juanpablo Juan Diskay

Vida monótona. Sonhos perdidos. Solidão. Futuro misterioso. Sem questionamentos. Apenas continuar. Não imaginava que o destino lhe reservava. A existência em um infindável movimento surpreendeu Maria Gabriela.


Romance Erótico Para maiores de 18 apenas.
0
1.6mil VISUALIZAÇÕES
Completa
tempo de leitura
AA Compartilhar

MERA SUBSTITUTA

─ Alô!

─ Oi, maninha!

─ O que foi? Não está trabalhando hoje?

─ É claro que estou! Estou ligando do escritório!

─ Não deve ser coisa boa!

─ Melhor que não! Tenho uma proposta para você!

─ Proposta?

─ É! Sabe aquela cirurgia que estou precisando fazer?

─ Qual? A “hipertrofia dos pequenos lábios”?

─ Justamente! Marquei para o mês que vem e logo após terei que tirar trinta dias de férias atrasadas!

─ E eu com isso?

─ Deixa de ser grosseira! O meu chefe, Dr. Bruno, presidente da empresa, solicitou que eu achasse alguém para me substituir durante este período! Como não encontrei alguém ideal, indiquei você para me substituir! E nestes próximos dias que antecedem a minha folga, eu te passaria as demandas, que não são muitas e bem tranquilas!

─ Muito bem! Agora eu sou o resto do resto! “Como eu não encontrei ninguém....”! Você avisou a ele que Pedro, um gerente executivo da empresa, é meu marido?

─ Claro que ele sabe! Inclusive foi um dos motivos que ele aprovou!

─ Maria Alice! Você sabe que meu tempo é escasso e que tenho muitas obrigações aqui em casa! Os meninos na escola, arrumação desta casa monstro! Não tenho tempo para trabalhar fora!

─ Conversei com Pedro e ele achou uma ótima idéia! Você podendo ganhar seu dinheirinho, e ele irá colocar alguém, uma empregada, para cuidar das coisas da casa neste período!

─ Quer dizer que vocês já decidiram tudo, sem me consultar?

─ Por favor, Gabriela! Não é nada disso! Eu planejei tudo! Pense que você poderá descansar um pouco desta sua vida maçante de dona de casa! Conhecer novas pessoas! Novos ares! Ver um ambiente diferente! Pense bem! E também estará me ajudando muito!

─ Me pegou de surpresa! Vou pensar um pouco e depois te ligo!

─ Está bem! Vou aguardar! Tchau!

─ Beijo!

Gabriela era uma mulher de trinta anos, e concluiu seus estudos há cinco anos, e depois abdicou de tudo para cuidar dos gêmeos, que vieram após sua formação acadêmica, e hoje eles têm quatro anos. Tinha 18 anos quando começou a namorar Pedro, seu companheiro, após terminar um namoro de quase dois anos com a sua irmã mais velha, Maria Alice. Depois de quatro anos de namoro, optaram por “juntar os panos” e viverem juntos. Ainda não casaram, mas a união estável não impediu Pedro de concluir sua formação de Administrador Financeiro, sendo sua profissão e muito bem sucedida, e lhe dar o máximo de conforto possível, com bens e uma enorme casa, onde ela assumiu na totalidade, quando as inúmeras empregadas que estagiaram ali, não atendeu os altos níveis de exigências na arrumação e limpeza estabelecidos pela Gabriela.

Após a gestação e o parto, a monotonia corroeu e muito a relação com Pedro, sendo a fadiga diária o principal motivo, desgastando física e mentalmente a convivência. Se amavam, mas já não era como antes. Todos pensavam que estavam bem, quando se reuniam esporadicamente em encontros com a família e raramente com amigos.

─ Pode mesmo ser uma boa oportunidade! Pensou.

Abriu a porta do armário no seu quarto e correu os olhos tentando concentrar em qual roupa usaria para ir na empresa. Com dificuldade, mas escolheu nas escassas peças que ainda restavam.

─ Alice! Acho que vou aceitar!

─ Que bom, minha irmã! Passo na sua casa depois do trabalho para conversarmos melhor!

─ Pedro! Vou aceitar a proposta da Alice!

─ Que bom, amor! Vai ser ótimo para você!

─ Venha direto para casa! Precisamos alinhar com quem irá ficar as crianças!

─ Tem uma empresa que presta serviço aqui, e já vão indicar uma pessoa que estará lá em casa amanhã bem cedo!

─ Chegando aqui conversaremos!

De manhã, Gabriela passava as demandas para a serviçal, e logo após um bom banho, entrou em um táxi indo para o “treinamento”. Combinou tudo na noite anterior com a irmã.

Apertada em uma calça social, uma blusa e um blazer combinado, apoiada em sapato de salto, parou em um amplo boulevard que situava na entrada de uma grande edificação de fachada totalmente de vidro com incontáveis andares, pessoas indo e vindo de todas as direções advertindo a dinâmica e o poder daquela empresa.

Timidamente, aproximou e entrou em grande ambiente suntuoso com belos acabamentos e lindas obras de arte e uma grande ilha onde orientavam e autorizavam os acessos das várias pessoas.

