ursulalieselotte Ursula Lieselotte SanDaniels

O amor é uma profunda, poderosa e inefável emoção de ligação entre dois ou mais seres. Ele dá quem a vivencia a capacidade de fazer grandes coisas. O Amor é um Milagre. Amor também é muito possivelmente o ramo mais misterioso é extremamente difícil de compreender. O presente que recebi foi a alegria que perdi e a lembrança do meu primeiro amor.


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Capítulo Único

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║Palavras de Clara . ♥ ║
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Jamais sei como iniciar esta história de forma exata. Parece que, se começar a narrar sem uma breve introdução, perderemos a proximidade, mas não devo me estender.


Agradeço pelas palavras de consolo e pelo conforto que sempre tentas me transmitir. Não posso te dar respostas apropriadas agora, tampouco sei se em algum momento serei capaz de fazê-lo. Talvez, quando tocar neste tópico não for tão doloroso quanto cauterizar ferida aberta, a coragem se abaterá sobre minha mão, e eu conseguirei te escrever. Por enquanto, contente-se com o pouco que sou capaz de compartilhar.

De antemão, também perdoe a inexatidão de meus relatos. Mesmo que minha memória pareça tão apurada, há certos detalhes mínimos que sou incapaz de lembrar

A delicadeza de meus passos antes de comemorar o aniversário de meu primeiro e único amor surpreendeu um tio. Este tio sempre me fazia raiva, fora isso, era como os outros parentes. Se reunia, como todos os outros homens, em frente à televisão, onde contavam piadas.

—B’as Noite! — Cheguei perto de meu padrinho Chico e estendi a mão. Ele segurou minha mão nanica entre as dele.


— Quem é ? — Disse ele limpando os óculos


— É a Clara, padrinho! Ta ficando cegueta? — Eu disse em um tom brincalhão


—Mas num é! O tempo ta correndo demais da conta!


E eu ri da zombaria.

Depois de cumprimentar meus primos e meus avós, me apressei a sair da sala e passei procurar por Carlos pela casa. Era aniversário dele. Olhei para os lados, vendo alguns amigos do aniversariante. Lá fora azul do céu escorria como uma calda de pistache, as nuvens mais pareciam doces suspiros comestíveis, o sol era como rodelas de laranjas umedecidas com a sutileza do néctar. Passei pelos passarinhos, desviei dos dois cães caramelo e parei para ver a casa de uma joaninha que andava debaixo das sombras das margaridas em um canteiro. Algumas crianças, que brincavam ao longe, vieram correndo para ver o que me entretinha. Quando chegaram seus rostos estavam vermelhos.


— Quer brincar de pega-pega, Clara? —Perguntou Fernanda, com seu rosto sapeca.


— Quero!

—Tá c'ocê então! —Ela bateu a mão no meu ombro e comecei a correr atrás dela.

— A não! — Resmunguei...

— Mas se fosse o Carlos você não reclamaria — Disse ela de forma sapeca —Carlos gosta d'ocê. —Fernanda disse — Carlos e Clara na porta da escola, namorando beijando... E jogando as roupas fora!


—Eu nunca vou namorar homi! — Disse me achando a adolescente mais madura.


— Por quê?

—Homem num vale nada, Nanda.

—Vai ficar sapatão?. — Não entendi, mas ela mudou de assunto e puxou meu braço —Dizem que quando se faz uma rima da pra saber o futuro. Vou ler seu destino.


Fernanda ficou passando o dedo no meu rosto, se fazendo de que entendia alguma coisa de vidência.


— Aqui é o cílios do amor, Clara. — Ela arrancou um pelinho do meu olho.


— Ei! Doeu — Disse eu esfregando os olhos com as costas das mãos — Mas o que diz?


— Acho que cê não vai casar... Mas vai ter uma casa com algo muito azul. Acho que é uma piscina.


— Piscina?


— Ah, é que esta em período de seca, mas já arrumo água. Sabe como é o verão aqui no nordeste né? —Então deu uma cuspida na minha cara.


— Eca! — E eu saí brava, correndo atrás dela para lhe dar uns tapas.


