kylebrs kayla

Com uma recém mudança de cidade, Jake se vê perdido em meio aos seus longos pensamentos, em um ambiente totalmente diferente e com pessoas novas. Em Sydney, ele passa a aventurar-se e sair da sua zona de conforto, e não só isso, como também conhece ela. A garota que deu arco-iris ao seu mundo cinza. Seu nome é Elis. "— Procuro alguém que vaga com a sua imaginação pelos anéis de saturno..."


Ficção adolescente Seriados/Doramas/Novelas Todo o público.

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JAKE


O MEU NOME é Jake.


Não muito longo ou interessante. Apenas Jake. Algo simples e fácil de pronunciar.


Meus pais escolheram esse nome por eu ser o primeiro coreano da família a nascer em um país estrangeiro, então queriam que eu fosse agraciado por bençãos e tivesse uma vida longa, já que o significado do meu nome tem a ver com isso. E sim, nós fomos abençoados, mas eu tenho total certeza que não foi por conta de um nome que a minha mãe escolheu enquanto assistia a um filme se Hollywood.


Os negócios do meu pai cresceram bastante no novo país estrangeiro, assim como a carreira de médica da minha mãe, que após muito tempo, conseguiu uma licença para atuar a profissão.


Moramos durante muito tempo em Brisbane, a cidade onde eu nasci, cresci, estudei e fiz os meu laços sociais. Entretanto, após quase dezesseis anos, decidimos nos mudar radicalmente para Sydney.


Corrigindo.


O meu pai decidiu nos mudar radicalmente.


Sua empresa passou a crescer tanto na filial de Sydney, que mudar para lá e ver como as coisas estavam indo foi o melhor a se fazer. Então sim, ele estragou todos os planos que a minha mãe e eu tínhamos para aquele novo ano. Poxa! Ainda era janeiro e não faziam nem dez dias que o mês tinha começado!


Eu nem tinha conseguido chamar a Hillary Simpson 'pra sair!


Eu me preparei as férias inteiras para aquele momento e quando finalmente chegou o momento, eu não consegui executar já que tive um crise de ansiedade tão forte — graças a notícia repentina do meu pai — que me fez ficar no hospital recebendo um soro. Isso enquanto o babaca do Steve Gregory, vulgo o meu ex melhor amigo, chamava a Hillary para um encontro.


Sim, eu tinha total direito de ficar com raiva!


Quinze anos de idade e uma vida amorosa tão ruim quanto pizza de abacaxi.


Enfim, eu queria fazer uma bela introdução de quem eu sou, talvez falando sobre as minhas notas serem as melhores da escola, gostar de Bruno Mars, andar de skate, surfar, passar boa parte do meu tempo jogando, não saber o que quero fazer da minha vida quando terminar os estudos e só ter um único amigo de verdade que mora em outro continente. Só que acho que os últimos fatos que ocorreram comigo acabaram me deixando tão para baixo, que o melhor a se fazer é rir, tomar leite de banana e contar para desconhecidos os problemas de um adolescente não tão sociável.


Porém, contudo, entretanto, todavia... Ainda era o início do ano.


— Algo melhor pode estar por vim, Jake. Não fique agindo como um velho ranzinza.


Essas foram as palavras da minha mãe ao colocarmos os pés no novo apartamento. Ele não era tão grande quanto a nossa antiga casa, mas não era o tipo de lugar que pessoas de classe média morariam. E eu não sabia como o meu pai pagou por aquilo, mas parecia tentar convencer tanto a mim quanto a minha mãe. Até presentes para nós dois ele comprou.


Eu não queria perdoá-lo, mas eu realmente precisava de um skate novo já que joguei o meu na janela do Steve Gregory após um surto de raiva.


Eu juro que sou um cara controlado, sério mesmo.


Só foi muita raiva acumulada que me fez perder a cabeça algumas vezes.


Algumas vezes?” Ouvi a voz do Jay, meu único amigo, soar em minha mente. “Seus pais até cogitaram em te mandar para um internato na Escócia!”


Acho que foram umas dez vezes... Ou treze... Tanto faz! Eu culpo os hormônios.


Minha vida seria mais fácil se eu estivesse em um k-drama... Ou pensando melhor, não. Eu tenho cara de figurante, daqueles que só tem uma cara bonitinha mesmo e quase normalmente não tem falas.


Me sentei na cama frustado e com vontade de quebrar alguma coisa. Meditar não funcionaria, eu tinha tentado antes de ser arrastado para fora da minha antiga casa, enquanto gritava aos quatro cantos do planeta. Se havia alguma forma de tentar relaxar, era estreiando o Jarvis.