─ Bom dia, senhorita! Abordou o simpático recepcionista.

─ Bom dia!

─ O que posso ajudar?

─ Tenho um expediente com Maria Alice Guimarães!

─ Como devo anunciá-la?

─ Maria Gabriela!

─ Um documento de identificação, por gentileza!

─ Aqui está!

─ Aguarde um momento!

Correu os olhos no ambiente observando as mulheres que caminhavam apressadamente no hall, elegantemente vestidas em uma saia justa e um pequeno blazer sobre uma camisa branca, nitidamente igual ao uniforme de sua irmã. Até a meia calça que cobria as panturrilhas eram idênticas.

─ Bem vinda, senhorita Gabriela! Sra. Maria Alice a aguarda!

Recebeu um crachá de acesso depois de várias fotos e assinaturas, e caminhou em direção ao elevador. Outro segurança a abordou e indicou o elevador que acessava exclusivamente ao andar de cobertura, da presidência da empresa.

Solitária no equipamento, observava os números indicando que sua parada seria no 35º andar.

Alguns segundos depois, saiu do elevador, ajeitou a roupa, e caminhou sem rumo no complexo ambiente. Não havia sequer alguma placa indicando por onde deveria ir. Por uma porta de vidro, viu sua irmã em uma grande mesa, atendendo o telefone.

Bateu suavemente no paredão de vidro, e a irmã a chamou para entrar destravando a porta. Após encerrar a ligação, correu para abraçá-la.

─ Oi, minha irmã linda!

─ Oi, Alice!

─ Sente-se aqui!

─ Estou nervosa!

─ Não fique! Está tudo bem!

─ Como é grande aqui! E bonito! E a vista aqui da sua sala é fantástica!

─ Esta empresa é muito grande! Uma das maiores do mundo no seu ramo! Daqui pode-se ver quase toda a cidade!

─ Este império foi criado com bolsa de valores?

─ Também! Eles atuam na pecuária, agricultura, construção naval, construção civil e muitos outros! É um complexo emaranhado de renda! Não entendo um por um mas um pouco de tudo!

E assim, nos dias seguintes Gabriela já habituava com a sua nova rotina, assumindo temporariamente a cadeira da sua irmã, que apenas a acompanhava e a admirava pela destreza de absorver rapidamente as obrigações, informações e responsabilidades de ser secretária do presidente daquele grande conglomerado financeiro.

Nos primeiros dias, não havia encontrado ainda com o chefe. Por raras vezes, observou sua irmã indo para a sala dele levando alguns documentos, mas logo retornando. Por outras poucas vezes também ela o atendeu pelo telefone.

─ O Dr. Bruno está viajando estes dias! Está na maioria dos dias fora da empresa! No início da próxima semana vou apresentá-lo a você! Como mesmo viu, as demandas aqui são bem tranquilas! É atender os poucos telefonemas que poucas pessoas sabem que existe e providenciar as documentações enviadas pelos conselheiros e diretores para que ele assine! De vez em quando verá um documento do Pedro passando pelas suas mãos! Na maioria do tempo, fico na internet fazendo compras! (risos)

─ Vou aproveitar este tempo “ocioso” para continuar meus cursos de língua estrangeira aprendendo mais algumas coisas! Curso “on-line”!

─ Estava brincando que faço compras pela internet! Tudo que aprendi de línguas estrangeiras foi aqui, justamente neste tempo! É muito bom para mim! Será muito bom para você, apesar de ser poucos dias!

A semana passou rápida, e estava estranhamente nervosa na segunda feira indo ao trabalho, sabendo que iria ser apresentada ao presidente.

─ Gabriela! Trate-o como doutor Bruno! Por respeito! Sinta-se uma privilegiada! Tem funcionários que trabalham aqui a vários anos e nunca o viu! A natureza dele é educada e é extremamente carismático e elegante! Diferente da maioria dos CEO’s por aí! No nosso mundo dizemos que ele é um cara muito legal! Usa apenas um tablet e comunica com todos através dele! Tem celular mas quase ninguém sabe o contato! Nem eu mesma sei! Sempre espero ele ligar! Controla tudo de forma equilibrada e serena! Acho incrível como ele administra tudo isto, sozinho!

─ E a família dele?

─ O que é que tem?

─ Mora aqui?

─ Vejo em documentos diversos endereços inclusive no exterior! Sei que herdou este império do seu pai que hoje curte a aposentadoria em uma fazenda! A mãe já a vi algumas vezes, quando vem visitá-lo! Também sei que é solteiro! Não deve ter tempo para matrimônio! Tem muita coisa para cuidar!

Gabriela verificava as mensagens corporativas e os e-mails do dr. Bruno, quando pela porta de vidro, surgiu um homem alto, extremamente elegante em um terno, com barba por fazer, aparentemente uns 40 anos, com alguns papéis e um tablet nas mãos, indo em sua direção.

─ Bom dia, dr. Bruno! Seja bem vindo! Quase gritou Alice.

─ Bom dia, Sra. Alice! Obrigado! Quem é esta moça bonita aqui na sua mesa?

─ Quero apresentar Maria Gabriela, minha irmã e substituta na minha ausência!

