redmoinho Krys Cassimiro

Uma narrativa em terceira pessoa que coloca o leitor como personagem principal em um universo paralelo. Os três reinos da ilha Paradis: Mar, Rocha e Sidra prosperam após anos de paz. Os regentes desses reinos precisam cuidar de seu povo e sua família, porém alguns acontecimentos tiram a atenção dos descendentes dos reis destes reinos, os quais param seus estudos para aprender sobre algo mais importante, a vida. Ao descobrirem que viver é simplesmente deslumbrante e que passaram suas vidas como prisioneiros de seus deveres, surge uma nova revolução para abalar a prosperidade das três nações, a revolução dos sucessores. Os quais esbarram em algum momento em uma moça que abre seus olhos para a realidade em que estavam presos e os ajuda a se libertar. No meio de tanta descoberta e confusão, um amor surge e encanta o coração de um dos rapazes que descendia o trono, Erwin Smith. O qual, apesar de já ter tido parceiros amorosos, pela primeira vez na vida descobre o que é o amor de verdade e que não se trata apenas de contratos e acordos matrimoniais que sempre observava, ou de noitadas e relacionamentos fracos cheios de interesse.


Fanfiction Anime/Mangá Para maiores de 18 apenas.

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Alocação

Após anos de guerras e revoluções, o mundo se tornou cada vez mais moderno. As monarquias foram destruídas, a não ser por três reinos. Reinos estes que se encontram em uma ilha distante, regidos de forma parcialmente democrática, a qual um rei pode ser facilmente destituído em casos de cometimentos criminais ou insatisfação do povo e um novo será designado sob votação da comunidade.

Dentre os três reinos está o reino Mar. Um reino conhecido por ser o mais próximo do oceano que cerca a enorme ilha conhecida como Paradis. Este lugar é comandado pelo velho rei Andre Arlert. Um homem rígido com seu único membro vivo da família. Ele espera que seu neto, Armin, consiga se tornar um bom candidato ao trono e vença, mantendo assim a linhagem de reis Arlert. Rico em pescas, navegações e gastronomia marítima, além de pérolas e exportações mercantes.

Outro dos reinos da ilha é o reino Rocha. Um reino comandado por uma família extremamente religiosa. Embora sua característica marcante, são pessoas doces e preocupadas com o bem estar de seu povo. O regente dessa nação é Rod Reiss e ele espera que sua filha mais velha consiga alcançar o título de rainha assim que seu mandato terminar. Rico em pedras preciosas por ser o mais próximo das montanhas, minerações.

O último reino, mas não menos importante, se encontra ao centro da ilha. O reino Sidra. Conhecido por seus vinhos magníficos, festas, caça e uma enorme mistura de culturas. Seu regente é Hector Smith, um homem famoso por seu interesse em história e por ser o melhor rei que Sidra possuiu até os dias atuais. Por ser um homem bastante perfeccionista, acabou passando essa característica ao seu único filho, Erwin, que se devota arduamente aos estudos para continuar a linhagem real do pai.

Após uma viagem longa, a qual você preferiu fazer de navio, pois gostaria de ter essa sensação ao menos uma vez na vida, principalmente pelo fato de não estar pagando pela passagem, finalmente chegou no porto principal de navios do reino Mar. Era incrível como mesmo no século XXI, a ilha de Paradis ainda permanecia com construções antigas.

-É lindo, não é? - perguntou um dos rapazes que estava ajudando os passageiros a desembarcar. -Os moradores reformaram as construções antigas, mas mantiveram a aparência rústica e acolhedora da cidade. Sabia que alguns povoados dos reinos ainda possuem postes iluminados e apagados manualmente por funcionários? - Perguntou enquanto te ajudava a descer com suas malas.

-É realmente incrível. Parece que eu estou em um filme de época. É como as séries de mistério que se passam no passado - comentou você, sem sequer conseguir esconder um sorriso deslumbrado.

-A melhor forma de se misturar é se vestir como eles. São visuais com uma mistura moderna e antiga ao mesmo tempo.

-Obrigada pela dica - respondeu mantendo o sorriso e puxando suas duas malas vermelhas de tamanho médio pelo cais até um ponto de ônibus, onde se sentou no banco enquanto aguardava por coragem de ir atrás de uma estalagem para passar a noite.

