zelosnation_ bia

Ao ter conseguido entrar na sua universidade de sonhos, Ana irá sentir sua vida virar de cabeça para baixo, ao ponto de gostar de um desporto por causa de um americano qualquer da universidade. Capa feita por: @Tae_Chan_June


Fanfiction Bandas/Cantores Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#nct #nct127 #SeoJohnny
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I

Assim que abri a porta de meu dormitório eu senti liberdade em meu corpo. Estava totalmente exausta das aulas de hoje por terem sido o dia inteiro. Mesmo que os outros dias fossem mais leves eu tinha a clara certeza que eu odiava mais que tudo as quintas-feiras.


Eu não estava no dormitório sozinha, partilhava o mesmo com uma tailandesa que está no primeiro ano de universidade assim como eu. A mesma é totalmente extrovertida seja com quem for. Às vezes pergunto-me se ela sempre foi assim, mas não podia não admitir que era uma excelente companhia e acho que já posso considerar amiga, mas não sei se ela me considera pois não sou tão próxima a ela como ela é com seus outros conhecidos.


Procurei a mesma pelo dormitório, mas não encontrei nada dela tanto que a cama estava igual como tinha deixado de manha, totalmente bagunçada com roupa por todo o lado.


Respirei fundo e até pensei em fazer aquela cama, mas decidi nem me redimir a esses pensamentos e me joguei por total na cama e coloquei meu celular para carregar. Minha exaustão me fez pegar no sono rápido, mas pelo que pude notar não durou no máximo uma hora.


- Para de fazer barulho Chitta. - Reconhecia aquele sotaque estranho ao falar coreano. Me levantei pronta para berrar pois o dormitório não estava nada arrumado para ter algum tipo de visita sendo que eu deixei claro que se o dormitório também é meu, eu posso proibir vir pessoas desconhecidas por mim para aqui. Parece que ela se esqueceu.


- Tem certeza que não vamos ser apanhados? - Cruzei meus braços na parede mais próxima tendo a total visão deles, mas eu claramente me aliviei de berrar vendo que era seu irmão mais velho. Chittaphon e o resto eunãosei falar, mas todos o tratam por Ten.


- Há quanto tempo está aí? - Falou uns belos decibéis mais alto depois de pular de susto e reprimir um grito, mas seu irmão fez o favor disso.


- Eu acordei com vocês fazendo barulho e estava pronta para berrar com você pois eu não quero desconhecidos aqui.


- Eu nunca trouxe desconhecidos, só o meu irmão... Que também está por aí, mas você sabe que ele é meu irmão.


- Sei que é seu irmão pois você fala tailandês só com ele nos seus áudios.


- Como sabe que falo tailandês com ele? E sobretudo por áudio? - Ela parecia realmente assustada, nem parecia que era mais velha.


- Eu sempre vi doramas tailandeses. - Eu tentava não rir de suas feições de pós susto, mas foi inevitável dando de uma bela risada, o que os deixou confusos.


- Eu tenho algo na cara como da última vez? - Falou Ten olhando a irmã e eu continuei rindo, mas logo parei depois de perceber que estava sendo demais.


- As vossas feições, é por isso que estou rindo. Peço que não façam mais barulho, estou exausta.


- Não vai ver o jogo de basket? - Neguei com a cabeça não querendo falar a frase "nãosou interessada por esses desportos", mas seria um pouquinho cruel sendo que ele faz parte da equipa. - Que pena, acredito que algum dia minha irmã te convença.


- Difícil, mas mais insistente que eu não tem. - Acabei desistindo de estar naquele lugar devido a meus olhos já estarem pesados novamente. Assim que cheguei em meu quarto me deitei novamente na cama tentando pegar no sono novamente, mas vi a tailandesa entrando no quarto procurando algo num alvoroço.


- Você arrumou algo meu? - Neguei com a cabeça e virei para o lado, mas ela novamente veio com uma pergunta. - Sabe daquelas meias que eu estive lavando com todo o cuidado para não sair a assinatura?


- Porque eu iria saber? - Ela não falou mais nada, mas gritou "encontrei" e então eu me senti com esperança de apagar e descansar mais rápido.


- Fica bem, prometo voltar assim que o jogo acabar. Isto é, se eu não me perder nas falinhas do japonês da turma do capitão. - Sussurrou a última parte e eu dei um joinha com minha mão e ela riu. - Durma, eu sei que odeia quintas-feiras, prometo nunca mais te interromper assim. - Sorri mesmo que ela não pudesse ver e novamente apaguei no mesmo momento que senti silencio naquele cómodo.


***


Acordei com a força do ódio, mas o buraco dentro de meu estômago ganhou a grande batalha e então me levantei indo em direção à cozinha e estava demasiado silenciosa. Ela ainda não tinha voltado além de eu não saber que horas eram.


