samturner Sam Turner

Era uma das noites mais fria de inverno e apesar disso, as ruas estavam bastante movimentadas, gentes de todos os lugares que veem a visitar os espreito corredores de lojas, comprando presente, lembranças e baboseiras pois, era véspera de natal. no meio daquela multidão, um pequeno garoto de cabelos negros e pele abatida, se arrastava carregando consigo um minúsculo livro e um lápis menor que uma bituca de cigarro. Ele parecia com frio mas, determinado a prosseguir sua jornada, mesmo sem saber ao certo onde iria para. Ele não tinha dinheiro, não tinha onde dormir, nem sabia direito o seu nome e é por isso que todos o chamavam carinhosamente de "Noraneko" ou só "Neko" pois, ele era miúdo como um "gato de rua" e valente como um.


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#suspense #drama #neko #investigação #gatilho #marfia #nora
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Neko

Era uma das noites mais fria de inverno e apesar disso, as ruas estavam bastante movimentadas, gentes de todos os lugares que viem a visitar os estreitos corredores de lojas, comprando presente, lembranças e baboseiras pois, era véspera de natal. no meio daquela multidão, um pequeno garoto de cabelos negros e pele abatida, se arrastava carregando consigo um minúsculo livro e um lápis menor que uma bituca de cigarro. Ele parecia com frio mas, determinado a prosseguir sua jornada, mesmo sem saber ao certo onde iria para. Ele não tinha dinheiro, não tinha onde dormir, nem sabia direito o seu nome e é por isso que todos o chamavam carinhosamente de “Noraneko” ou só “Neko” pois, ele era miúdo como um “gato de rua” e valente como um.

Ele foi se aventurando, sem temer as pessoas, passavam entre elas como uma sombra, de vez em quando, levantava a sua mão, pedindo esmola mesmo sabendo que ninguém iria lhe dar, pois, mesmo tendo tanto dinheiro para peças sem valores e brinquedos que não duraria uma semana, não tinha um tostão para jovem garoto de rua.

— psiu, garoto — uma voz rouca surgiu, chamando atenção de Neko para um beco estreito e sujo.

Encarando-o, estava um homem, agachado sobre a neve que ainda se atrevia a cair, ele tinha barba rala e suas roupas estavam todas amarrotadas, ele parecia desconfortável, até poderia ser comparado a um drogado, se neko não conhecesse essa raça tão bem.

— garoto — chamou ele novamente, apoiado em seu joelho ele estava segurando uma câmera fotográfica mais cara que todas as suas vestes, e foi nisso que Neko percebeu que era pior que encontrar um viciado, o homem era um fotógrafo.

Neko esgueirou-se, passando pelas pessoas em direção ao rapaz, ao chegar mais perto percebeu que o homem era só um jovem mal cuidado, parecia que não dormia a dias e que seu cheiro forte de cigarro indicava que um banho havia passado longe também.

— o que posso ajudar? — disse Neko tímido, enfiando suas mãos de trás das costas, segurando seu caderninho firme.

— você me parece um rapaz muito corajoso — disse o homem, abrindo um sorriso amarelo entre os lábios — qual é o seu nome?

— diga o seu primeiro — falou desconfiado

— Ah, certo. Meu nome é Takada e o seu?

— Neko.

— Olá, Neko! então, o que um garotinho tão corajoso anda fazendo espreitando essa região?

— Estou atrás de comida, senhor.

— ah, certo, certo, então podemos chegar em um acordo, não?

O homem apesar da aparência repugnante tinha um certo charme em sua voz, ele pegou de dentro de seu moletom alguns trocados, depois, guiando com seu dedo o garoto, em direção ao um prédio luxuoso do outro lado da rua.

— que tal nós ajudarmos? — continuou takada, — veja bem, eu preciso tirar algumas fotos de um cara dentro daquele prédio, mas, o segurança malvado não quer me deixar entre…

— não precisa falar comigo como se tivesse 10 anos.

— e quantos anos você tem?

— 14.

