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JasperW


Thomas Reis, 17 anos, nascido em uma fase da lua azul, nasceu com poderes de controlar a água. Sua mãe morreu para pagar o preço, ele vive com seu pai. Sua vida fica confusa quando um vizinho muda para a casa da frente, garoto que revira sua história. Como esconder seu segredo do amor de sua vida?


LGBT+ Todo o público.

#romance #gay #lgbt+
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Prólogo



A lua me escolheu. Convivo com seu poder, que paguei com a vida da minha mãe, nunca quis isso mas fui obrigado a aceitar esse dom, no início meu pai me culpava, ele bebeu muito, passou a se encontrar com uma terapeuta e entrou nos viciados em álcool. Livre do álcool, ele percebeu que não foi minha culpa, nascer diferente. Ele se chama Pedro. Eu tenho uma empregada, que ficou com a gente desde que eu nasci, Petra. E tenho meu amigo Theo, que foi a única pessoa que contei. Todos esses três além de mim sabem do meu segredo. As vezes tenho medo do que acontece se eu pirar de vez, será que posso matar? A marca que me cerca, a lua me possuiu, minhas bochechas mostram a marca, duas meia luas, com concavidade voltada para minha boca, uma em cada bochecha elas não aparecem, só quando eu quero ou quando minhas emoções ficam muito forte.


Acordo com o sol queimando minha cara, sou um pouco sonâmbulo. Levanto suando um pouco, olho no despertador, ainda estava cedo. Fui ao banheiro fazer minha higienes matinais. Desci as escadas de madeira e fui até a cozinha.

--Tudo bem? Tá vermelho na cabeça -- disse Petra enquanto lavava a louça.

--Tudo bem, cai da cama e fiquei com a cara no sol -- tomei um suco.

--Não é novidade.

--Cadê meu pai?

--No hospital, plantão -- Meu pai era cirurgião, quase não estava em casa -- Tem sangue novo aí na casa da frente, vai lá dar as boas vindas. Mas antes coloca uma roupa, não vai de pijama -- sempre tinha o hábito de andar de pijama pela minha casa, as vezes ia pelo menos ao mercado de pijama. Coloquei o copo na pia, Petra me olhou com aquele olhar de vou te mata no tijolo. Sai de fininho.

Depois de subir e trocar de roupa eu desço e abro a porta de casa. Confesso que estou um pouco nervoso, ao ponto de congelar a maçaneta da porta. O coração acelerava. Atravessei a rua e vi algumas caixas do lado de fora. Um mulher apareceu.

--Olá, sou o vizinho da frente. Meu nome é Thomas -- cumprimentei -- Quer ajuda?

--Oi, sou a Camila. Quero sim obrigada -- peguei algumas caixas e entrei com ela -- cuidado com a pestinha -- Não entendi, até que um par de mãos agarra meu pé, quase caio de susto.

--O que!?

--Essa é minha filha mais nova, Freya.

--Você é cheiroso -- disse a garotinha enquanto se enfiava nas minhas pernas, já quase caia.

--Freya! Solta ele! -- gritou a mãe. Ela saiu correndo para o quarto -- Pode deixar lá em cima.

--Ata -- subi as escadas de mármore e madeira e deixei as caixas quase perto de uma porta de madeira.

Uma música, foi o que escutei, um violino estava tocando, aquilo me alegrou, andei devagar em direção da música, cheguei na porta de uma quarto e olhei devagar, um garoto da minha idade estava tocando de olhos fechados, sentado em sua cama. Ele abriu os olhos e parou, logo ficando vermelho e desviando os olhos para qualquer outro ponto, garoto de cabelos negros, e olhos verdes, esmeralda, mas nem tanto assim.

--Nossa! Me assustei não vi você aí.

--Tudo bem. Sua música é muito bonita, aprendeu com quem? -- ficou vermelho, mais ainda.

--Meu pai, ele me ensinou a tocar -- fixou os olhos esmeralda em mim -- sabe tocar algum instrumento?

--Sim, teclado e piano -- disse nervoso -- e um pouco violão, estou aprendendo.

--Que bom -- sorrio torto.

--Sou seu novo vizinho, da frente. Além disso tenho que ir tchau.

--Tchau -- sorrio.

Desci as escadas e antes de sair a Camila me chamou.

--Oi, obrigada por me ajudar, tome -- me deu uma caixa -- Agradeço muito -- sorrio.

--Obrigado.

Saio da sua casa. Aquele garoto de olhos esmeralda.


(Gabriel)
Olho pela janela e vejo o garoto que me assustou atravessar a rua. Aquele garoto de olhos safira.



17 de Maio de 2021 às 22:24 0 Denunciar Insira Seguir história
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