Bruno fitou a morena clara, deixando-a completamente sem chão.

─ A natureza realmente trabalhou muito bem nesta família! Disse estendendo a mão.

Ele sentiu a mão álgida e macia na retribuição do cumprimento.

─ Muito prazer, doutor Bruno! Obrigada!

Gabriela nunca sentiu tão deslocada e nervosa como naquele momento. Realmente Bruno era um homem charmoso e carismático e dominava completamente o ambiente.

─ É esposa de um dos nossos gerentes! Sr. Pedro!

─ Si...Sim!

─ Francamente não conheço! Mas tenho boas recomendações!

─ Obrigada!

─ Tem alguma coisa para mim?

─ Sim! Bastante papéis! Respondeu sorrindo, quase sem fôlego.

─ Me acompanhem, por favor! Vamos despachar logo!

Alice ficou em pé, ao lado da irmã, que passava e recolhia os papéis assinados. Bruno vez em quando, a olhava, percebendo a timidez e o nervosismo da novata.

─ Pronto!

─ Obrigada! Precisa de algo mais? Gaguejou Gabriela.

─ Por enquanto não! Obrigado!

─ Com licença!

─ Fiquem à vontade! E Sra. Maria Alice! Bom descanso e qualquer coisa que precisar, avise a minha secretária! Rsssss.

─ Pode deixar, doutor! Obrigada por tudo!

Caminhavam para a porta e Gabriela percebia a força do olhar do poderoso homem escaneando seu corpo. Havia uma descontração misteriosa em seus gestos.

─ Puxa vida, Alice! Que homem, heim???!!!

─ Te avisei! No começo é assim mesmo! Acho o único defeito dele! Não é discreto! Fala o que tem que falar! Depois você acaba acostumando! Sinceramente, no começo eu achei que ele até queria me comer! Mas não dei ousadia! Atinei que foi um teste!

─ Me deixou completamente sem jeito!

─ Percebi a abordagem dele! Te trucidou de cima a baixo!

─ Pára com isso! Estou aqui para trabalhar!

─ Minha querida irmã! Nós somos mulheres e sabemos muito bem quando um homem te flerta, sem ser você casada ou não! É um partidão! Mesmo assim, não somos para o bico guloso dele! Deve ter dezenas de mulheres a hora que quiser! Deixe-me ir ajeitar algumas coisas! Um beijão! Qualquer coisa me liga!

─ Beijo! Obrigada!

A semana passou rápido e elas não viram mais Bruno. Na sexta Alice conferiu o checklist das próximas semanas e Gabriela sabia que a partir de segunda estaria sozinha.

Iria e voltaria do trabalho com o marido. Ela acessava o elevador exclusivo da presidência. Naquela quarta, sentiu um aroma de um perfume impregnante. Assimilou ser o mesmo que o Bruno usava na semana passada. Assim soube que ele já se encontrava na empresa.

Em um sentido reservado, sua alma vibrava com a inquietude da forte presença do Bruno. Lembrou das abordagens visuais e indiscretas daquele intrigante homem, quando corria os olhos no seu corpo, devorando-a de desejos camuflados.

O telefone tocou trazendo-a a realidade, e seu administrador chamou-a à sua sala, para tratar de alguns despachos de documentos.

Só de entrar da sala foi uma sensação diferente. Corria nas veias um sangue fervente, onde a busca do ar estava mais difícil que o normal. Estava nervosamente excitada e acomodada naquele uniforme social justo, mostrando as curvas do perfil do seu corpo, formas delicadas que chamam atenção do Bruno, ou de qualquer homem.

Observava os movimentos dos lábios do patrão, ditando ordens aleatórias e repassando por escrita rápida e resumida, e tentava não ficar hipnotizada no olhar sedutor daquele homem elegante que expelia uma fragrância afrodisíaca, encharcando suas narinas com outros pensamentos. Ofegava e seu estômago queimava.

Assustou quando ele levantou da enorme poltrona, e a rodeou continuando seu ditado técnico, saindo propositalmente do ponto de vista da secretária, com a nítida intenção de observá-la com mais cuidado.

Ela tentava predizer o que ele estaria fazendo no seu ponto cego. Sentiu a presença mais próxima quando ele apoiou as mãos no encosto da cadeira. Pressentiu que ele estava dominava de forma efetiva todo o ambiente, transformando a atmosfera mais rarefeita do que já estava. Uma sensação de perda dos sentidos foi controlada quando ele a segurou pelos ombros.

─ Gabriela? Gabriela? Tudo bem?

─ Sim! Sim, estou! Somente um mal estar repentino! Me desculpe!

Ajoelhou de frente a ela, deslizou as mãos no delicado rosto, aconchegando os cabelos para trás das orelhas, tocou com a palma da mão na gélida testa, levantando e trazendo um pouco de água.

─ Beba um pouco! Vai se sentir melhor! Está melhor?

─ Estou!

─ Já fez o seu desjejum?

─ Já! Deve ser esta mudança repentina da temperatura! Estou melhor! Vamos continuar!

─ Por hoje está bom! Se continuar com esta indisposição pode ir para casa se recuperar!