Outras crianças subiam em árvores ou corriam pelo quintal naquela hora. Vi todos os meninos e meninas que podia ver. Naquele dia quando voltava para dentro da casa, vi tio Célio se aproximando e ele me deixou irritada com o que fez. Não tenho palavras para descrever o amargor. Lamento, falta-me coragem.

***


Colocaram o bolo circular de chocolate, feito pelas tias de Carlos, bem no centro da mesa. Era decorado de granulado de brigadeiro dos lados e, por cima, estava cheio de fatias de banana enfeitadas por lascas de rapadura, que quase quebravam os dentes e confirmavam a frase: Rapadura é doce, mas não é mole não.

No entanto, dado a hora, era tempo do almoço. Quando fiz meu prato, almocei sentada na mesa da varanda com as demais crianças. Minha madrinha junto com a minha avó havia feito feijão, arroz e ovo pra mim (porque desde criança eu não como carne), e era o melhor prato do mundo!

Mais tarde eu e as outras crianças catamos algumas mamonas do parque próximo e ficamos jogando-as uma nas outras. E quando estávamos sozinhos, eu e Carlos, senti a mão da minha paixonite entrelaçando meus dedos. Ele não disse nada, apenas me deu um sorriso e eu devolvi outro.


***


Minha madrinha dançava com a câmera, tentando registrar com o flash prateado, os melhores momentos.


— Clara! Vamos tirar uma foto! — Disse uma voz qualquer, me arrancando do rio de pessoas que se formavam na frente do bolo e me colocando de qualquer jeito ao lado do Carlos.


— Ô bicho do mato, sorria! —Gritou um dos rapazes ali, que parecia parente dele — Parece que tem medo de mulher, fica com essa cara de fantasma...


Carlos forçou um sorriso. Me aproximei e ele ficou vermelho. Ele tentou me beijar, ou só mostrar língua, nunca saberei... mas acabou lambendo a minha bochecha.


— Agora vai tirar uma foto com os amigos —Ela gritou. Então os meninos se reuniram com ele. — A madrinha bateu umas cinco fotos deixando as pessoas momentaneamente cegas por conta do flash —Vai todo mundo pra lá, vamos cantar o parabéns!


As luzes foram apagadas. Cantou-se "Parabéns pra você". Carlos assoprou a vela, foguete enquanto seus primos cantarolavam:


"Com quem será? Com quem será? Com quem será que o Carlos vai casar? Vai depender, vai depender, vai depender se a Fulana vai querer!"


Admito: Fiquei com ciúmes, nunca conheci essa fulana.


Quando acenderam as luzes, cortaram o primeiro pedaço


— E pra que menina vai o primeiro pedaço do bolo? — Ouvi


—Tomara que dê coceira e diarreia nela. — Acho que Carlos ouviu, porque ganhei o primeiro pedaço e os adultos começaram a fazer vários comentários:


— Esses dois num sei não, hein... — O Padrinho disse. Mal dava para ver sua boca se mexendo enquanto comia o delicioso bolo de chocolate —Imagina só o Carlos e a Clara casando! Acho que vai acontecer viu!


—Será...Acho que também, viu... — Disse a Madrinha.


— Cruz credo! —Disse Carlos de repente, juntando as sobrancelhas, se intrometendo na conversa.


— Quer casar-se com ela não?! Olha que linda!


Carlos me avaliou da cabeça aos pés e gritou:

—Esse estrupício descabelado? — Disse Carlos cortando o meu coração com aquelas palavras amargas

Algumas gargalhadas se anunciaram.


—Tá vendo, fia? Falei que ‘cê tinha que fazer progressiva —O meu pai voltou para mim, com um ar divertido.


Foi quando todos os demais adultos entraram na conversa. Falando coisas desgostosas a meu respeito, mas o Carlos não ficou de fora.


— E o Carlos? — Um tio disse.

— Óia a cara de cavalo desse moleque!


Carlos, irritado com aquela zombaria toda, disse:


— A Clara tem cara de cadela! Só farta latir!

— Se eu sou cadela, ocê é um cachorro! —Gritei, prontamente, jogando o bolo na cara de Carlos e correndo para dentro da casa. Com lágrimas nos olhos, mas toda vez que passava a bandeja de bolinha de queijo, eu pegava. Triste sempre, mas não sou de recusar comida...

