limalais135-gmail-com Avestruz que te seduz

Nosso oceano é cheio do desconhecido, ainda mais quando se têm uma ponta do místico em histórias do passado que a rondam, principalmente em lugares distintos, ao redor do enorme globo azul, num deles, onde o encanto se repetirá: Moradores da famosa cidade litoral da Califórnia, Santa Mônica, já haveriam de se acostumarem com as histórias do passado, que eram passadas de gerações para gerações, dando início, primordial, para sua mais antiga moradora, Ilha Mako, que sempre foi palco de " naufrágios e desaparecimentos ", acontecimentos peculiares ao seu redor, tornando o local, aos olhos de uns, enigmático e bizarro, aos outros de outros, curioso e cheio de aventuras para serem vividas. Chamando olhares do ramo pela suas variações de espécies que apenas existiam nas suas águas, excursões aquáticas para todos os públicos. Duas moradoras em particular, Yngrid e Thais, estudantes, rodeadas de amigos leais que, quando se juntam, a encrenca e a diversão é certeira, a partir de uma chegada inesperada de mais uma garota que, futuramente, se juntaria ao grupo encrenca da escola, tudo muda ao redor das suas vidas, e segredos que jamais imaginariam existir, se mostrariam com o decorrer do tempo após as suas idas para a Ilha misteriosa numa noite de Lua vermelha.


Fanfiction Seriados/Doramas/Novelas Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#bissexualidade #homossexualidade #vida #H2O-Meninas-Sereias #mistério #magia #sereias #romance #família #drama #Bangtan-boys--BTS
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Bem Vinda à Califórnia.

Era 30 de julho de 2016...

O sábado ensolarado queimava a minha pele mesmo estando dentro de um carro, onde o calor dominava o ar, compartilhando essa experiência com meus pais e meu demônio barra irmão, enquanto apreciava a visão das casas e dos vários grupos de pessoas, algumas apressadas, que atravessavam as calçadas e travessas com sacolas cheias, câmeras, Starbucks dominava praticamente quase todas as ruas de Santa Mônica, do meu mais novo lar.

Meus pais adotivos, depois de anos que voltamos a morar na Coreia, uma nova oportunidade que a empresa ofereceu ao meu pai, fez nos mudarmos para cá. Claro que, para dois jovens ( eu e meu irmão), a ideia não era de todo mal, mas nem sempre as coisas são flores. Sempre tinha a perturbação desde quando conheci, Kim Taehyung, ainda mais com a convivência com os seus amigos que viviam fazendo minha vida uma desgraça atrás da outra, mas sempre que tive a chance, dava os meus pulos. Antes até tentava ser legal com eles, ainda mais com Taehyung, mas depois de tanto desprezo que ganhava da parte dele, agora não fazia questão alguma de tentar, pelo ranço que sentia. Nem conseguimos ter uma conversa civilizadamente antes de começarmos outra discussão.

Nossa situação sempre desagradou meus pais, pois querem porque querem que nos demos bem, mesmo sendo na marra. Depois de todos esses anos, acho difícil.

Distraída, olhava para a vista de fora sentindo os ventos quentes balançarem meus cabelos, escutando a música no volume máximo pelos meus fones, aquilo era uma placa para todos, dizendo: " não perturbe ". Mesmo com aquele volume, podia escutar uma voz ao fundo me chamando, mas finjo demência e continuou a olhar as ruas com cara de paisagem. Então esse alguém puxa o fone direito e grita:

Taehyung - ESTÁ ME OUVINDO?!!!

Fico imóvel durante alguns segundos, com meus olhos quase arregalados, para raciocinar e curar uma pequena surdez repentina. Depois de segundos, viro lentamente meu rosto para o seu lado, guardando a vontade de matá-lo.

Lais - Ai meu TÍMPANO! - Devolvo o grito, colocando meus dedos na orelha quase surda e a movo freneticamente. - Tá é doido, só pode!

Taehyung - Fingia demência, como sempre. - Respondeu, voltando para o seu lugar.

Lais - Bom, talvez porque estava mesmo e olhando para essa vista da nossa vizinhança com esses fones no volume máximo não querendo ouvir sua voz perturbada. - Respondo, sarcástica.

Ele não responde, apenas me encarava com cara de poucos amigos, que eu fazia questão de retribuir.

Lais - Vai ficar putinho, vai? - Debocho, começando a rir.

Minhyuk - Vocês querem parar de discutir! - Nos repreende, nos olhando pelo retrovisor por um segundo até voltar à atenção para as ruas. - A viajem toda foi ouvindo as discussões dos dois, já não aguento mais.

