andradesssssss1622253430 Andradessss ⠀

Inspirado em uma campanha de RPG jogada por um grupo de amigos, sem eles essa história não seria possível, obrigado por compartilharem essas experiências incríveis e criar personagens igualmente incríveis. Situado em mundo fictício, a história se passa 1.994 anos após uma importante guerra que transformou o mundo, porém, mesmo com a "paz" instaurada, o gigantesco continente de Haün passou por muitas guerras e transformações ao longo dos séculos posteriores. Regiões amaldiçoadas, cidades e reinos destruídos viraram uma das várias paisagens comuns neste mundo. Davis e Morgan são dois irmãos que desejam honrar a morte injusta de seu pai realizando seu principal sonho, descobrir os mistérios de cinco ruínas do diário de exploração dele. Explorando a última ruína restante do diário, eles conhecem duas pessoas com habilidades surpreendentes, Azumi, um garoto com super velocidade que está em uma busca de uma armadura lendária, e Laonye, uma mulher com misteriosos poderes de absorção em busca de recuperar suas memórias. Após acabarem presos no interior gigante da masmorra, eles acabam tendo de enfrentar monstros, guardiões adormecidos e outros humanos, enquanto tentam encontrar a saída e ao mesmo tempo resolver os mistérios da masmorra, tentando entender qual era sua função e a razão de todo os desafios encontrados. **Capa sujeita a mudanças**


Fantasia Épico Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#infanto-juvenil #dungeon #ruínas #exploração #ação #ficção #mundo #rpg #aventura #guerra #magia #medieval #fantasia
27
4.3mil VISUALIZAÇÕES
Em progresso - Novo capítulo A cada 30 dias
tempo de leitura
AA Compartilhar

Prólogo

Na grande planície deserta e gélida das tundras alpinas do Noroeste, somente era possível enxergar e ouvir os numerosos cavalos de um exército perseguindo duas pessoas. Utilizando armaduras pesadas e uma exuberante coroa de ouro, um homem de barbas longas e escuras fugia ao lado de seu mais fiel servo. Os fugitivos cavalgavam algumas dezenas de metros à frente do grande grupo de pessoas, com a insegurança de que a cada instante mais próximos de seus inimigos eles ficavam. Enquanto desciam e subiam pequenos relevos, o vento sibilava forte e frio contra os cavalos e os humanos, estando o céu nublado e o chão úmido, o local era inóspito, parecendo ser amaldiçoado desde o começo de sua própria existência. À frente dos dois fugitivos, havia um vale de grandes montanhas, onde dentro de uma delas havia algum tipo de entrada. Devido à ventania, a coroa de ouro do assustado monarca fora derrubada, involuntariamente, escapou-se um leve gemido de medo de sua boca e em um movimento impulsivo, tentou recuperar a coroa enquanto ela caía, perdendo o equilíbrio e quase caindo de sua montaria, porém, seu leal protetor o segurou a tempo, o auxiliando a se equilibrar. A coroa rapidamente se escondeu dentre as gramíneas, fazendo com que ficasse escondida. Ao recuperar-se, o rei agradeceu ao homem e lançou-lhe um dissimulado olhar enquanto cavalgavam em rápida velocidade.

— Kentor, meu caro amigo, preste atenção. Caso não consigamos alcançar a sala central, tudo isso será em vão. Aqueles pobres venienses terão perdido suas vidas sem propósito — disse o Rei com uma voz austera.

— Entendo o que quer dizer. Nós iremos ter sucesso, meu rei. Não há necessidade de tal preocupação — assegurou com um tom confiante —, a eternidade é algo inevitável no destino de Vênia.

— Existem muito mais do que aquelas poucas dezenas de soldados atrás de nós. Impressionante como tão poucas pessoas conseguem mudar a mente de muitos. Não passam de tolos.

— Apesar de nossa fuga, eles são os covardes desta guerra, ousando desafiar o único e legítimo governante da cidade eterna. Eles terão o que merecem, na medida e no tempo correto.

— Você está certo. Com o tempo certo, eu terei a minha vingança.

A dupla continuou a cavalgar rumo à pequena estrutura de pedra em frente a montanha, que a cada passo dado aparentava ficar maior. As pequenas pedras na planície agora começavam a balançar e dar pequenos saltos por conta dos cavalos, o vento frio continuava a soprar e castigar aqueles que se arriscavam a entrar na região. Abandonando o exército, Kentor e o rei finalmente chegaram em frente à porta. Ela se encontrava envolta por pedras escuras que formavam uma estrutura em forma de arco. Desmontando dos cavalos com rapidez, ambos pegaram seus equipamentos e correram até a porta, após abri-la, eles desceram vários degraus de pedra dentro de uma caverna. Kentor, o servo fiel, segurava uma tocha, iluminando o trajeto. As paredes eram úmidas e frias, além disso não era possível enxergar nada no final do túnel diagonal, apenas um grande breu, fazendo com que o ambiente fosse intimidador à primeira vista. Após descerem a escadas enquanto corriam, eles alcançaram um espaço vazio com forma circular dentro da caverna, ela era completamente cercada por paredes de pedra escuras. Havia 2 corredores e um par de portas ao meio, os corredores se posicionavam em locais contrários um ao outro, um ficava em direção ao nordeste enquanto outro ao sudeste. Kentor e o rei caminharam até a porta central, onde pararam para respirar e conversar por alguns poucos segundos.

