oberonina Nina Oberoni

A vida de Sakura estava longe de ser perfeita. Tinha que se esforçar para não ter nenhum deslize e sempre agir como a filhinha perfeita do governador, nunca podendo ser quem realmente era pois tinha que ser a garota exemplar da familia exemplar quando estavam na frente das câmeras. E para piorar, seus pais vieram com uma notícia um tanto inconveniente e teria que suportar o garoto mais idiota que ja conheceu morando no quarto ao lado. Mas com o tempo, eles descobriram que o ódio não era o unico sentimento que nutriam um pelo outro. OBS: essa história tambem está sendo postada no wattpad pelo meu user de la, @BoloDeRolo e no Spirit por @AfterTheStorm-


Fanfiction Anime/Mangá Para maiores de 18 apenas.

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Prólogo

— Onde diabos está o seu pai? — minha mãe perguntou após olhar o celular pela quinta vez e constatar que não havia mensagens do homem.

Achava engraçado ela julgá-lo por se atrasar quando ela raramente chegava na hora para jantar.

Embora meu pai atrasar para chegar em casa fosse algo rotineiro, ele não costumava se atrasar de sábado. Como o bom pai hipócrita de família que ele era, dizia que sábado era o dia da família, e que todos deveríamos jantar juntos.

Estava ficando cansada de esperar por quase uma hora sentada naquela mesa sem poder fazer nada, e todas as vezes que eu colocava meu cotovelo na mesa e apoiava a cabeça na mão, dona Mebuki me olhava com repressão e mandava eu parar com aquilo.

Vez ou outra, conseguia uma brecha para mexer no meu celular por baixo da toalha sem que ela visse, uma lady não deveria fazer isso quando sentada à mesa.

Eu usava meu vestido simples de ficar em casa – sim, ela me obrigava a usar vestido dentro de casa para que eu aprendesse a agir como uma dama –, ela também usava sua roupa de casa, mas era florido e mais chique do que o meu.

Mebuki queria que eu fosse um espelho de si, mas aquilo nunca aconteceria. Não importava quantas roupas caríssimas e quantos vestidos ela me obrigava a usar, quantas vezes ela repetisse que eu deveria manter a minha postura e estar sempre preparada para tudo, eu nunca seria como ela.

Não éramos nada parecidas, nem fisicamente, muito menos no comportamento. Isso porque ela não era minha mãe de verdade. Meu cabelo ruivo claro não combinava nem um pouco com seu cabelo castanho que ela tingia de loiro. Embora a cor verde de nossos olhos fosse parecida, ainda tinha um tom diferente, e o formato do meu não remetia em nada ao seu.

Depois que o prefeito da cidade de Valência no litoral da Espanha e sua exemplar esposa cirurgiã descobriram que não podiam ter filhos por causa da infertilidade da mulher, decidiram adotar.

E aquilo saiu ainda melhor do que haviam planejado. Quando veio a público que o prefeito Kizashi adotou uma garota magrela e problemática de doze anos que ninguém queria, só aumentou a sua aprovação, fazendo ele ganhar de lavada de seu concorrente três anos depois quando se candidatou para governador.

Eu já podia ouvir meu estomago roncar, e tinha que me segurar para não atacar o frango assado que parecia estar tão gostoso e suculento na minha frente na mesa posta. Não podia negar que eu estava virando uma troglodita quando o assunto era aquelas comidas maravilhosas que a cozinheira fazia.

Estava ficando mal-acostumada com aquela quantidade de comida boa, e sentir o cheiro daquele frango e aquelas batatas, estava me deixando com muita fome, embora eu nunca usasse as expressões “faminta” ou “morta de fome”, pois eu sabia o que era passar por isso de verdade.

Depois de uma hora de atraso, finalmente ouvimos o homem passar pela porta da frente da casa, alguns segundos depois, chegando na cozinha.

— Oi, querida — ele falou para minha mãe, que lançou um olhar de advertência. Mas a maneira cautelosa e um tanto medrosa que ele usou para falar isso, deixou-me apreensiva. Ele tinha feito algo errado — Podemos conversar um pouco na sala?

Ela franziu levemente o cenho, já entendendo que tinha alguma coisa errada, limpou a garganta e se levantou, alisando o vestido florido e o acompanhando até a sala.

Não passou dois minutos de conversa e eu já pude escutar a voz histérica de Mebuki, gritando alguma coisa.

A sala de estar ficava no canto mais distante da sala de jantar, então era um pouco difícil de entender do que estavam falando, mas consegui entender algumas coisas que ela falava como “como pôde fazer isso comigo?!” ou “como vamos aparecer na mídia agora?”.

Estava muito curiosa para saber o que havia acontecido, embora eu já tivesse uma ideia, mas eu não era louca de entrar na conversa sem a permissão deles.

Uma vez, logo depois que eles haviam me trazido para a mansão Haruno, fui acordada por uma discussão que vinha do quarto deles. Assustada, fui até lá para saber o que estava acontecendo, mas assim que abri a porta e me revelei, Kizashi começou a gritar que eu não podia entrar ali e me levou pela orelha de volta para meu quarto.

Foi horrível, mas serviu de aviso para que nunca mais fizesse isso, e no decorrer dos sete anos que passei com eles, fui aprendendo meus limites através de punições físicas.

Mas não demorou muito para que a gritaria vinda da sala cessasse e eles reaparecessem no cômodo que eu estava.

Sem demonstrar nenhuma reação, eles se sentaram à mesa e começaram a se servir.

Se eu fosse julgar por suas expressões, diria que nada havia acontecido e que eles estavam bem, mas o que deixava claro que não estava nada bem era que não haviam esperado algum empregado vir servi-los como sempre.

