas o cachorro não é o único com orelhas de animal, os médicos também! Mesmerizada e em choque eu fico lá de pé, encarando, sem conseguir segurar as redeas dos meus pensamentos. E então de repente, eles param, se viram, e olham diretamente para a minha expressão e choque e queixo caído.

7 de Agosto de 2021 às 01:12 0 Denunciar Insira Seguir história
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