blueapous solitude

Uma história de amor que não fala sobre amor.


Conto Impróprio para crianças menores de 13 anos.

# #fera #terror
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A fera do meu jardim.

Havia uma fera assombrosa dentro de meu jardim, não era algo comum de se ver. Para as pessoas, a fera era mortífera, assassinava qualquer ser vivo com a sua língua de duas pontas. Áspera como a pele de uma cobra. Nas noites gélidas, a fera vinha até meu quarto, deitava ao meu lado e fazia juras de amor — "O gosto do seu sangue é o mais saboroso de todos, minha querida!" Ela dizia, deslizando sua língua áspera e quente pelo meu pescoço. A fera mordia minha pele frequentemente, sugando todas as gotas de sangue que o meu corpo podia lhes oferecer. O sangue escorria para todos os lados como uma cachoeira sanguinária, a minha visão sempre estava embaçada e eu nunca, jamais consegui enxergar quem era aquela fera que sobrevivia de meu sangue. Alimentando-se frequentemente dele. A praga tinha olhos pequenos, mas dentro deles estava algo que eu jamais consegui ver em toda a minha existência: Cores, cores e mais cores. Toda a sua iris era formada de um arco-íris, um arco-íris repleto de sangue. O sangue colorido. —"Eu nunca amei tanto um ser humano em toda a minha vida, meu bem", suas palavras soavam como droga para mim, porque sempre que ela me machucava, mais vontade eu sentia de estar perto dela. A fera tornou-se a melhor droga que eu poderia experimentar. E claro, todos esses sentimentos aconteciam enquanto eu estava viva, porque agora, apenas o meu cadáver podre estava presente. A fera me devorou por completo, e eu não consegui enxergar as cores através de suas declarações

14 de Junho de 2021 às 22:55 0 Denunciar Insira Seguir história
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Fim

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solitude Escrevo contos.

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