patykastanno Patricia Kastanno

[Olicity • Hétero • Comédia Romântica • Universo Alternativo • Longfic] Felicity Smoak (Emily Bett Rickards) é uma jovem recém formada que acaba de ser contratada para trabalhar como técnica de informática na empresa Queen Consolidated, uma das mais renomadas da cidade de Starling Central. Ainda pouco habituada à nova rotina, o destino da loira dá uma reviravolta quando ela acidentalmente conhece Oliver Queen (Stephen Amell), seu chefe e dono da empresa onde ela trabalha. A atração entre os dois é inevitável, e apesar de Felicity não ser do tipo que cede tão facilmente, Oliver tentará conquistá-la de todas as formas; mesmo que isso não agrade muito sua ex-namorada, Laurel Lance, uma jovem advogada e também antiga rival de Felicity na faculdade. Contudo, Laurel não será o único obstáculo entre essa relação, já que Oliver Queen mantém uma identidade secreta conhecida como "Arqueiro Verde", o famoso e desconhecido herói defensor da cidade. E agora nesse louco amor envolvendo herói e mocinha, será que vale arriscar um "felizes para sempre"?


Fanfiction Seriados/Doramas/Novelas Para maiores de 18 apenas.

#au #romance #heróis #amor #olicity #arrow #oliver-queen #felicity-smoak #arqueiro-verde
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Dia de Azar




Notas Iniciais:

Olá leitor(a), seja bem vindo(a)!
Estou aqui com a minha primeira fanfic. Para esclarecimento, eu comecei a assistir Arrow ano passado e gostei muito do casal Oliver e Felicity (P.S.: Nada contra a personagem Laurel), e foi a partir daí que decidi escrever a história.

Observações:
# Tradução do título: "Louco Amor";
# Trilha sonora: "Crazy Love" de Kaiia & Manilla Maniacs;
# Esta história não tem um tempo exato, é ficcional comparada às temporadas e acontecimentos da série;
# É totalmente focada no ship "Olicity", portanto se você não gosta, não leia;
# O nome da cidade é "Starling Central", junção de "Starling City" e "Central City", visto que é um "crossover", ou seja, possui personagens de Arrow e The Flash;
# Oliver Queen é o "Arqueiro Verde";
# É toda narrada na 1ª pessoa pela protagonista Felicity Smoak (exceto alguns capítulos, previamente alertados);
# As partes escritas em itálico são para indicar pensamentos e os asteriscos são para indicar quebra de tempo;
# Postagens semanais (eventuais atrasos serão justificados nas notas);
# Comentários serão sempre respondidos;
# Plágio é crime, portanto não copie o conteúdo desta fic que é de minha total autoria, sem a devida permissão;
# Esta fanfic também foi postada no site Spirit e no site Wattpad;

Por fim, espero que goste da história e sinta-se à vontade para comentar, tirar dúvidas e/ou dar sugestões. Boa leitura!


***


Capítulo 1 - Dia de Azar


Hoje é o meu terceiro mês de trabalho. Eu ainda acho tudo isso bem diferente de quando eu trabalhava no Big Belly Burger. Os horários, as exigências, os chefes... enfim. Tudo mudou drasticamente quando eu resolvi vir trabalhar na Queen Consolidated.

Eu moro sozinha em um apartamento aqui em Starling Central e tenho uma vida comum. Apenas trabalho e uma vez ou outra, bebo com os meus amigos. Não é nada fácil viver assim, admito. Por vezes eu me sinto muito solitária e até consigo sentir falta da minha falante mãe, Donna.

Mas daí eu penso melhor e vejo que estou onde deveria estar. Minha mãe vive em Las Vegas, trabalha como garçonete e jamais aprovou nenhuma das minhas decisões, especialmente a que envolve gestão T.I. e trabalhar num escritório.

Mas aqui estou eu, linda e... atrasada. Sim, esta é a minha realidade: eu acordo pontualmente às cinco e meia, mas hoje, por algum motivo desconhecido, meu despertador nem se mexeu e eu acordei exatamente seis e quarenta.

E parece que realmente já não é um bom dia. Primeiro de tudo, assim que eu saí de casa, começou a cair uma tempestade, e considerando que o meu carro está na oficina eu tive que pegar um táxi. E eu até chegaria sem nenhum transtorno até a Queen Consolidated, se não fosse pelo terrível trânsito que eu peguei até lá.

Depois de alguns infinitos minutos de espera, eu consegui chegar. Mas logo que eu saí do carro e paguei o homem, tomei um "banho" quando um outro carro passou em disparada.

Ótimo, eu chegaria toda imunda em frente à minha chefe que era o demônio em pessoa! E logo ela, que já não ia nada com a minha cara.