Lais - Foi ele quem começou. - Apontei para ele que estava do meu lado, voltando a bisbilhotar o Instagram dos outros pelo meu celular.

Taehyung - Tudo isso porque estava te chamando, animal.

Lais - Não roube o meu xingamento! - O encarei, indignada.

Yura - Crianças!

Lais - Não, omma, isso é pra minha integridade pessoal! - Retruco com justiça, continuando a encarar aquele ser " divino ".

Taehyung - Que porra de integridade.

Lais - Olha aqui, tu me respeite, viu!! - Aponto meu indicador na sua direção, revoltada.

Continuamos a discutir junto com nossos pais.

Lais Off

Thais On

Camila - Querido, hoje ficarei até tarde no trabalho. - Explicou, se levantando da mesa e logo pegando sua bolsa em cima do balcão. - E Thais... hoje vai sair com aquela... sua... amiguinha...?

Levo meus olhos para ela, analisando como se expressava de uma maneira incômoda pela minha amizade com a Yngrid.

Camila - Mesmo eu não querendo você perto daquela menina, eu sei que vai e não quero começar a discutir outra vez, por isso... - Suspirou. - não quero saber de você chegando tarde, está bem?

Thais - Mãe, chego no mesmo horário de sempre, sabe disso. - A minha voz expressava o quão desanimada estava, por ter discutido com ela ontem a noite.

Queria dizer que em meus plenos 17 anos queria estar animada, na melhor fase da minha vida, me sentir completa e feliz, mas não, não estava.

Desde meus onze anos era essa mesma convivência com minha mãe, de uma mãe próxima que demonstrava seu afeto vinte e quatro horas por mim, agora era distante, calada, sem me deixar uma oportunidade de me aproximar como muitas vezes tentei. Essa situação me entristecia demais, tanto à mim quando meu pai que quase sempre o via com um semblante triste pelos cantos, fingindo um sorriso apenas para me acalmar.

Me culpava por toda a onda tensa que nos sobrevoava por anos, mesmo que por dentro sentisse que nada era realmente minha culpa, me sentia assim pela situação do meu pai que se afligia mais às noites em que eu e ela discutimos. Por isso que, por muitas vezes, fugia para os braços dos meus amigos que os considerava como irmãos pelos tantos anos que nos conhecíamos, mas conheci Yngrid primeiro, desde a minha chegada, quando tinha nove anos, nos demos bem desde a primeira olhada seguido por um sorriso tímido por minha parte.

Por vezes que não estava com eles, me refugiava pelos caminhos que a praia me levava: caminhando na margem, descalça, sentindo as ventanias com o cheiro salgado do mar que tanto me acalmava.

Admito que sempre que mergulhava, esperava por algo que nunca chegou a acontecer, aquilo de certa forma me deixava confusa e decepcionada.

Me sentia incompleta, e não era de hoje.

Dia anterior àquele, ajudava, como inúmeras vezes ajudei, de muito bom grado, desde criança, a remoção do lixo pela praia como também a retirar o lixo que as ondas levavam para o fundo do mar. Estava sempre acompanhada por alguns colegas da escola e outros moradores, um grupo pequeno mas que fazia diferença comparado com outras pessoas de mentes tão pequenas que dava pena discutir. Infelizmente, um deles era minha mãe, mas não por ela ser uma pessoa sujeita a poluir mais o mundo, mas por eu fazer parte daqueles que se importam com a vida ambiental e marítima. Nunca entendi e nunca vou entender seu comportamento negativo das várias coisas que faço.

Deixei de me importar e ter a sua autorização para o fazer, mas sempre pensava em dias melhores e da nossa relação melhorar, mesmo com a situação em si não dar nenhuma esperança de melhora.

Camila - Está bem. - Antes de ir, deu um beijo no meu pai e bagunçou meu cabelo. - Quando voltarmos, vamos conversar.

Thais - Uhum. - Mal a olhei, continuando a olhar para a minha torrada que quase deixei queimar.

Camila - Até. - Diz sem ânimo.

Michel - Tenha um bom dia de trabalho, amor. - Se despede abrindo um sorriso, mesmo que seja sem alguma animação, observando ela atravessar a sala para ir até a porta e sair. - Não deveria falar com sua mãe assim...

Thais - Talvez não deveriam me tratar assim também. - Retruco rapidamente.

Michel - Thais... - Tentou me repreender.