Durante o tempo que estive aqui, também aprendi que quando estavam preocupados demais, ficavam tão atordoados com o que havia acontecido que se esqueciam de agir como os reis que eles achavam que eram e começavam a agir como meros mortais.

— Querida, precisamos te contar algo — meu pai adotivo falou enquanto colocava sua mão por cima da mão da mulher.

Se ele me chamou mesmo de querida, significava que eu também estava sendo afetada por aquilo. Era engraçado como ele sabia muito bem fingir que se importava com meus sentimentos. Bom, ele era político, tinha bastante prática.

— Sabe, há muitos anos, antes de você se juntar à família, muitas coisas aconteceram... — ela disse com uma raiva contida.

— Você sabe como sua mãe sempre foi alguém tão ocupada, quase nunca estava em casa por conta de seu trabalho — ele continuou — E era difícil para mim ficar sem ninguém em casa...

— Ele não conseguia aceitar que eu fosse uma mulher tão independente — notei que ela inverteu a posição das mãos e deixou a sua por cima — Enfim, as coisas que aconteceram são assuntos de adultos, não esperamos que você entenda.

Eu já tinha entendido. Ele havia traído ela e achava que aquilo era uma boa desculpa.

— Por ser um homem tão passional, eu não consegui ficar sem uma mulher ao meu lado — pigarreou — E acabei tendo... relações. Com uma mulher da empresa.

Mikoto— ela falou com desgosto enquanto apertava a mão dele — Uma imigrante asiática. Uma faxineira.

Meu Deus, como eles eram preconceituosos. Além de sentir nojo por ser uma faxineira, ainda debochava por ser imigrante.

— Isso aconteceu apenas duas ou três vezes, há mais de vinte anos, e nunca mais — ele falou com tamanha convicção que eu quase acreditei, mas duvidava muito que ele não comesse até hoje suas assistentes gostosas enquanto Mebuki estava nos plantões de 36 horas no hospital — E hoje de tarde, a irmã dela veio até meu gabinete para conversar... Bem, aparentemente ela engravidou de um filho meu.

Opa. Cartão vermelho na parada. Pode repetir por favor? Isso significa o que eu acho que significa?

Até aquele momento, euimaginava que a mulher tinha fotos deles e agora que ele era tão famoso, usaria as fotos contra ele. Achei que ele estivesse sendo subornado ou algo assim, mas isso?

Tive de me esforçar muito para segurar a minha risada pela desgraça deles, e eu nem me sentia tão mal por isso.

Não era como se eu quisesse vê-los se fudendo demais, mas só um pouquinho seria bom. Eles não morriam de amores por mim, nem eu por eles, e eu tinha que admitir que seria legal ver como eles quebrariam a cara quando levassem isso para mídia.

— A mãe do garoto veio à óbito há uma semana, e a tia não tem condições de ficar com o garoto. Ele terá de vir morar conosco.

E foi aí que eu vi que eu também seria afetada nessa história toda. Mais uma vez, tinha subestimado a seriedade do assunto. Mas também, o que eu esperava? Se eles levassem mesmo a público que Kizashi tinha um filho, ele teria de fazer o papel de bom pai como sempre e aceita-lo em casa.

Tudo bem, provavelmente eles falariam apenas que esse era mais um garoto que eles resgataram, afinal, não podiam falar que o cara que prega tantos valores familiares havia traído a esposa, então para a mídia ele seria mais um menino adotado que a incrível família Haruno salvou.

— Mesmo que ele já tenha vinte e um anos — Mebuki crispou os lábios e apertou a mão dele com mais força.

— Querida, já falamos sobre isso — sua expressão de dor estava clara, mas ele não ousava pedir para que ela o soltasse, não se quisesse ficar com a marca de seus dedos em sua bochecha — Ele não tem emprego.

— Não importa — ela falou e largou o homem, colocando o primeiro pedaço de frango na boca — O fato é que agora você tem um irmão.

E ali acabou a conversa.

Estava curiosa para saber como Mebuki se comportaria ao receber o tal menino de braços abertos para dentro da casa. A falsidade aqui dentro iria aumentar bastante.

Mas eu não podia me importar menos. Eu estava no segundo ano de uma faculdade extremamente difícil, tinha muito mais coisas para me preocupar do que um novo morador aqui. Ficava a maior parte do tempo na faculdade, e no meu tempo livre, ficava na enorme biblioteca da mansão estudando para provas e trabalhos, ou treinando na academia.

Seria fácil nunca sequer me encontrar com ele. Claro, eu não seria rude com ele, mas não precisava me sentir afetada por isso. Não era como se ele fosse roubar atenção dos meus pais ou ser um inferno na minha vida, estou certa?

Deus, não. Como eu estava errada.

2 de Junho de 2021 às 02:06 3 Denunciar Insira Seguir história
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juliana Santana juliana Santana
Ainda não tinha lido as sasusaku que você faz, e confesso que me surpreendeu, não sei como você consegue, mas sempre me surpreende... espero uma coisa e pahhh... uma parada empolgante e que juro q não esperava... esperar pelo próximo capítulo! 😘
June 02, 2021, 12:01

  • Nina Oberoni Nina Oberoni
    mdss eu tenho mais duas sasusaku no spirit, uma ta pronta, acho q vou postar aqui dps tb June 02, 2021, 14:21
  • juliana Santana juliana Santana
    Eu sei... estava na minha lista de leitura... só não deu tempo... mas vou seguindo aqui! 😘 June 02, 2021, 15:19
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