Takada entortou a cabeça e franzindo o cenho, mas, sacudindo o rosto com um sorriso amarelo estampado novamente.

— certo, certo. Preciso que você distraia o segurança para que eu possa entrar sem ser visto.

— E o que ganho com isso? — Takada, mostrou a nota entre seus dedos, colocando dentro do bolso do jeans rasgado de Neko.

— Se você topa, te dou o dobro se consegui as fotos.

Neko torceu os lábios tentando pela dinheiro, se conseguisse fazer bem feito, teria comida para ficar satisfeito, porém, valeria a pena? arrisca sua vida por tal satisfação, sabe-se que não comia à mesa direito, tal proposta parecia arriscada, perigosa, mas, ter sua barriga empanturrada de pão era tentador.

— eu aceito.

Neko mesmo com medo, seguiu firme adiante, atravessou a rua, e do outro lado chegou no alto prédio iluminado, sua placa esculpia letra que parecia banhadas de ouro e as portas de vidro, fazia-se cerimonia para um amplo salão de entrada, iluminado por belo lustre decorados por cristais, o chão de cerâmica com desenhos de anjos gravados nele, deixava tudo ainda mais luxuoso.

— uau — soltou o garoto, parado na entrada, sentia-se ainda mais pequeno diante daquele maravilhoso lugar.

Ele entrou, retraindo o corpo com um próprio abraço, ele não sabia para onde olhar, se era para os quadros de mulheres nuas renascentistas ou para cadeiras confortáveis que havia perto delas.

— com licença — disse um homem, alto como um monumento e forte como uma parede, ele usava um terno e em seu ouvido havia um espécie de pino onde era conectado em um rádio preso em seu braço direito — você está perdido? — perguntou ele, com sorriso no rosto, tinha um ar mais agradável do que demonstrava-se.

— Sim...— Neko espreitou atrás do homem e viu passar cautelosamente, Takada para atrás do sofá — quer dizer, não. você tem algo para comer aqui?

— Aqui não é um restaurante, garoto, aqui é uma casa de banho!

— Sério? — Neko colocou as mãos sobre o quadril, deixando seu rosto parecendo curioso e até um tanto inocente — jurava que aqui era um restaurante, tipo, olha esse lugar! todo luxuoso, muita gente rica vem aqui, tenho certeza.

— olha rapazinho, não tenho tempo para isso, sai! antes que tenha que expulsar você — o olhar do segurança tornou-se ameaçador, Neko por outro lado, parecia nem um pouco assustado.

Takada se arrastou para trás do sofá de veludo, enquanto, encarava Neko distraindo o segurança com uma história extremamente duvidosa de um gato e uma idosa. ele continuou na furtividade, até chegar ao elevado atrás da recepção, apertou o botão e esperou ansiosamente e quando finalmente abriu, acabou caindo por ter esbarrado em alguém.

— Ora, ora, se não é o mendigo que cheira cigarro — Um homem, alto de cabelos claros e olhos verdes, saiu do elevador, ele portava-se de um belo terno branco e um aroma de um perfume importado caro, que takada nunca tinha sentido antes.

— veja bem, moço. eu estou com fome, preciso de comida, essa porcaria de cidade não tem ninguém que me der, e os hipócritas depois vem falar de espírito natalino

— protestou Neko batendo o pé.

— sinto muito menino, mas, não tenho nada haver com isso — retrucou o segurança, cruzando os braços.

— STONE — gritou o figurão, arrastando Takada até perto do segurança.

— veja quem entrou novamente, este rato de esgoto e você novamente não prestou atenção!

— Sinto muito, senhor Dante — suspirou o segurança, recolhendo suas mãos na frente do corpo — esse garoto me distraiu.

— Oras, uma criança! você tá ficando cada vez mais sujo, Takada — sorriu Dante, soltando Takada — vá embora, antes que espante todos os meus clientes.

— você vai ver, eu vou provar que você não é nada que diz ser, Dante Yrick!

O loiro ficou encarando com sorriso perverso no rosto, Stone, o segurança, puxou Takada com apenas uma mão, enquanto, outro observava ir embora.