Thais - Pai - O chamo para fazê-lo parar de tentar melhorar a situação que apenas piora. -, não quero discutir com o senhor, vai ser demais pra mim se chegar a esse ponto... outra vez. Bom, já vou ir, não chego tarde, prometo.

Me levanto da cadeira do balcão e me viro, indo em direção a escadaria logo ao lado, para subir as escadas e entrar no corredor, virando a parece que separava o corredor em frente do meu quarto da escada, caminhando em presa até entrar no quarto. Logo que entro, escuto o toque do meu celular que estava ligado no carregador em cima da cômoda ao lado da cama. Vou até ele numa corrida e o peguei antes de sentar na cama, vendo ser uma chamada da Yngrid.

Antes de atender, dou um suspiro para me acalmar e acalmar a minha voz, fechando meus olhos no processo, tirando os pensamentos ruins da minha cabeça para me deixar mais alegre e ela não perceber meu desânimo.

Thais - Oi, sua Puta! Já estava de saída!

Thais Off

Yngrid On

Yngrid - Também já... - Paro de falar por uns segundos para amarrar o cadarço do meu tênis, dando pulinhos pelo quarto, quase caindo pelo desequilíbrio, mas logo me recomponho e volto a falar com ela. -, só me falta fazer umas pequenas coisinhas.

- Te conhecendo, posso até imaginar essas coisinhas. -

Yngrid - Rapais, marreu tô te falando a verdade... são só umas coisinhas beeeem pequenininhas. - Se ela imaginasse essas coisinhas, me matasse na hora e falasse: " deveria ter feito antes de combinar pra sair ".

- Tá bem, vou te esperar no Píer. -

Yngrid - Em frente das lojasmerricanas. -Disse com sotaque mexicano.

- É só uma, já deveria saber. -

Marcela - YNGRID!! ANDA LOGO!!

Seu grito ecoou pelo corredor e entrou pela porta do quarto, me fazendo tremer os rins.

- Acho melhor você ir. Conhecendo sua mãe. -

Yngrid - Cê escutou, viada? - Pergunto, abismada.

- Tchaaaau. -

Yngrid - Tchau, Puta. - Desligo a ligação, fazendo uma careta de choro antes de sair do quarto e fechar a porta atrás de mim. Desço as escadas, me deparando com a visão da minha mãe de frente à escadaria, com os braços cruzados e me olhando séria, me olhava assim desde a minha última travessura. - Oi, mami. Cê tá bem? Pergunto pela sua face que tá meio... raivosa.

Marcela - Não queira tirar a tensão que está no ar, Yngrid? Já que você mesma quem colocou. - Apontou para mim.

Yngrid - Mãããe... - Tombo a minha cabeça para trás, me apoiando no corrimão do lado direito da escadaria.

Sempre que aprontava alguma com o meu namorado, ou desde sempre, sozinha ou com outros amigos sem a interferência da Thais por ela ser boazinha demais pra fazer alguma atrocidade contra essa cidade, meus pais acabavam descobrindo por fofocas via bocas grandes das nossas vizinhas ou por... apenas foi só uma vez que descobriram a minha saidinha pela polícia ter me encontrado numa boate de festas em Los Angeles, lugar esse que era ponto de drogas, prostituição, entre outros atributos.

Por mais que tenha sido apenas uma vez que tenha acontecido, a história ficou como uma marca minha em toda a vizinhança, coisa que fez meus pais darem o melhor e maior sermão de todos, quase que levei uma lapada do meu pai por descobrir que estava lá acompanhada do meu namorado, e desde esse dia, que foi ano passado, ele retirou a sua permissão para namorar com Guilherme que foi dificilmente difícil conseguir depois de meses de namoro e bom comportamento por via dele. Ainda sim, ainda continuava namorando com ele, contra todos: meus pais, meus amigos, pela Thais que sempre teve um pé atrás com ele. Me encontrava com ele, sempre fora de casa, senão, ele era um homem morto pelo meu pai ciumento.

E ainda era falada pela más bocas das nossas vizinhas por isso e por muito mais, já que eu aprontava desde que me conhecia por gente, mas as minhas artes quando menor eram bobas, nada comparado com as minhas idas em lugares de terceira ou em atos como pichação que eu considero como arte. Minha mãe sempre comprava briga contra todos os que falavam mal de mim, até perdeu algumas amigas por isso. Me sentia mal, sim, pelas consequências das minhas aventuras aventuradas sem pensar, apenas seguindo a adrenalina que sentia junto do meu boy.

