esternw Ester Cabral

Oito anos são capazes de mudar vidas. Ao mesmo tempo em que esses mesmos oito anos podem representar meramente uma passagem de tempo. Para Giorgio e Victoria, tal frase pode definir tudo. Após perderem o contato, com o fim do Ensino Médio, os dois amigos se reencontraram na Scotland Yard. Ele um responsável inspetor e ela uma perita novata, mas com um apurado faro investigativo. Tudo mudou em suas vidas, ao mesmo tempo em que continuam os mesmos, com seus conflitos de sempre. Giorgio que o diga. Na famosa delegacia londrina, as coisas começam a sair do habitual quando assassinatos ocorrem, semelhantes e díspares ao mesmo tempo. Qualquer um poderia dizer que é apenas mais uma segunda-feira na Scotland Yard, porém, não é isso que Victoria pensa. E quanto a Giorgio... Poderia ser qualquer coisa para ele, menos uma segunda-feira normal. Principalmente quando o inspetor vê seu próprio pai envolvido em um dos casos. Ao que parece, no fundo, oito anos se passaram e seus conflitos continuam iguais.


Suspense/Mistério Impróprio para crianças menores de 13 anos.

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Longa noite

Olá para você que chegou até aqui!
Caso você não me conheça, bem vindo; caso já me conheça de outros carnavais (-q), cá estamos em uma nova aventura. Essa é a minha primeira original longa solo e primeira tentativa de romance policial. Mesmo que eu goste muito do gênero e seja leitora dele há anos, vivendo e aprendendo e se jogando também. Enfim, vejo vocês para avisos nas notas finais.

Boa leitura ;)


XXX


Victoria terminou de calçar as luvas, vendo pela visão periférica alguns policiais em seus uniformes irem e virem nas duas direções possíveis pelo corredor extremamente branco e bem iluminado. Chegava quase a ser irritante tanta brancura, que ressaltava ainda mais a claridade.

Seu colega, Alfred Smith, cumprimentava com acenos de cabeça as pessoas pelas quais passavam. Extrovertido do jeito que era, provavelmente conhecia a maioria delas. Mesmo que não conhecesse, as cumprimentava de qualquer forma. Chegaram à sala do final do corredor, por onde a sargento Miranda Lewis os direcionou com um aceno de cabeça para a porta aberta. Finalmente os dois peritos depararam-se com um ambiente quase vazio, exceto pelo Detetive Inspetor Giorgio Carelli e, é claro, a vítima em questão, sem vida a sabe-se lá quanto tempo. E cabia a eles definir qual o intervalo temporal entre as ações.

— Parece que seu pessoal fez a bagunça de sempre na nossa área — Alfred comentou com as mãos na cintura, os olhos cinzentos analisando a cena à frente e o olhar treinado começando a formular suas hipóteses.

— Mas…

— Brincadeira — o perito interrompeu o inspetor, percebendo que Victoria deu uma revirada de olhos na direção de Giorgio, um gesto que parecia ser uma comunicação normal entre os dois. — Só tô tentando aliviar um pouco as coisas. O dia hoje foi estressante.

A sargento Lewis optou por sair do cômodo, informando isso para seu superior com um aceno de cabeça, enquanto Giorgio cruzou os braços. Em apenas um minuto presente na sala, Victoria foi logo em direção à mesa de madeira tombada quase ao fundo, ladeada por estantes cheias de livros. De um lado, duas cadeiras caídas e cacos de porta-retratos se misturavam com os pedacinhos de bibelôs e outros enfeites, além de um celular caro com o visor para baixo. Do outro lado, papéis estavam manchados de sangue ao redor da vítima, com o corpo meio tombado sobre a cadeira e meio despencado sobre o piso de carpete.

— Pelo que parece, o assassino acertou o primeiro disparo na mesa — Victoria declarou, abaixando-se e tocando a madeira com a mão envolta na luva de plástico. — Talvez a vítima a tenha virado na tentativa de se defender.

— Então pode ser que não tenha havido conflito corporal entre os dois. — Albert continuou um provável raciocínio, passando a câmera para a colega.

— Isso talvez a vítima possa nos dizer — Victoria retrucou, ajustando a lente da câmera e tirando uma foto em seguida.

— Isso sempre vai soar um pouco macabro, Vi — o perito retorquiu, indo em direção ao corpo, enquanto a colega ocupava-se em coletar vestígios.

Giorgio encostou-se à porta escancarada, observando como a dupla parecia dar-se bem, mesmo com cada um tendo seu jeito diferente. As inúmeras horas de convivência faziam isso.

— Esse não é aquele homem que apareceu com seu pai no jornal, Carelli? — Alfred questionou.

O investigador sentiu ambos os olhares sobre si e conteve um suspiro. Naquele momento, estava tentando manter apenas a visão investigativa, focando no que havia de concreto em todo o seu redor.

— Essa é a sede da empresa dos dois — Victoria soltou antes dele.

Giorgio se perguntou se a amiga o fez para poupá-lo de tocar no assunto que tentava evitar ou se apenas foi mais rápida do que ele para responder. Talvez ficasse com a segunda opção. Percebeu quando o perito ergueu o rosto de onde estava voltado, em direção à vítima, e encarou-o, as sobrancelhas erguidas.

— É apenas por esta noite. Amanhã provavelmente teremos outra pessoa responsável pelo caso.

Alfred se resignou, voltando para seu trabalho.

— A sua hipótese provavelmente está correta, Vi. O assassino pode ter acertado o primeiro disparo na mesa, enquanto a vítima virava o objeto contra ele, e então disparou mais duas vezes, dessa vez acertando o alvo. — Ergueu a cabeça, alternando o olhar entre o outro lado da mesa e onde estava ajoelhado.

— O disparo veio de uma curta distância — Victoria concluiu.

A sargento Lewis apareceu na soleira da porta outra vez.

— Carelli, o vigia conseguiu as filmagens do primeiro andar e do lado externo. — Como se tivesse mais coisas para fazer, ela apenas informou e saiu.

— Vou deixá-los sozinhos.

Com isso, o inspetor também se retirou. Alfred encarou a colega.

— Até que as coisas parecem estar indo bem rápido.

— Eu não diria isso se fosse você. — A perita tirou mais fotos dos inúmeros cacos pelo chão, marcando para si para procurar por prováveis vestígios de sangue do assassino por ali. — Temos muito que fazer nessa sala e ainda falta o corredor e o lado de fora.

— Por que você tem que ser tão pessimista às vezes, Vi?

Como resposta, ele apenas recebeu um sorriso que escondia uma risada.

— É, vai ser uma longa noite para nós.


XXX


Já começamos com o pé na porta, porque aqui as coisas são assim. Para aqueles como eu, que gostam de criar teorias a cada capítulo, a rodada já está aberta! Sintam-se à vontade pra comentarem dúvidas, teorias, surtos ou bater um papinho com a autora ♥
Como esse primeiro capítulo foi um pouco curtinho, o próximo será postado já nesse domingo. Depois disso, os capítulos sairão quinzenalmente aos domingos. Pode ser que isso mude mais pra frente, mas por enquanto os esquemas serão assim.
Até mais, povo o/

9 de Junho de 2021 às 22:36 0 Denunciar Insira Seguir história
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