eucomxd1 Anna Beatriz

Eric é um estudante do internato bruxo Pythonissam School que acaba sofrendo preconceito por sua magia herbológica e enquanto lida com o fato de ser ignorado em público pelo seu colega de quarto e ex melhor amigo, descobre que possui uma magia a muito tempo esquecida


Ficção adolescente Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#magia #301 #colegial #bruxo #amizade #casal-gay #casal-arquileano
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Meu colega de quarto

Meu nome é Eric Evans. Sou um bruxo de 17 anos e mal posso esperar para ganhar minha varinha. Estudo na Pythonissam School, um internato para bruxos no ensino médio, aprendemos tudo que é necessário para ganhar nossas varinhas. Quando entrei nesse internato eu fiz alguns amigos, um deles é Lester. Ele sempre foi amigo de todo mundo, mas era como se nós dois fossemos inseparáveis, bem... inseparáveis até eu descobrir que tipo de magia era a minha.

Quando fazemos 16 anos descobrimos que tipo de magia é a nossa e escolhemos em qual área queremos trabalhar. Fazíamos isso para nos especializarmos nas áreas começando as estudar as matérias desde cedo, já que não existem faculdades no mundo bruxo. Nós bebemos uma poção e ela nos diz, literalmente nos diz, qual magia nós temos. A minha foi dita como uma magia herbológica mais associada a fins curativos, eu fiquei extremamente feliz com isso. Cuidar de plantas sempre foi algo terapêutico para mim, trabalhar com elas seria algo incrível. Mas essa felicidade durou pouco, só durou até eu perceber que meus “amigos” começaram a se afastar... Pelo visto ter magia herbológica era algo que eles achavam vergonhoso, me chamavam de menos bruxo por isso, “deveria ter uma magia mais útil”, “qualquer um pode cuidar de plantas”. Até Lester começou a não conversar comigo em público, ele negava, mas quando se divide o quarto com uma pessoa, sabe exatamente quando ela está te evitando. Me senti horrível por um tempo, mas depois de um ano você se acostuma.

Me levantei as 06:00 para me arrumar para a aula, Lester estava jogado na cama ao lado, seus cabelos loiros bagunçados, ainda usava o uniforme de lacrosse que ele jogou na noite anterior.

Tomei um banho e vesti a roupa que sempre usava com o uniforme, uma blusa e uma calça, ambos pretos.

— Oh idiota — Joguei meu travesseiro na cara do Lester quando saí do banheiro —, Vai tomar um banho pelo amor de Merlin, se babou todo aí.

— O porra — Ele disse se espreguiçando — até quando vai me acordar assim, anjinho? Ainda estou esperando o dia em que vai me acordar com um beijinho.

— Só vou te acordar com um beijo quando eu começar a ficar louco — Respondi. Eu, acordar esse idiota com um beijo? Até parece — Vai tomar um banho, tá empesteando o quarto.

— Já vou, já vou, mas vai ser mais rápido se você vir me ajudar — Ele piscou para mim, pegou a toalha e tirou a camisa — Vai vir me ajudar ou vai ficar aí só olhando o meu corpinho?

— Vai logo tomar banho Lester, se eu chegar atrasado por sua causa eu te mato, garoto.

— Gosto desse seu jeitinho arisco — O idiota respondeu e entrou no banheiro.

Fui até a penteadeira e peguei minha base que estava organizadamente jogada lá, eu a usaria para esconder minhas sardas, não que eu não as achasse bonitas, mas não queria que as pessoas ficassem me encarando por causa delas. Meu cabelo ruivo já chamava atenção por si só. Peguei uma daquelas esponjinhas... Qual é mesmo o nome? Beauty Blender? Esponjinha tá bom. A minha era preta, ainda estava na embalagem, digamos que eu não me maquiava todo dia porque talvez eu esquecesse.

Fiquei alguns minutos apenas me encarando no espelho e segurando a esponjinha, por Merlin, como eu faço isso? Não custa tentar né. Coloquei algumas gotinhas de base no meu rosto e espalhei com a esponjinha.

— Não é assim que se faz.

Me assustei com a voz de Lester. De onde esse desgraçado saiu? Ele ainda estava molhado e porque diabos ele estava só com a toalha presa em volta da cintura?