Fiquei ainda mais falada na escola, já era pela minha popularidade e ser extravasada depois de anos sendo extrovertida e falar com todos os grupinhos rotulados que toda High School possuíam, sem preconceitos como quase todos ali tinham. Mal falada por pensarem que também estava me prostituindo ou que usava drogas, que logo apareceria grávida. Coisas que falavam, mas nunca olhavam para o próprio umbigo, pois a maioria que me julgava usavam drogas e também outras substâncias piores.

Nunca julgava eles por isso, mas sim, pelas pessoas que eram.

Nesse caminho, eu perdi alguns amigos, o que me deixou mais pra baixo, mas os que ficaram me deram apoio que eu precisava com toda a bola de neve que havia me metido, eles sim sabiam que eu nunca usaria algo assim, por mais que Guilherme e seus outros amigos me ofereciam.

Eles ainda sempre ficam putos quando dizia sobre ele ou quando o via, principalmente Thais que fingia demência quando ele estava presente, exercendo seu deboche, ironia e sarcasmo, sendo que eu mesma que a ensinei.

Mas, um dia, todas as fofoquinhas que ainda se estendiam depois de meses do acontecido, estavam me enchendo a cabeça e me fazendo perder a paciência que nunca tive.


No intervalo, subo numa das mesas de centro do refeitório e grito:

Yngrid - VOCÊS, SEUS BANDO DE FILHOS DA PUTA, PODEM, POR FAVOR, PARAR DE BUCHICHO PELOS CANTOS COMO SE EU NÃO TIVESSE OUVIDOS PRA ESCUTAR, CACETE! DEVERIAM PRESTAR MAIS ATENÇÃO NAS SUAS PRÓPRIAS VIDAS DO QUE PRESTAR ATENÇÃO NA MINHA, QUE EU SEI QUE É BEM MAIS INTERESSANTE DO QUE AS SUAS INDIGNAS DE ATENÇÃO!! ALGUNS AQUI SÃO BEM PIORES, MAS EU DIGO ALGUMA COISA?! DIGO?! SE ALGUÉM SE LEVANTAR E DIZER QUE EU FALO MAL DE ALGUÉM, TÁ MENTINDO...!! Digo, quase, porque sempre que posso falo diabos e infernos pro grupinho de Putas das líderes de torcida! - Gargalho alto, encarando diretamente o grupo numa mesa distante, ouvindo alguns risos. Logo paro de rir e fico séria. - Será que podem? Isso já tá ultrapassado e eu não sou de ficar na sombra de uma arte que fiz. Meus amigos do peito sabem!

Tener - Lá, lá, eu não conheço essa doida. - Cantarolou com sua voz suave, passando na frente da mesa com sua bandeja e perdendo seu olhar sobre o refeitório, fingindo não me ver.

Yngrid - Ótimo, tem um infiltrado no meu clã. - Sigo ele com meus olhos que estavam um tanto arregalados.

Thais - Yngrid, você quer descer daí. - Diz em sussurro, escondendo seu rosto com a mão pela vergonha.

Yngrid - Estamos avisados! Espero que sim?!


Marcela - Você sabe o que fez para ficar de castigo, mesmo eu te falando para não sair com esse teu namoradinho mal encarado que não confio nem na sombra, você vai e sai, ainda chega de madrugada! Agora, se você ainda quiser sair com sua boa amiga no qual a mãe dela... digamos, deixou de gostar da amizade forte de vocês, o que é compreensível...

Yngrid - Mãe, você tá do meu lado ou do lado da bruxa? - Pergunto, revoltada, vendo a feição séria que deu. - Desculpe-me pelo palavreado.

Marcela - Você só sai pelas minhas ordens, depois de muito mamão com açúcar que dei para seu pai. Agora, vá colocar a louça para lavar, limpar os armários, aproveita também para arrumar os alimentos, passar um pano no chão e...

Yngrid - Mãe, vai fazer o espírito da escravizaura me incorporar? - A encarava com os olhos quase arregalados, revoltados e indignada, enquanto apontava minhas mãos para meu corpo. - Manhê... num faça isso comigo não. Tô toda produzida pro meu rolê. Vai fazer isso comigo mesmo?

Marcela - Hãã... Vou. - Responde e logo sorriu, levantando suas mãos para cima. - Agora vou poder ter o relaxamento merecido depois de um dia inteiro de trabalho.

Yngrid - Você nem trabalhou hoje. - Retruco, cruzando meus braços com indignação.

