wagnerpyter Wagner Pyter

Ninguém me ama, ninguém me quer, ninguém me chama de Henrique Wagner Desocupando Identidades - O eu que ama o corpo e a alma se perde. Como amar sem ser suas qualidades pereciveis? No espelho me perco em mil vaidades. Minha natureza minha verdade que grita no eco pra enxergar minha distinção. Mato a lua com versos duros. Esperando o sonho aquela pessoa que aparece sem hora marcada. Alguem como eu que me diga quem sou pra vivermos nossa realidade que nos pertence. A identidade é a corda do alpinista que leva e tras. Não é paralitica e é toda movimento. Perde e acha. Dentro dos caracois de seus cabelos despenteados e bagunçados. Sorte de quem nasceu forte pra se assumir quem é.


Poesia Impróprio para crianças menores de 13 anos.

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16 Rascunhos de Lírios em 2010

A Peste Púrpura (Outono)

Mundo em Colapso - Bela Cicatriz Bela Doença - O silencio nos cala com sentimentos que teimam em nos ferir - A decadencia do seculo XXI no frenesi dos corpos e os poetas e escritores são sempre os primeiros a insistir nesse progressivo colapso - Do imperio romano ao seculo XIX ausentes desfilam com seu olhar parado e mortos tecem as roupas brancas. Os loucos só querem seu espaço com revoltas de belos gritos entre as paredes que tremem deixando seus olhos cegos e canta como em uma guerra belica uma poesia fonetica ou sonora - Eclipse tenebroso desse apocalipse cabuloso com todos em uma redoma de vidro olhando o mundo lá de dentro - Como as que trouxeram a seus pés iluminações para uma busca de si mesmo - naufragados pelo fim do verso e pensando sempre que vai cair um troço na sua cabeça ao andar pelas calçadas de copacabana (20 de março de 2020)


Sinestesias antes das 3 luas


Tanto tumulto e agora descanso.

No consolo do assobio eterno.

A peste purpura no isolamento.

Sem poder ver a paixão da carne.

Luz ruído de aglomeradas ânsias.

Você olhando minhas cicatrizes.

A vida é o final sereno ou senil.

Despretensiosa arte sem intenção.

Florestas cansadas do vai e vem.

Hoje desconcerta a quarentena.

Lamentamos o amor agridoce.

Apocalipse da nossa psicanalise.

Falhando na sincronia ao redor.

Desaparecendo a monotonia.

Cidade em sitio que treme mais.

Com as mascaras implacáveis.

Obsessivos perpétuos a sonhar.

Na caricia do por do sol rosado.

Pensa na parede não monitorada

Vida quieta tocando no aleatório.

Te chamava irreal apego ousado.

Que os pálidos não nos tiranize.


sabonete azul entre eu e você


querendo reconhecer nossa mascara

travados para um coração selvagem

criando quando perdido na realidade

cinza no deserto da quarentena tensa

dança pandêmica às cegas sem música

medo aprisionado por danos cerebrais

danças macabras das profecias diárias

com voz de ventríloquo nos rasgando

paradoxo solar imerso na sala obscura

o mundo suspenso vaga sem viagens

que nossa alma esteja sem fronteiras

sentindo falta das pessoas sem rosto

espera que a distancia nos aproxime

entorpecidos pela letra significativa

arvores perversas na caridade feroz

perdendo a mente frágil uma a uma

no apoteótico sentimento do mundo

crescendo na pele os lírios valentes

sufocados por março dos tremores

a peste purpura e 3 luas não te vejo

zangados animados com os sonhos


Lirios Valentes e Capitu feminino com arte


A monotonia apagou a foto e não aconteceu

O homem tremendo com nossa cidade sitiada

Quais as mascaras que os poetas fingem usar?