—Casalzinho desgraçado que vai ser esses dois. — Alguém comentou antes de eu me retirar.


***


Mais tarde, quase de madrugada, voltei para o quintal e me sentei no muro baixo da varanda, balançando os braços, brincando com o vento. O céu já estava escuro e repleto de estrelas. Carlos passou por mim minutos depois. Estava ao lado vários garotos e garotas que estudavam na sala dele. Prestei atenção e notei que planejavam um pique-esconde um tanto diferente.

— A gente precisa de mais uma menina. —Uma das garotas contou – Não vamos esconder em par?


—Bom tem ela... — Um dos garotos apontou pra onde eu estava.


— Ah! Não... Se for chamar ela eu vou com Clara... Se não num brinco — Disse Carlos enraivecido e muito, mas muito sério.


— Ah, tudo bem... Veremos quem ela escolhe! —O menino ao lado dele disse me dando um olhar provocativo e rindo da pouca coragem de Carlos — Menina... pique esconde, que tal? Você vem?

Me levantei na mesma hora.


— Claro que sim!

—Agora tá completo. —Disse ele, assim que me juntei ao grupo —Vamos dividir os pares.

— Eu vou com a Clara.


—Mas cê nem esperou ela escolher. — Reclamou o garoto que me convidou.


—O aniversário é meu!

Carlos saiu correndo e me puxando, fazendo com que os outros jogadores fossem se esconder também quando os pares foram escolhidos. A pessoa que deveria procurar os demais, minutos depois, soube que nunca existiu e que não era um pique-esconde tradicional.


Puxei minha mão da de Carlos assim que pude, e corri à frente, procurando locais escuros no quintal, achamos. A gente ficou perto das latinhas de cerveja.


Nos encolhemos lado à lado, segurando os joelhos contra o peito. Ficamos quietos por um tempo, até não me aguentei. Lágrimas começaram a encher os meus olhos. Não entendia a razão de Carlos estar me tratando daquela maneira e me insultar de cadela.


— Cê tá chorando? —Ele sussurrou


— Eu tô com alergia! —Enxuguei os olhos com o pulso.

Ele ficou em silêncio. E eu disse:


— Você é chato! Te odeio!


— Eu é que devia falar isso!


Senti um aperto no peito, engoli as lágrimas e a amargura falou por mim:

— Tá!

Chorei baixinho enquanto a barulheira da festa prosseguia e nós não éramos encontrados ali. Depois de um tempo, ouvi alguém fungando e não era eu.


— Você tá chorando?


Estiquei minha mão no escuro e toquei o rosto dele. Estava úmido.

—Não.


— Esta suando pelo zói então?

— Tenho alergia igual ’ocê! —Ele afastou minha mão, baixou a cabeça sobre os joelhos.


Coloquei minhas mãos no braço dele e cheguei mais perto.


—Carlos, não fica triste... É seu aniversário...


Ele ergueu a cabeça.

— Cê me odeia mesmo, Clara?

—Só queria te dá uns caldo na praia, mas num te odeio não.


Ele riu.


—Cê sempre fala que quer me vencer no surfe, mas nunca consegue.


Me aproximei do ouvido dele e segredei:


— Mas eu consigo te vencer em uma batalha de língua. Ah... quando que vão achar a gente?— Mudei de assunto. Tímida. O sorriso largo dele me dava vontade de rir — Ninguém veio nos procurar


— Não entendeu o jogo? É pra juntar casais, achei que com a fala do beijo você tinha entendido...


E então ele fez aquele dengo: colocou as mãos na minha bochecha e me beijou. E dessa vez não foi uma linguada na bochecha


—Hum... Beijinho de doce de leite. — Comentei

— É do recheio do bolo.


Após o beijo Carlos ficou com um sorriso no rosto, brincando com meus cachinhos. Ficar junto dele, mesmo que não disséssemos nada um ao outro, era sempre bom...