Entrei na empresa às pressas e corri afobada até algum banheiro para visualizar o quão grave estava o problema, nem me preocupando com os dois homens altos e bem vestidos que estavam no elevador. Eu havia escondido a blusa molhada com um casaco por cima, mas eles nem sequer me olharam e foram apertando o andar.

Eu faria o mesmo, se não tivessem me caído todos os papéis da pasta que eu carregava. E se antes eles não haviam sequer me notado, agora eu havia virado o centro das atenções.

Como eu estou desastrada, meu Deus!

O tempo que eu levei para recolhê-los foi o tempo exato em que o elevador chegou ao último andar, que era onde os funcionários importantes da empresa ficavam, e eu, já não querendo perder mais tempo do que tinha perdido, entrei ali mesmo, esperando não encontrar nenhum deles pelo caminho.

Por sorte, se é que eu ainda tinha alguma, parece que todos eles estavam em uma reunião ou algo assim e essa foi a minha chance de correr até o banheiro mais próximo, sem ler qualquer aviso. O local era um luxo, jamais entraria num ambiente tão requintado, exceto pelas circunstâncias de hoje.

Rapidamente encarei o espelho que decorava a parede e a situação não era das melhores, já que as manchas de lama estavam em um contraste perfeito com a camisa branca. E foi então no desespero, que procurei por lenços umedecidos na bolsa, mas como uma boa atrapalhada, deixei cair tudo no chão.

Eu sei que eu sou desajeitada, sim, mas hoje tá batendo o recorde!

De repente alguém gira a maçaneta. Droga!

Eu corro para o sanitário e fecho a porta com cuidado, permanecendo quieta para que a pessoa vá embora, porém o indivíduo demora mais que o previsto e numa espiada pela fechadura da porta, eu vejo a figura de um homem alto e loiro.

Espere... eu o conheço. Essa não! Esse era Oliver Queen, meu chefe! Ou melhor, chefe da minha chefe e de todos que trabalham aqui.

Eu continuo na espreita olhando pela fechadura e este está segurando um celular nas mãos, despreocupado como eu com certeza estaria sendo um bilionário. Contudo, ele se agacha e suas mãos agarram algo no chão.

M-meu batom que deixei cair quando a bolsa espalhou meus pertences agora à pouco. Merda!

Ele examina o objeto curioso e logo olha em volta e num reflexo de me proteger, eu me afasto da porta, mas apenas para cair em cima do cesto de lixo do mesmo, fazendo barulho e denunciando minha presença.

Idiota, tonta! Esse será o meu fim, esse será o meu fim. E eu que pensei que trabalharia aqui por muitos anos, pobre de mim.

O som de passos me põe em alerta, e por fim ouço batidas leves na porta onde estou.

— Alguém aí? - ele pergunta do lado de fora.

Eu tapo minha boca prendendo a respiração e parece que ele então desiste e sai do banheiro. Passados alguns minutos, eu saio de manso, torcendo que não venha mais ninguém. Em meu relógio constam trinta minutos de atraso.

Isso sim é acordar com o pé esquerdo!

— Ahá! - uma voz exclama me surpreendendo e eu só consigo gritar de susto e me esconder como posso atrás do secador de mãos em que eu me empenhava para secar a camisa.

Oliver estava ali novamente e eu estava... de sutiã, apenas!

Pela sua expressão assim que me viu, ele também se assustou e ficou sério quase na mesma hora, virando-se constrangido.

— Oh, me desculpe. - foi sua fala.

O que eu faço agora? O que eu faço agora?

Eu visto a blusa muito rapidamente e meu rosto queima de vergonha e ansiedade.

O que eu vou dizer? Ele me pegou no flagra, eu vou ser demitida com certeza. Não era para eu estar aqui, este é o andar dos executivos, o banheiro deles. E adivinha só? Eu não trabalho aqui e sim no quinto andar, departamento de T.I., ou pelo menos trabalhava.

— Pronto?! - sua voz me tira dos devaneios. Ele estava virado ainda, aguardando que eu me vestisse.

— Sim. - eu respondo com a voz trêmula e ele se vira para me encarar. Minhas pernas estão bambas e meu coração parece que vai vir na boca a qualquer momento.

Ele é muito bonito: alto, musculoso, tem lindos e hipnotizantes olhos azuis claros e está me olhando fixamente com um sorriso triunfante. Droga, ele é uma visão do paraíso.

— Eu sabia que havia alguém aqui. - ele comenta rindo. - Me desculpe surpreendê-la assim. - ele diz em seguida vendo o meu embaraço, para então retirar do bolso o meu batom. - Creio que isso seja seu. - completa.

Eu apenas confirmo com a cabeça e aperto a embalagem entre os dedos. Meu cérebro está paralisado e eu não consigo murmurar nada, minha voz sumiu e eu não posso encará-lo.