— stone, espere — falou o loiro, caminhando lentamente em direção a ele, que neste instante, estava já fora do prédio, ele esticou a mão e com força arrancou a câmera da mão de Takada que relutou para se solta. — Eu fico com isso.

— me devolva!

— só quando você pára de atrapalhar os meus negócios.

Stone arremessou Takada para fora, fazendo ele deslizar sobre o chão molhado da calçada. Todos ficaram encarando aquele teatro improvisado ocorrendo de dentro e fora do salão.

— agora você — Dante se virou em direção a neko, apontando seu dedo enluvado para ele — quem é você?

— Neko.

— Neko, uhum — repetiu o loiro, franzindo os olhos, mapeando de cima a baixo o garoto — de que buraco aquele fotógrafo meia boca te tirou?

— do outro lado da rua para ser mais exato — respondeu Neko, enfiando as mãos no bolso — eu não estava muito afim de engano-lo mas, ou era isso ou a fome.

— ele te pagou?

— sim — Neko retirou do bolso da calça a nota que Takada havia te dado.

— essa merreca? — Dante suspirou, abrindo um sorriso de orelha a orelha — isso é hilário, o que não fazem pelo mínimo de dinheiro.

— ele ia me pagar mais se caso conseguisse tirar uma foto — falou Neko constrangido.

— ah, claro.

Dante estalou os dedos e rapidamente Stone estava novamente ao seu lado.

— acompanhe o garoto até a saída, e certifique-se se ele não roubou nada.

— Sim, senhor.

— espera! — gritou Neko — você não poderia me dar no restante?

— restante? Por favor, você fez um trato um meia boca com aquele fotógrafo não comigo. eu não te devo nada! — debochou Dante — agora saia, antes que seja o próximo a ser arremessado porta a fora!

De fato, ele não tinha nada haver com o combinado, porém, ele interferiu, e acabou estragando tudo, então, talvez e de certa forma, Neko, acreditava que sim, Dante o devia. Ele lançou um olhar de desaprovação para o loiro que, em momento de distração, teve a câmera roubada por Neko.

— Ei! — rosnou o homem, levantando a mão e ordenando que o garoto o devolvesse.

— não! — retrucou ele, segurando a câmera firme entre os braços.

— STONE, PEGA ELE — Ordenou Dante.

O segurança veio para cima de Neko, como um jogador de futebol perseguindo uma bola, todavia, o garoto tinha o corpo esguio e conseguia desviar dos ataques com facilidade.

— Sinceramente… — suspirou Dante, encarando a multidão que se instalava na frente da entrada — se quer um trabalho bem feito, faça você mesmo.

Dante partiu em direção de Neko, por ter uma aparência mais atlética e ser mais leve que Stone, facilmente conseguiu seguir o ritmo do menor, agarrando-o pela cintura. Dante levantou o menino, deixando seus pés suspensos no ar.

— me devolva — exigiu o loiro, abraçando a cintura do menor, que por sua vez, suspendeu os braços, levando a câmera firmemente entre suas mãos — Stone, você só tem um trabalho.

Stone foi se aproximando, preparando-se para pegar a câmera, porém, antes que fizesse, Neko curvou o joelho e chutou com toda força o saco de Dante que, dobrou-se na hora, soltando o garoto e agarrando suas partes íntimas.

Neko cantou vitória, correndo em direção da saída, passando com agilidade pelo segurança.

— Sr.Yrick — preocupou-se Stone, tentando ajudar Dante a se levantar, mas, tendo a mão golpeada com um tapa do mesmo.

— não preciso de ajuda — gemeu ele, levantando sozinho, ajeitando-se como se a dor fosse apenas uma lembrança.

— Quer que eu mande os "outros" atrás dele?

— não será necessário.

Dante sorriu, arrumando o nó da gravata ele caminhou de volta para o elevador, subindo. Em seu olhar dava para ver que estava planejando algo, o que? Era difícil saber.

16 de Maio de 2021 às 01:31 0 Denunciar Insira Seguir história
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