— Então, Jarvis. Eu espero que você seja tão incrível quanto o falecido Mike — Disse sozinho enquanto pegava o skate que estava jogado em algum canto do quarto.


Analisei ele por completo, desde as rodinhas à madeira perfeitamente firme. Era de ótima qualidade e iria quebrar nas primeiras gracinhas que eu inventasse de fazer. Ótimo presente de um pai que não gosta de ver o filho fazendo loucuras da vida como gostar de esportes radicais. Vou chutar que o senhor Shim vai sumir com a minha prancha misteriosamente nas próximas semanas e aproveitar a desculpa da mudança para dizer que o item se perdeu no caminho.


É convincente.


— Mãe, eu 'tô saindo! — Avisei assim que coloquei os meus pés para fora da porta de entrada.


— Querido, vamos sair às seis e meia — Ela avisou aparecendo no cômodo. — se você se atrasar...


— O papai joga o meu fígado aos cães, eu entendi.


— Jake!


Ela repreendeu, mas no segundo seguinte, eu já estava andando as pressas pelo corredor enquanto carregava um sorriso no rosto.


Coloquei meus fones e deixei que tocasse uma playlist aleatória de Lo-Fi. Era calmo e relaxante e também me fazia esquecer da cidade barulhenta ao meu redor. As buzinas de carros, vozes e coisas assim. Enxergar Sydney enquanto ouvia um som totalmente diferente do da cidade era, sem dúvidas, tranquilizador. Eu conseguia ver aquela cidade com outros olhos.


Todos os tipos de pessoas passavam pelas ruas daquela cidade, eram tantas etnias e culturas que faziam os meus olhos encherem de cores e histórias diferentes. Sydney tinha algo novo. Algo misterioso, como um segredo, assim como todos naquela cidade. E a análise me fez questionar, quem era eu naquela cidade mágica?


Eu era um adolescente de quinze anos, sem muitas ambições e sonhos. Acomodado no conforto de ter pais com boas condições, apaixonado por surf e biologia marinha. Sem ideia do que iria fazer na faculdade em dois anos. Cristão, mas sem um "chamado" ou "dom" especial. Apenas o Jake.


Deus já me trouxe para essa cidade, me arrastou mais de novecentos quilômetros até aqui. Seria pedir demais para ele me dar um sinal do que eu deveria fazer? Assim, talvez iria me trazer alguma direção de qual caminho seguir.


Aquele caminho que todos...


— Cuidado! — Exclamou uma garota assim que nos esbarramos na extensa calçada.


Seu corpo caiu imediatamente sobre o meu, eu perdi o equilíbrio e fomos os dois ao chão no mesmo segundo.


— Que droga! — Urrei de dor assim me choquei sobre o chão duro com o peso extra da menina em cima de mim.


— Você está bem? — Ela perguntou nervosa.


— Sai de cima de mim! — Exclamei e ela se levantou rapidamente.


Eu era uma bola cheia de raiva prestes a explodir e aquela menina foi o alfinete que eu precisava para literalmente surtar.


— Nossa, desculpa — Ela deu alguns passos para trás. E olhando para os seus pés, eu notei que ela usava patins.


Eu iria me irritar novamente, mas então encarei o seu rosto e me deparei com um olhar assustado. Seus olhos negros estavam arregalados e marejados como se ela estivesse prestes a chorar. Por baixo da pele escura e dourada, eu conseguia ver uma coloração vermelha. Suas mãos também tremiam, e eu notei também o arranhão que havia em seu cotovelo esquerdo e sangrava levemente.


Ela se machucou e eu a única coisa que eu fiz foi gritar com a menina sem motivo.


Perfeito, Jake. Você é um completo babaca.


— Você...


Ela não deixou que eu terminasse com a frase, pois saiu do meu campo de visão em um piscar de olhos.


Pensei em gritar um “Desculpa!”, mas não iria fazer tanta diferença. Do jeito que ela saiu, acho que não vai querer me ver nunca mais na vida.


Com o skate sob os pés, eu voltei para casa antes que escurecesse e ficasse tarde demais para um possível atraso e homicídio por parte do meu pai.


Aquele havia sido o meu primeiro dia em Sydney e estava tão desequilibrado quanto a primeira vez em que eu subi em uma prancha.

21 de Maio de 2021 às 01:09 0 Denunciar Insira Seguir história
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