dihhy R. B. D' Luna

Jeon Jungkook estava perdido. Sozinho e devorado pela energia Ying em seu corpo, sua saúde mental e física deteriorada, ao ponto do rompimento, enquanto esperava pelo seu destino. Porém, o destino não viria, Jungkook deveria ir até ele. Ao ponto de se aposentar de sua vida na tóxica industria do entretenimento, Jungkook recebe seu ultimo trabalho. Suas escolhas provocarão consequências que o trarão de encontro ao seu destino. Park Jimin já estava cansado de procurar. Por 500 anos, esteve esperançoso em sua busca. Por mais 500, esteve buscando incessavelmente. Pelas ultimas centenas de anos, esteve se deleitando da solidão e mergulhado em seu ódio autoinduzido. Um fantasma nunca iria descansar em paz até realizar seu maior desejo. Um fantasma que se tornou um demônio, nunca iria parar de distribuir destruição até possuir seu destino. E Park Jimin, esteve sonhando com seu destino, por mais de um milênio.


Erótico Para maiores de 18 apenas. © Art. 5. º, XXVII, da Constituição Federal

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PRÓLOGO

Setembro de 2019, Coréia do Sul.

Distrito de Busan.


É só mais um trabalho, repito em minha mente, enquanto caminho pelo longo corredor de pisos de mármores brancos e frios. Nunca mais terei que fazer algo assim novamente, ele prometeu que seria a ultima vez, e depois disso, eu serei livre.

A aparência do corredor cinza, de chão claro e brilhante, com grandes janelas laterais, criando um ar sofisticado e gelado. Sinto os pelos dos meus braços arrepiarem, porém não devido ao frio ambiente. O tremor incessante do meu coração pode ser sentido em minha cabeça, engulo em seco. É como se meu corpo todo estivesse querendo me avisar do perigo, enquanto luto para sufocar os soluços e respirar.

É a ultima vez. Ele, o meu produtor Banghee, prometera que seria a ultima vez que eu teria que vender meu corpo.

Me vender.

A indústria de entretenimento da Coréia do Sul é difícil assim. Algumas pessoas nunca iriam possuir sucesso sem alguns sacrifícios. Nem mesmo os mais talentosos estavam isentos de abandonarem certos padrões morais para realizarem seus sonhos.

Eu, no auge dos meus quinze anos, debutei como modelo e devido ao meu rosto, uma grande empresa se interessou em me patrocinar. Porém, assim como vieram as flores e seus frutos do trabalho, insetos e pestes se fizeram presentes. Para realizar certos sonhos, assinar contratos maiores, antes mesmo que me desse conta, já estava onde estou. Aos vinte anos, já tinha assinado mais de cinquenta contratos multimilionários, para grandes empresas internacionais interessadas em meus talentos como modelo, e seus presidentes, em meus talentos na cama.

Quando se é belo, homens e mulheres, não importa. Todos querem um pedaço de você, como um inseto que há muito não comera nada, até que surja em sua visão a fruta mais doce e suculenta, caída do pé, sem mais a proteção dos altos galhos que outrora a protegiam.

Eu já realizei tudo o que queria, profissionalmente. Aos meus vinte e sete anos de idade, não vejo mais porque me manter nesta mascarada indústria de corpos. Porém, esta seria a ultima vez, para que eu fosse liberto, um preço deve ser pago.


---


Limpo minhas mãos suadas no meus jeans. Eu nem mesmo notara que estava suando frio por baixo das roupas até estar aqui na frente desta enorme porta preta. Não é a primeira vez que eu estou aqui, de frente a esta mesma porta, que encenara inúmeros dos meus pesadelos.

Respiro fundo.

Espero que também seja a ultima vez.

Toc toc

— Entre, Jungkook — Ouço a voz abafada vir por trás da porta, e giro a maçaneta tão fria quanto minhas mãos.

Entro no escritório.

Banghee é um homem velho, atualmente na faixa dos sessenta anos, porém aparentando ter apenas quarenta, devido aos muitos procedimentos estéticos em que se submete anualmente. Seu cabelo preto, podendo ser vistos fios brancos em sua raiz, rosto de nariz fino e alto cirurgicamente, olhos de pálpebras baixas e boca meio torta se recuperando de um preenchimento labial recente. Porém, por trás da sua aparência conservada, Banghee possui a voz de um homem mais velho do que sua própria idade, devido ao seu costume de fumar muito, e gritar mais ainda.

Gritar com qualquer um que fosse contrário a ele.

