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Juliana Macedo


| Sina, substantivo feminino: destino que não se pode evitar; fatalidade, sorte. Aquilo a que todo mundo está sujeito; predestinação, fado. | Os dois estavam fadados àquele ato de pecado tão mau visto por todos. Entrelaçados no mar de prazer que batiam suas ondas em forma de culpa, dor e decepção. Belinda Cooper é ambiciosa e sabe o que quer, não liga para as consequências de se intrometer no casamento alheio. Anthony era pra ser só mais um, uma conquista em um pódio que ela mesma criou em sua mente maldosa. Anthony Miller sempre foi um homem correto e de boa índole. Atuar como advogado não tirou metade da sua paz quanto conhecer a filha perfeita e inteligente dos sócios. Especialmente quando Belinda tem um tipo de interesse divergente de tudo que ele poderia esperar em seus trinta e oito anos. Em todos os efeitos, tudo se tornou uma verdadeira sina para os dois.


Erótico Para maiores de 18 apenas.

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Em progresso - Novo capítulo Todos os Domingos
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Capítulo 1 - Belinda

Olhava minhas roupas espalhadas pela cama sem total vontade de me arrumar para o jantar de hoje.


Como meus pais fecharam uma sociedade com outro advogado de renome, teremos um jantar em casa para comemorar a aliança de trabalho. Consequentemente, estou feliz pela empresa de meus pais, que logo irei trabalhar, por mim, eu já estaria estagiando lá, mas meu pai insiste em dizer que não preciso, que ainda não é hora. Uma desculpa, obviamente.


Sendo filha única tudo que me é dado é cobrado na mesma medida, tudo foi e está sendo bem planejado na minha vida. Meus pais são perfeitos, trilharam um caminho árduo até onde estão, planejaram a vida deles tão bem — inclusive eu — e com tudo isso, sempre evitei ser uma filha rebelde, aos 21 anos nunca trouxe um namorado para casa, ou dei motivos que os deixassem envergonhados.


O fato de evitar relacionamentos sérios foi unicamente por pensar em me divertir, antes de cair na vida adulta. Sei como é difícil ter sucesso e que ele não cai do céu, assim como meus pais, terei de batalhar pelo meu espaço, muito mais por ser filha de advogados que já tem uma advocacia de prestígio.


Levo uma vida libertina como qualquer outra jovem da minha idade, moderadamente, é claro. Hoje é a festa da minha atlética da faculdade, as melhores festas somos nós quem organizamos, e infelizmente, meu pai me barrou com a desculpa do jantar, na verdade ele nunca gostou de que eu fosse a essas festas.


Só continuo em casa pelo respeito que tenho a eles, no entanto a vontade de trilhar meu próprio caminho só vem crescendo, porém me atento a realidade de que primeiro preciso arranjar um emprego. Enquanto isso sigo a linha de boa moça, ignorando as ligações de Mia que insiste que devo ir para a festa com ela às dez, porém nesse horário sei que não poderei sair de casa sem que meus pais notem e aconteça um grande drama desnecessário.


Me sinto tentada e muito mais quando olho para o vestido vermelho sangue, comprei especialmente para a festa de hoje, o vestido tem correntes douradas que seguem em um decote profundo, o que valoriza meus seios medianos. Mia disse que eu iria parecer uma puta com ele, então seria perfeito, pois era essa a intenção.


Visto um vestido verde claro, que me faz parecer uma boneca, presente da minha mãe, e continuo a arquitetar minha fuga após o jantar. Hoje meu fogo está aceso demais para ser ignorado, e mesmo que eu chegue tarde e perca parte das melhores programações, ainda irei para ver os últimos sobreviventes: Curtir com os amigos bêbados e com sorte conseguir uma foda bem dada.


Meus cabelos tingidos de um ruivo acobreado já estavam prontos, até gastei com salão esperando esse dia. Não irei desperdiçar meu dinheiro à toa, teria de tirar proveito para tanta produção.


Arrumada como uma boa menina que mora com os pais, desço as escadas para encontrá-los recebendo os convidados na porta.

Há uma mulher elegante e que quase não sorri, exala uma arrogância quase natural, mas é inevitável não notar sua beleza apesar da idade. A noto primeiro pois está mais próxima, conversando com minha mãe.


— Boa noite. — Cumprimento ao chegar.


— Emma, essa é a minha filha Belinda, de quem tanto falei. — Bertha, minha mãe, está sempre orgulhosa ao falar de mim.


— Muito prazer, Belinda. Sou Emma, esposa de Anthony, aquele ali que não para um segundo de falar de negócios. — A morena de olhos castanhos se refere ao marido com grande entusiasmo, sem deixar o ar de polidez. A cumprimento com igual educação antes de buscar com os olhos o outro convidado.


