dae_gen Dae Gen

Depois que Yoongi descobre sobre sua origem e começa uma nova vida ao lado de seu namorado a vida segue e o tempo revela novas descobertas que podem mudar tudo novamente, as coisas não parecem ficar mais fáceis para os HEX e após longos anos, uma ameaça familiar parece retornar a cidade, revivendo um dos períodos mais sombrios que já houve para os descendentes de Hexie-dian. A segunda história da trilogia HEX.


Fanfiction Bandas/Cantores Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#deuses #fantasia #drama #namjin #magia #witch #bruxos #jikook #taegi #txt #got7 #ateez #bts
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O possível

“Deuses, protejam eles, cuide do meu irmão, não permita que ele morra, não agora. Me leve se necessário, mas deixe que Yoongi viva, eu imploro com todas as minhas forças, apenas o deixe viver. Não é a hora dele, isso não é culpa dele! Por favor! Enguerrand, deus do ar, aquele que zela pelo conhecimento. Matrona, deusa do passado e futuro, protejam meu irmão. Por favor, não os levem, por favor…”.

- Soomin!

A garota virou bruscamente, em direção a voz que lhe chamava, estava ajoelhada, quase prostada ao chão, fazendo sua oração em um murmuro silencioso, suas bochechas molhadas com as lágrimas que escorriam sem controle algum, o rosto avermelhado e com um semblante sofrido.

- Soomin… Soomin eu te achei! Nós precisamos ir!

- San! - Ela se levantou, com as mãos no peito.

- Soo, você me deixou preocupado! - San a levantou com cuidado e a envolveu em um abraço. - Eu achei que eles tinham te pegado...

- O Yoon… Ele foi… Ele foi para a sala de cirurgia… - Soomin falava com dificuldade entre os soluços.

- Eu sinto muito.

- Ele não merecia isso! - Soomin apertava os olhos, na tentativa das lágrimas não caírem mais.

- Os deuses sabem disso! - San falava em tom brando, tentando a calmar.

- A culpa é da Jinjoo! A culpa é toda dela!

Soomin se afastou do abraço aconchegante de San ao falar da mãe, o ódio era vertido em palavras com tom mais áspero e tinha uma certa amargura, cerrou os punhos e desviou o olhar, não aguentava encarrar San, naquelas condições.

- Soo… - San soltou um longo suspiro e segurou em uma das mãos de Soomin - Por favor, precisamos ir…

- Eu não posso… Eu não sou forte… - Soomin ainda olhava para o chão. - Minha visão está turva a dias, você sabe disso San! Sabe o que está acontecendo e como isso vem me consumindo.

- Você é mais forte do que pensa, mesmo com tudo isso, Soo.

- A heterocromia está avançando, rápido… E A CULPA É DELA!

Soomin puxou a mão que San segurava, os sentimentos bagunçados fazia sua aura oscilar, o que era perigoso, tanto para ela, quanto para os demais a sua volta, mas a situação estava delicada demais para pensarem nisso, naquele momento.

- Pare de culpar Jinjoo! - San mudou o tom de voz, estava mais firme - Eles estão atacando, de novo! Você pode ficar aqui, chorando pelo passado, ou pode ir lá, e fazer a diferença! - seu peito subia e descia com a respiração pesada - Você é forte, é poderosa e… e você tem a mim, eu vou estar lá Soo, por você. Não permita que sua mãe te tire o direito de ser uma Hex!

- E se eu falhar? E se eu cair? - Soomin fechou os olhos, sua voz era fraca.

- Eu vou estar lá…

Soomin sentiu a mão quente de San tocar em seu rosto, estava com os olhos fechados e descansou a cabeça com aquele toque, assentiu com firmeza a fala de seu treinador, mas coração ainda doía e seus pensamentos estavam com Yoongi.

San não podia esperar mais, precisavam sair dali o quanto antes, olhava para Soomin, queria acreditar que logo ela iria se curar, mas a verdade era que a garota estava frágil como um bibelô de porcelana, e pensar nisso era mais angustiante do que parecia.

Jimin havia dito a San sobre o estado de Soomin, depois do acidente, foi inevitável não voltar todos os olhares ao que estava acontecendo, mas ninguém tinha ideia de como lidar com aquilo, e esse nem era o maior dos problemas.

O coração de Soomin parecia se acalmar, talvez fosse a segurança que San passava, ou a sua simples presença ali, toda vez que eles se tocavam, ela sentia a mesma sensação quando voava, seus pés balançando, suspensos ao vento, a brisa batendo em seu rosto, seu corpo leve enquanto suas asas a mantinham plainando, era a melhor experiência, a mais relaxante… A mais prazerosa.

- Soo… - San quebrou o silêncio, fazendo com que ela despertasse de seu transe.

- Desculpa… Vamos… - Soomin abriu os olhos, um pouco sem jeito.

San assentiu e partiu em direção a porta, eles estavam em um dos dormitórios de templo Zrak, andando pelo corredor que dava a átrio de entrada, já podia se ouvir o som dos disparos e das vozes, um barulho que San conhecia de anos atrás, o eco da batalha.

Ele andava na frente de Soomin, era um mestre de treinamento, um dos que formavam a linha de frente, mas ali estava ele, buscando uma de suas alunas, preocupado, confuso e com medo.