O cômodo é frio, tão frio quanto ao corredor antes dele. Porém, apenas uma janela se faz presente, fechada, de vidros escuros, as paredes brancas e apáticas, decoradas com prateleiras e sofas cinzas. Eu sempre gostei de prateleiras de livros, porém, estes pareciam sem vida, mera decoração de escritório. Provavelmente nunca foram abertos, e devido a personalidade de Banghee, mantinha-os apenas para impressionar aos modelos novos e mais ingênuos, como uma vez eu fui, e se vangloriar em arrogância narcisista.

— Estou aqui — Respondo, me encaminhando com passos leves e elegantes a cadeira almofadada e preta em frente a sua mesa de escritório. Eu controlava meus passos e minha postura, não querendo dar motivo para alguma de suas observações sarcásticas, como é de seu gênio.

— Jungkook, aposentando-se tão cedo — Banghee bufa, enquanto se inclina para trás em seu assento reclinável, enquanto alisa seu peito plano, por cima de sua blusa social azul clara. — Se este é seu desejo, não posso fazer muito, além de te alertar. O seu ultimo cliente é aquele homem, não o decepcione, você sabe quais são as consequências, certo?

Empalideço. Ele? Não pode ser o mesmo que eu estou pensando. Banghee tinha prometido, eu tinha pago para que não fosse mais vendido a ele.

Pago com meu corpo.

— M-Mas o senhor prometera que não iria mais me contratar para ele — Gaguejo, tentando recuperar a compostura. Respiro fundo, e Banghee levanta a sobrancelha esquerda, um brilho maligno em seus olhos escuros.

— Ele pagou bem — Finaliza, e vira a cadeira me dando as costas com uma postura relaxada. — As onze da noite, em Gangnam, você sabe o local. — Banghee limpa a garganta. — Não o decepcione, você sabe das consequências, não sabe?

—Sim senhor— Abaixo a cabeça, me sentindo apreensivo. Levanto da cadeira indo em direção da porta.


---


Já eram onze da noite, e eu estava em minha cama de hotel, uma bela garrafa de vinho em minha mão, enquanto que a outra pendia uma taça meio cheia, sentindo os efeitos da heroína correndo através das minhas veias.

Foda-se.

Eu não iria, não importa o quanto paguem. O dinheiro não iria vir para meu bolso mesmo, porque então eu deveria me prostrar igual uma maldita cadela obediente para aquele maldito sádico?

Eu não tenho nada mais a perder.

Amigos? Os longos anos na indústria de entretenimento os levara para longe, mais cedo do que eu. Fui resistente. Por um tempo, me senti orgulhoso, porra, a maioria não durava três anos, desistia, sumia do mapa, nunca mais dava noticia, sabe-se lá o que acontecia. Alguns eram mortos. Alguns criavam dividas que não poderiam pagar. Eu durei mais de uma década.

Família? Quando criança meus pais desapareceram. Mais tarde descobri que foram assassinados. Ninguém soube o porque e como, os corpos e o assassino, nunca foram encontrados. Não importa o quanto de dinheiro eu tivesse gasto com detetives. Tudo o que pode ser encontrado foram apenas... Apenas uma corrente de prata antiga de minha mãe, escondida em um velho cofre quebrado da casa em que nasci. Dela pendia uma borboleta.

Tatuei essa mesma borboleta em meu peito. Ela aparecia em meus sonhos, como um presságio de vida efêmera. Uma borboleta negra, que parecia vir do sangue. Em contrate com minha pele pálida.

Fui criado pela minha avó paterna, chinesa, que se fixara a permanecer em Busan por mim. Aos dezesseis ela morrera, dês de então eu estive sozinho.

É engraçado pensar em tudo isso, em toda minha história, enquanto estou drogado e bêbado, a linha do tempo das minhas memórias parecia confuso, enquanto minha visão já estava borrada.

Sempre dizem que quando estamos morrendo começamos a ver o filme de nossas vidas. Bem, esse era um filme péssimo, com cenas desfocadas e um enredo mediocre.

Meu braço tinha mais marcas de agulha do que a maquiagem poderia esconder, estava tão embaçado do meu campo de visão, quando a mão que segurava a taça.

Oh bem, a droga. Era parte do pagamento dos meus fiéis patrocinadores. Comecei a usar tão logo conheci a sensação de ter um homem dentro de meu corpo.

No começo era divertido, as vezes era assustador. Não tinha vontades, quando você é pago, você obedece. Alguns tinham fetiches simples, me ordenariam "chupe meu sócio enquanto e me apresente a sua bunda", outros iriam querer mijar em meu rosto, outros pediriam para eu ficar calado enquanto me espancavam.

Mas ele era o pior.