A capital do reino Mar ficava apenas há alguns quilômetros dali. Essa era a cidade Porto dos pelicanos. Um pequeno povoado que era repleto de hotéis pequenos e aconchegantes e restaurantes com os mais diversos pratos marítimos. Suas ruas eram feitas de blocos de pedra devidamente cortados. A grama que rodeava as ruas era extremamente verde e cheia de vida. Havia vários postes de estilo antigo pela cidade, daqueles que o ajudante do navio comentou, que são acesos manualmente.

-Senhorita Costello? - perguntou uma voz vagamente conhecida. Ao parar de admirar a paisagem e se virar para olhá-lo, você logo reconhece.

-Senhor Zacharias. - Mike Zacharias, o homem que havia a contratado para seu futuro emprego no reino Sidra. -Não esperava que iríamos nos encontrar tão cedo.

-Sim. Houve uma mudança de planos e eu tive que vir até o reino Mar para resolver alguns assuntos para o re... Enfim. Vou ficar por três dias e durante esse tempo não poderei finalizar completamente seu contrato. Sei que é um completo desrespeito, mas não poderei adiantar mais que isso. - Falou cordialmente enquanto de pé em sua frente.

-Mas, está tudo bem com meu contrato? - Perguntou receosa.

-Sim, não se preocupe com isso. Eu só preciso finalizar quando chegarmos em seu local de trabalho. É uma biblioteca incrivelmente grande e que precisa urgentemente de alguém que tome conta, assim como já discutimos. Se quiser me acompanhar durante a viagem fique à vontade, assim como também podemos nos encontrar novamente quando eu chegar na capital do reino Sidra. De qualquer forma eu ficarei à parte de suas despesas. - Continuou enquanto dava uma ajeitada em seu cabelo loiro e curto que possuía uma franja repartida no meio.

-Bom, já que tanto faz, eu posso acompanhá-lo na viagem - respondeu educadamente.

-Pois bem, vamos até a estalagem onde eu estou hospedado e pegaremos um quarto para você, sim? - indagou educadamente.

-Claro - concordou.

A única coisa que você sabia sobre o emprego era que trabalharia em uma enorme livraria, a qual você seria responsável por quase tudo, exceto pela limpeza dos livros e estantes, que seriam feitas por profissionais especializados nisso. Além disso, você havia recebido fotos da livraria por dentro e ainda havia conversado com a antiga bibliotecária - que se aposentou recentemente - e com a secretária do senhor Zacharias.

A viagem foi longa, então após pegar a chave de seu quarto, simplesmente aproveitou um bom banho quente de ducha e pulou na cama de roupão para tirar uma soneca. O fuso horário realmente era algo complicado. Você pensou que não seria tanto pelo fato de passar noites em claro lendo livros ou fanfics, até mesmo vendo séries e reality shows. Contudo, foi bastante complicado, ainda mais no momento em que o fuso muda durante a viagem de navio e fica uma completa confusão de viagem no tempo onde automaticamente você é levada para o futuro na confusão das datas.

Paradis tem um fuso bem diferente do Brasil. Seria difícil explicar. E misturando tudo com o cansaço e o enjoo da viagem pelos mares, resulta em uma garota completamente quebrada com ânsia de um cochilo.

Batidas na porta fazem com que a querida bela adormecida se desperte do seu sono de cem anos. Mike estava do outro lado aguardando por uma resposta. Com uma voz rouca e desajeitada, você responde em meio ao seu sotaque brasileiro expelindo as palavras confusas em eldanis que formavam uma frase mais ou menos como:

-Calma indo acordar já.

E em meio a cambaleios, você se levanta enquanto ajeita o roupão e abre a porta do quarto. Mile estava perfeitamente arrumado trajando um terno marrom de alta costura. Ele se vira para você após checar seu relógio e solta um sorrisinho divertido ao dar uma olhada no estado de seu cabelo bagunçado.

-Estou indo resolver uns assuntos de negócios. Acho melhor não voltar a dormir por agora ou passará o resto da noite em claro. Aqui está um endereço de um restaurante com uma reserva em seu nome, senhorita Costello. Jantar por minha conta, não perca o horário. Agora tenho que ir. Uma boa noite - falou de maneira rápida e lhe entregou um papel com algumas coisas escritas. Apesar disso, você conseguiu entender tudo o que ele disse, seu problema mesmo é a dicção confusa que o sono traz à tona.