─ Me desculpe! Estou muito nervosa com tudo isto! Tenho medo de não atender as demandas! Mas já estou melhor!

Bruno a segurou pela mão, e tocou suavemente na sua cintura, levando-a para a recepção.

─ Qualquer coisa, me avise!

─ Obrigada, doutor Bruno!

─ Não é necessário agradecer, srta.!

O dia transcorreu com um incômodo na alma da Gabriela. Sentia que estava havendo uma forte atração do Bruno por ela. Estava confusa pois não poderia abandonar o trabalho por uma suposição. Lembrava dos conselhos da irmã, dizendo que ele poderia estar testando-a. Mas sentia que havia muito mais que um simples teste de comportamento.

No dia seguinte, algumas horas mais tarde, Bruno chegou com a sua imponência física e a educação de sempre, perguntando se havia melhorado.

─ Estou ótima, doutor!

─ Muito bem! Me acompanhe, por favor! Aguardou-a levantar, não escondendo a admiração física que tinha por ela.

Sentaram, e enquanto ele ajustava documentos e observava vários painéis de gráficos em uma grande tela na parede, Gabriela o admirava discretamente, imaginando o porque aquele homem ainda permanecia solteiro, sendo um sonho perfeito para maioria das mulheres.

Ele levantou, ficou diante do painel e voltou para ela, que permanecia hipnotizada.

─ Srta. Gabriela! Sabe quantos funcionários o nosso conglomerado possui?

Ela sorriu, e balançou a cabeça positivamente.

─ Porque sorriu?

─ O senhor me chamar de senhorita!

─ Deveria ser como?

─ Não estou incomodada! Apenas uma observação pessoal!

─ Claro! Então? Sabe quantos?

─ Sim senhor! Maria Alice me informou!

─ Sabe quantos destes funcionários são do sexo feminino?

─ Sim, senhor! Estou sabendo sim!

─ Consegue imaginar quantos eu conheço?

─ Não, senhor! Não imagino!

─ Apenas quatro ou cinco! Curioso, não é?

─ Sim, senhor! Muito curioso!

─ Aprendi com meu pai que é mais fácil compartilhar do que centralizar e não perder uma única oportunidade sequer! Por pior resultado que ela lhe ofereça! Conheço Alice, conheço você agora e apenas mais dois ou três diretores que controlam tudo aquilo que eu não tenho tempo para controlar! Eles, com certeza, como você e Alice, sabem os números de funcionários, suas funções em cada setor, e são previamente selecionados pelos subordinados dos dois diretores! Eu não sei quantos colaboradores nós temos! Não sei quantos são do sexo masculino ou do sexo feminino! Eu nunca me preocupei com isto, porque tenho pessoas como vocês para cuidar disto para mim! Você me disse que estava preocupada em não conseguir atender as demandas da empresa! Fique despreocupada! Apesar de ser apenas o início, pode-se perceber claramente a sua capacidade!

Um silêncio tomou conta do ambiente por alguns minutos. Gabriela mexia nervosamente alguns papéis e sentia um alívio moral e que havia outras profundidades naqueles argumentos do Bruno. Só que isto não compreendia.

─ Pode, sim!

─ Pode o quê, doutor Bruno?

─ Me perguntar o que quer perguntar!

─ Mas eu não tenho nenhuma indagação!

─ Tem sim! Quase posso ler seus pensamentos!

Os pensamentos de Gabriela realmente estavam embaralhados, tentando perceber o porquê daquela estranha abordagem, e qual sentido teria uma vez que não era foco do seu trabalho.

─ Não compreendo! Sussurrou.

Bruno aproximou, a fez levantar, e a rodeou aproximando por detrás, suspirou próximo ao ouvido dela, fazendo-a sentir um calafrio em todo o seu corpo. Fechou os olhos como em um transe, e as mãos dele tocaram em seus cabelos, alisando-os para trás. Ela ofegava forte. O coração disparou. Arfou gerando um gemido. Queria sair correndo, mas seus pés estavam cravados no tapete e quase desmaiou quando a abraçou por detrás. Cheirou seu pescoço, e completamente entregue, a virou, quase colando seu rosto no dele. Seus olhos procuravam revides quando cerraram como permitisse qual seria o próximo movimento, mesmo no fundo da sua alma sabendo de cor e decorado o que iria acontecer.

─ Agora compreende?

Os braços entrelaçaram sua cintura, encostando os corpos e a fragrância daquele perfume embrenhou na sua alma, e o hálito quente abrasou seus lábios em um beijo delicado, mas incendiário. Correspondeu a carícia, soltando os papéis no chão e pendurando no másculo pescoço, deslizando seus delicados dedos na nuca do achego, aceitando aquele momento inusitado. As línguas se encontraram, e entreabriu os olhos percebendo a penumbra da face serena do amante saciando uma vontade oculta naqueles últimos dias. As mãos fortes continuaram deslizando sobre o uniforme, tocando nas costas e na sua bunda, apertando as coxas no corpo dele. Ela contorcia sua cabeça, aproveitando o afoito ósculo, desfazendo a pintura da maquiagem simples dos seus lábios. Não compreenderam o tempo daquele sarro. As atrevidas mãos já estavam deslizando sobre a camisa, apalpando os seios firmes, e ela, em um súbito momento de clareza, o afastou lentamente.

