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Ace é o mais novo membro da máfia japonesa que, com a sua chegada, criou dúvidas na vida de Marco que ele nunca pensou que seriam tão persistentes. (Disclaimer: Os personagens da fanfic e o universo ficcional não me pertencem. Eles são propriedades exclusivas de seus criadores. É apena uma história feita por uma fã e para fãs, sem fins lucrativos!)


Fanfiction Anime/Mangá Para maiores de 18 apenas.

#marco #oneshot #one-piece #máfia #ace
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(Não) Adequado a máfia.

Nada nem ninguém poderia convencer Marco de que Ace não havia sido feito para aquele emprego. A reputação da máfia japonesa não combinava com o sorriso gentil que ele esbanjava, mas ainda que insistisse sobre isso, Ace não lhe daria ouvidos, a determinação quase cega que o guiava não permitia meia volta.

Até o momento, as únicas informações que tinha sobre o rapaz era que sua única família era composta por dois irmãos adotivos, não usava seu sobrenome real por motivos pessoais, tinha uma personalidade gentil e adorava tatuagens e filmes de piratas. Tudo isso passando quatro meses com Ace sendo seu parceiro de trabalho.

Claro que Marco poderia extrair bem mais do que isso, precisaria apenas dar uma olhada na ficha dele na organização e buscar alguns contatos, mas o rapaz começou a instigá-lo desde a primeira troca de olhares e, com isso, cresceu uma vontade de conhecê-lo por suas próprias palavras (quase como se quisesse que Ace confiasse nele para contar todos os seus segredos, mas ainda era muito cedo para tirar conclusões).

Porém, aquela curiosidade e fascínio pareciam caminhar lado a lado em uma direção que Marco, como uma pessoa com experiência de vida, já conhecia - e ele ainda não sabia se estava tudo bem com isso.

Independente de quantas vezes tentasse não se envolver pessoalmente com Ace, acabava, como da última vez em que foram designados para monitorar um cassino, com o parceiro lhe mostrando vídeos engraçados e fofos do irmãozinho mais novo, Luffy, que possuía a mesma determinação irritante do mais velho, Marco chegou a comentar isso e o outro apenas riu, dizendo que era de família.

Eles eram fofos, estranhamente essa foi a palavra que Marco achou mais adequada aos irmãos. Até mesmo o do meio, Sabo, um jovem que cursava Serviço Social, possuía um sorriso grande e aqueles olhos de quem sabia qual a finalidade de sua vida. Invejava Ace com sua felicidade, mas sua preocupação também crescia: Marco não queria ter que, em alguma noite, fazer algo aos três que se arrependeria eternamente ( já carregava tantos tormentos).

Mesmo que Marco escorregasse em seus deveres, seus privilégios de ser de uma das famílias comandantes da máfia e sua influência fariam com que as consequências não chegassem a si, já Ace, um pobre homem com um senso de quem cresceu vendo a violência e não a projetando, com algum deslize que fosse definitivo poderia perder tudo. Marco viu muitos deles passarem por suas mãos, escorregando como água entre os dedos, mas algo o fazia zelar com mais dever por Ace.

Todos esses pensamentos corriam pela mente de Marco em looping, tanto que percebeu seu olhar fixo sobre Ace quando o mesmo frisou as sobrancelhas confuso, e não esperou a pergunta para responder.

- Eu estava longe, pensando no trabalho de amanhã, desculpe.

Antes em pé, Marco se sentou ao lado de Ace na calçada, a loja de convivências brilhando nas suas costas e o café quente em suas mãos contrastando com a bebida gelada e azul nas mãos do colega.

Estava frio nas ruas do Japão, o suficiente para o ar quente se condensar ao sair de sua boca e Ace estava sentindo bem isso. Suas roupas eram casuais para não chamar atenção desnecessária, mas talvez o rapaz tenha se esquecido de olhar a previsão do tempo, pois a regata que mostrava bem suas tatuagens não lhe protegia do frio e a bebida gelada não ajudava.

Parecia (e era) um maldito clichê, mas Marco não pensou demais e apenas tirou um de seus casacos (vestia dois, um mais forrado e o segundo sem tanta cobertura, mas a bebida quente podia ajudar no calor) e o depositou sobre os ombros largos de Ace.

- Se você congelar aqui, quem irá cuidar dos seus irmãos?

A resposta dele foi um sorriso constrangido junto do leve tom de rosa em suas bochechas, antes do frio, mas que se acentuou naquele instante.

- Obrigado.

Naquele momento, Marco quis mandá-lo embora, explicar com todos os fatos de que nada ali, para Ace, acabaria bem, mas o celular tocou, e não era o seu. Ace atendeu quase cuspindo a bebida para fora.

- Eu preciso ir, Marco. Me esqueci totalmente que hoje é o aniversário do Luffy e ainda nem comprei um presente. Quando estou com você nem vejo as horas passarem. - Ele pareceu se tocar rapidamente do que havia dito e completou atropelando as palavras. - Eu vou indo para passar no shopping e comprar algum brinquedo, te vejo amanhã.

Ele se foi, atravessando a rua a passos apressados junto a seu casaco que o misturou na escuridão dos becos. Marco ficou para trás e aquelas palavras que claramente foram ditas sem querer se juntarem ao seu looping mental pessoal.

Agora Marco queria xingá-lo com raiva e frustração, porque Ace havia atiçado dúvidas que não precisava ter, um mero egoísmo de não querer mais que ele saísse do seu lado. Ainda não compreendia bem, mas não parecia que esses sentimentos pudessem ser simplesmente não complexos para foder ainda mais com sua vida.

27 de Julho de 2021 às 13:43 0 Denunciar Insira Seguir história
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awnthony ⠀⠀⠀⠀⠀⠀𝙋𝙇𝙐𝙎 𝙐𝙇𝙏𝙍𝘼! -'ღ'- ⠀⠀⠀⠀⠀⠀

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