O novo sócio está de costas para onde estou, e conversa baixo com meu pai. De onde posso ver, noto cabelos escuros em um corte baixo e ombros largos, meu pobre pai poderia facilmente se esconder atrás do homem.


— Adam, deixe ao menos eles se sentarem, querido. — Diz minha mãe para o meu pai que muito provavelmente está monopolizando o convidado.


Após a fala da minha mãe os dois homens saem de perto da porta e em muito tempo me sinto diferente ao olhar para alguém nos olhos tão intensamente. Olhos pretos brilhantes, que carregam o tipo de olhar que te desnuda de dentro para fora, e se bem que é quase impossível não olhar apenas nos olhos dele, o pacote todo é completamente atrativo, da cabeça aos pés, o homem exala feromônios que podem me fazer atacá-lo a qualquer momento, principalmente pelo seu olhar e andar: Que é forte e impactante. O rosto é de um homem maduro, eu arriscaria dizer que ele é pouco tempo mais novo que meu pai.


Diferentemente de todas as possibilidades que eu poderia imaginar para essa noite, nenhuma incluía estar tão interessada no sócio e amigo do meu pai.


— Anthony, essa é a minha Belinda, nossa futura advogada. — Papai me agarrou delicadamente pelos ombros para me mostrar para seu amigo, como um grande pai bobão que ele é.


— Sua filha é muito linda, Adam. — A voz grossa e imponente me causa um fogo que homem nenhum me provocou, até agora.


Os olhos dele não abaixam para nada além dos meus olhos — respeitador demais. Pela primeira vez senti falta de não ser desejada no primeiro olhar, Anthony não é como os garotos que tenho me envolvido, ali na minha frente há um homem vivido e experiente.

Ao descobrir tudo isso, tenho a certeza que estou com muito tesão.


— Você também é. — Rio para distrair o espanto do homem à minha frente. — É um prazer lhe conhecer.


E pode ser um prazer muito maior.


— Que criança atrevida, vocês tem. — A esposa praticamente pulou na minha frente antes mesmo de eu terminar de falar, apenas para agarrar o braço do esposo com um ar de posse, feito uma adolescente. Seu marido reage como todo ser com bom senso reagiria: Ignora, mas com clara insatisfação.


O que não entendo foi o comentário sarcástico para me ofender. Entretanto, ela não me conhece, caso contrário saberia que nada em sua fala me afetou.


— Santo Deus, Emma! Belinda, só o elogiou. — Minha mãe solta uma risada nervosa. — Ainda muito ciumenta, querida?


Colho a informação e decido intervir.


— Gostaria muito de saber de onde vocês já se conhecem, mas que tal irmos para a sala de jantar? O jantar logo será servido. — Termino minha fala com o sorriso mais charmoso que poderia carregar.


Quando todos assentem me ofereço para pegar o casaco de Emma, com a cara mais falsa do mundo, pois está claro que ela não gostou de mim, um sentimento bastante recíproco, posso dizer.


A mulher não agradece e sinto que ela não esperava pela minha atitude serviçal, ao ajudá-la com os pertences. Após pegar seu casaco e bolsa, sigo para o seu marido que tinha o casaco pesado em um dos braços mas com dificuldade tenta tirar o terno, sou rápida e peço licença para o ajudar a tirar a peça.


— Não precisa…


— Eu faço questão, são nossos convidados. — O interrompi.


Sinto-o tensionar quando de propósito pressiono meus dedos no ombro largo e forte, aproveito ao máximo, passei meus dedos por seu torso até tirar o blazer prata, restando apenas uma blusa branca de manga longa e gravata cinza escuro.


Tanto cinza me faz lembrar do filme de teor erótico, tudo que eu gostaria de realizar com Anthony Miller.


— Obrigado querida, você é muito gentil. — O tom quase paternal ao falar com uma garotinha de cinco anos me consome como um balde de água fria em meus pensamentos quentes.


— Me esforço para ser uma boa menina. — Sei que a minha voz desceu em um tom mais grave, geralmente o que uso em flertes, mas é mais forte do que eu.


Em um disfarce faceiro de uma atriz bem treinada, sorrio simpática, é hora de ser uma boa moça, mas nem tão boa assim.


Antes que eu possa guardar as coisas deles, Emma tem o braço no do marido enquanto caminham para a sala de jantar de minha casa.


Um fato surpreendente foi receber um olhar sério da mulher elegante que é Emma Miller, enquanto todos olhavam para frente, ela disfarçava para me encarar.


Não posso dizer que um dia gostaria de ser como ela, apenas sei que o marido dela será mais um da minha lista.


11 de Julho de 2021 às 14:28 0 Denunciar Insira Seguir história
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Continua… Novo capítulo Todos os Domingos.

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