Recuperou o fôlego, olhou-o, ajustou seu uniforme, recolheu os papéis espalhados, e afastou serenamente, sem aflição ou compunção.

Deu as costas e aproximou da porta, girando a maçaneta. A mão dele tocou sobre a dela.

─ Não perder uma única oportunidade! Entende agora?

Ela o olhou ternamente, balançou a cabeça positivamente informando que não houve recusa ou medo. Entendeu que ele queria dizer também que estava interessado e muito nela. O interruptor daquela relação foi acionado no momento que se conheceram. Perdeu instantaneamente a sensação de insegurança e sabia que se fosse um teste, ela havia perdido. Se não fosse, teria que se preparar para aceitar o futuro, mesmo que breve, daquela relação.

Não se viram mais naquela tarde. Um sentimento vago de culpa passou no seu pensamento quando retornava para casa com seu marido. Jamais imaginaria que um outro homem interessaria por ela, ainda mais sendo um como o poderoso Bruno.

Rodeava o corpo nu diante do espelho, sentindo desejada e desejosa, buscando no reflexo o que poderia ter chamado tanta atenção do seu chefe. Apesar dos dois filhos e da intensa vida sexual com seu companheiro e único homem, preservava boas formas como de uma adolescente, um pouquinho mais cheia que o normal, mas nada que apagasse dela o inerte desejo de fazer amor. Nunca pensou em outro homem ou julgou o afastamento conjugal no decorrer dos últimos anos. Acendeu nela que tinha muita energia ainda para dispensar. Naquela noite, afoita e desejosa, fez amor com seu cônjuge depois de vários meses. Ele logo exauriu suas energias e ela continuou, solitária e insaciável.

Um estranho temor sentia e imaginava como seria quando encontrasse novamente Bruno. Manhã angustiante e sozinha, organizava tudo e verificava se nada havia passado despercebido. O pensamento ainda estava no dia anterior, arrependida de não ter dado continuidade na deliciosa abordagem de seu chefe. Tentou dispensar um pouco de suas vontades íntimas fazendo amor com o marido, mas nada apagava aquela chama que acendeu no icônico momento.

Almoçou com o marido, e retornou um pouco mais cedo do intervalo. Um alarme foi acionado e o peito ardeu quando sentiu a fragrância peculiar no elevador, sabendo que suas expectativas estavam para ser realizadas, e também a firmação do seu porvindouro.

Sentou na sua mesa, olhou para mãos trêmulas e transpiradas, indo até à toilette lavar o rosto gelado de suor.

─ O que está acontecendo com você, mulher? Sussurrou questionando e olhando para o reflexo do lindo e jovial rosto.

Ajeitou os cabelos, higienizou os dentes, maquiou os lábios. Parecia que estava indo para um primeiro encontro. Ajustou o uniforme. Sentiu a umidade íntima aumentar. Os seios estavam doloridos e apertados no delicado soutien. Os movimentos eram quase automáticos. A sensação era de uma adolescente.

Aquela hora foi a mais demorada de sua vida. Atendeu algumas mensagens do e-mail, uma única ligação para um dos diretores. Ligou em casa para saber como as coisas estavam. Ligou, mas sem retorno, para saber de como a irmã estaria se recuperando da cirurgia.

O telefone tocou. Ramal da presidência. Pressão arterial acelerada.

─ Boa tarde! Pois não, doutor Bruno!

─ Venha até minha sala, por gentileza!

─ Sim, senhor!

Não conseguia imaginar como se mantinha em pé. Caminhou até a porta e girou a maçaneta empurrando a porta. Estranhou pois não o via em parte alguma.

─ Só um momento, por favor! Ressoou a voz de dentro da toilette da imensa sala.

Ele surgiu, ajustando o terno, com um largo sorriso no rosto.

─ Boa tarde, Srta.! Como você está?

─ Boa tarde, doutor! Estou muito bem!

─ A chamei para... me desculpar e esclarecer o acontecido de ontem!

─ O senhor não me deve satisfações ou esclarecimentos!

─ Não me importo com muitas coisas! Mas tem algo muito forte em você!

─ Fiquei preocupada! Perder o trabalho! Prejudicar minha irmã! Meu marido!

─ Esteja segura quanto a isso!

─ Então, se o senhor me der licença...

Gabriela já estava saindo quando foi puxada fortemente para dentro. Bruno a segurou pelos braços e beijou apaixonadamente.

A debilidade da sua contra vontade permitiu que aquele homem a dominasse e se entregou às carícias que já esperava. As mãos do amante deslizavam no corpo que já estava entregue, e a trouxe até encostar na enorme mesa. Em um beijo interminável, as mãos ágeis despiam-na do blazer e desabotoavam a camisa, exibindo os seios guardados na delicada peça íntima. Elas forçaram um carinho mais forte nas protuberâncias rijas, destacando timidamente os mamilos austeros de prazer. Gemidos misturavam nos estalos dos beijos e ela, que também despia o amante do elegante blazer, sentia as mãos deslizando nas suas coxas apertadas na saia, e ele com uma habilidade impressionante, puxou-a para cima, descobrindo as coxas e expondo o cós e o púbis protegido por uma calcinha descombinada com o soutien. Encheu a mão com a vulva, massageando lentamente a fenda embutida, sentindo a umidade no pano de algodão, expelida naturalmente no transcorrer da excitação.