Ele se aproximou de mim e tirou a esponjinha da minha mão, segurou meu rosto e se aproximou ficado a alguns centímetros do meu rosto.

— Isso vai esconder suas sardas, você sabe né? — Ele começou a espalhar a base no meu rosto — Se você ficar tão vermelho assim eu não vou saber acertar a cor.

— Eu não estou vermelho, idiota — Eu estava vermelho.

— Acredite no que quiser — Ele disse concentrado em passar base no meu rosto — Pronto, bem melhor assim.

Ele me virou para o espelho para que eu pudesse ver como a base tinha ficado, mas meus olhos foram direto no reflexo de Lester. Ele segurava o queixo e mandava piscadas para o próprio reflexo.

— Vai ficar aí me olhando? Eu sou lindo eu sei.

— Vai colocar uma roupa, pelo amor de Merlin — Respondi —, ninguém é obrigado a ver isso não.

— Nem todos são dignos de ver essa obra de arte que é meu corpinho — Ele pegou as roupas dentro do armário e voltou para o banheiro.

Fiquei me encarando no espelho para ver se as sardas estavam bem escondidas até Lester sair do banheiro para eu poder entrar lá e pegar meu uniforme. O uniforme de bruxo da Pythonissam era roxo escuro, era composto por uma jaqueta, um cinto preso em uma capa que se prendia a cintura e um chapéu idêntico aos das bruxas de desenhos animados, mas tinha o símbolo da nossa magia preso na ponta dele, no meu havia um ramo de Alfazema feito em metal, eu o achava muito bonito.

Quando sai do banheiro Lester já tinha saído do quarto, provavelmente foi encontrar os amiguinhos de time dele. Seu chapéu estava em cima da penteadeira, ele provavelmente levaria uma detenção por andar sem o chapéu.

Peguei o chapéu e fui atras dele. Não era tão ruim usar o chapéu, com certeza não valia uma detenção, apesar de que a cada detenção Lester parecia ficar mais popular na escola.

O encontrei na saída para o campo de esportes, estava conversando com alguns colegas de time, que logo se dispersaram e foram para o campo enquanto Lester ficou parado, pelo visto ele tinha me visto chegar.

— Você esqueceu seu chapéu — Entreguei o chapéu.

— É eu esqueci, é claro — Ele colocou o chapéu como se fosse a pior coisa do mundo.

— Quando você fica em detenção demora um monte e sempre chega fazendo uma zona no quarto.

— Eu demoro muito é? Então sente minha falta esse nesse tempo.

— Não inventa, idiota — Empurrei ele sorrindo —, até parece.

Ele sorriu, aquele sorriso brilhante que cegaria qualquer um.

— Então se eu demorasse no treino hoje e chegasse muito, muito, tarde, você não ligaria? — Ele perguntou segurando meu queixo.

— Mas é claro que eu ligaria! — Coloque a mão no ombro de Lester — Você faria uma bagunça e eu acordaria, seria terrível.

Empurrei ele uma segunda vez. Eu também sei brincar.

Lester olhou para trás e ficou agitado, eu sabia o que aconteceria a seguir.

— Tenho que ir, até coisinha arisca — Lester segurou meu braço de um jeito carinhoso e se virou indo em direção aos amiguinhos que estavam voltando.

O que eu fiz a seguir não é do meu feitio, não se foi o período do mês ou a quantidade de tempo que eu aguentei.

— Lester! — Não estava acostumado a falar tão alto — Vai tomar no cu! Acha que é fácil ver meu colega de quarto me ignorar em público só porque eu sou um ninguém?

Meus olhos estavam cheios de água, havia muita gente olhando para mim, os amiguinhos de Lester começaram a rir.

— Ah ela vai chorar — Um dos babacas com Lester disse.

— Cala boca, porra — Eu e Lester dissemos ao mesmo tempo e o amigo dele se encolheu.

— Ric... — Lester de cabeça baixa, era a única vez que eu o vi assim.

— Não vai demorar muito para eu achar alguém para trocar de quarto comigo — Me virei e sai andando — E a propósito, é Eric, não Ric.

O sinal tocou e eu entrei para a sala de herbológia. Deixei uma lágrima sobre a mesa. Ela estava... Rosa?

19 de Maio de 2021 às 16:27 0 Denunciar Insira Seguir história
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