thaymonike thayla Morgado

“Eu tenho uma proposta para você”. Kacey deveria ter fugido assim que ouviu essas palavras do milionário Jake Titus. O amigo de infância que Kacey não via há anos é hoje um dos homens mais poderosos e cobiçados de Seattle. E ele precisa de um favor dela: para limpar a própria imagem depois de uma confusão, quer que ela finja ser sua noiva durante uma viagem para visitar a avó Nadine, que está muito doente e decepcionada com o neto. Kacey tenta se esquivar, depois de ter sido muito magoada por Jake no passado, mas ele sabe exatamente como convencê-la. Sem opção, ela aceita a proposta, afinal, o que poderia acontecer em apenas quatro dias? Mas o que ela não esperava era reencontrar Travis, o irmão mais velho de Jake, na casa da família em Portland. Quando mais novo, ele adorava perturbar Kacey: já incendiou uma boneca, colocou uma cobra em seu saco de dormir e tacou pedras nela. Por isso, ganhou o apelido de “Pestinha”. Mas depois de tantos anos, Kacey se vê diante de um homem lindo, por quem se apaixona no momento em que vê o seu sorriso. Só que as aparências enganam e as diferenças entre eles logo voltam à tona. Em A aposta, da autora best-seller do New York Times Rachel Van Dyken, Kacey terá que descobrir qual dos irmãos é o cara certo e fazer sua escolha. Essa é a única certeza que lhe resta.


Romance Erótico Para maiores de 18 apenas.
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Prólogo

1997, Portland, Oregon


— Kacey, espera! — Travis corria atrás dela, com lágrimas escorrendo pelo rosto de tanto rir. Kacey era sua melhor amiga, mas só no coração dele. Na vida real, ela o odiava, e ele não sabia por quê. Aos 8 anos, fazia o possível para mostrar que gostava dela, mas Kacey sempre terminava magoada.

As meninas eram bobas.

Seu irmão mais novo, Jake, finalmente os alcançou.

— Por que você fez isso, Travis? — E o empurrou para o lado.

A língua de Travis de repente pareceu grossa na boca. Queria explicar os motivos para fazer Kacey tropeçar, queria mesmo, mas as palavras não saíam. Ele odiava gaguejar. Era tão difícil falar assim, e isso só acontecia quando ele estava se esforçando demais ou na frente de Kacey.

— Argh! — Jake chutou a terra. — Agora ela nem vai me beijar!

— Beijar você? — exclamou Travis, horrorizado só em ouvir o irmão falar a palavra beijar, quanto mais pensar em fazer uma coisa dessas com Kacey. Além do mais, por que o irmão de 6 anos de idade beijaria antes dele? — Ela nem gosta de você desse jeito. — E cruzou os braços.

Travis pelo menos sabia disso — meninas não gostam de meninos. Elas gostam de homens, e ele estava perto de se tornar um homem. Na verdade, tinha acabado de encontrar um pelo no queixo. Provavelmente começaria a se barbear até o fim da semana. Inflou o peito e olhou de cara feia para o irmão.

— Ah, é? Bem, ela te odeia. — Jake mostrou a língua. — Ela me disse isso, e... — Colocou as mãos nos bolsos e respirou fundo. — Eu vou casar com ela.

— Vai nada!

— Vou, sim!

— Vai nada! — Travis empurrou o irmão, que caiu no chão. — Eu sou maior. Ela vai casar comigo.

Jake mostrou a língua e limpou a sujeira da calça.

— Quer apostar?

— Quero! — zombou Travis. — Aposto. Um milhão de dólares!

— Ótimo! — Jake cuspiu na mão e a estendeu. — Aperta aqui. Juramento de sangue.

— Mas não tem sangue — observou Travis.

— Dã! A mamãe mataria a gente se tivesse sangue. Vale do mesmo jeito. A Kacey que disse.

— Ótimo. — Travis cuspiu na mão e bateu na mão do irmão.

Jake fez uma careta.

— Que nojo.

— Vê se cresce. — Travis revirou os olhos e procurou Kacey no quintal. Não queria ter feito com que ela tropeçasse. Bem, na verdade, queria, mas tinha um bom motivo para isso.

Ele sabia que Kacey adorava histórias de princesas. Ela falava de como as meninas devem ser tratadas como princesas e os meninos devem ser príncipes.

Mas como ele poderia ser um príncipe se não havia dragões para matar?

Como poderia provar seu valor se não havia monstros?

O bom é que ele era o garoto mais esperto da turma. Sabia exatamente o que fazer. Tudo que precisava era causar o problema e depois salvá-la.

Primeiro, ateou fogo na boneca dela, mas isso não funcionou conforme o planejado. Na verdade, a boneca agora estava na lata de lixo. Como ele poderia adivinhar que o extintor de incêndio não estava funcionando?

Depois, colocou uma cobra no saco de dormir de Kacey. Quando ela acordou gritando, ele correu para agarrar a cobra, mas não conseguiu encontrar o bicho. Jake o entregou, e Kacey ficou com tanta raiva que chorou.

Na última tentativa de impressioná-la, amarrou os cadarços dela para ela cair, depois se ajoelhou para ajudá-la.

Mas ela estava tão irritada que deu um tapa nas mãos dele para afastá-las, arrancou os sapatos e saiu correndo chorando.

Meninas.

Ele nunca as entenderia.

Afinal, ele estava tentando ajudá-la o tempo todo.

E o tempo todo ela o afastava mais.

Isso só significava uma coisa. Para ganhar a aposta, ele teria que se esforçar mais. E sabia exatamente o que fazer.

— Ei, Jake? Sabe onde tem pedras?

24 de Agosto de 2021 às 14:14 0 Denunciar Insira Seguir história
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