***


Nos arrumamos para dormir. Toda a família repousaria na casa de minha Madrinha! Como sempre acontecia nas festas de aniversários, lembrando que muitos tios e tias eram de outra cidade e haveria horas de viagem, por isso preferiam dormir lá. Mais tarde, quando as lamparinas já estavam apagadas e todos estávamos dormindo, achei que alguma assombração estava pegando no meu cabelo. Acordei e vi a mão pesada de tio Célio acima de mim

Ele pediu silêncio, colocando o indicador diante dos lábios. E eu fiz silêncio para sempre.


***


Amanhã é dia dos namorados. Ainda não sei o que te dar de presente, Carlos. Pensei hoje antes de te ver em te dar o céu. Mas ele é tão grande que não ia caber numa caixinha. Eu até poderia dar um jeito, mas eu ainda não encontrei um bom lugar para pôr as estrelas. Passei por nuvens de estrelas, rios de nebulosas e sentia-me aquecida a cada suspiro, quase como se uma manta de calor envolvesse meus ombros gélidos. Sempre vi-o suspirar... E sempre buscava retribuir o favor, até que finalmente, entre as estrelas eu lembrei o que poderia dar a ti. Desculpa por demorar à dar o presente.




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Palavras de Carlos. ♥ ║

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Não existe expressão que traduza os meus suspiros, única coisa que faço. Suspirar. É tudo o que faço. Não consigo nem falar com ninguém sem suspirar. Meus professores e pais pensam que estou deprimido e me perguntam o tempo todo porque "suspiro", mas a verdade é que não me lembro. Só sei que não sorrio ou paro de suspirar há anos. Estou cansado de ver todo mundo perguntando


Não importa aonde eu vá, não consigo encontrar uma resposta para isso... Por que me tornei assim? Há quanto tempo é que isto já dura?


Sentei no meu pequeno quarto, as luzes apagadas, mas da janela vinha luz. Meus cobertores roxos e brancos me cobriram, minha cabeça em alguns travesseiros olhei para o teto fosco. Eu tinha acordado tarde novamente.

Eu empurrei as cobertas e me levantei no tapete que cobria o chão de madeira.


Me dirigi para o banheiro do outro lado do corredor do meu quarto. Antes de me vestir, escovei os dentes e o cabelo e lavei o rosto. E ouvi o som do passarinho. Sempre que a ave retorna ao ninho, eu sei que me abalarei. Por isso escrevo e deixo-te uma rosa, como neste dia dos namorados.


A presença dela presença nos meus sonhos têm este efeito. As Lembranças me deixam fora de mim por vários instantes, e eu não penso, apenas sinto o que a memória fez a mim.


E então apareceu uma pessoa que parecia demasiada com alguém, fora dos meus sonhos... Um pouco pequena e atrevida, este anjo muito bonito.


Seus cabelos dourados caiam sobre sua face, seus olhos celestes brilhavam sobre a luz da lua. Com um sorriso no rosto, ele se virou para mim e disse:


—Dá-me os teus suspiros, que eu os transformarei em felicidade!

Parado, as palavras saíram de meus lábios:


—Por favor. — Quando me dei conta, tudo ao redor, criou vida, as coisas estavam mais coloridas, havia flores amarelas para tudo que era lugar, meus olhos encheram-se de alegria. Os meus suspiros... Ela substituiu por felicidade. Era apenas uma felicidade pequena e comum. Pequenas felicidades que eu tinha me esquecido.


Quando tive a ideia de dar uma rosa à esse anjo nos dias dos namorados e dizer o que sentia, não imaginava as memórias que iria percorrer, nem que iria vê-la. Mas sua última visita me deixou desnorteado por vários dias, foi preciso que minha mãe viesse falar comigo para que eu despertasse. Eu sei. Já conversamos sobre o assunto antes e já pedi perdão. Mesmo que não seja o suficiente — nunca será —, peço outra vez. Não sou um homem de carregar arrependimentos, mas se pudesse mudar algo em nossa trajetória, mudaria os anos que eu não expressei os meus sentimentos. Pagaria com minha vida, se necessário fosse, mas impediria o homem que tirou-lhe a vida. Salvaria você de seu Tio.


A busca para o presente perfeito seria o retorno do tempo. Mas não podemos voltar e, assim como você não pode evitar a saída da minha memória. Por isso te escrevo. Mas nunca deduziria que iria recebe-lo de ti.