Nosso ponto de encontro era um apartamento que funcionava como boate fetichista privada, onde nem tudo o que ocorria era consentido, ou legal. E ele é o dono e eu sua cadelinha. Lembranças de correntes e estiletes me vinham a mente. Ano passado, ele, Chaerin, tinha sido preso. Me senti livre por algum tempo.

Simplesmente pensar naquelas mãos novamente tocarem em meu corpo me enche de terror. Porém, simplesmente pensar nisso agora parece cômico.

E doloroso.

A droga parece tornar todas as emoções piores, e é engraçado como meu corpo nu, estava tremendo tanto, tão frio, e mesmo assim molhado de suor, a taça de vinho sem querer deslizando dos meus dedos e derramando o seu conteúdo em meu peito desnudo, por cima da borboleta negra e descendo vagarosamente pelas minhas costelas, até que manchasse a sedosa e acetinada roupa de cama branca.

A tatuagem parecia ainda mais sangrenta com o vinho tinto a decorando.

Não consegui controlar o riso enlouquecido. Eu não estava com medo. Iria me aposentar, porém sem motivação para viver. Tudo parecia tão hilariante. Toda a minha trajetória, porque permaneci e passei por tudo? Uma parte minha se amargava simplesmente em pensar em desistir de algo que eu almejava. Algo que já não possuía mais sentido.

Nada mais possuí sentido.

Eu sabia que estava morrendo. Eu sempre soube.

Não, não pelos vícios. Também não pelos abusos. Ou talvez sim? Talvez eu estivesse tão fodido da cabeça que se já não fosse previamente doente, eu teria eu mesmo acabado comigo a muito tempo? Meu corpo estava morrendo, sempre esteve, a partir do momento em que nasci. E a grande desgraça disso tudo, a doença era como um conto de fadas.

E hereditário, segundo minha avó.

Ela uma vez disse "seu pai foi como você até encontrar o destino dele". Por isso me deu o nome que tenho, Jeon significava poder. Minha avó Minna nunca explicara o significado de Kook, disse ela uma vez "o destino irá lhe mostrar".

Grande piada. Não existia destino. E toda as histórias que um dia eu ouvi sobre alma predestinada, e contos de Akai Ito, vulgo, a linha vermelha do destino. Tudo não passava de um mero conto de fadas.

O único sentido foi que ela estava certa de uma coisa, eu irei morrer cedo. Minna falava que em nossa família, aqueles que não encontrassem seu destino, seu Ying iria se descontrolar e deteriorar seu corpo e mente, e por isso, eu teria que me manter puro.

Piada.

Puro. Eu digo. Virgem. Em pleno século XXI, eu, um jovem, teria que me manter virgem para o meu provável amor predestinado.

Eram apenas histórias, contos de amor e destino que existiam apenas em ficções. E eu era viciado nelas. Essas que estavam em minha cabeceira, eu tinha inúmeras delas, as quais lia e esperava meu destino chegar. Ou assim esperei... Pela maior parte da minha vida.

Ele nunca chegou.

Foi meu ultimo pensamento, enquanto senti uma solitária e quente lagrima deslizar de meu olho esquerdo.

Antes de tudo apagar.


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Hello people,

Esta é a minha primeira história escrita inteiramente por minha pessoa aqui nesta plataforma. Depois de alguns anos enrolando, sim ANOS, eu tomei vergonha da cara e resolvi escrever esse plot que tive subitamente depois de ler tantas Novels e Manhuas.

Para aqueles que nunca conheceram ou não se lembram de nenhuma história de contexto isekai, se trata de uma história de transmigração de realidade paralela. Ao qual o protagonista/MC tem a sua alma migrada para outro corpo. Os motivos da transmigração, dependem da história, porém geralmente essas pessoas possuem algo em comum, ou são as mesmas pessoas, porém em um mundo paralelo, e que morrem ao mesmo tempo, com arrependimentos para trás.

Vocês devem estar com duvida quanto do que se trata cultivação. Esta história vai aderir muito da cultura chinesa, porém não irei me aprofundar muito, algumas partes da fantasia desta obra são baseadas na fé hinduísta e budista e outras serão fictícias e criada por minha pessoa.

Para aqueles que nunca leram algo do gênero, existem alguns Novels Bls que eu particularmente recomendo, tais como:

Mo Dao Zu Shi

Heaven Official's Blessing

Scum Villain Self Saving System


Essa fanfic ainda não possui nenhuma arte, ou capa. Quem quiser mandar sua arte pra eu, me contata no direct/dm.


Quaisquer dúvidas, deixar nos comentários.

22 de Maio de 2021 às 11:24 0 Denunciar Insira Seguir história
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