— Conseguimos meu servo, Vênia será eterna, nossos esforços não foram em vão. Poderemos repousar sem o peso de termos perdido todas aquelas almas.

— Felizmente, meu rei — começou Kentor — Agora, devemos entrar e finalmente descansaremos até que alguém surja mais tarde. Estaremos seguros lá dentro.

Enquanto falava, o homem estava distraído e confiante, sequer percebendo que o rei de barbas escuras havia desaparecido. O rei, em um ato perverso, empurrou as portas pesadas e entrou só no interior da sala. Ao perceber que não recebeu nenhuma resposta, Kentor rapidamente entendeu o que havia acontecido e tentou abrir a porta, mas não teve êxito. A porta era feita de pedra maciça, possuindo uma coloração escura assim como o resto da caverna, o que a destacava eram alguns símbolos brancos que se sobressaíam.

— Meu rei?! — continuou Kentor. Sua voz lentamente fora mudando de tom, se tornando mais desesperada e brusca. — Abra a porta, agora não é hora para essas coisas, o exército inimigo permanece logo atrás de nós. ABRA A PORTA, HINSTIGAT! — enquanto berrava de modo irado, Kentor equipou sua rapieira e, em uma tentativa falha, tentou destruir a porta com uma forte estocada.

“Tolo! Não há como quebrar essas pedras, não com essa rapieira imprestável”, pensou, ofegante. Ele percebeu que jamais poderia entrar. Fora traído, mesmo após dedicar toda sua vida ao reino de Vênia e ao seu povo, ele fora traído. Era como se o próprio reino havia cravado uma lâmina em suas costelas, atravessando todo seu corpo e matando até mesmo sua alma. Todos aqueles valores, honra, tudo foi completamente descartado instantaneamente da mente do rapaz. Os sons dos passos de uma grande multidão começaram a ser ecoados em direção a sala, os ouvidos de Kentor agora podiam os escutar. Eles estavam próximos, somente o que lhe restava agora era a morte, a dolorosa e lenta morte. Kelfianos não iriam ter piedade, ele deveria lutar até o fim, até que conseguisse conquistar sua liberdade. Mas será que de fato, valia a pena lutar? Kentor não sabia mais o que sentir, seu melhor amigo, seu companheiro mais próximo o condenou à morte, juntamente com a pátria que ele dedicou toda sua vida. Confuso e extremamente irritado, o homem de cabelos castanhos desgrenhados se preparou para o embate, ele sabia que não iria sair vivo daquele local, somente lhe restava lutar por apenas uma coisa. Possuir uma morte honrada, mas não ele não lutaria mais pela honra de seu reino e de seu rei, e sim, pela sua própria.

29 de Maio de 2021 às 02:53 1 Denunciar Insira Seguir história
7
Leia o próximo capítulo Capítulo 1 - Viajantes

Comente algo

Publique!
Luana Borges Luana Borges
Vamos começar essa lindeza ❤️
September 23, 2021, 20:04
~

Você está gostando da leitura?

Ei! Ainda faltam 4 capítulos restantes nesta história.
Para continuar lendo, por favor, faça login ou cadastre-se. É grátis!

Haün
Haün

Em um planeta mágico, a gigantesca pangeia de Garin e o arquipélago de Chelonia são as regiões mais importantes por serem bem próximas umas das outras. A pangeia se chama Garin e é divida em cinco gigantescos reinos, sendo eles: Reinos Amaldiçoados, Reinos Brutos, Reinos Mágicos, Reinos Prósperos e os Reinos Selvagens. A pangeia foi dividida em cinco reinos 1.994 mil anos atrás, quando uma guerra impactou completamente o mundo e o consolidou como ele é atualmente, por isso ela ficou conhecida como a Guerra da Consolidação. Cada um dos reinos foi dado às raças julgadas mais inteligentes e capazes de formar sociedades. Os Reinos Brutos foram dados para os Orcs, os Reinos Mágicos foram dados para os Elfos, os Reinos Prósperos para os Humanos e os Reinos Selvagens foram dados para os Kestmas (basicamente são animais antropomórficos, mas essa raça tem muitas variações, indo de humanos que se transformam para animais até animais selvagens mais conscientes). Os Reinos Amaldiçoados foram considerados uma terra livre, qualquer um poderia habitar por lá, porém, como seu nome diz, após a Guerra da Consolidação, muitas almas assombraram o local, causando muitas mortes, sem contar que neste local haviam muitos tieflings que tomavam territórios, invadindo vilas e etc. Leia mais sobre Haün.

Histórias relacionadas