Gabriela esmoreceu o corpo, querendo apenas sentir o que Bruno poderia fazer. Ele parou de beijá-la. Ela abriu os olhos, fitando-o, sentindo apenas os carinhos das mãos deslizando entre suas pernas, abrindo-as, e encostou na sua vulva, relando como se tivesse penetrando-a, sem corroborar o tamanho do membro embutido na calça. Ela apoiou um dos braços na mesa e segurou-o pela nuca, puxando para um beijo.

Ele desabotoou sua braguilha, forçou os dedos e puxou seu avantajado membro para fora. Ela evitava olhar e deslizou a mão para segurá-lo, pincelando na entrada da sua fenda, ainda sobre a calcinha, como se lubrificasse a glande na mancha da umidade íntima excessiva.

─ Nunca fiquei tão molhada...!!! Pensava.

─ Que enorme! Continuava.

Simulou uma masturbação, quando ele afastou com os dedos o pano de algodão que impedia o avanço dos seus desejos, mergulhando a boca no pescoço ofertado, e encostou a glande rija na entrada da vagina quente e úmida.

Se olharam hipnoticamente, e Gabriela sentiu o enorme cacete alargando sua cavidade erótica, deslizando e saborosamente entrando quase todo.

─ Doutor...

─ Oi......

Se olhavam com a expressão mais gostosa de se ver. O prazer era incalculável. Os corpos tremiam.

─ O senhor está dentro de mim!

─ Sim! Estou dentro de você!

─ Porquê...estamos... fazendo isto...???

─ Porque estamos querendo....

─ O senhor está me comendo....

─ Não...! Estou fazendo amor....

─ É grande...Ahhhhhh... Duro...

─ Quer?

─ Quero! Eu quero! Você já entrou....

Ainda se olhavam e Bruno iniciou o movimento de tirar e enfiar bem devagar. Gabriela fechou os olhos querendo apenas sentir as penetrações. Ele a segurou pela bunda puxando e empurrando-a bem lentamente. Ela gemia de tanto prazer. Dobrou o corpo olhando o cacete sumindo e reaparecendo dentro dela. Sentiu vontade de gozar e rebolou o quadril ofertando a vagina, e agarrou Bruno, sufocando seu grito de prazer, estremecendo o corpo com um gozo vibrante e deleitoso. Parecia interminável, ainda sentindo o mastro duro deslizando com mais força dentro dela, e foi agarrada pelo amante e lançou jorros de esperma dentro da abrasadora vagina. Soluçaram alto com o prazer.

Ficaram alguns minutos ali, abraçados e um beijo longo selou o carinho. Gabriela chorava, mas não sabia o porquê. Se era pelo peso do adultério consumado e incontrolável ou pelo sentimento forte de desejo que estava admitindo pelo seu patrão. Ficou envergonhada com tudo. Recolheu sua roupa. E foi para toilette se limpar. Não conseguia parar de chorar.

Depois de vários minutos, retornou completamente envergonhada, o olhou, que estava sentado no sofá da sala, e direcionou para a porta. Abriu-a e ainda no mais absoluto silêncio, olhou novamente para ele, que a supervisionava, com o semblante também nitidamente emocionado, expressando um leve sorriso. Sorriu e fechou a porta tentando caminhar com a máxima normalidade, pois toda aquela área era supervisionada por câmeras de segurança.

Sentou na mesa, e fingiu o resto da tarde estar trabalhando. Antes de sair, foi ao banheiro para verificar se tudo estava bem. Na saída, olhou para a porta que limitava o seu deleite e a espera para mais uma ação. Desceu angustiada querendo explicar e ser esclarecida sobre o motivo de ceder tão rápido e facilmente. Apenas entendia que a correspondência dos atos foi recíproca e intensa. Como queria mais. Como queria fugir. Selou um beijo no marido que percebeu a expressão emocionada da esposa.

─ Está tudo bem! Só fiquei um pouco nervosa com o trabalho! Muita exigência! Mal acostumada! Está apenas começando! Mas já consegui! Respondeu.

─ E como consegui...!!! Pensou.

Passaria o fim de semana pensativa. Foi visitar sua irmã e ela nem notou a sua serenidade em superar aquela situação. Estava frequentemente excitada. Fez amor novamente com o marido, sentindo a diferença amorosa e anatômica do sexo oposto. Como estava querendo estar novamente com Bruno.

De domingo para segunda não dormiu. A ansiedade tirava-lhe o sono e caminhando dentro do quarto, contemplava o esposo em um sono profundo, pensando até onde chegaria com este sentimento confuso e oculto. Como reagiria quando encontrar novamente com o seu chefe.

─ Parece triste, meu amor!

─ Está tudo bem, Pedro!