No papel estava gravado um nome de restaurante, um horário e um número de telefone, que provavelmente era o dele. O senhor Zacharias era de fato uma pessoa boa, mas como era tão rico sendo secretário do dono de uma livraria? Do nada pensamentos que envolvem uma máfia de drogas usando os livros como esconderijo surgiram na sua cabeça, mas espantou eles assim que caiu na real e fechou a porta do quarto novamente.

Já era quase nove horas de acordo com o relógio pendurado na parede. O horário que estava descrito era esse, portanto expulsou a preguiça e se preparou para ir jantar. Sequer tinha ideia de como era o restaurante e muito menos que roupa usar. Então se apressou em procurar algo que fosse elegante, mas nem tanto e demorou um pouco até que finalmente achou. Um vestido simples, longo com listrar verticais marrons e "amarelo queimado". Ele tinha um pequeno corte na lateral esquerda. Era um estilo oversized moderno de ficar em casa, mas de acordo com o estilo local, as roupas de "mãe de planta" e "chão de taco" eram as perfeitas. Para sua sorte era esse o seu estilo natural.

Com seu coturno de salto na cor preta e seu cabelo preso para trás com algumas mechas caindo dos lados estava completamente perfeita. Mas o rosto estava um pouco sem graça, dependendo do restaurante não iria querer chegar tão simples assim. Jogou um pouco de cor para dar uma vida e saiu rapidamente pois estava quase atrasada.

Após pedir ajuda de direção para algumas pessoas, enfim encontrou o local. Era um restaurante um pouco pequeno, mas bastante elegante. Parte das mesas ficavam nas calçadas e eram todas de madeira, assim como as cadeiras. Tinha um estilo realmente rústico, assim como tudo naquela cidadela.

-Eu tenho uma reserva - avisou para a anfitriã, que logo checou seu nome na lista e lhe levou até o local.

"Uau. Mike realmente sabe como agradar alguém." pensou enquanto se sentava em uma mesa perto de uma árvore belíssima e um jardim, além de não ficar longe da cozinha e ter uma excelente vista para a praça da cidade, onde há uma fonte jorrando água lindamente. Pensou por alguns minutos após fazer seu pedido se ele era comprometido e se gostava de mulheres. Apesar de terem conversado apenas sobre o trabalho, ele era realmente encantador.

Com o passar dos três dias, você esperava na porta da estalagem enquanto Mike terminava de descer com as próprias malas.

-Você saiu cedo - comentou após checar no relógio as horas. - Nosso carro vai chegar logo.

Durante esses dias, vocês se tornaram amigos. Principalmente depois do incidente na praia. O qual prometeram não comentar sobre. Era um segredo só entre vocês cinco.

O carro chegou e a viagem continuou por muitos quilômetros até enfim chegarem ao reino Sidra. Foram algumas paradas para comer e uma para dormir. Chegaram a noite, por volta das oito horas. O carro parou em frente a um portão enorme após subir uma pequena colina. Você estava entretida com as ruas belíssimas como sempre. Parecia um sonho morar em um lugar assim. A construção era completamente murada. Você tentava olhar pelo vidro fumê da janela do carro, mas não via muito além de arbustos cortados em forma de animais e muita grama verde assim que entraram. Havia também algumas árvores e muitos guardas.

Espera. Guardas? É isso mesmo. Haviam guardas postos em vários lugares e só o que você via era que uma enorme construção estava ficando cada vez mais perto à medida que o carro andava. Ao dar uma volta em uma enorme fonte, o carro parou. Mike desceu e você fez o mesmo, finalmente conseguindo ver a grandiosidade do castelo que estava à sua frente.

-Mike, o que é isso? - indagou perplexa com absolutamente tudo.

-Ah... Isso. Sinto muito não ter contado antes, era uma questão sigilosa e o rei não queria que ninguém soubesse que uma vaga no castelo estava aberta. Precisamos de pessoas profissionais e, com todos sabendo, qualquer um tentaria a sorte e só perderíamos tempo. Então eu precisei entrar em contato com várias faculdades, mas você foi a mais adequada levanto em conta que conhece bem a língua eldanis - explicou cordialmente. Mesmo com a aproximação, ele não perdia a pose respeitosa.