Marcela - Ontem eu cheguei morta por trabalhar desde às seis horas da manhã até às oito da noite, naquele ninho de vespas! E ainda acordei para ajudar o seu pai que estava morto de cansaço, e ainda foi para o trabalho. - Respondeu na autoridade. - Deveria dar mais valor aos seus pais, menina!

Yngrid - Eu dou, mãe! Mesmo tendo nossos momentos bem tensos, eu amo vocês! Agora... eu preciso mesmo fazer tudo isso?!

Marcela - Sim e recomendo começar logo se quiser sair. - Responde com um sorriso debochado e cínico antes de passar por mim, bagunçando o meu cabelo ao subir os degraus. - O banho de rosas e velas aromáticas estão me esperando.

Yngrid - Puta que pariu!! - Grito e pulo três degraus abaixo para pisar no chão, correndo como se não houvesse amanhã na direção da cozinha e parar em frente à pia, suspirando de desespero por ver o tamanho da pilha de louça que estava em cima dela. - Minha Santa Senhora Maria Nazaré, me ajuda!

Esfregava a bucha nos copos, pratos, talheres, forçando ainda mais meus músculos nas panelas sujas de óleo e restos de comida, reclamando comigo mesma pela dor que estava começando a sentir nos braços, ainda mais quando comecei a escutar a voz do Péricles no andar de cima. Paro de esfregar e me viro para sala, encarando o começo da escadaria, não me surpreendendo ao ouvir a voz da minha mãe cantando início da música.

Marcela - Vou de casa pro trabalho e do trabalho vou pra casa! NA MORAL!! Sem zoeira, sem balada, sem marola, sem mancada, eu tô legal!!!

Eu ria enquanto ouvia, até tirando o meu temperamento reclamam, começando a seguir ela na cantoria.

Yngrid -Faça sol ou faça chuva, o que eu faço pra você, nunca tá bom! OUVIU, MÃE!!! - Grito para ela na pausa da voz.

Marcela - Pago as contas, faço as compras. Tudo bem, eu sei, é minha obrigação!!

Yngrid - Nessa ela ganhou. - E começo novamente com a discussão, via música. -Mais eu tenho, reclamações a fazer!! Mais eu tenho, que conversar com você...

Marcela -A PIA TÁ CHEIA DE LOUÇA!!!

Arregalo meus olhos e abro minha boca, me virando para trás para encarar a escada.

Yngrid - NÃO CHEGOU NESSA PARTE AINDA!! - Em meio ao meu grito, escuto outro toque do meu celular, me tirou totalmente da concentração da discussão sem sentido. Solto tudo na pia e pego a toalha de mesa do lado para secar minhas mãos e poder pegar o celular dentro do bolso, vendo que era Stancy ligando. - Fala, caceta, e já vou avisando que vou chegar meio atrasada.

- Bom... isso meio que não vai importar. -

Yngrid - O que você falou?

- Não vai dar para sair agora, nem eu ou a Maria. Acabou de chegar dois ônibus de excursão aqui e o nosso chefe nos mandou ficar até essa gente toda comer. -

Yngrid - Mais que caceta! Miou o rolê!

Marcela -Se eu largar o freio!! Vai ver do que sou capas de fazer!!

Yngrid - MANHÊ, PODE FECHAR A BOCA POR CINCO MINUTOS!! - Grito para ela, virando para a sala, revirando meus olhos por ouvir ela continuar a cantar. - Ela é mãe, ela não me obedece.

- Já vou, Senhor! Desculpa, tenho que ir.-

Yngrid - Ah, tudo bem. - Dou de ombro, fingindo para mim mesma, e para ela, que não me importo. - Já tô até acostumada pelas tantas vezes que vocês cinco cancelaram uma saída por trabalho.

- Está tudo bem mesmo? Pergunto por saber como você é. Sair pra você é uma hora sagrada, ainda mais quando estamos nas férias. -

Yngrid - Nã! - Assopro a voz, a deixando aguda, novamente dando de ombros.

- Prometo que depois que saímos, vamos nos encontrar e... -

Yngrid - Nããããão se incomode, Stancy, não quero atrapalhar... - Respondia com meu jeito irônico de ser. - Aliás, não tinha que trabalhar?

- Ai, porra. Tchau! -

Yngrid - Tchau. - Desligo a ligação com um beicinho desanimado, mas logo desfaço, arregalando meus olhos por lembrar que a Thais estava me esperando, e ainda tinha que fazer mais coisa nessa casa. - Amiga, já tô indo!

( Continua... )

24 de Maio de 2021 às 00:46 0 Denunciar Insira Seguir história
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