─ Passou o fim de semana bem na sua! Diferente!

─ Estou muito atarefada no trabalho! E tudo está sendo diferente mesmo! Nunca havia trabalhado fora!

─ Vai acabar acostumando!

─ Mas é só por um tempo até Alice retornar!

Entrou no elevador e não sentiu a distinta fragrância. Acomodou na sua mesa e verificou o seu trabalho e antes do almoço já não tinha muito o que fazer.

Distraída com alguns documentos assustou quando diante sua mesa estava o seu desejo dos últimos dias.

─ Ufa! Bom dia, doutor Bruno!

─ Bom dia, senhorita! Assustou?

─ Estava distraída!

─ Distraída com o quê? Correndo os olhos no invariável ambiente.

─ Com as coisas da vida!

─ Como foi seu fim de semana?

─ Tranquilo! Obrigada! Mentiu. E o do senhor?

─ Tranquilo também! Já está quase na hora do almoço! Preciso despachar alguns documentos! Se importaria se atrasasse um pouco?

─ Claro que não!

─ Já lhe chamo! Disse afastando deixando o rastro do seu forte carisma.

Gabriela ligou para o marido informando que não poderiam almoçar juntos naquele dia. Retornou para sua atual realidade, aguardando o chamado.

Levantou lentamente, indo para a grande sala, na expectativa do que poderia acontecer naquele confidencial ambiente. Adentrou como se estivesse sendo transportada para um outro mundo. Tudo parecia estranhamente familiar. Ainda podia sentir o cheiro do hálito do amante. Seu coração retumbava e estremecia seu corpo. Sentou diante dele, e fingindo indiferença, anotava e recolhia os papéis que ele lhe passava. Vários minutos depois, ela pediu licença se retirando da sala. Uma angústia tomou conta de sua alma, incomodada pela “frieza” e pela postura dele, como se nada tivesse acontecido naquela sexta-feira. Sentou amargurada, ajeitou seu sapato se preparando para sair, quando o telefone tocou, sendo novamente solicitada a retornar na sala.

Tremia sem controle quando girou a maçaneta. Cheia de expectativa, desfaleceu o corpo quando ele aproximou rapidamente, abraçando-a e beijando-a. A comunicação agora estava somente nas carícias e nos intermináveis beijos e abraços. Nada apressado. Tinham todo o tempo do mundo.

Ele lentamente foi tirando peça por peça do esbelto corpo, e logo admirando a nudez monocromática e tímida daquela mulher que não saía de seus devaneios e pensamentos. A sentou no sofá, e começou a despir também. Ela estava hipnotizada por aquele homem que sabia mesmo como cuidar de seu corpo. Pode ver o grande membro rígido que apontava para ela, ficando inerte e à disposição do acirrado e viril amante, que aproximou sobre ela, a beijando incessantemente. As mãos procuravam partes ainda não atingidas, deslizando e apertando em carinhos excitantes, tocando às vezes nas intimidades sedentas. Ele beijou e sugou os seios rígidos, proporcionando gemidos e lamúrias de um desejo oculto, capturado lá no fundo de suas almas, expondo a ilimitada vontade de fazer amor. Muito amor. A boca hábil tocou levemente no vibrante clitóris e deslizou com a língua para fora, capturando a umidade que já excedia da vagina fervente, e beijava a parte interna das coxas, tencionando o músculo adutor daquela mulher maravilhosa. Ele retornava e sugava toda a vulva, encharcando de salivação, e avançou no pequeno nervo, chupando incessantemente, até Gabriela tencionar o corpo, dando um solavanco no quadril, apertando a cabeça dele na sua vagina, e urrou com um orgasmo intenso e molhado, projetando pequenas quantidades de fluido leitoso, logo misturado na saliva dos contínuos beijos. Saboreava o ataque viril do achego na sua vagina, quando novamente subiu sobre ela e beijos nos rostos eram trocados sem parar. O grande mastro roçava nos ralos pêlos da vulva desejosa, procurando a entrada permitida. Ela segurou o provedor, pincelou nos grandes e pequenos lábios, até encostar a glande na porta, e forçou o quadril para cima, e ele estagnou o corpo observando seu cacete desaparecendo dentro daquela maravilhosa gruta. Ela remexia, permitindo entrar e sair várias vezes, quando ele assumiu o controle, penetrando gostoso e lentamente. Gabriela gemia sem parar, apertando o corpo dele sobre ela. Vários minutos passaram naquela posição quando ela interrompeu, invertendo a disposição com ele. O sentou e segurando o grande mastro, masturbava lentamente, até encostar a ponta da língua na glande avermelhada, e lambendo introduziu a cabeça na boca, e iniciou uma felação vagarosa e molhada. Olhava para ele, que saboreava o carinho, segurando-a pelos sedosos cabelos. Mal conseguia introduzir a metade na boca, mas era o suficiente para satisfazer o amante. Masturbava e chupava até interromper novamente, sentando no colo dele, sendo abraçada fortemente. O cacete duro deslizava na fenda da bunda, e ela, movimentava serpenteado sobre o afoito mastro, subiu lentamente, permitindo novamente a penetração. Rebolava apertando a cabeça do Bruno em seus peitos, relando seu grelo no púbis dele, e o fogo começou a alastrar pelo corpo, quando anunciou um segundo orgasmo, sentando e apertando sua bunda para penetrar completamente.