-Nossa... - foi a única coisa que saiu de sua boca.

-Agora, faça o favor de me acompanhar, senhorita Costello. Enquanto isso, levarão suas coisas aos seus aposentos.

-Espera, eu vou morar aqui? - perguntou em completo surto. - Nesse castelo?

-Sim. Você irá morar na ala dos funcionários, mas é exatamente isso. Será mais fácil cuidar da biblioteca enquanto mora aqui, desde que use apenas as rotas de empregados, que é pelos fundos. Mas como é sua entrada triunfal, hoje é permitido que entre pela frente. Vou lhe passar as regras por escrito depois que concluirmos seu contrato.

E dito isso, ele pediu que o acompanhasse novamente e vocês seguiram pelo castelo até uma ala com um corredor enorme cheio de janelas. Mike abriu a enorme porta dupla após destrancar com uma chave dourada com uma pedra azul-clara e acendeu as luzes. Era literalmente como um sonho. As enormes estantes de madeira escura com detalhes dourados se seguiam pelo enorme salão com assentos almofadados no lado oposto à porta embaixo de janelas enormes. Um enorme lustre dourado e com lâmpadas redondas iluminava ao centro do teto. Caminhando reto e virando à direita se iniciava um caminho forrado por um tapete vermelho-escuro que seguia até uma escada levando ao segundo andar, também repleto de livros.

Ainda na parte de baixo havia um balcão-mesa perto da escada onde há um computador, alguns papéis embaixo de uma luminária antiga e muitas gavetas. Na parte superior não há nada na direita, porém na esquerda continua um piso com várias estantes que criam quase um labirinto e uma mesa de escritório no centro.

-Mike, eu vou mesmo trabalhar aqui? - indagou enquanto passava as mãos pelas mesas e estantes.

-Sim. Só precisa assinar o contrato. Já está tudo pronto - respondeu colocando alguns papéis sobre a mesa e retirando uma caneta do bolso interno do seu terno rotineiro.

Você pegou a caneta e assinou tudo. Já havia lido o contrato que ele havia passado virtualmente e após uma lida rápida em todos os papéis, concluiu que eram os mesmos. Mike deu um sorriso que se completou com o seu e deu parabéns antes de lhe entregar a chave.

-Dê uma última olhada por hoje, vou te esperar do lado de fora para levá-la aos seus aposentos - informou antes de se retirar.

Após um suspiro e um grito abafado por suas próprias mãos, você rodopiou pelo centro da biblioteca com um gigantesco sorriso, deu uns últimos pulinhos e saiu.

-Agora tranque - disse o homem loiro que já se tornara seu amigo.

-Preciso mesmo? Eu poderia morar somente nessa biblioteca.

-É necessário. Não se preocupe, vai poder vê-la todos os dias. Até mesmo nas suas folgas você poderá visitá-la.

Em seguida de um "tudo bem", você trancou a porta e apertou firmemente a chave contra o peito, como em um abraço. Mike lhe levou até seus aposentos e avisou sobre os horários, mas disse que passaria tudo por e-mail assim que chegasse em casa.

Ao fechar a porta atrás de si, analisou melhor o quarto e percebeu que era maior que o seu costumava ser. Tinha uma cama de casal no centro com lençóis brancos, o piso era de cerâmica assim como em todo o castelo, a não ser pela biblioteca que tinha um piso de madeira, e havia um enorme guarda-roupa branco com espelho em um canto. Uma porta que levava ao banheiro e as paredes também na cor branca.

-Os castelos de hoje em dia não são todos com paredes de pedra como nos jogos e filmes medievais. São bem modernos na verdade - comentou baixinho consigo mesma.

Foi dormir com muito receio de acordar e perceber que foi tudo um sonho. A leitura das regras e dos horários a deixou cansada. Sem falar que precisou botar em dia os assuntos com seus amigos do Brasil, que mal puderam acreditar na história toda sobre o castelo. Quem diria que os empregados tinham quartos tão bonitos. Quem sabe a ala de empregados estivesse cheia e eles a colocaram nesse por não ter mais vagas lá. Ou quem sabe eles dão muito valor para bibliotecárias. Pegou no sono enquanto pensava em como eram os cafés da manhã.

11 de Junho de 2021 às 05:45 0 Denunciar Insira Seguir história
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