Desculpe, não posso impedir aquilo que tanto a fez sofrer.


Eu poderia dizer que foi o destino que me colocou naquele lugar e que selei o meu primeiro beijo. De certa forma, acredito que se há alguma força nos empurrando, é nosso dever escolher se resistimos ou nos rendemos. Durante muitos anos, eu não me rendi. E essa força era você. É por isso, porquê hoje, no dia dos namorados. Sua presença foi quase como um sonho. Pergunto-me quanto tempo você demorou para pensar neste presente.


Lembre—se — das vezes que rimos juntos, que choramos as mesmas dores, que nos afogamos em nosso[s] amor[es]. Não deixe isso te fazer suspirar, pois ainda te guardo aqui; em mim. E espero também estar guardado em ti.


Então aquele momento apareceu. Sentir toda aquela alegria fugir como um passe de magica. Tudo ao meu redor voltou a ficar preto, lagrimas caiam sobre minha face, o desespero e a tristeza à tona relembram memorias de infância que queria nunca mais recordar.


Você estava deitada na cama. Eu sabia que nunca mais iria acordar, sua face estava coberta por um pano branco qualquer, não pude ver seus lindos olhos celestes, seu sorriso não estava mais lá. Por que você me deixou? Por quê? Foi cruel de sua parte, sabia?!


E então bafejei em suas mãos frias


Para que você, que ia a algum lugar distante, não se sentisse sozinho lá.


Tentei desesperadamente aquece-la. Desesperadamente, eu bafejei.


Era inútil eu sabia, mas não queria deixa-la sozinha.


Lagrimas... Lagrimas... E mais lagrimas... Minhas memorias com ele voltaram a perturbar minha cabeça.


—Lembraste agora, certo? — Disse o Anjo Clara — Eram teus, os suspiros. Estavas a tentar aquece-me... Desculpa o atraso, não sabia o que te dar de dias dos namorados! finalmente pude retribuir o favor, agora, não precisas de suspira mais. Anda, levanta o rosto! Sorria!


O amor é uma profunda, poderosa e inefável emoção de ligação entre dois ou mais seres. Ele dá quem a vivencia a capacidade de fazer grandes coisas. O Amor é um Milagre. Amor também é muito possivelmente o ramo mais misterioso é extremamente difícil de compreender. O presente que recebi foi a alegria que perdi e a lembrança do meu primeiro amor.


E o que são milagres se não revoluções que não podemos explicar?