Sede e memes no meio de tanta seda e mimos

Escondem nossas linguas afiadas em obsessão

Confunde as caricias com o olhar do por do sol

Queria que tempo fosse poluído sem monitores


( Textos interrompidos no momento )



Pandemônios (Inverno)



Me molho ao te ver fumando, me imagino no lugar do teu cigarro e te sentir me tragando, respirando ideias amor e prazer. meus olho te fitando atraves das cortinas e te acompanho nu a evaporar como uma brisa de um chá. me trazendo calor e deixando as pernas bambas. perco o juizo, decifra me devora me consuma me pra ser tua essencia ate o dia raiar com teu corpo no meu suando e vou ate a sala ver os copos com o resto dos nossos gostos agridoces. baby toda despida no meu olhar poetico de um cazuza silencioso


Morena Moreno - elo lascivo


Acordei com desejo

Corpo junto seio desejo toque

Hipnotizo meduso seduzo

Causar caos dentro de vc

Me visita como por do sol

Vem quente molhada do banho

Calcinha humida dissimulada macia

Morena esgalga na penumbra

Flor que a gente colhe orvalhada

Vem enroscar comigo sentir tua essencia

Perfume que afervora lambendo beiços

Pulsando em sincronia sintonia sinfonia

Teu mel nectar dos deuses na minha boca

Extase de lirios para noias revirando olhos

Tua alma plena deixando palavras pequenas

Mâo na mâo massageando maior conexão


Parece cocaina


Tão branquinha que parece que vai fuder minha vida

Me causando dependencia e palpitações. Perdendo minhas horas de sono.

Obsessiva por liberdade e nunca será minha e nem tenho como competir com o mundo

Amei a primeira vista e me enloquecia

A quero e não tenho. Amor proibido. Não posso permitir que me afastem dela.

Lua que alucina e não sei mais se é cocaina ou luar

Fugindo e sonhando em um gozo nervoso

Salva minha alma devolva minha calma

Eu só causo mal a mim mesmo


Como descobrir teus anjos (ou para as sucubus da vida real)


Deixe-me ver teu Demonio


Deitada de bruços.. Empinando a bunda..


Deixe-me ver teu Demonio


Fique de pé e vire contra a porta do carro aberta..


Deixe-me ver teu Demonio


Desperte a cidade dos anjos penetrando a carne..


Deixe-me ver teu Demonio


Cavalgando de castigo no meu colo sem pressa ..


Deixe-me ver teu Demonio


Tire suas roupas e some o mundo com todo ardor de sua flor..


Deixe-me ver teu Demonio


Coloca sua boca em algo que sente falta e ria tanto ate doer a barriga


Deixe-me ver teu Demonio


Seja só um corpo bailando tocando eternas sinfonias...


Deixe-me ver teu Demonio


Tormenta que aparece inexplicavelmente como uma maldição deixando saudades..



Abacate Gauche (Primavera)



Amor machuca? Não conhecemos 10% do oceano profundo. Demonstro sempre como se estivesse morrendo ou era um grande segredo. Ruiva que gosta de sangue pq é espirito. Lindo forte e tem dentro dela. Mudando os cabelos entre terminos e recomeços. Fico lembrando do seu cheiro doce no quarto e como acaricia minha nuca. Não consigo controlar meus sonhos que são todos teus. Vejo vc sem sutiã e teus bicos dos seios. Com umas malas as duas da manha no aeroporto. Olhares e sorrisos que voavam como a borboleta do carteiro e poeta de neruda.


Sobre Chá de sumiços para não me despedir do meu corpo - Talvez eu não seja bom o suficiente para você. No travesseiro estou condenado pela minha mente. Doce e amargo com esse costume de se ver usada e abandonada no mar de rosas e tempestades. Ferida e deixada com vida mas que vida se vive depois de Ser uma madalena com varias pedradas. Só eu me mereço, trilho outro caminho pra abraçar o mundo e quero o que me faz bem e faz ver alem. Me amar e deixar vir quando estiver afim e nos encontramos nos sonhos