San abriu as asas, indicando que Soomin fizesse o mesmo, eles iriam sair do templo pela parte superior, onde o teto tinha janelas vazadas e permitia a passagem, geralmente em situações de emergência.

Soomin abriu as longas asas, com um movimento e um impulso das pernas, saiu do chão, ela ainda tinha a mania de dar um singelo pulo para começar o voo, um vício que San não fez questão nenhuma de tirar da garota, por achar fofo e angelical.

San saiu do templo, subiu mais alguns metros para ter uma visão do que estava acontecendo em solo e não era nada que o agradava, de longe, eram como formigas atacando um pedaço de doce, mas se, daquela distância, era isso parecia, então de perto estava pior, visto que, o número de bruxos do templo Zrak era consideravelmente menor.

- Isso só pode ser brincadeira… - Soomin olhava para o horizonte.

- Não eram só ameaças. Eles realmente vieram. - San sentia seu coração apertar.

- Mas os templos do sul? Isso nem faz sentido! - Soomin falava se exaltando.

- Fazendo sentido ou não, preciso que me dê cobertura! - San avançou um pouco a frente e virou a cabeça, olhando para Soomin por cima do ombro - E lembre-se, nós defendemos, não atacamos!

San não deu tempo para que Soomin respondesse, em um bater de asas se impulsionou para frente, plainando em direção a multidão que avançava, a garota só revirou os olhos e o seguiu, aproveitando a corrente de ar que ele fazia, deixando suas asas a levarem.

Aquilo era novo para Soomin, mas San sabia que seria desgastante, sua mente borbulhava em pensamentos que não podiam ser evitados, o ataque, Soomin, o acidente, ser um mestre não era como ser um sacerdote, mas ainda assim, tinha o peso da responsabilidade.

- Soomin, não ataque!

- O que?

Devido a corrente de vento, ela mal ouviu o que San disse, e ele nem se deu ao trabalho de repetir, mergulhou contra a multidão, batendo as asas bruscamente, jogando uma jorrada de ar forte o suficiente para os lançar longe.

O “W” no armamento deixava bem claro quem era o grupo que atacava, eles tinham adotado a cor dourado para enfeitar seus ornamentos e vestimentas, por mais que o tom fosse fácil de ser reconhecido, quando refletido a luz, podia cegar.

E sol acabara de nascer, iniciando o dia com o pior dos amanheceres, uma promessa de ataque cumprida, que pegou os HEX desprevenidos, ainda em seus leitos, adormecidos, em jejum, sonolentos, tentando processar o motivo da gritaria.

O inimigo podia não ter poderes elementais a seu favor, mas foram cinco longos anos de treinamento intenso para não errarem naquele momento, um preparo para um ataque surpresa, uma vez que os HEX não contavam com uma segunda revolta.

Soomin olhava todas aquelas pessoas procurando um rosto familiar e, para sua decepção, não encontrou ninguém, culpava a heterocromia por não conseguir enxergar direito, seus inimigos usavam das mais diversas armas e aquilo a assustava em seu íntimo.

A sensação foi cair na cama lentamente, Soomin teve seu corpo empurrado na lateral e cedeu a gravidade, caindo, seus olhos admiravam a paisagem passando diante de seus olhos em um tombo de metros de altura.

- Soomin!

À dois metros do chão, Soomin sentiu seu corpo quase recochetear com a brusca puxada forte em seu braço, não deixando que ela desabasse daquela altura, suas asas não se mexiam e seus olhos estavam abertos, fixos e hipnotizados no nada.

- Soomin! Soomin! Soomin, pelo amor dos deuses!

A garota sentiu seu corpo ser segurado e alguns tapas leves serem deferidos em seu rosto, ela saiu, brevemente, do transe quando ouviu a voz de San, que parecia ser trazia com o vento.

- Mas o que aconteceu? - San se aproximou deles.

- Estavam mirando nela! Ela parecia um alvo parado no céu!

- Soomin!? - San segurou o rosto da garota.

- San, precisamos tirar ela daqui. É arriscado!

- Eu.. Eu to bem… - Soomin piscou algumas vezes, retomando a consciência.

- Não, não está! San eu vou tirar ela daqui.

- Youngjae! - San respirou fundo, tentava pensar, tinha muita coisa acontecendo.

- Engole esse orgulho! Ela ta mal! - Youngjae falava firme.

- Eu posso lutar… - Soomin colocou uma das mãos na cabeça, doía e estava ficando zonza.

- Jae tem razão… - San cedeu, em um suspiro - Tire-a daqui…

Youngjae assentiu com a cabeça e pegou Soomin, um pouco desacordada, no colo e levantou voo, e antes que pudesse sair dali e levar a garota para o templo, sentiu um toque em sua perna.

- Não precisa voltar, só cuide dela… - San disse com dor em seu coração.

- Eu vou voltar para te ajudar, irmão, ela está fraca, não ferida. Voltarei assim que Soo estiver segura. - Youngjae deu um sorriso amigável.

- Que Enguerrand esteja contigo.

- E todos os deuses….

- Não morra! - Youngjae disse com a voz mais fraca.

- Farei o possível, irmão.

10 de Julho de 2021 às 02:07 0 Denunciar Insira Seguir história
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