Gritou palavras de amor, ainda sentada nele, descansava. A girou e apoio e cabeça dela no encosto da poltrona, puxando sua bunda para cima, e segurando nas virilhas, enterrou gostosamente, gerando gemidos dos dois. Empurrava e puxava o quadril delicadamente até começar acelerar e em um urro animal, ejetou jorros intensos dentro da buceta da amante. Ela desfalecia e ele continuava os movimentos, lançando até a última gota dentro dela.

Deitou sobre o peito dela, e trocavam carinhos apaixonados. Ela inverteu e acamou sobre o peito dele, deslizando as pontas dos dedos no abdômen e nas coxas másculas, observando o mastro úmido e adormecido.

─ Estou com muito medo!

─ Medo de quê?

─ De até onde iremos com isto!

─ Porque a preocupação?

─ É óbvia! Sou casada, tenho filhos, e daqui algumas semanas não estarei mais aqui!

─ Tem sentido! Juro não ter pensado sobre isto!

─ Andou pensando em quê?

─ Apenas em você!

─ Dr. Bruno....

─ Sim, srta. Gabriela?

─ Eu sinto muito...

─ Porque?

─ Não consegui tirá-lo de meus pensamentos! Desejei muito este momento! Acho que estou gostando do senhor!

─ Senhorita Gabriela! Eu sinto muito...

─ Mas porquê?

─ Não consigo tirá-la dos meus pensamentos! Desejei muito este momento! Acho que estou gostando da senhorita!

─ De verdade?

─ Sim!

─ Mas porque eu?

─ Não sei! Sou um homem muito reservado! Tive poucas mulheres! Acho que posso até contar nos meus dedos! Mas nada efetivo! Apenas aventuras! Quando a vi pela primeira vez, algo rasgou meus princípios, acendeu minha alma e não consegui me segurar!

─ Também senti assim! Mas é muito ruim para mim! Se eu resolvesse me separar de Pedro, todos pensariam que tudo foi por interesse! As entregas não justificariam a minha veemência de quere tê-lo! Mas achariam sim que o interesse seria pelo seu poder, sua fortuna!

─ Eu sei, Gabriela! Mas não me importo no que os outros pensam!

─ Eu disse o meu lado, não o seu!

─ Então vamos manter segredo até tudo se resolver!

─ Já é o meu segredo! Meu grande segredo! Cochichou.

Ela retornou a aquele momento, segurando o membro adormecido, e em movimentos lentos e carinhosos, o viu inchar e crescer novamente em suas mãos. Aproximou a boca e novamente começou a beijá-lo e chupá-lo. Ele fechou os olhos, deslizando a mãos nas costas dela, e a ajeitou, deixando-a de quatro, com a bunda arrebitada, e acariciava os lábios da vagina, passando pelo períneo até encostar no ânus. Ela continuava saboreando a felação e ele umedecia os dedos na encharcada gruta, lubrificando o buraquinho apertado. Ela adorava a carícia, arrebitando mais o seu traseiro. Este movimento avançou quando ele enfiou a ponta do maior de todos, e tirava e voltava e quando retornava mais um pouco enterrava. Ela hipnotizada com aqueles pequenos carinhos, segurou a mão dele, acompanhando a busca do creme erótico, sentia deslizando o dedo na totalidade no seu reto. Acelerou a masturbação e a felação, percebeu o amante delirando, já com dois dedos dentro do rabo dela, e grunhiu quando projetou vários jatos de porra no rosto e no corpo de Gabriela. Ela desabou ao lado dele, que sem cerimônias a beijou.

Gabriela, asseada por natureza, não importava com os corrimentos em seu corpo e entre as pernas dos excessos de esperma. Levantou e tomando um banho, ele entrou no box juntando a ela, e os incontáveis minutos passaram quando um limpava ao outro. Ela retornou, vestiu suas roupas, e voltando para ele, que ajeitava a gravata, aproximou e o beijou novamente. O fogo não apagava. Estava apaixonada.

Saiu em silêncio, pois muito pouco tinha a dizer. Sentou na mesa, faminta. Após um rápido lanche, o fim do expediente anunciava que passaria horas longe de seu amante. Queria ficar ali eternamente. Ousou ligar para ele, mas em vão. Já havia saído.

Encontrou com ele mais uma vez naquela semana. E nas próximas, teve também um ou dois encontros. Porém as entregas estavam cada vez mais intensas. Reservavam-se não explicitar sentimentos. O amor havia domado aquela relação.

7 de Julho de 2021 às 16:48 0 Denunciar Insira Seguir história
0
Leia o próximo capítulo REVELAÇÕES

Comente algo

Publique!
Nenhum comentário ainda. Seja o primeiro a dizer alguma coisa!
~

Você está gostando da leitura?

Ei! Ainda faltam 1 capítulos restantes nesta história.
Para continuar lendo, por favor, faça login ou cadastre-se. É grátis!