Ansiedade que grita demais ou vamos sumir do tempo em um segundo. A cabeça pesando e parece que todas pessoas estão fazendo uma festa em minha homenagem. Me sentindo extremamente nervosa com coisas que para os outros parece banal. Presa e com pressa dentro do peito. Temos muita coragem por sentir demais. Confusa no meio do caos. Sou caos e não sei como seguir. O sol se pôs e está tão escuro. Mas venho dizer que MELHORA. 365 dias e terapia da pra ver que sim. A paz calminha é a solitude e respirar durante o processo. Gosto tanto de mim


Travada amaralina e chora a dor que deveras sente. O mar vai engolindo gradualmente uma ilha. A alma no corpo nunca dorme e goza. Explodindo meteoros em todos sentimentos. A abertura da flor é expansão. A espera da esperança pobre moça ideal pobre moça das ansias. Eramos afeto e amizade, querida se lembra? Boazinha dor. Te reconheço em cada rua cada rede social. Como podem amar enquanto muitos morrem. Inteira autonoma, musa dos elogios a correr como um rio portuguez com cheito do futuro pulsando sangue na carne



Amores Ciborgues (Verão)



A menina da lua e fada sereia do rio


Em silencio sem querer nada e ficando à toa

Nos circunda com misterio voando ate a gente

Dançando fazendo nosso papel de casal

Vem do oceano e pousa querendo aconchegar

Aqui o tempo todo nos seus timbres e risos

Tu calas como ausente e distante de mariposa

Ficamos alegres com sua palavra que não se foi

Paixão de fim de tarde cheia de vivacidade

Surgindo de asas azuis como o horizonte

Tranquilas noites oceanicas amando desvendar


Moça vc deixa seu perfume na minha camisa. Fico com ela depois do encontro com vestigios da chuva e o cheiro do sexo. Depois do banho arrumo os cachos imaginando suas mãos. Ainda sentindo suas mãos. Teu perfume flutuando no ar impregnando nossos lençois. Memorizo seus diarios do caderno azul me descrevendo e arrepio por ser tua musa poetisa. No seu aniversario sempre darei uma camisa para te usar e ficar com teu cheiro e nunca mais lavar conforme a saudade aperta com você rolando pela cama e grudarei em você como um gato pelo olfato


Primeiro encontro olhando ela comer apenas cobertura do sorvete. Tenho medo da sua voz e respiração com cheiro de canela..passo a mão no seu rosto molhado de suor e sinto seu cheiro forte e entro em panico, querendo fugir mas o corpo paralisa. O amor foi descoberto em seus lençois pela manhã onde dormi agarrado com a paz e a calma na alma. Sem pressa esperando que fique o dia inteiro. Cheiro de saudades mexendo nas coisas guardadas encontrando nossa aliança com florzinha que nunca irá partir e te sentindo dentro de mim. Gratidão aos aquecimentos nos dias frios sentindo o perfume da brisa leve e fresca da orla de salvador. Voz com cheiro de lar aconchegante de mesmos interesses apreciando poemas velhos de camões discutindo todos assuntos. Vc me muda em tudo e ate numeros como o 3 e 14 são significantes e não posso te ignorar mesmo que eu tente com o peso que não me deixa ir embora.


Melhor esquecer do seu cheiro mas lembro do cabelo cor de canela

Sorrio sempre com a brisa que levava o cheiro ao nariz

Pacote de amizade amanteigada com rosas e um antídoto para dor de cabeça

É 6:45 da manhã e estou descalço na cozinha da vó

Você girava em volta de mim como um tornado de amor agridoce

Lubrificando meus lábios com vigor naqueles momentos exatos

Sua mão esmagando o bolo e enchendo de calor na cozinha

Em um terreno baldio onde adolescentes sentem a emoção da liberdade

As nuvens douradas com lilás no horizonte ouvindo a tia com suas visões de prazer

Canela doce que as vezes queima como especiaria que você não sabe o que está por trás daqueles olhos


17 de Julho de 2021 às 20:05 0 Denunciar Insira Seguir história
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Fim

Conheça o autor

Wagner Pyter Meu nome é Pyter, Wagner Pyter. Estudei artes na universidade federal da bahia. Cinema, fotografia. Trabalho com tecnologia mas gosto de cultura.

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