Enquanto a tostadeira aquecia eu fui até meu quarto e peguei meu celular que já estava nos setenta por cento e vi as horas. Não era nem muito tarde, mas também não era hora para se jantar, mesmo que meu "jantar" fosse apenas tostas mistas pois o que tem mais neste dormitório é pão, queijo e fiambre e ainda uns vestígios de manteiga no fim pois metade da manteiga é utilizada nas minhas ideias locas de fazer bolos ou doces. Mas apenas quando dá vontade.


Decidi ligar para a tailandesa, que vou admitir, não sei o nome dela de cor, mas sei a alcunha que ela deu a si própria por causa de uma coisa que ela acha que é patético contar, mas eu percebi que era pessoal.


"Alô? Aconteceu algo? Botou fogo na cozinha?" - Revirei meus olhos, mas ri. Presumi que ela ainda estaria vendo o jogo ao ouvir um grito ao seu lado.


"Vejo que ainda está aí no jogo."


"O idiota do meuirmãoconseguiunãoacertar o cesto e agora estamos rezando ganharesenãoganharmos estaremos muito prejudicados."


"Nãose xinga oirmãozinho." - Ela riu e se afastou um pouco de quem estava perto pois não ouvi muita intervenção de outros na chamada.


"Você está bem? Não é comum me ligar" - Suspirei pensando no real motivo de lhe ter ligado.


"Ah... Eu queria saber se está bem." - Ouvi uma risada fraca do outro lado da linha.


"Sim estou, estou acompanhada de dois tailandeses, então deixo-me fluir e não perder minha língua, o que me faz sentir em casa." - Devia ser realmente difícil estar num país totalmente diferente assim tão de repente. Eu tive esse "problema" no início quando vim para este país, estava totalmente sozinha apenas com meus estudo na cabeça. Fiz várias provas e vários concursos pois eu pensava que não conseguiria entrar nesta universidade. Mas realmente meu esforço valeu muito apena.


Respirei fundo tentando pensar em lhe dar um conforto em meus braços mesmo que seja por uma ligação.


"Você sabe que me tem aqui do seu lado. Pode não me considerar a melhor pessoa para falar e tirar talvez esse peso de seus ombros, mas se quiser meu ser está disponível para tudo."


"Obrigada, mas é patético demais então não acho que seria algo de peso nos ombros. Mas mesmo assim obrigada, eu sei que não demonstro assim tanto afeto de vez em quando, mas eu gosto muito da sua companhia e, sobretudo, do jeito que você é. Mesmo eu sendo mais velha você age como minha Unnie, sei lá. Eu gosto da sua maneira de ser!" - Nunca pensei que pudesse sentir meu coração caloroso ao ouvir essas palavras, eu sempre achei que era apenas uma "colega de quarto", mas parece que eu penso demais. - "E se prepara que eu vou convencer você a vir ver um jogo de basket um dia desses, você vai amar! Agora vou indo pois está acabando e vou esperar meu irmão para lhe dar um apoio como só eu sei dar." - Novamente eu estava rindo pois eles eram muito Tom e Jerry tailandeses. Talvez seja por serem irmãos.


"Melhor não incomodar mais, fica bem e não beba nenhuma bebida se der aí um treco de qualquer tipo de festa. Amanhã tem aula cedo."


"Certo Unnie!" - Riu fraco e desligou a ligação e eu apoiei o celular na mesa acabando de comer minhas tostas mistas.


Ao acabar de comer lavei meu prato e me dirigi até a sala ficando um pouco lá pois não estava mais com o sono que tanto tinha ao acordar, mas estava entediada.


Fiquei assistindo qualquer coisa aleatória na TV até que oiço a porta a ser aberta com um tanto de força.


- "Aquele japonês" só queria falar com você e você fugiu do ponto de vista dele. Porque age tão estranho? - Olhei para a porta e no mesmo momento que olhei vi a tailandesa fechando a porta na cara do seu irmão e andando até á cozinha.


- Está tudo bem?


- Como sempre meu irmão com suas paranóias de eu estar afim do japonês. Que idiotice.


- Que japonês? - Perguntei pois realmente o que não faltavam aqui eram pessoas de nacionalidades diferentes, então eu nunca sabia quem era pela nacionalidade. Sempre trabalhei com nomes.


- Nakamoto Yuta, da turma do capitão da equipa de Basket. - Continuei com a mesma feição pois realmente não conhecia o dono desse nome.


- O que tem ele? Além de eu não saber quem é. - Eu precisava ser sincera, não queria passar pano de garota que pensa que conhece todo mundo, quando no final não não conhece ninguém.


- Eu também não sei, eu ando evitando ele desde que aquele idiota do Chitta andou falando que tínhamos um rolo, mas parece que cada vez o idiota piora as coisas e pensa que tem a razão. "Aquele japonês" - Tentou imitar a maneira que o irmão falou e também fazendo aspas com os dedos. - Eu mal conheço o garoto, eu apenas lhe mostrei onde era o balcão de algum lugar de uma festa qualquer que fui com o Chitta pois ele queria ajuda para chegar em alguém e ele era meio esquisito antigamente e pronto, deu nisto agora. - Claramente isto é coisa de irmãos.