12 de Junho de 2021 às 18:58 12 Denunciar Insira Seguir história
7
Fim

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Inkspired Brasil Inkspired Brasil
Olá, Ursula Lieselotte SanDaniels! Primeiramente, gostaríamos de agradecer a sua participação no #amordecinema! Ter vocês, autores, nos apoiando com suas histórias incríveis e participando ativamente deste desafio nos deixou realmente felizes. Suspiros de Ais foi uma história bastante diferente e que encantou pela regionalidade usada nas falas dos personagens. E aqui devemos parabenizá-la por ter feito um trabalho tão incrível neste ponto: foi realmente fácil imaginar os personagens conversando e convivendo graças à desenvoltura da conversação deles. A proposta do desafio era que o autor pudesse expandir seu leque e se arriscar em temas que fogem do comum para eles, o que foi pedido no edital era que o autor escrevesse algo como a busca do presente perfeito do dia dos namorados, sendo assim, infelizmente sua história não cumpriu com essa pequena exigência e ela foi desconsiderada no desafio. No entanto, infelizmente esse não foi sido o único motivo para ela ter sido desclassificada; ela também não poderá fazer parte dos destaques porque você não conseguiu cumprir com o número de comentários estipulado no edital. Ainda assim, agradecemos sua participação e esperamos que a próxima vez seja melhor. Foi bem interessante ver a forma como você desenvolveu os cenários da história. Amamos as metáforas usadas e, graças a ela, sentimos um pouco do poema que flui na história com facilidade. E podemos, inclusive, atribuir esse poema aos olhos da inocente e bela protagonista, que nos mostrou tudo o que acontecia através dos olhos dela. Confessamos que achamos o tema inserido na história, através do tio da protagonista, um tanto quanto pesado para o tema principal que esperávamos, mas também não podemos negar a preciosidade das declarações finais feitas pelo personagem que a amava. Com relação à gramática e ortografia da sua história, gostaríamos de recomendar a você o nosso blog Esquadrão da Revisão. É um blog que ajuda os usuários do Inkspired com ensinamentos descomplicados da língua. Esperamos que ele contribua para o seu crescimento e que possamos acompanhá-la através dos desafios que virão. Agradecemos sua participação nessa empreitada, e sentimos muitíssimo pelo ocorrido, mas sendo seu primeiro desafio, esperamos que tenha sido prazeroso para você como autora e que considere participar dos eventos propostos futuramente pela equipe, pois vamos adorar ver seu crescimento como escritora. Obrigada pela sua participação, foi muito bom poder contar com você neste desafio e esperamos poder vê-lo em outros. Os resultados serão divulgados em breve nas nossas mídias sociais. Fique de olho e boa sorte!
June 19, 2021, 18:26
Izzy Hagamenon Izzy Hagamenon
Nossa, tive que ler mais de uma vez para entender o que aconteceu com a menina. Fiquei para morrer aqui. Foi uma história bem bonita, fiquei triste, mas valeu a pena ter lido <3
June 19, 2021, 02:18
Ellen Batista Ellen Batista
O que dizer sobre estes diálogos lindos e regionalistas, fiquei lembrando de um passado não tão distante assim, fiquei encantada com a criação de cenários, e as passagens que poderiam ter ficado agressivas mas ficaram lindas. Parabéns
June 16, 2021, 22:44

Ruana Aretha Ruana Aretha
Obrigada pela história tão agradável! Percebi a evolução dos personagens, a desenvoltura deles nos âmbitos, a tua ambientação toda tão descritiva, a personalidade particular de cada personagem, e tudo foi puxando a leitura e a transformando em passos tão suaves até chegar na profundidade do ser de Carlos. Mais uma vez agradecida pela história que com um gosto meigo no café no início e que mudou para um café forte no final, mas sem alterar a tua originalidade e peculiaridade regional <3
June 16, 2021, 13:53
Kehillah Sanchez Kehillah Sanchez
Olá, amiga. Quero parabenizá-la pela linda história! Simplesmente, amei a ingenuidade e a espontaneidade da personagem Clara, o que faz ter uma ideia que seja uma criança transitando a adolescência, ao citar as brincadeiras de crianças, e depois os primeiros sentimentos relacionados à Carlos.
June 15, 2021, 15:55
Karimy Lubarino Karimy Lubarino
Olá, Úrsula! Tudo bem? Eu adorei a forma como você conseguiu criar cenas e cenários atravéz da personagem. Isso tornou tudo muito mágico. Gostei também da utilização do colóquio nas falas, mostrando um pouco mais ainda sobre a regionalidade dos personagens. No entanto, soco perguntar sobre a idade da sua personagem. Quantos anos ela tem? Isso não fica claro na narração. Falo isso porque fica subentendido um busco sexual na narração e o Inkspired tem regras sobre a apresentação desses fatos envolvendo menores de 15 anos. A classificação etária da sua história também foi modificada, pois estava incorreta: estava como "para todo público", porém conta com atributos que crianças não poderiam ler. Ademais, eu gostei bastante da sua história e da noção de amor além da vida que ela traz. Parabéns pela sua participação.
June 14, 2021, 18:15

  • Ursula Lieselotte SanDaniels Ursula Lieselotte SanDaniels
    Olá! Boa Tarde, obrigada pelo comentário, a personagem tem 15 aninhos, mesmo! Mas é bem ingênua. Obrigada pelo comentário! O resultado sai dia 19? June 17, 2021, 14:12
Rodrigo Martins Rodrigo Martins
Uma boa história, parabéns. Confesso que me perdi um pouco nos recortes e tive de voltar algumas vezes, mas o final concatenou tudo. Gostei bastante das imagens criadas no início, contribuíram para o aspecto plástico da história. Sugiro desenvolver esse estilo para outros trabalhos.
June 12, 2021, 20:24

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