— Você trabalha aqui? - ele pergunta e eu tremo. Era a pergunta que eu mais temia.

— E-eu... sim. Quer dizer, não... eu não. - eu fecho os olhos confusa.

Devo mentir ou dizer a verdade?

Minha única ideia agora vem de imediato. - E-eu tenho que ir. - eu digo e saio correndo do banheiro com tamanha pressa que quase consigo derrubar um executivo que saía do elevador pelo qual eu entrei e fechei a porta.

Mais tarde...

Depois dessa "aventura alucinante", cheguei no escritório ofegante e suada e torci para não encontrar a víbora da minha chefe, e não a vi. Meu pequeno escritório estava lá, do jeitinho que eu deixei, então fui logo tratando de começar meu trabalho e tentar não pensar na merda que eu havia feito.

— Felicity! - berrou Isabel chegando na porta do escritório com uma cara fechada. - Sabia que está quase uma hora atrasada? - ela diz indo até minha mesa para me amedrontar mais. - Qual a sua explicação para isso? - ela pressiona me olhando firme.

Eu engulo seco e pisco algumas vezes.

— I-imprevistos... no caminho. - eu titubeio.

— Que tipos de imprevistos, senhorita Smoak? - ela insiste e eu quero puxá-la pelos cabelos escuros e jogá-la escada a baixo, mas não posso, pois ela ainda é minha chefe... infelizmente.

— Meu carro... está quebrado. - eu explico após respirar fundo.

Ela sorri irônica.

— Creio que tenha ouvido falar em algo chamado "táxi", não?! - ela diz e sai, retornando em seguida para completar. - E não quero mais atrasos, ou meu superior ficará sabendo e estará no olho da rua antes que possa me dar mais desculpas esfarrapadas. - ela sai finalmente.

Eu bufo irritada. Meu celular toca.

— Oi Felicity, está ocupada? - era Sara, minha amiga de longa data.

— Oi Sara. Um pouco, por que? - eu digo tentando esconder meu mau humor. Ela ri do outro lado da linha.

— Você parece mais irritada do que ocupada. O que foi? Isabel te enchendo de novo? - ela pergunta rindo.

— Não pergunte, hoje foi um dia daqueles. - eu digo revirando os olhos.

— Bom, então melhor ainda. - seu tom é de animação. - Que tal uma bebida hoje a noite comigo e Laurel? - ela propõe.

Sara era uma boa e velha amiga, estudamos juntas e tínhamos muita afinidade. Ela era irmã de Laurel, a garota mais popular, e digamos que ela não era uma amiga minha. Ok, eu a odiava! Ela sempre me tratou como inferior por eu ter conseguido entrar na faculdade por bolsa, enquanto as duas eram as típicas adolescentes classe média. Laurel era advogada, uma das mais renomadas da cidade; e Sara era modelo, enquanto eu... bem, trabalhava no departamento de suporte de T.I.

— Ok. - eu murmuro meio contrariada.

— Ótimo. A que horas você sai? - ela não parece notar meu leve desagrado, mas não é novidade. Ela nunca notou que eu e a irmã dela não éramos íntimas, e eu preferi omitir isso para não magoá-la.

— Ás seis. - eu respondi sem ânimo.

— Seis? Achei que fosse às cinco em seu contrato. - ela comenta com sarcasmo.

— Bom, considerando que eu cheguei meia hora atrasada hoje... Isabel com certeza vai me fazer ficar aqui uma hora a mais. - eu digo entediada.

Sara ri outra vez.

— Você realmente devia mudar de emprego. - ela diz. - A gente se encontra no Verdant, ás seis. - retifica.

— Combinado. - eu falo.

— Até mais tarde. E sem estresse Fe, não liga pra megera, ok? Beijo. - ela diz rindo e desliga assim que eu respondo num resmungo curto.

Não ligar... isso é fácil, vindo de Sara que sempre teve o que quis e nunca precisou de ninguém mandando ela fazer nada.

Sua carreira de modelo era um sucesso... sem falar nos rapazes que ela namorava, um mais bonito que o outro. Isso era um sonho que estava além da minha realidade.

— Felicity Smoak? - ouço uma voz me chamar e meu coração vira pedra. Eu ergo minha cabeça devagar temendo ver quem é. - Olá, eu sou Oliver Queen. - ele diz com um sorriso nos lábios parecendo zombar da minha expressão de ''pedido de socorro''.


***


Notas Finais:


E aí, gostou? Comente sua opinião, tire dúvidas e/ou faça sugestões.
Beijos e até o próximo capítulo!

17 de Maio de 2021 às 12:22 0 Denunciar Insira Seguir história
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