- Não sei o que falar. - Não sabia mesmo. Eu gostava de ajudar no que podia, mas simplesmente não conseguia nesse momento.


- Que raiva do Chitta.


- Ele também joga basket ou ele foi ver? - Sei que não devia estar tocando novamente no assunto, mas sinceramente deu-me a dúvida do nada.


- O Yuta? - Assenti que sim. - Para piorar, também joga. - Tirou algo do microondas e foi até onde eu estava mudando o canal para um de desenho animado. - Só isto para me acalmar. - Sinceramente não entendi porque ela estava vendo esse desenho sendo que ela já tinha uma idade que pudemos dizer "não é para a idade dela". Mas foi fofo sua maneira de reagir à abertura do desenho, cantando toda animada.


- um tempo depois -


Vi que ela tinha dormido então fiz questão de a deixar como estava para não interromper seu sono, e porque eu não devo aguentar com ela no colo, e fui pegar sua almofada e uma coberta para a tapar pois não é muito recomendável dormir uma noite inteira sem nada para se agasalhar e eu não quero que ela apanhe um resfriado.


Fui até minha cama e me acomodei lá. Coloquei o despertador e não o meu celular a carregar por achar que tinha bateria o suficiente sendo que eu não costumo o usar quando estou no meu horário de aulas diários, sempre o deixando no dormitório.


- No dia seguinte -


Acordei puxando meu ar depois de ter tido um pesadelo horrível. Estava totalmente apavorada sendo que não estou mais me lembrando do que aconteceu, só sei que acordei neste estado.


Me dirigi até o banheiro e fiz minhas higienes matinais e tomei um banho rápido para despertar pois não queria ir dormindo para as aulas sendo que daqui a um mês começam a época de provas e eu quero estar mais que preparada para me sair bem.


Assim que saio do banheiro percebi que não tinha trazido muda de roupa então assim que coloquei a toalha andei em passos rápidos até o quarto pois estava frio fora do dormitório.


Vesti uma roupa simples e arrumei meu cabelo no meu gosto passando uma maquilhagem bem básica apenas para esconder algumas espinhas que estavam me aparecendo. Talvez estivesse me chegando aqueles dias e eu não estou totalmente conforme isso pois mesmo que eu tenha tudo organizado tem vezes que ela me engana e vem noutro dia totalmente desconectado ao que tenho apontado.


Respirei fundo e saí do quarto vendo antes meu horário e o dela e pego minha mochila indo colocar os livros e saí do dormitório pois eu iria ter aula mais cedo que ela, mas deixei um despertador no celular dela, não quero que ela chegue atrasada ou algo do tipo.


Andei até o campus olhando algumas pessoas que conversavam animadas. Perguntava-me porque era tão fechada com as pessoas e porque não socializava tão facilmente.


Eu sempre me achei estranha entre elas pois elas parecem ser muito comunicáveis e eu... Apenas eu.


Já pensei como eu seria num mundo totalmente paralelo, mas talvez não estivesse aqui com todo o esforço que tive, mas sim estaria em qualquer coisa totalmente diferente.


Odeio pensar coisas absurdas e sobretudo negativas, mas realmente não consigo imaginar minha vida sem ter lutado para entrar aqui.


Por ter me destraído acabei batendo contra alguém e pensei que iria reclamar ou algo do tipo, mas como sempre me aliviei por ser o irmão da tailandesa.


- Bom dia, me desculpa estar na frente do caminho. - Deu um sorriso mínimo e ele parecia estar com sono.


- Eu estava distraída. E bom dia. - Dei um pequeno sorriso sem mostrar meus dentes e ele me encostou um pouco na parede.


- Minha irmã adormeceu vendo desenho não foi? Eu acho que não devia ter falado aquilo ontem para ela.


- Eu não sei o que falar perante isso que vocês andam falando os dois, mas sim, ela dormiu vendo isso.


- Ela sempre vê esse desenho quando está com raiva de algo que eu falei. Não sei como ela vê aquele desenho, é muito para crianças.


- Também achei, mas vi ela toda animada.


- Chitta vem cá, preciso de falar com você sobre aquela merda de ontem. - Além de ter ouvido uma nova voz naquele corredor um palavrão foi emitido sem dó sendo que a qualquer momento podia estar passando alguém da direção por ser a uns corredores daqui.


- Depois falamos sobre o desenho de minha irmã. Boa aula. - Acenou fraco e foi ter até o dono da voz anterior e realmente me surpreendeu o quanto o outro garoto era alto e era bonito. E eu não era de achar garotos bonitos assim tão facilmente.


Mas fora isso, eu entrei em minha sala e me preparei para mais uma aula que mesmo sendo minha disciplina favorita ninguém merecia ter logo de manhã cedinho numa sexta-feira.


20 de Maio de 2021 às 20:24 0 Denunciar Insira Seguir história
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